Notas iniciais
Quando os maiores poderes governamentais aceitaram que suas armas militares não eram equivalentes a tecnologia do Estado, e passaram a conviver sob essa ameaça, jovens que tiveram coragem suficiente para agir contra essa nave com tanto poder, se uniram e caminham para dar um golpe final que nenhum dos grande chegaram perto. = “Não se precisa de uma coragem grande para se chegar aos objetivos.” -Boa leitura.

Os dias seguintes à descoberta de Flecher, que estavam enviando informações, foram estranhos. Naquela situação ele tinha começado a pensar diferente sobre o ex-soldado, deixando de culpa-lo de ser aliado daquilo que destruiu sua família, mas depois voltou a acreditar que nenhum Filho da Lua era de confiança, o que incluiu a Nia.

Rondando pelo laboratório de Yan, que trabalhava em algum projeto envolvendo tecidos, Flecher contou o que houve. O garoto não soube dar motivos concretos para Nia fazer aquilo e nem de Vinte, e por um momento os dois refletiram sobre a possibilidade de ser um dos outros combatentes, o que acabou inconclusivo, já que os outros pareciam bem honestos em suas razoes para o combate. E Flecher acrescentou que se tivesse sido um deles, já teriam começado a fazer isso há mais tempo.

Sem ser considerado culpado ex-soldado foi deixado sob a vigilância de Aaron e continuou com seu trabalho de explicar algumas coisas dos soldados, como os equipamentos costumeiros e os detalhes do uniforme, usando muitas vezes a própria roupa como exemplo. Entretanto houve algumas situações constrangedoras para Aaron, quando Téo o ignorava completamente, ou o que estavam fazendo, para ter um momento com a ruiva quando se encontravam em algum lugar.

Nia era vigiada de longe por Taz, mesmo que às vezes a menina pequena a perdesse de vista por alguns minutos quando se distraia, e a noite passava um breve relatório para Flecher.

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Brian corria por um dos corredores do subsolo, Charlie o seguia pouco atrás e Clark corria entre eles sem um motivo claro, além de segui-los. A porta dupla da sala de armas abriu-se bruscamente quando Jalaska a invadiu e correu até a bancada em que Flecher estava fazendo manutenção em uma arma elétrica. Estranhando a agitação de Brian, o moreno apenas observou-o tomando folego antes de falar alguma coisa, e a seguir a porta se abriu novamente e Charlie se aproximou com mais calma e começou a dizer:

–Flecher, nós...

E ele foi impedido por Brian com um olhar feio e negando-o com a cabeça. E quando pode Brian começou a dizer:

–Diana e Cadius descobriam no monitoramento... o momento que você esperava para começar o plano chegou... um Totem esta sendo enviado.

–Otimo. -Flecher se levantou do banco com um pouco de empolgação. – Se puderem busquem Taz na sala de tiro, ela foi testar uma das armas e... Aaron e Yan. Diga que vou encontra-los na sala de monitoramento.

E o rapaz saiu da sala desviando do grande cão preto que olhava cada um dos garotos com atenção.

Charlie olhou para Brian. O primeiro recado de Diana para Flecher, Brian venceu, mas agora eram três pessoas para serem chamadas.

–Eu vou atrás de Aaron. -falou Brian recuperado. -Você vai atrás de Yan. E depois, quem avisar Taz primeiro vence.

Depois de Charlie concordar, os dois saíram correram e dividiram-se no primeiro corredor. Clark ficou confuso em quem seguir e preferiu a rota de Brian.

Em um trecho de um corredor Charlie passou por Philipe, que disse um olá, mas ele não parou para responder. Porém, após alguns segundos olhando as costas do ex-cobaia correndo, Phil o viu parar subitamente e sorriu assistindo-o voltar. Controlando a respiração alterada da corrida, Charlie falou:

–Phill, me faz o favor: encontre Taz na sala de tiro, diz que Flecher a espera na sala de monitoramento, pois um Totem esta vindo, e fala para ela que se alguém perguntar ela deve dizer que foi eu que a informei. –o Charlie.

Sem entender muito, ou se lembrar de tudo, Phill sorriu concordando e encarando o garoto. Após dizer apressado que ia ficar devendo um favor, Charlie correu para encontrar Yan.

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Decifrar dos dados desse Totem se tornou mais fácil com a ajuda de Téo, e Flecher tinha certeza que não era mentira quando as partes que interpretou eram compatíveis.

