Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.

49 Vida de prisoneiro do Estado.


Notas iniciais
6° A saga dos Prisioneiros Olá. Então eu quase que ia pular um capitulo de Kan. Só que não , e aqui estou... Hahaha quem está pronto para meu lado Estadense?? (-q Lola que criou o termo. :D) Boa Leitura.

Dukan permaneceu na mesma posição enquanto os soldados arrastaram Alec da sala, e o rapaz só o olhou novamente pouco antes de sair.

Os especialistas em tortura e seus ajudantes também foram embora. Kan ficou alguns minutos imóvel até que a mulher soldado, que o levou para aquela sala, finalmente o liberou. Ela parou na frente dele com um sorriso achando graça da reação que ele teve, então pontou o laser para a roupa e a abertura do braço dele se restaurou sem emendas, depois ela comandou cada movimento dele até chegar no cômodo que era a sua cela. Quando foi liberado continuou tenso e tentava buscar uma resposta para ação do companheiro. Alec podia fazer qualquer coisa, podia ser um plano de contar mentiras tanto quanto ele podia dizer a verdade e tudo que eles quisessem saber. Pior era Dukan não ter a certeza do que o outro iria fazer, se estava do lado deles ou desistido de vez. Ele se irritou e descontou nas coisas que tinha ali, sem muito sucesso, pois elas eram fixas. Quando ficou mais calmo se sentou no piso frio e branco, seu reflexo estava em toda a parte nas paredes, era ele e ele. Então entendeu que tinha que sair dali, antes que Os filhos da lua partissem para atacar os outros.

Uma queimação lhe percorreu o interior, só então se questionou quanto tempo estava lá e o pensamento da fome o fez lembrar-se das vezes que saiu com Beatrice, de como ela combinava bem com os restaurantes que mais gostava e da curiosidade que ela tinha quando ele escolhia o que iam comer sem lhe dar pistas do que seria. Um som cortou sua lembrança que quase o fazia sorrir, a portinhola da parede se abriu e lá havia uma bandeja. Ele permaneceu olhando de longe, queria negar o que quer que fosse, mas se levantou e foi ver o que era, encontrou um pote com um creme e uma colher. Ao menos indicava que era comida.

Algumas horas passaram e Kan não conseguiu se acalmar, tinha que pensar em algo para fugir e não encontrava um começo para planejar, pois o que Alec fez ainda o perturbava mais do que as dores que tortura lhe causou.

––Dukan, não faça qualquer movimento ao me ouvir.

Uma voz feminina e calma soou dentro da sala quase o assustando, mas depois de uma rápida olhada em tudo, que permanecia igual, ele parou ouvindo e estranhando o que estaria acontecendo.

–-Muito bem. -disse a garota. –Eu quero te ajudar, mas se for falar algo tente disfarçar, pois... não será bom para nenhum de nós dois se eles descobrirem. -o loiro permaneceu quieto. –Esta me ouvindo?– ela falou um pouco alto e ele encarou a câmera rapidamente. –É acho que esta me ouvindo. Eu bloqueei o som da sua sala para os vigilantes, mas eles ainda estão te vendo e eles têm que continuar achando que está tudo certo. Não posso continuar com isso por muito tempo, só quero que saiba que estou pensando em algo e que aquele garoto que veio com você fez uma péssima escolha, o Estado não costuma ser bom para qualquer um que venha da terra... -um ruído estranho soou rapidamente como se ela se movimentasse bruscamente. — Esse meio não é nada seguro, então em breve vou te entregar algo. E por favor, tente não demonstrar qualquer coisa para eles. Tenho que ir...

–-Espera, como vou saber quem é você?- perguntou ele ainda não acreditando muito.

Ela riu.

––Já me viu antes, e saberá. Até logo Dukan.

Logo depois a porta se abriu, um homem entrou na sala, o mesmo individuo sério que o machucou quando tentava fugir, e logo depois dois soldados no encalço.

–-Esta na hora de fazemos seu registro. Vamos. –o homem disse o olhando sem uma expressão.

A roupa tomou o controle dele novamente e Kan o seguiu. Dessa vez o percurso que fez dentro da nave foi um pouco mais longo, atravessando corredores, usando um elevador e mais corredores.

Foi levado para uma sala mais acolhedora que qualquer outra em que já esteve. As paredes eram polidas e rosa claro próximo do branco, uma delas, oposta á porta, tinha uma grande janela com vidro leitoso e branco que transmitia luz e Kan podia perceber que o do outro lado havia movimento. Depois que foi empurrado para dentro notou que havia dois vasos de plantas nos cantos o que chamou atenção, pois não viu nada parecido até o momento, então viu uma estante larga com algumas miniaturas de corpo humano e partes, e na frente uma mesa de tampo de vidro escuro com uma cadeira confortável, no resto do espaço viu uma maca, uma cadeira e dois aparelhos grandes e estranhos.

