Notas iniciais
Prontos para um pouquinho mais de ação? Então tá. Espero que gostem do capitulo! Tudo de bom. Boa leitura. (Desculpe se tiver erros)

Rapidamente o elevador subiu os quilômetros de altura, mas cada segundo durou mais do que devia devido à ansiosidade dos combatentes; apesar de que, inconscientemente, todos recebessem a tranquilidade desatenta daquele que sabia muito bem dos sentimentos de cada um, Philipe observava os números dos metros subindo desatento e em paz, enquanto os outros que recarregavam os cartuchos das armas ou continham sangramento de algum ferimento de raspão. Charlie atrapalhou a atenção de Phill ao entregar-lhe uma bolsa de cartuchos e uma faca, ele ainda tinha o braço ferido no ombro imóvel sobre o abdômen, por essa razão escolheu usar apenas uma pistola, pois era mais leve, mas a munição podia acabar rápido e era por isso que deu a bolsa para Phlipe levar, estava decido a não se separar de novo do garoto e o usaria parar carregar a munição reserva, obrigando os dois a estarem juntos.

Quando as portas se abriram no saguão, eles apontaram as armas verificando se havia inimigo, mas o lugar estava vazio e silencioso. Yan e Aaron carregaram Flecher enquanto Marlene e Brian levaram Beatrice. Assim que estavam todos fora do elevador, Téo apareceu com uma coleção de três granadas nas mãos retiradas da bolsa que Lucas trouxe, e sem falar de seu plano ativou-as e jogou para dentro do transporte, pressionando logo a seguir o botão para descer. Segundos depois da porta se fechar todos eles ouviram as explosões que desabilitou aquele elevador principal.

A próxima parte do plano era chegar ás cobaias, e eles não estavam muito longe do departamento. O grupo se manteve junto até estarem no primeiro corredor de celas, e foi nesse momento que primeira dupla de soldado surgiu, eram apenas vigias separados do que acontecia na colônia abaixo, e não tiveram tempo para reagir contra os dois rápidos tiros certeiros de Téo e Charlie. Eles seguiram na direção dos inimigos abatidos e os vistoriaram, encontrando mais um par de pistolas de tiros elétricos e um par de canetas de controle dos trajes da cobaia — o que eles estavam precisando.

Para abrir a primeira porta, Diana revirou a bolsa de armas que estava com Cadius e, por sorte, encontrou um dos aparelhos de desativação da tranca. Assim conseguiram abrir a cela e Philipe foi chamado enquanto Diana entrava, mancando. Os dois conversaram rapidamente com a cobaia que encontraram e a convenceram a se juntar a eles.

Nesta primeira sala eles acomodaram os dois desacordados, que segundo a avaliação de Yan não iam acordar tão cedo, e Brian, Aaron, Marlene e Yan ficaram com eles para proteger e vigiar, enquanto os outros continuavam seguindo as outras etapas do plano.

Logo, enquanto o resto do grupo original dos combatentes caminhava pelos corredores e a nave estava a caminho da terra sem que nenhum dos controladores pudesse assumir a direção, eles eram uma pequena legião determinada, talvez imperfeita, pois havia um ou outro que estava já ferido após um teste ou era amputado por alguma razão passada. A grande maioria das cobaias, aquelas que não tiveram medo da revolta, se mostrou a favor do grupo, indicando logo um dos vários depósitos da área, onde puderam se equipar com roupas melhores, algumas poucas pistolas, facas, bisturis e agulhas preparadas com soníferos, entre outras coisas que encontraram. Eles sabiam que aquilo era a oportunidade de se vigarem daquilo tudo pelo qual foram obrigados a passar e por tanto tempo. Dukan não negou a alguns quando quiseram se separar do grupo para caçar soldados ou pesquisadores mencionados, como Matiel, que tinha seus inimigos convictos. O objetivo que Kan repetia para todos: era tomar o controle daquele lugar, deixar os soldados ocupados ou desabilita-los até que estivessem na terra ou em alguma parte do caminho que não tivessem mais volta.

—Dukan, eu vou procurar por Destiny. —Téo falou depois de abrirem a ultima cela de um dos corredores.

O loiro o encarou e depois assentiu. O soldado pediu a ajuda de alguns, o melhor era seu grupo não ser tão grande, e acabou levando Lucas, Charlie e Philipe.

Os que estavam seguindo Dukan para a sala de Navegação, para controla-la e garantir que a nave continuaria no seu caminho, eram Diana, Cadius, Clark, um grupo de cobaias e Taz, que só tinha deixado Flecher para ter certeza de que o plano ia terminar como devia.

...

