Notas iniciais
Olá, séculos depois de sérios problemas (que não eram de saúde, nem de criatividade, nem de rotina lotada) o retorno de quem lhe escreve. Sem querer enrolar muito: Tenho uma decisão tomada, e vou explicar na nota final junto com o uma justificativa do atraso. Escrevi todo essa semana e.... daria pra parar de postar dois ambientes em duas semana, no sistema de 3 cap por semana...rs. Anteriormente: Clark teve um ataque estranho e a noite acabou com um belo armário de cristais quebrado, uma garota morrida e o cão desmaiado. Agora a continuação e espero que gostem! - Boa leitura.

O cão, que não passava de quatro anos de vida, foi posto em uma jaula localizada no laboratório onde Yan ficava. Depois Flecher teve a ajuda de Yan para acalmar os funcionários do que aconteceu, pois eles haviam ficado bem perturbados com a morte da menina. Flecher acabou fazendo um acordo, os subornado, para não comentarem o que aconteceu com ninguém.

No dia seguinte, ninguém da casa parecia que ia acordar. A noite estranha os deixou com imagens tensas para se dormir e muitos acabaram indo dormir bem tarde.

Mesmo tendo uma das piores noites de sono, Yan acordou cedo e foi ao laboratório para estudar o que houve com Clark. O bicho ainda estava dormindo quando ele chegou. Após algumas analises, testes e reflexão Yan quase podia concluir que o que Clark teve era uma reação colateral da sua intoxicação com um Difusor. Talvez ocasionada por ser de uma espécie diferente daquela que era o alvo de um Difusor (os humanos), e pela própria habilidade que tinha: ampla e cheia de informações para sua racionalidade de cachorro. E quanto a Kate, ela deve ter chamado a atenção dele por ter o cheiro de gato então, naquele estado, ela se tornou um alvo.

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–Eu não acredito que eles tenham um cemitério aqui. — disse Brian com uma voz um pouco assombrada andando pelos corredores do subsolo. — Isso é estranho e assustador. Sabe, agora podemos ter a certeza que aqui tem tudo para um desencarnado aparecer, puxando cobertas de noite, ou o cabelo — puxou rapidamente uma das mechas negras do cabelo de Cadius que andava na sua frente no corredor — ou o pé de alguém, só por diversão. — olhou para Philipe os seguindo.

Os três estavam indo buscar o prisioneiro que estava em seu quarto-cela naquele final de manhã, já que Flecher ficou ocupado com o enterro e algumas dos combatentes foram acompanhar o processo. Depois levaram Vinte para o salão onde ele esteve para o seu segundo interrogatório, e acabaram sem fazer nada. Logo Cadius deu um jeito de cochilar em uma dos sofás macios e Brian, Philipe e Vinte conversavam; O soldado curioso em saber sobre a vida dos dois na terra.

De repente Diana apareceu abrindo a porta, olhando e fechando-a muito rapidamente. Mas a seguir ela voltou e entrou.

–Eu estava te procurando Cadius. – ela foi indo direto para o garoto dormindo. — Lucas desapareceu de novo e aquela mesma tela da sala de monitoramento ficou com problema... Cadius?

O garoto apenas abriu os olhos azuis-piscina lentamente ao ser chamado, para olhar a garota com uma jaqueta roxa e calça laranja.

–Eu posso te ajudar. — disse Brian a fim de fazer alguma coisa ao invés de ouvir a historia de Philipe que às vezes se confundia com observações estranhas e descrições fantasiosas.

–Não. Já estou indo. — falou Cadius se levantando rapidamente, e propositalmente, parando na frente de Diana e a fazendo dar um passo para trás para não se esbarrarem.

Depois ele saiu com um discreto riso, sendo seguido da menina que ia explicar mais coisas sobre o problema.

Vinte e os outros os olharam sair.

–Ele te impediu rápido, não acha Brian? – comentou o soldado. Os dois não entenderam o que esse comentário indicava nem tinha notado isso. E Vinte apenas os deixou inocentes. – Vocês querem mesmo ficar aqui ou ir para outro lugar?

–Da ultima vez você sumiu. – disse Jalaska desconfiado. – Mas eu também não quero ficar aqui. — pensou alto e se levantou — Vou procurar mais alguém. Vocês dois podem esperar aqui.

