Notas iniciais
Olá, Surpresa! Vou ter que adiar o capitulo de Kan, pois descobri nesse fim de semana que há um desfalque de dois dias entre os dois ambientes. Ou seja, Kan já esta indo para seu sétimo dia enquanto, aqui, esta no quarto. Acho que na nave os dias são rápidos e com acontecimentos que consomem as horas mais facilmente do que o que acontece na mansão. Espero que isso não seja ruim. E a seguir, no próximo capitulo, Dukan esta de volta. Sem mais alongamentos: -Boa leitura.

Despistando os dois distraídos da casa, Vinte seguiu Faith por corredores e escadas secundárias, sempre fugindo de qualquer um que aparecesse no caminho.

E logo Philipe e Brian espalharam a noticia do meio prisioneiro desaparecido. Agora Diana, Katrina, Hope, John Jalaska, Yan e Marlene estavam a procura-lo juntos. E eles acharam melhor não incluir Flecher nisso, embora fosse bem mais fácil acha-lo se ele soubesse e usasse o localizador que havia colocado em Vinte.

Faith era a guia de Vinte pelos caminhos confusos da mansão, e seguiam por um corredor quando de repente o som de uma conversa tensa á frente fez com que o soldado buscasse abrigo em uma das portas das laterais, arrastando a pequena junto. A ruiva riu com o fato de ele estar brincado tão determinado. Mas então, antes dela ver onde eles estavam, Vinte cobriu seus olhos com a mão e resistiu aos protestos dela, enquanto sussurrava para ela ficar quieta um pouco e dizia para alguém no mesmo tom baixo:

–Desculpe. – riu enquanto o outro começou a soluçar tenso e envergonhado. — Nós não vamos demorar aqui.

Era o quarto de Lucas, o menino havia se esquecido de levar a roupas limpas para depois do banho e acabou sendo pego enrolado na toalha. Ele ficou surpreso com a invasão e depois, com o soldado o olhando para que não o denunciasse com alguma exclamação, começou a ficar mais envergonhado do que já esteve em qualquer situação de sua vida. Compreensível, pois é um menino que se escondia sob o moletom e gorro, desviando o olhar de todos e ficando no canto dele, e estava exposto pra o desconhecido e não sabia o que fazer. E acabou descobrindo que quando sentia tanta vergonha acabava tendo uma crise de soluços, isso fazia sua pequena plateia sorrir, mas Faith riu apenas de ouvi-lo. Lucas se virou de costas não querendo vê-los, ou tentando fazê-los desaparecer, e vinte notou o desenho de pequenas asas escuras no alto das costas e no meio, mas antes que ele fizesse um comentário o menino voltou para dentro do banheiro do quarto e fechou a porta.

–Acho que já deu tempo. — disse Faith depois e ele a soltou.

Faith foi a primeira a sair dissimulando estar apenas passando no caso alguém aparecer, e assim que o corredor estava livre chamou Vinte. Ambos concordaram que não teria graça ou emoção ficar escondido em um único lugar e eles vagaram cautelosamente pelos andares sem permitir que alguém sequer os visse.

Enquanto isso Destiny finalmente despertava com um fone de ouvido envolvendo sua cabeça e jogada em uma poltrona macia da sala de instrumentos. A mesma que possuía um piano de calda e poltronas confortáveis, assim como uma sala que guardava outra diversidade de instrumentos, partituras, caixas de som e outros aparatos para se tocar e fazer musica. Ela estranhou estar ali, tirou o fone e o deixou sobre uma mesinha, ao lado de um pequeno aparelho sem bateria. Quem ela era, ela sabia muito bem; mas o que tinha feito ou como foi parar ali Destiny teria que descobrir ou se dispor a discutir com Savannah mentalmente quando ela aparecesse. A única coisa que se lembrava era de que estava lutando com a raivosa Taz e depois ela dormiu. Entretanto a ruiva sabia bem que quando ela dormia Savannah assumia, e por ter acordado ali, em um suposto novo dia, coisas aconteceram.