Andando com passos cuidadosos no labirinto de corredores, Téo ouviu uma conversa adiante onde a ruiva foi mencionada, e, em vez de prosseguir no corredor de paredes curvas e atacar os inimigos, ele parou indicando que Philipe e os outros dois parassem e fizessem silencio. A conversa falava de Alies e da nova garota que ele estava conversando e conhecendo. Téo não gostou de ouvir das risadinhas maliciosas que veio depois, então, assim que os dois soldados-recrutas estavam próximos, os surpreendeu atirando no pé de um deles e o deixando lidar com a dor sob a mira atenta da pistola de Charlie, enquanto encostou a lamina de sua faca no pescoço do segundo ao mesmo tempo em que mirava a arma da mão direita sobre o peito deste — duas ameaças claras para que tivesse suas respostas. O ex-soldado perguntou onde o Guia estava com a garota. O recruta jovem estava completamente surpreendido em ser rendido, e sabia que qualquer movimento errado — como tentar usar sua arma -, podia resultar em um corte na garganta ou um tiro tão próximo que perfuraria seu colete, então ele encarou seu companheiro e depois Philipe, Charlie e Lucas, e respondeu. Téo e Charlie deixaram os dois inconscientes com um golpe na cabeça e então tiveram que o esconde-los em uma sala vazia que encontraram.

Á caminho do resgate da Destiny uma porta de duas folhas subitamente se abriu no caminho deles. Téo acabou trombando com o homem que de lá saiu, e podia ter ouvindo um rosnado irritado do soldado, se ao olhar quem era não desse mais atenção para o fato de que aquele homem, mais alto que ele, era o Comandante Militar que ele mais queria morto, naquela fase do acontecimento. Em um segundo ele usou a faca para atingir o abdômen de Jess, mas ele desviou o corpo e segurou o pulso dele para torcer, Téo foi ágil e apontou a arma para a face do inimigo e o comandante também pensou rápido, golpeou o pulso com força e precisão, fazendo-o soltar a arma, e em seguida o jogou para o chão usando um golpe de perna. Charlie, o mais próximo, foi logo assombrado pelas lembranças de quando viu aquele homem e se esqueceu de reagir assistindo a cena, Philipe não tinha arma ou mesmo habilidade de luta para interferir, e Lucas estava na retaguarda e mal teve tempo de decifrar quemera aquela pessoa. E nos instantes que eles pensavam Jess puxou as duas pistolas elétricas no suporte que carregava e apontou uma para os três rapazes e uma para Téo, que já se levantava o chão para contra atacar, mas parou de frente a ele.

—Achei que já tínhamos resolvido nossos assuntos. —disse Jess sério e irônico, dando claramente mais atenção á Téo, pois fazia uma boa avaliação física, e aqueles dois próximos, Philipe e Charlie, não pareciam muito capazes de reagir ou contê-lo. —Pode parecer que esta dando certo, mas vai dar errado. As coisas sempre falham quando você esta no meio, Vinte. E não acho que agora será diferente. E mais uma vez, o audacioso vigésimo mestiço será culpado pela morte de um bando de desajustados.

Téo olhou para os três garotos sob a mira de Jess, então soltou um sorriso no canto da boca, sarcástico:

—As coisas só davam errado para você.

Então Téo se moveu rapidamente desviando do tiro e jogando a faca na direção do rosto de Jess, que apertou os dois gatilhos com essa ação também desviando da lâmina. Talvez um segundo antes Lucas empurrou Philipe para frente, e para cima de Charlie, os dois caíram um em cima do outro ha tempo de não serem atingidos, enquanto Lucas se defendia do projetil elétrico com a lamina larga de sua espada.

O ex-soldado logo pegou sua arma do chão e disparou seguidas vezes com qualquer mira que conseguisse no comandante atordoado. O som alto do estopim de cada tiro de bala ecoando pelo corredor. Jess também atirou, mas não estava tão ágil após ser atingido, e quando um dos projeteis atingiu parte de seu olho, ele não teve mais como mirar pela dor que o tomou e abandonou as armas dando passos para trás, o sangue vermelho lhe escorria pelo rosto, por mais que a mão tentasse impedir, na perna, no colete e no antebraço outros ferimentos vazando, que juntos não o deixaria vivo por muito tempo. E Téo só parou de atirar porque as balas acabaram, depois assistiu o comandante escorregar para o chão sem força, o encarando até o ultimo segundo que aquele homem buscava por ar.

—Droga, sangue... Philipe levanta!- Charlie encerrou aquele momento com aquela frase. O sangue empoçado do comandante chegava a seus cabelos castanhos e lisos, e imediatamente aquilo lhe deu uma péssima sensação, o acordando para se mover. O menor obedeceu ainda um pouco espantado com a cena tão perto.