Depois que ele saiu fechando a porta, Vinte olhou o ultimo que estava com ele. O silencio pesou mais no lugar até que ele perguntou:

–Então você foi abandonado pela Fineu e resolveu ficar aqui?

–Pelo. — corrigiu Philipe e concordou.

Vinte ficou um pouco parado entendendo a correção.

–Ah... Éh. Claro. Desculpe, achei que Fineu fosse um nome feminino, mas suspeitei que era estranho demais.- sorriu se sentando mais comportado no sofá.

Logo Brian trouxe Taz com ele. A menina ainda ficava na sala de armas onde eles ajudavam Flecher. Depois seguiram para a mansão. Naquela tarde, Vinte não teve muito que fazer além de se entreter com os irmãos dos combatentes da casa, sendo seguido por Philipe e Brian, pois Taz não gostou de saber que eles iam ficara andando pela casa e resolveu fazer outra coisa mais sossegada.

O soldado andava com passos rápidos em direção à sala de estar que tinha lareira e um dos acessos ao subsolo seguindo Katrina de perto, e ele era seguido das gêmeas, John e Brian que riam de algo.

Cadius os observou entrar no espaço e pararem em grupo. Ele tinha um caderno de desenhos nas mãos e estava bem acomodado e em paz ali, até eles aparecerem.

Não demorou muito para a irmã da garota que liderava o grupo aparecer. Katrina parou Diana e começou a fazer alguns gestos com os outros começando a rir ao fundo. A menina não entendia o que a irmã mais nova queria, e muito menos porque os outros estavam ali sorrindo e rindo delas, pois acaba de voltar à mansão deixando o monitoramento com Lucas.

Vinte notou Cadius no sofá e foi se sentar ao lado dele para ver a cena. Quando Katrina perdeu a paciência e começou a falar uma meia palavra, John a alertou que não podia. Então a garota partiu para outra estratégia. Olhando envolta ela viu o caderno na mão de Cadius e se aproximou dele sendo seguida pelo olhar curioso do soldado e dos outros. E sem falar nada, pegou a prancheta e um lápis do estojo perto do garoto e voltou a ficar diante de Diana escrevendo algo em uma folha limpa.

–Isso vale Vinte?- perguntou John em voz alta e o soldado concordou um pouco indiferente.

–Porque você quer minha sapatilha?- disse Diana abismada depois de ler o que Katrina escreveu.

Então a irmã partiu para algo mais direto tentando pegar o objeto a força. Já estava demorando demais, e Diana parecia que iria estender muito aquilo para algo tão simples que era a missão de Katrina.

Vinte notou o movimento rápido, e logo dissimulado, de Cadius quando Katrina conseguiu fazer a irmã se sentar bruscamente no chão e arrancar a sapatilha do pé da garota.

–Haha! Ponto pra mim!- gritou Katrina levantando o calçado e mostrando para os outros que ainda se divertiam com o viam e aplaudiram o feito. -Agora eu te desafio John!- ela apontou para o garoto, que sorriu e aceitou. — Hum... Uma assinatura do senhor Leno!

–O quê? Mas... Isso é um pouco mais complicado que o seu!- a menina não voltou atrás o encarando. Então ele se virou e foi atrás de Leno, sendo seguido pelo pequeno grupo.

Cadius e Vinte ainda observaram Diana buscar a sapatilha jogada no chão junto com o caderno e o lápis, e perguntar:

–Um de você pode explicar o que foi isso?

–Um jogo de desafios – respondeu o soldado. — e não pode falar nada.

–Ah... — a menina vestiu a sapatilha entendendo e entregou as coisas de Cadius ao dono.

–Você esta bem?- perguntou Cadius.

Diana concordou com um sorriso, agradecida pela preocupação e depois continuou seu caminho, indo atrás da irmã.

Um som de riso incontido veio do lado de Cadius, e se virou levemente no sofá para observar Vinte com um sorriso no canto da boca e cabeça chacoalhando negativamente.

–Você se pouparia se fosse mais direto. — Vinte o olhou. – Você deve sabe o que ela acha de você, não é? Por isso a provoca de vez em quando. – Cadius desviou o olhar e Vinte sorriu. — É um dos únicos que poderia ter mais confiança ao se aproximar de uma garota. Não perca muito tempo, que as coisas podem mudar muuito facilmente.

