Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
39 Combatentes, escolham suas armas.
Notas iniciais
Através de um sistema de som oculto Leno chamou todos os combatentes para uma sala do subsolo que parecia a de uma escola. Todos estavam tensos, pois aquilo nunca aconteceu e soava urgente na voz do senhor.
Yan, Flecher e Kan apareçam na sala depois de todos já estavam lá e foi Yan quem contou o que estava acontecendo: Eles iriam impedir um Totem de atacar a casa de Dukan. Poderiam considerar uma missão fácil, pois acreditavam que o Totem não traria os Difusores e sim mais soldados se o objetivo deles for Kan. E se o encontrarem, ou não, eles vão explodir tudo para deixar um aviso como fizeram com o apartamento de Flecher. Então Yan relembrou alguns dos pontos fracos do Totem e as brechas das roupas dos soldados. E Flecher guiou o grupo para a sala de armamento para se equiparem.
Beatrice sabia que tinha seu chicote especial e mesmo assim andou pela sala atrás de mais alguma coisa pegando um par de pistolas. Quando saiu da sala encontrou Kan no corredor conversando com o Yan que a notou e encerrou o assunto seguindo para a sala de armas com suas duas bolsas estranhas de couro. Ela se aproximou de Kan, e a cada passo se sentia mais estranha, não a sensação de estar com ele, mas algo que a deixava amargurada.
–Bea. -disse ele a olhando. -Não vou pedir para não ir, sei que me obedeceria... Mas tome cuidado, está bem? Não se arrisque demais.
Ela concordou
–O mesmo para você Kan.
–Vou me lembrar disso. -ele sorriu tentando fazer a menina sorrir, mas ela não retribuiu, pois a sensação ruim a contaminava.
–É serio. -disse ela.-E por mais que goste de você, não tente se meter entre mim e esses Filhos da Lua. –Ela o abraçou e depois seguiu para seu quarto para trocar de roupa.
Marlene separou um kit de facas de lançamento e munição para suas pistolas que Flecher deu. Então Yan a cutucou e entregou uma bolsa quadrada.
–Como você estavam comigo devem levar uma dessas também. Já expliquei a maior parte do que tem nesse kit. Se houver a necessidade de usar no meio da luta, use. E se encontrar algo muito ruim pode me chamar.
Ele saiu de perto dela rapidamente e Marlene explorou o que tinha na bolsa: ataduras, vidros de medicamento, injeções pré-preparadas,talas e um monte de outras coisas que seriam uteis.
Taz estava empolgada em poder usar a besta e sabia que tinha o bracelete com a munição que servia como um escudo, mas não estava satisfeita e pegou duas facas para lançar ou se defender, depois saiu correndo para escolher alguma roupa que a protegesse melhor.
Diana tinha a zarabatana com que estava praticando desde que ganhou, mas pegou um kit de facas de lançamento e olhava o que mais tinha ali, então Yan passou por ela e depois voltou.
–Diana você vai usar a Zarabatana?- ela concordou. Ele mexeu na bolsa que era sua puxando dois vidros e entregou para ela. -Você pode passar isso nas pontas da munição, mas tenha cuidado.
Ela abriu um dos potinhos que pareciam de pomadas e a pasta dentro também era parecida. Ia colocar um dedo, mas Yan a impediu e a olhou repreendendo.
–Eu disse para tomar cuidado. Esse daí é um sedativo muscular bem forte e quase instantâneo e o outro é do tipo venenoso que reage como acido ao entrar em contado com o sangue. –a olhou nos olhos e ela pareceu assustada com o que tinha. -Será que é uma boa ideia você ter esses dois?
–Há, é sim Yan, não volte atrás. Eu entendi agora. Vou tomar cuidado. -ela o olhou e notou que ainda não estava convencido. -Potinho vermelho sedativo e pote laranja veneno.
Cadius estava bem tranquilo, tinha bastante experiência em ataque, mas um em uma casa ia ser diferente. Pegou uma espada e uma pistola para si das prateleiras e acabou ouvindo o que Yan e Diana conversaram. Depois que Yan continuou andando, ele chegou perto da menina e a confundiu repetindo a ultima frase dela invertendo as coisas e depois riu, mas ela não gostou muito da brincadeira olhando com um sorriso irônico e acabou confusa.
Alec escolheu a espada, mas estava apreensivo do que iria encontrar. Não era covarde, mas tinha um nervosismo, já que seria a sua primeira vez de cara com os moradores do Estado. Pensava se realmente aquelas pessoas que encontraria seriam ruins como diziam, se o que ouvia deles fosse apenas historias e na verdade eles ajudavam as pessoas que capturavam e até mesmo o planeta com o que descobriam.
Aaron escolheu duas espadas, uma longa e pesada e outra mais curta e leve. Além disso, ele tinha um soco inglês que um dia ganhou de seu pai e não deixaria no guardado.
Philipe estava tenso, mesmo sabendo que provavelmente não veria os Difusores, sabia que iria ter mais soldados armados do que a ultima vez que combateu um ataque. Para sua sorte Yan viu que ele estava demorando bem mais que os outros para escolher uma arma e o ajudou pegando uma adaga na prateleira perto deles e a entregou junto com uma bolsa de primeiro socorros, a mesma bolsa que entregou para Marlene.
Kate encontrou um chicote que tinha nas estantes, um chicote de espinhos por toda a corda que era melhor que aquele velho que ela tinha, e já que Flecher liberou para eles pegarem o que quiser ela o escolheu e pegou duas espadas leves e iguais.
Destiny encontrou dois machados pequenos que ela gostou e escolheu, e suas mãos deslizaram e agarram pistolas que foram para no cinto junto com o suporte para os machados, mas ela só percebeu isso quando já tinha saído da sala e estava no elevador.
Brian não estava feliz, a arma que pediu para Flecher não tinha sido terminada ainda, mas procurava outras coisas que pudesse usar e que fossem legais, encontrou uma cimitarra, embora não soubesse como se sairia ao usar uma, mas a escolheu e Dukan providenciou a velha bazuca pesada que ele reconheceu.
Lucas andava procurando o que poderia usar nas prateleiras, mas não sabia qual escolher. Então encontrou uma arma que estava no alto fora da visão dos mais baixos, na verdade ele via um largo estojo de couro grosso e com alguns detalhes e ficou curioso ao notar um punho de espada saindo dele com um botão de metal escuro.
–Vamos Lucas. -chamou Flecher. Ele era o ultimo dentro da sala.
Lucas buscou um banco para alcança-a e se posicionou. Flecher notou o que ele queria e seus pensamentos vagaram. O menino de cabelos escuros e moletom cinza baixou o estojo largo. A espada que estava ali era grande chegando ao um metro de vinte de comprimento e quinze de largura, ele colocou sobre a bancada e Flecher se aproximou.
–O que é isso?- disse Lucas não muito alto ao puxar a lamina para fora. Era uma espada detalhada e bem trabalhada com corte de um lado e uma ponta levemente encurvava, todo o fio dela brilhava cromada destacada no aço negro.
–A espada para todas as guerras. -respondeu Flecher ainda perdido em pensamentos e admirando-a. Ele engoliu em seco. – Um projeto de meu irmão junto com o meu pai. Acho que eles terminaram para ela estar aqui. Buscavam criar uma espada que se adaptasse ao oponente ou a arma que ele use contra, e também se adapta a quem a esta usando. É um tipo de aço que pensa por si para favorecer seu usuário.
–Posso usa-la?- Flecher o olhou e concordou um pouco sério.Depois os dois saíram apressados.
Fale com o autor