Então Téo observou a porta de qual Jess tinha vindo, era o mesmo caminho para a sala indicada pelos soldados-recrutas que encontrou. Após a porta dupla, eles seguiram por um corredor sem nada e caminharam por ele até saírem em outro corredor com novas portas, que não eram como as da cela de cobaias e tinham um sistema de tranca diferente. Uma dessas portas estava marcada com numero da sala onde devia estar Alies. O ex-soldado tentou alguns códigos no painel próximo da porta e nada funcionou, e começou a ficar mais tenso quando ouviu a voz de sua garota soando irônica e um pouco irritada. Vendo-o estressado, Lucas se aproximou do painel e Téo parou de tentar qualquer código, deixando que Lucas fizesse algo, mas o garoto simplesmente posicionou a ponta de sua espada especial na tela e a fincou até onde conseguisse. O dano fez o mecanismo soltar faíscas e bipar, e a seguir ouviram a porta soltar um “track”, destrancando e se abrindo levemente, mas não por completo.

—Como isso deu certo?- Charlie não entendeu. Pelo que sabia fazer aquilo cortava os circuitos do painel e assim podiam-se perder o controle da tranca, então quem estava na sala estaria preso e eles não entrariam.

—O painel deve ter um sistema que impeça que as pessoas fiquem presas dentro da sala, se o painel tiver defeitos ou toda a nave. —Respondeu Philipe, repetindo as respostas que estavam na mente do silencioso Lucas. —O painel se tornou defeituoso e a resposta do mecanismo é deixar a porta destrancada para as pessoas dentro poderem escapar sem problemas.

Téo não perdeu tempo enquanto eles falavam, puxou a porta e a abriu. Destiny (que na verdade ainda era Savannah) estava de pé, Alies estava no sofá, mas logo ficou de pé com a invasão súbita e de alguma parte oculta da sala dez soldados tomaram posições, assim como mais um grupo de homens fardados surgiu entrando por outra porta e miraram Téo, Charlie, Philipe e Lucas.

—De onde esses homens vieram?! —Savannah questionou encarando Alies com muita energia e curiosidade, pois estavam sozinhos ali, com ele fazendo um monte de pergunta da vida dela.

—De lugar nenhum, eles estão na mente de vocês. —E Alies fechou a boca encarando a ruiva, chocado com ele mesmo e com a garota que ficou confusa com a resposta rápida que recebeu, já que nenhumas de suas tentativas persuasivas anteriores tinha funcionado.

Lucas não perdeu tempo para lutar, tinha sua espada e desejo de atacar, e logo nos primeiros soldados que fatiou teve toda a sensação do ato. Porém os homens reagiram milésimo atrasados pela desconcentração de Alies, mas, mesmo assim, Lucas continuou abrindo caminho e os derrubando. Na agitação, de alguns disparos e avanço dos soldados, Charlie puxou a arma sem munição de Téo e a entregou para Philipe, logo atrás dele, recarregar com um novo cartucho, então usou sua pistola mirando e atirando. Téo não esperou a arma de volta e foi buscar a ruiva, usando uma faca para cortar quem entrasse no seu caminho.

Alies tentava mante-se na postura autoritária, mas alguns tiros de Charlie passavam por ele, o fazendo ter receio e dificultava controlar os soldados imaginários entre ele e o quarteto.

Subitamente todos ouviram um “Consegui!”, Philipe, que nunca tinha tido uma arma em mãos, conseguiu finalmente colocar o cartucho e logo buscou por Téo, para jogar a arma travada para ele. Ao mesmo tempo, na frente de Alies, três soldados caíram abrindo um vão na sua muralha de homens, Lucas estava diante dele com a espada em punho, mas antes que ele avançasse o Guia ouviu um click, e virando o rosto viu Téo, próximo de Savannah, com a pistola apontada para sua cabeça.

–—Pare! —exigiu o ex-soldado sério.

O homem obedeceu ficando imóvel e num segundo observando Lucas se movendo com a espada diferente, desenvolvida pela família de Flecher, foi nesse momento de distração que Savannah aproveitou para usar uma peça da decoração e acertar a cabeça do homem, com certa violência e irritação. Alies caiu desacordado no sofá, desfazendo todos os soldados falsos e também, bem distante de onde eles estavam, libertando Nia de seu controle.

—Uma ultima coisa sobre mim que você tanto queria saber: eu não preciso ser salva!—disse a garota para sua vitima, depois se virou para Téo. —Vocês só chegaram antes de concluir meus planos.

Notas finais
Uau! Obrigada por ler! Faltam cada vez menos coisas para serem terminadas. Valeu pela companhia! Comentem e até!