O soldado se levantou e seguiu atrás do grupo que estava participando, deixando o menino um pouco avermelhado sozinho.

Philipe logo se aproximou do soldado quando ele mal saiu da sala de estar, carregando o filhote de gato malhado nas mãos, que era de Kate e agora, pelo jeito, ia ficar com ele.

–Posso te dizer um segredo que ninguém me contou?

O soldado que ia para as escadas, olhou o menino de cabelos bagunçados e pretos que era mais baixo que ele e assentiu sem parar de andar.

–Ele também gosta dela.

O soldado parou nos primeiros os degraus e olhou Philipe.

–Como você pode saber disso?

O menino sorriu e alisou o gatinho encarado os olhos azul-claros do outro.

–Tenho minhas habilidades.

–Mesmo? E quais são? — o soldado ficou desconfiado.

–Ler mentes. Mas normalmente ninguém quer ouvir o que sei ou não...

–Igual Cadius?

–Acho que sim... Talvez. Ele provavelmente usa isso bem mais do que eu. Mas eu prefiro saber os sentimentos dos outros... é interessante saber como os outros estão, e poder compartilhar essas coisas, sabe? É quase como se... Como se fossemos melhores amigos apreciando um mesmo momento.

–...O que estou pensando?- Vinte ainda estava desconfiado.

–Hãm... -o menino estreitou os olhos castanhos escuros pensando e analisando a face quase pálida do soldado. –Que quase posso ser um doido dos gatos, pelo meu cabelo sem pentear e o filhote, basta ter mais alguns gatos me seguindo e continuar falando de coisas estranhas.

Philipe sorriu feliz e não se mostrou afetado pelo que Vinte pensava, como se não tive interpretado as frases.

–Não foi por querer, Phil. Mas parece isso mesmo... — voltou a subir os degraus. – Foi legal me dizer isso, vou confiar em você.

Os dois encontraram o grupo em um dos corredores, saindo de uma das portas de elevador, comemorando com John que tinha uma folha de papel na mão com a assinatura de Leno.

–Ai esta ele. — disse o ultimo desafiado para Vinte. — Sua vez. E eu sei o que vou pedir. — John sorriu travesso.

–Certo. Eu não ia participar, já que o jogo é meu... – Vinte observou que Diana ainda estava junto deles. — Mas o que vai ser?

–Biscoitos. Estou com um pouco de fome agora. — o garoto riu e os outros até que concordaram que estavam com fome.

–Mas eu não sei cozinhar nada. E não sei como se faz isso. — se preocupou Vinte com o desafio. Ninguém lhe deu atenção com o argumento e o incentivaram a prosseguir. — Vocês não vão conseguir uma boa coisa...

–Queremos ver o que você pode arranjar. – disse John. – E lembre-se que você não pode falar nada.

O soldado deu uma ultima olhada para John e Brian. Então foi em direção à cozinha sendo seguido por todos. Ele estava pensando em como ia fazer aquilo, sendo que não sabia muito das coisas da terra e muito menos como se fazia o tal biscoito e seus ingredientes.

Notas finais
^-^ Mais um jogo (de novo). Fazer o que? A vida deles ainda é normal sem os ataques. Hum... ainda temos que terminar esse jogo no próximo capitulo. O que me leva a minha decisão: Para eu não perder nos dias dessas realidades paralelas (o dia de Dukan começou e terminou no anterior) o próximo será dos combatentes até que o dia se passe. É isso. Meu problema era de acesso a essa realidade de internet. São tempos conflituosos onde as prioridades não é ter internet em uma casa com sete pessoas, um bebê, quatro dogs e um gato... acho que me entenderam. Espero que a sorte melhore aqui... Vou estar respondendo cada comentário assim que possível. Resolvi postar antes de fazer isso. Meu estoque de capitulos esta com 5. Mas é provável que aumente amanhã mesmo. Se esta se perguntando porque não posto logo e agora: eu sei de coisas e espero por coisas. Um troca da qual aprecio nesse site...rs e as vezes tem gente que me da umas ideias e coisas assim... Espero que tenham gostado do que leram, e nos vemos no próximo dos COMBATENTES que terá o desfecho desse jogo. Nos vemos! Tudo de bom.