Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
36 Simulações e armas.
Notas iniciais

No dia seguinte da festa a mansão estava quieta, a maioria ainda estava em seus quartos dormindo e poucos sabiam exatamente que horas que foram se deitar. Leno tinha se retirado logo depois de Flecher e a comemoração continuou sob a responsabilidade de Kan, mas tudo deu certo e casa ainda se mantinha em grande parte inteira.
Mais tarde Flecher estava em sua sala no subsolo, onde desde sempre se mantinha com seus projetos de armamentos. Yan foi para o laboratório onde se podia encontrá-lo frequentemente nos últimos dias. Dukan costumava estar nos treinamentos com o pessoal e algumas vezes ele preferia estar com Beatrice em algum lugar.
Naquela noite Hope, Faith, Katrina, Jonh e todos os outros receberam uma noticia nada legal: eles teriam aulas particulares para não se atrasarem na escola. Um presente de Leno que não queria que eles ficassem sem estudos e isso ocuparia apenas algumas horas do dia deles. Porém as aulas dos combatentes da organização seria de menor duração que as dos irmãos que estavam na casa, o que não agradou alguns deles.
***
Outro dia tinha começado e Katrina estava correndo pelos corredores do subsolo com uma armação preparada para irmã. Ela ia lá frequentemente desde que a irmã estava ocupada na sala de vigilância e ao poucos ganhou confiança para andar pelos corredores sozinha e explorando a maior parte do lugar.
–Dana!- gritou a menina ao entrar na sala cheia de computadores e telas com coisas incompreensíveis.
Ela assustou Cadius que estava dormindo no seu sofá e acordou. Ele se sentou e notou que Diana estava decorando lugar. Não se importava de alguém ver seus desenhos e há poucas horas, antes de cair no sono, Diana tinha notado sua pasta onde os guardava. E agora, a menina estava pendurando aqueles que ela mais gostava em uma parede desocupada. Mas não eram apenas os dele, tinha alguns dela e até um ou dois que ela convenceu Lucas de emprestar. Cadius observou o que ela fazia por um momento e voltou a se jogar no sofá fechando os olhos.
–O que foi que aconteceu?-questionou Diana parando com sua decoração.
–Tem uma coisa que você precisa ver!-Katrina começou a puxar a irmã pela mão, como um cão faz quando quer que dono ande mais rápido em passeio.
Após alguns metros de corredores elas entraram em uma sala pequena e branca que tinha uma única mesa com cadeira e um computador que eram brancos. Katrina levou Diana por outra porta que tinha próximo da perde onde estava a mesa, depois Diana percebeu que entraram em uma sala bem clara, branca e oval, não havia cantos ali, e atrás delas a porta se camuflou no branco liso e tudo ficou sem fim ou ponto de referencia. Diana pensou que poderia ser assim estar dentro de um ovo e não sabia de onde vinha a iluminação do lugar.
–Que lugar é esse Kat?- perguntou apreensiva para irmã que se dedicava a um painel branco na parede, que logo depois de configurado se embutiu e camuflou na parede, e Katrina a olhou com um sorriso perverso.
Diana notou algo estranho e sobre sua cabeça apareceu um céu azul com poucas nuvens, o piso se tornou terra e as paredes que não tinha começo, fim ou limites ganharam cores. Uma grama verde brotou sob seus pés chegando à canela e tomou toda a paisagem de todos os lados como um campo verde em um agradável dia de sol. Ela sorriu para irmã, que não tinha saído do lugar, ao ver como tudo aquilo era bonito e tão real que ela podia sentir uma brisa passar por ela. Então flores desabrocharam de botões no meio da grama e coloriram todo o lugar liberando seus aromas. Um campo de Flores das mais diversas e coloridas.
De repente Diana ligou seu medo com o que estava acontecendo e com a expressão constante de sua irmã. Antes de poder olhá-la zangada algo passou zunindo próximo de seu ouvido e Diana ficou tensa. Bastou um segundo de olhos fechados e quando ela os abriu estava cercada de abelhas, seu maior medo depois do de perder a irmã que é sua única família. Ela gritou desesperada para espantar as criaturas simuladas e pedia para Katrina parar com aquilo.
De olhos fechados Diana sacudia seus braços para acertar as abelhas que nem a atacavam ou a atingia. Então finalmente acertou algo, parou e forçou-se a abrir os olhos, conseguiu ver a paisagem pausada desaparecendo e mostrando a sala oval novamente. Na sua frente estava Cadius, com uma mão no rosto onde ela o atingiu.
–Desculpa. -disse ela envergonhada para o menino que se afastou da sua aproximação preocupada. Ela ouviu Katrina rindo e se virou para menina raivosa que parou no mesmo instante e depois saiu em fuga com Diana logo atrás.
Cadius havia ficado curioso de saber o que Katrina tinha encontrado e as seguiu. Quando ouviu os gritos apavorados de Diana tentou ajudá-la, desligou o painel e tentou conte-la de seus golpes descoordenado, o que não foi uma boa idéia.