Novamente um movimento no corredor o fez Faith e Vinte irem para outro que era curto, sombrio e sem saída dando apenas em uma porta dupla adornada e branca. depois que se esconderam nas sombras encostados na parede, Beatrice passou discutindo com um telefone, falando o que alguém devia falar para um advogado que estava chateando os seus empregados, e depois de desligar irritada seguiu adiante passando pelo corredor que Faith e Vinte estavam sem nota-los, porém se lembrou de algo e retornou. Os dois perceberam que ela estava indo para aquele corredor pelo som das botas da morena, então fugiram para as portas antes que ela pudesse aparecer e vê-los.

O soldado seguiu Faith com certo pavor por saber quem estava vindo, e acabou trombando em Destiny que saia da sala e se assustou com a agitação. Vinte notou que era ela e logo fez um gesto para ela fazer silêncio, a segurou por um dos braços e eles se afastaram da porta indo para a sala á esquerda que guardava instrumentos pequenos e outras coisas. Enquanto isso do lado de fora da porta um toque de celular tocou e Beatrice voltou a atender antes de entrar. Destiny não entendia por que ela, sua irmã e o prisioneiro estavam se escondendo.

–O que esta acontecendo Faith?

–Nos escondendo. — disse a pequena cochichando para a irmã. — Espera... Destiny?

–É... — confirmou a outra e Vinte a encarou, os olhares deles se encontraram, mas a ruiva logo desviou e voltou a falar com a irmã. — Porque ele esta aqui?

–Shii... — fez Vinte para elas, pois Beatrice entrou no salão e suspeitou de algo, mas ignorou e seguiu para o piano.

A morena se preparou um pouco para tocar e logo o som se espalhou pelo lugar distraindo-a.

–E agora?- perguntou Faith para Vinte. -Eu não quero ficar aqui.

–Você não tem problema. Como eu vou sair daqui? Aquela garota só espera uma boa oportunidade para me acerta com qualquer coisa...

Eles esperaram um tempo.

–E se alguém a distrair — sugeriu Destiny -, a porta é aqui do lado e o piano pode te esconder.

Ela recebeu o olhar dos dois e Vinte sorriu pela ideia.

–Faith vai lá. — ele cutucou a menina do outro lado de Destiny.

–Manda a Destiny...

–Ela não. Você é a mais jovem, faz mais sentido estar andando por ai e em uma sala como essa. É só disfarçar ao sair daqui e depois vai falar com ela.

Assim a pequena pegou um caderno de musicas que tinha na pequena sala e saiu andando fingindo estar distraída com uma das folhas do livro. Beatrice parou de tocar assim que ela saiu, viu a ruivinha passar por ela e ir se sentar em uma das poltronas mais atrás da sala. A seguir Faith tirou os olhos da folha e a observou, sorriu largamente largando o livro e foi até Bea perguntando se era ela quem estava tocando e se podia ensina-la.

Quando Vinte teve certeza que Beatrice estaria ocupada respondendo as perguntas de Faith, puxou Destiny calmamente e seguiram para porta com sucesso. Enquanto isso Faith se surpreendia que Beatrice começasse a ensina-la depois de ter dado uma resposta que dizia bem o contrario, e acabou esquecendo o que estava fazendo querendo aprender as dicas.

Vinte e Destiny esperaram Faith do lado de fora por um tempo, mas ela não apareceu e Destiny foi ver o que aconteceu, pois se lembrou de que um das irmãs podia ajuda-la a descobrir o que aconteceu enquanto Savannah estava no controle.

–Faith, vamos, deixe a Beatrice em paz.-disse ela depois de entrar.

–Não, -disse a menina com a mão sobre as teclas – ela está me ensinando. E é bem legal.

Destiny não contestou e voltou para informar Vinte.

–Ah, então perdi a minha guia?- disse ele e Destiny apenas sorriu com um ar de "fazer o que". Então ele a olhou e sorriu — Então você esta de volta?

–Sim. — confirmou Destiny sem jeito.

Depois ele ficou a observando distraído procurando uma diferença desta com a outra, e já sabia que essa não falava muito. E ao fazer isso deixava Destiny mais sem jeito, ainda mais sem saber por que ele estava solto.

–Sua irmã é bem divertida, -comentou ele — onde estava não via muitas como ela.