Uma mulher de cabelos castanhos claro entrou, vestia um jaleco branco com as bordas decoradas com bordado de flores e ela veio junto com um aroma doce. Os soldados que acompanhava Kan saíram os deixando sozinhos.

–Pode ficar tranquilo. -disse ela o olhando gentilmente com placa de vidro que a maioria dos especialistas que viu carregava. -Eu não vou ser malvada. — riu. -Pode se sentar, sim?

Dukan não tinha muita opção e o traje fez o trabalho. Ela se aproximou e vez alguns testes físicos que os médicos na terra fazem em uma consulta.

–Parece que esta tudo bem pelo que vi até o momento. -ela sorriu. — Essas roupas são legais não acha? – ela perguntou indo acrescentar coisa na prancheta. -O tecido não atrapalha em nada no que temos que fazer. Acho que é inteligente, corresponde e interage com o mundo a volta e conta o que esta acontecendo com você. Olhe isso.

Ela clicou na prancheta algum lugar que exibiu os dados e até mesmo a pulsação de Kan naquele exato momento.

–Legal né. O traje sabe o que você esta sentindo, sabe o que você precisa, sabe o seu estado. Agora vá até ali.

Ela o direcionou até uma das maquinas, um caixa de ferro que parecia um detector de metal, onde ele ficou parado. Um escaneamento completo do corpo para registrar o estado físico do rapaz. Depois a mulher tirou uma amostra de seu sangue o fazendo se sentar na cadeira que tinha ali e a seguir abriu a porta para os soldados entrarem.

Vendo o que estava na sua prancheta a mulher se sentou na cadeira atrás da mesa e depois de longos minutos analisando as coisas e escrevendo outras disse para o homem que liderava os dois soldados.

–Ele esta muito bem. Seu registro foi concluído e ele será muito útil. Mas acho bom leva-lo para Metiel, ele precisa verificar alguns desses dados. Aqui esta o numero dele.

Entregou um pequeno retângulo fino, tirado de algum mecanismo sob a mesa. O homem sorriu para ela e seguiu até Kan ainda sentado na cadeira em que tirou sangue.

–Me de o braço garoto. -e Kan o fez por vontade do macacão. Um soldado se aproximou e abriu um quadrado no braço de Kan, sob o ombro, com a caneta com laser. O homem apenas colocou o pequeno pedaço de papel sobre sua pele e a área começou a arder como acido, o traje o conteve até que se passassem alguns minutos. Então o senhor se afastou e na área tinha um retângulo prateado e áspero, com um numero de três dígitos centralizados.

–Você não precisava fazer isso aqui, Jess. — murmurou a mulher ainda em sua cadeira.

–Era o seu trabalho. Vê se não reclama.

E Jess, o homem que se vestia diferente dos outros soldados e mandava neles, levantou Kan para novamente vagarem pelos corredores.

Jess seguia na frente, sabia para onde estava indo, até que parou me frente á uma porta e bateu levemente, segundos depois um homem velho atendeu cauteloso. Os olhos cinzentos de Jess olharam Kan quando disse que a cobaia para 151 estava disponível.

Notas finais
Que coisa estranha, em pleno sábado, um dia depois de postar o capitulo anterior, minha cabeça dizia que eu estava atrasada, que estava deixando passar muito dias sem postar o capitulo... Sério, eu tava acreditando fielmente nisso... Até que fui ver quando foi minha ultima postagem e nem tinha passado um dia direito ¬¬ ... Acho que estou ficando doida. Sobre esse capitulo: Kan foi registrado, agora é oficialmente uma cobaia do Estado. Mas ele não esta sozinho nessa nave. Essa saga me parece que vai durar muito e provavelmente será uma das mais longas, (na verdade a autora também está sem criatividade para mudar o nome) tem muita coisa para acontecer... Querido leitor, estou meio completamente indecisa do que fazer com Alec. Preciso de opiniões, não posso dizer meus planos, mas vai que um sexto sentido de alguém dê a resposta que eu preciso. ^^ É isso. Breve comercial do próximo: Flecher ainda esta diante de Vinte. Será que o prisioneiro falará o que eles querem saber, abrirá mão do seu discurso de “não vou ajudar” e revelar o que o Estado sabe sobre alguns dos combatentes? Desde o começo dessa historia sabemos que alguns tem seus mistérios, mas será que chegou o momento de sabermos?! Isso e mais algumas coisas no próximo capitulo. Obrigada por ler e comente. Tudo de bom! O>