***
Nas tarde, depois do jantar, Flecher foi atrás de Marlene e Beatrice dizendo que precisava mostrar uma coisa para elas, e elas o seguia pelos corredores do subsolo.
–O que é?-quis saber Dukan que seguia o grupo sem ser chamado.
–Irão ver. -respondeu Flecher.
De repente passou por Diana que se juntou a eles curiosa para saber o que eles iam fazer e o mesmo aconteceu quando passaram por Brian. Flecher encontrou Taz saindo da sala onde eles trabalhavam junto, que nos últimos dias o tratava indiferente e estava afastada. Ele a chamou querendo mostrar algo para ela também e a menina o encarou séria e sem paciência, o mesmo olhar que sempre dava ao vê-lo, mas os seguiu. Ele tinha percebido essa reação de Taz que não entendia o porquê e demoraria um pouco para entender do que a pequena estava zangada.
O grupo entrou em uma sala bem iluminada que nunca nenhum deles esteve. Era cheia de estantes e prateleiras ao longo das paredes com peças, fios e partes de alguma coisa. Havia dois balcões pequenos ocupados com mais coisas em pedaços sob uma luz própria e ao fundo da sala um balcão mais longo e limpo. Flecher estava mais solto e tinha uma satisfação em seu olhar de mostrar o que tinha, começou a buscar e colocar sobre o balcão maior algumas armas acabadas e algumas outras que parecia totalmente normais, mas não eram. Parou atrás do balcão com o grupo a sua frente e pegou a primeira: um chicote com um punho cromado, as fitas de couro foram substituídas por um cabo flexível de fios acobreados condutores de energia e na ponta da fita havia uma ponteira prateada e também condutora.
Beatrice sorriu e admirava a arma, mesmo mantendo sua postura séria, sua expressão a denunciava. Flecher foi ate ela e entregou em suas mãos o chicote modificado.
–Yan comentou que você escolheu um desses na catedral. -disse ele. — Esse foi adaptado e modificado, não consegui pensar em outra coisa que pudesse ser mais útil para você e para seu poder.
Ela sorriu admirando o chicote enquanto ele falava.
–Basta você descarregar sua energia no punho e o sistema a mantém fluindo por toda a extensão até as pontas. E essa arma foi feita para suportar uma grande voltagem.
Ele voltou para o balcão pedindo para ela não testar agora. Olhou o que tinha e pegou um cinto com suporte para duas pistolas, aparentemente comum, seguiu até Marlene e entregou a arma para ela.
–Parecem normais e tem o designer das antigas, mas o material é mais leve, mais resistente e são de tiro duplo com um sistema de recarregar rápido. É apropriado para você. -Marlene agradeceu. –Acho que vai se sentir mais a vontade com essas armas de bala do eu as de energia.
Ele sabia que nos treinamento Marlene teve melhor resultado com esse tipo de munição.
Enquanto Brian e Diana andavam pela sala vendo as coisas nas prateleiras e brincando com outras entre si, Flecher pegou uma pequena besta escura de aparência fosca e segui até Taz de braços cruzados, ela o encarava com indiferente o vendo se aproximar.
–Essa é para você. Sei que gosta de arcos, mas uma besta combina melhor com a sua personalidade... e tamanho.
Sorriu divertido para ela, que continuou séria e pegou a arma bruscamente sem dar muita atenção.
–As flechas ficam em um bracelete que é mais fácil para recarregar e serve como proteção.
Taz concordou, virou as costas e foi embora sem dizer nada para o garoto.
–Parece que você a irritou mesmo... -disse Kan rindo da cara de Flecher que não conseguia conquistar a amizade da menina novamente. -Vocês pareciam tão unidos, agora ela esta pronta para lhe causar o mal.
–Flecher!- Chamou Diana distraindo todos enquanto corria até ele. -Posso ficar com isso?!
–Para que você quer um pedaço de cano Diana?!- perguntou Brian sem entender a animação dela para ter o objeto que ela tinha encontrado em uma caixa na prateleira.
–Não é um pedaço de cano Brian, -Flecher pegou o objeto e analisou se lembrando do que a arma tinha de especial- é uma zarabatana. Mas ela não tem muita coisa diferente além do material em que é feito e o tipo de munição que usa. Você pode ficar se gostou. Deve ter uma caixa com a munição próxima de onde você a achou.
Entregou a zarabatana de tubo vinho com arabescos brancos para Diana que sorriu feliz. Ela tinha tido a oportunidade de usar uma em um passeio com a sua mãe a um tipo de museu de armas há muito tempo e havia gostado bastante da experiência.
–Flecher você pode arrumar uma coisa para mim também?-Perguntou Brian. Ele concordou enquanto arrumava algumas coisas no lugar, para poderem sair da sala.
Enquanto eles caminhavam pelos corredores Brian dizia infinitas armas que gostaria de ter, até que Dukan o lembrou da Bazuca que ele usou na catedral e ele começou a insistir que tinha que ser essa a arma dele.
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