A ruiva apenas sorriu em resposta.

–Você sabe onde é a biblioteca?- perguntou ele subitamente.

Logo ela o guiou até a biblioteca, e eles conseguiram não ser encontrados por ninguém.

O lugar era bem legal para Vinte, e depois que entrou ele foi pegando livros atrás de livros folheando-os e os devolvendo no lugar. Depois que o soldado comentou sobre Savannah ter lhe apresentado a mansão e ajudado na alimentação de Phanton, e eles começaram a conversar. E Destiny conseguiu perguntar pra ele o que havia acontecido. Assim, com ele narrando o que sabia, as horas passaram rápido.

–Como você conheceu o Phanton?- disse a ruiva para o garoto sentado em sua frente na mesa da biblioteca e dedicado a observar um livro de biologia com as imagens de alguns animais.

–Ele ia ser rejeitado. — disse ele casualmente folhando o livro um pouco. -O criador de Mediadores o achava um trabalho perdido por ser pequeno. E ele disse isso para o Capitão do comando quando foi entregar os novos Mediadores para serem treinados. O Capitão escolheu os treinadores dos outros e eu quis treinar esse que ia ser sacrificado, muitos riram. — Ele olhou a ruiva. — Já era difícil ser o que sou e estar querendo chegar a ter um comando sob minhas ordens. Então provei pra eles que não havia diferença de mim para qualquer um deles; e melhor, -ele sorriu- Phanton venceu a primeira competição para ser escalado nas viagens. Mas não o escolheram para ir a nenhuma das viagens seguintes por ser pequeno. Porém um dia ele conseguiu por que faltava Mediadores para tantas áreas cobertas pelos Totens.

–Ele me parece grande... — comentou Destiny um pouco tensa de pensar que aquele mediador no subsolo era o menor.

–Phanton cresceu um pouco, mas é um bom tamanho para ele ser ágil no voo. Os outros são maiores, um ou dois metros, e mais robustos.

–E porque você diz que é diferente dos deles?

–Por que sou. — respondeu ele secamente, depois notou que a menina ficou quieta, baixando a cabeça, achando que fez um pergunta que não era da conta dela. — Não faz isso... – ele disse entre os dentes e ela o olhou sem entender –... Ok, Vinte é um numero, me define como o vigésimo ilegítimo e um dos que conseguiu continuar vivendo na nave, mas eu não quis ser um trabalhador-de-sustentação como os outros. Meu pai era um cientista jovem e em seu primeiro ano, muito fascinado com seu estranho trabalho de estética e cabelo... -ele segurou uma mecha do cabelo prateado e depois soltou — quando recebeu uma cobaia jovem e disposta a tudo para sair de lá. Resumindo, meu pai conseguiu que o Estado permitisse que ele ficasse com seu primogênito, mas a cobaia continuou sendo tratada como cobaia; sem nenhum privilegio até seu descarte em dois anos.

A biblioteca ganhou novos sons, Flecher apareceu com o pequeno grupo que procurava Vinte atrás. Eles acabaram tendo que pedir a ajuda dele para encontrar o soldado e bem rapidamente eles o encontraram na biblioteca. Flecher pareceu não gostar muito de ver Destiny fazendo companhia ao soldado, ao mesmo tempo em que ficou mais aliviado de ele estar com alguém.

–Te achamos. – Philipe foi o primeiro a dizer algo quebrando o silêncio.

Depois Flecher indicou a Diana que o levasse à cozinha para comer algo antes de ser trancado em seu quarto no subsolo.

Nem Vinte ou Destiny tinham percebido que a noite já estava quase em sua metade.

Notas finais
Agora é certeza que o proximo será de Kan. rs. Postei da mansão porque o de Kan entraria em uma fase difícil de parar para postar uma sequencia dos combatentes. Neste capitulo: -Uma brincadeira de esconde esconde (ou seria isso com pega pega). -A historia de Phanton e de Vinte. Acho que consegui fazer a maioria aparecer aqui. Bom é isso. Obrigada por ler, até qualquer momento. @/ Comente, seja feliz e vamos indo...abraço.