Então em algumas horas ele, Aaron, Dukan, Marlene, Beatrice e Brian estavam em uma aeronave que parecia mista de helicóptero com jato. A missão deles era capturar esse Totem atrás de seu sistema de informações armazenadas, que continha os dados, códigos de ordem e senhas delegados aquela nave; úteis para eles mesclarem com o Totem modificado deles e invadirem a nave mãe sem muitos problemas.

Logo eles estavam no ar, seguindo a rota indicada nas informações que interceptaram. Marlene e Beatrice usavam binóculos especiais com visão térmica, e logo encontraram o Totem invisível, seguindo o percurso sem preocupações. Flecher passou o controle para Aaron, e disse para ele se manter acima e oculto pelas nuvens carregadas da região. Dukan e Brian traziam suas armas para dar cobertura, e se preparam quando Flecher abriu a porta deslizante do compartimento em que estavam, deixando toda a agitação do vento invadi-lo. Flecher se equipou com um óculos com a visão de calor e vestiu uma mochila nas costas.

–Seria mais fácil se não fosse tão de dia. As coisas estão refletindo lá em baixo. -Comentou o moreno ao se debruçar um pouco na porta e olhar abaixo.

–Tem certeza que quer fazer isso assim?- perguntou Dukan.

Flecher assentiu.

–Acho que pode ser divertido. Agora sei muito bem que sistemas controlar para assumir a nave. Se eu não conseguir, daí vocês podem dar um jeito, mas lembrem-se que não podemos destruir Totem, se não o Estado vai saber que alguma coisa não esta certa e as informações serão inúteis.

Dentro desse Totem os controladores mantinham a nave na rota e estavam calmos e sem preocupações, a única coisa que vieram fazer era buscar suplementos, água e matéria prima. Mas então um baque ecoou dentro da nave. O comandante na sala de controle mandou verificarem os sistemas e não encontraram nada, por fim registraram o som como mais uma ave que colidiu com a nave invisível.

Flecher sentiu o estomago desaparecer quando saltou para o nada, mesmo carregando um paraquedas. O óculos tinha mais que a função de impedir que o vento perturbasse sua visão durante a queda, ele via seu alvo logo abaixo, brilhando em vermelho e amarelo, se aproximando bem rapidamente. Poucos metros antes de chegar liberou um pequeno paraquedas, que impediu que a colisão fosse mais bruta. A pancada não o deixou de pé e ele rolou sobre alguma parte do Totem até se agarrar em um vinco da lataria, depois buscou mais apoios com a outra mão e nas pontas das botas. Quando se sentiu fixo e seguro onde estava, fechou os olhos e se concentrou. Ele tinha estudado todo o manual do Totem que Dukan e Nia trouxeram, sua compreensão dos sistemas era quase perfeita. Agora Flecher sabia onde se concentrar e quais controles comandar para deixar os passageiros sem o domínio da nave.

Na cabine de controle o navegador estranhou quando as telas diante dele desligaram e ligaram, mas os monitores permaneceram o mesmo sem lhe trazer preocupações. Então ouviram um sinal sonoro da desativação do piloto automático, dos rastreadores e do sistema de invisibilidade. Assim o comandante e todos os outros souberam que algo estava errado e por mais botões e códigos que usavam não conseguiam reativa-los ou controlar qualquer coisa.

“Placa de navegação em sobreaquecimento. Sistema com avarias. Motor N2 perdendo potência. Sistema elétrico sobrecarregado. Perda de combustível... Iniciando contagem de autodestruição: 2:59, 2:58, 2:57, 2:56, 2:55...”

Enquanto essas mensagens eram dadas, os passageiros do Totem não podiam fazer nada e se desesperaram mais um pouco até que com um comando de Flecher, no controle de tudo, a nave inclinou delicadamente em direção ao chão para pousar. As mensagens não combinavam com a realidade, era parte do plano de Flecher para raptar a nave.

Desesperados demais para estranhar o fato de o Totem pousar suavemente, com os suportes se fincando em meio ao matagal alto de algum lugar distante de uma civilização, os passageiros da nave saíram correndo com a contagem dos quinze últimos segundos.

Logo que pousaram Flecher abriu uma escortinha de emergência próximo de onde estava, sobre a lataria, e encontrou a sala de controle vazia. Olhando as imagens das câmeras externas, ele teve certeza de que a nave estava vazia, então recolheu a rampa de acesso ao compartimento, desativou a contagem de autodestruição usando seu poder e seguiu para os controles para pilotar o Totem manualmente até a mansão, já que usar sua habilidade gastava energia demais.

Dukan e os outros logo perceberam o sucesso do plano de Flecher quando a nave apareceu sob eles e pousou tranquilamente no solo deixando os soldados e navegadores no meio de um lugar inabitado, antes de levantar voo e assumir uma nova rota. Eles seguiram o Totem raptado até perto de Runa, então a aeronave desapareceu para não chamar a atenção e eles seguiram sozinhos para o acesso mais próximo para e entrar no galpão subterrâneo da mansão.

Na mansão todos os combatentes estavam à espera do sucesso dessa fase. Depois disso, eles se preparariam para o momento que partiriam em direção ao inimigo. No plano de Flecher e de todos, iriam tentar tomar o controle da nave de forma sorrateira até onde pudessem, já que estavam em menor numero. Então libertariam as cobaias, dominariam os lideres e os manteriam controlados até que pudessem retirar a nave de seu posto próximo à lua e direciona-la para um lugar do planeta.

A aeronave com Aaron no controle foi a primeira a chegar e pousar em seu lugar no galpão cheio de outros meios de transportes e maquinas. Minutos depois, dando tempo de todos se reunirem, o novo Totem e Flecher chegaram. A passagem que se abriu no galpão era do tamanho exato do Totem, e ele deslizou por ela fazendo uma leve curva a seguir para pousando em uma área vazia, onde uma vez teve o cercado de um Mediador.

Yan foi acompanhado de Philipe, Diana e Taz, ao entrar na nave. Encontraram Flecher descansando nos bancos do compartimento de carga. Ele sentia o gastado de sua energia nessa ação.

–É melhor você ir dormir um pouco. -aconselhou Yan depois de avalia-lo.

Flecher sorriu levemente irônico, não estava a fim de ficar deitado com as coisas acontecendo, mas seu corpo pedia um momento assim.

–Não devia ter algumas criaturas presas aqui?- perguntou Taz olhando o espaço vazio. Ela já tinha imaginado ter que conter um Mediador e alguns pares de Difusores quando ele chegasse com o novo Totem.

–Não era uma missão de busca de cobaias. -Flecher respondeu se levantando. -Estavam indo atrás de suplementos, então não precisavam desses bichos.

Descendo a rampa eles se encontram com Aaron e Lucas, os dois iam retirar a peças dos sistemas que iam transferir para o Totem que eles modificaram.

–Flecher. -Diana chamou enquanto o acompanhava. -O que você vai fazer com esse Totem? Vai modifica-lo também?

Ele balançou a cabeça negando e disse:

–Essa nave vai ficar aí, do jeito que está. Vai fazer parte dessa coleção. -Ele parou por um momento e se virou para o grupo que o seguia. -O que me lembra de que alguém tem que contar para meu avô o que aconteceu.

Yan se ofereceu para ir, e Flecher também pediu que avisassem Dukan que ele seria o responsável por deixar todos prontos.

A retirada e instalação dos sistemas levariam apenas algumas horas e eles teriam que partir em seguida, reativando os rastreadores o quanto antes para que o Estado não estranhasse o desaparecimento do Totem e pudessem usar sua identificação para entra na nave mãe.

Notas finais
*-* Olá espero que estejam gostando desses caps. Estou me esforçando. E se interessa tenho até o 93, mas aí empaquei... Muitos pensamentos a serem pensados... Mas estou me divertindo em planejar o fim, o combate e... outras coisas. :B Preview: Agora eles têm o meio de chegar à distante nave mãe. Esses combatentes estão em seus últimos momentos na terra, mas há assuntos que é melhor serem resolvido agora. Trechos: “-Sempre me perturbou o pensamento de ser o ultimo da família.” “Então ele segurou o pulso dela e a puxou para o outro lado, sem dar explicações do que iam fazer.” “... passaram pela dupla, Charlie e Philipe, e Flecher manteve o passo chamando-os para seguirem para o Totem no subsolo, se iam mesmo lutar contra o Estado.” “... mas a de Vinte o lembrou da dele; e o loiro estranhou o rapaz ter a roupa de soldado.” Muito obrigada por ler, comentem. Valeu, abraço e sorte. E muito presente esse final de ano.