Notas iniciais
***6° episodio da Saga do Difusor fugitivo*** Anteriormente: Flecher ficou na escola Leões S. para combater o Totem. Philipe ficou acompanhando Fineu que espera um resgate. Yan, Clark, Kate, Cadius, Taz, Marlene e Aaron estão indo se junta á Kan e o seu grupo. (Boa leitura e falo mais nas notas finais. :*)

A maior parte daquela noite Dukan, Beatrice, Diana, Derek e Destiny estavam dentro da van ziguezagueando por muitas ruas seguindo os rastros que o Difusor fugitivo deixava. Mesmo tendo aquele tamanho o animal se mostrou bem rápido correndo pelas ruas e quase incansável. Teve momentos que eles quase o alçaram, mas sempre o Difusor fugia se misturando nas sombras das ruas mal iluminadas.Pelo menos uma hora e meia havia se passado só seguindo a criatura quando eles perderam o rastro próximo da Catedral de Saturno.

A Catedral era uma antiga construção gótica onde a maior parte de sua estrutura foi preservada ao se tornar particular. É isolada de toda a cidade por um muro alto de sete metros no mesmo estilo que a catedral. Ao longo de anos o dono a deixou sem importância e o lugar parecia totalmente abandonado. Exceto pela guarita nos dois portões opostos do lugar, um no sul e outro no norte, onde sempre havia dois guardas durante a noite e um durante o dia.

–Ali!- apontou Diana do banco de trás da minivan quase acertando o rosto de Dukan que dirigia e que teve que pisar no freio com a distração repentina. Então ele e todos os outros no carro olharam para onde ela apontava.

A catedral se elevava vários metros em direção ao céu. Comas enormes sombras negras das suas torres pontiagudas e o brilho de uma grande cúpula de vidro que refletia a pouca luz da lua fina. Mais abaixo havia o muro reto e decorado no mesmo estilo em toda a sua volta.

Então eles viram o que chamou a atenção de Diana. A passagem no muro em forma de arco tinha seu portão de ferro maciço retorcido e caído, e as paredes próximas alguns arranhados da criatura.

Kan parou o carro na entrada larga e de lá avançou atrás de algum guarda na guarita dentro dos muros. Mas não achou ninguém.

–Esta procurando os ratos? Eles fugiram. Olhe ali. –Beatrice havia saído do carro e mostrou uma lanterna largada na calçada do lado de fora, e mais para frente podia se ver um sapato abandonado.

–Com certeza esses homens nunca viram algo como isso. -Comentou Derek ao sair da parte de trás da minivan. -Ainda mais de noite. Deve ter sido assustador. — ele andou sobre a calçada e pegou a lanterna para si e a testou.

Kan olhou em volta e comentou que a criatura não poderia sair dali por causa dos muros. Então eles ouviram um dos gorgolejar distante do Difusor sobressaindo naquele silencio bruto da noite. Dukan decidiu que deviam fazer uma armadilha no outro portão e naquele antes de começar a caçada dentro da Catedral. Levou o carro para o pátio que cercava o edifício e depois que desligou o farol percebeu o quanto ali estava escuro, voltando a acendê-los rapidamente. Ele não gostava de escuro. Respirou fundo ao sair do carro já vazio sentindo que a noite estava esfriando e foi até a guarita onde deixou os quatro de seu grupo. O carro iluminava um pouco as redondezas em direção à entrada da enorme catedral. Em um caixa de luz próxima do portão testou os interruptores para acender as luzes do lugar, mas tudo que teve foram os estalos dos botões. Derek foi tentar ajuda-lo analisando o complexo emaranhado de fios coloridos. Neste momento Dukan recebe a ligação de Yan e lhe passa a localização e o problema, muito complicado para ele, que encontrou. Depois informou para os de seu grupo que os outros estavam vindo e que iriam ter esperar, já que os equipamentos da armadilha estavam no carro de Flecher.

Kan ficou encostado no muro olhando a rua vazia aguardando os outros da organização que não demorariam tanto para chegar, já que da escola até a catedral havia uma rua quase direta. De repente ele ouviu o som das rodinhas plásticas descendo pelo asfalto da avenida e observou a aproximação daquele que andava de skate durante anoite. O menino de jaqueta jeans escura e cheias de bolsos tinha os cabelos castanhos lutando contra o vento. E ele parecia distraído mal olhando para os lados, ou para frente, enquanto fazia o mesmo movimento para ter impulso.

Ao passar em sua frente, Kan percebe a cicatriz do lado do olho direito mais clara sobre a pele morena, e rapidamente deu um assobio alto para chamar a atenção do garoto. O skatista noturno pareceu se atrapalhar todo como o som súbito e tropeçou protagonizando algumas cambalhotas antes de se sentar no asfalto imóvel. Se virando ele nota o rapaz loiro sob um dos postes com um sorriso gozador no rosto. Dukan começou a se aproximar com passos rápidos enquanto o outro se levantava,limpava a roupa e pegava o skate virado.

–Desculpe Jalaska. Eu não pensei que iria reagir assim. Você esta bem?

–Nem tanto. Mas não por isso. — Brian Jalaska seguia na direção do outro que tinha parado no meio do caminho. Eles se cumprimentaram e seguiram para a calçada do portão enquanto Brian continuava a falar. — Meu pai sumiu. — ele tinha uma expressão preocupada junto com um costumeiro sorriso. — Era para ele ter voltado assim que o sol se pôs. Ele é pontual. Então resolvi ir atrás dele.

–E onde seu pai estava?- Dukan levava Brian para junto dos outros.

–Ele trabalha na escola Leões. Sabe qual é?-o outro concordou. -Estava indo para lá. E o que você esta fazendo aqui?

Dukan parou e encarou os olhos cor de mel do menino. Sabia que a noticia o afetaria, e gostaria de ter que não dá-la ao amigo que era sempre alegre. Então respirou fundo antes de dizer:

–Estamos perseguindo uma das criaturas do Estado que fugiu. — indicou o grupo perto da guarita.

–E de onde ela fugiu?

–Da escola Leões S.. — disse Kan sendo sério, já que não queria que o menino pensasse que ele estava brincando.

Jalaska o encarou analisando sua expressão e palavras. A seguir as informações se encaixaram.

–Meu pai estava lá?

–Eu não sei. Mas o ataque de foi controlado e só vamos saber quem sobreviveu depois.

O menino abaixou o olhar por um momento. Depois encarou a Catedral escura ao ouvir o som da criatura ecoando por algum salão interno. Dukan notou o sorriso ressurgir no rosto do garoto que permanecia virado para a sombria catedral sem luz.

–Eu vou te ajudar com isso, Dukan. — depois a expressão de Jalaska mudou para uma de surpresa. -Que coisa é aquela ali?- apontou o carro verde com os faróis ligados. -Você veio naquilo?! -olhou Kan incrédulo. -Que decadência Kan. De um esportivo legal para um utilitário. — Deu um tapinha no ombro do loiro, como se desse um apoio, e seguiu para saber dos planos com as meninas.

A Bmw chegou e estacionou perfeitamente e com todo cuidado na avenida. Dukan voltou pra rua e observou os passageiros sair. Também notou a moto que parou na frente do carro e estava sendo estacionada por um rapaz de capacete escuro.

–Yan? -se surpreendeu ao vê-lo dirigindo. -Cadê o Flecher? Vamos precisar de alguns dos equipamentos dele.

–Ele ficou para desativar o Totem...

–Sei. –Kan o interrompeu com um olhar desconfiado. Lembrando que Yan não dirigia nada á alguns meses atrás. — E ele deixou você dirigir o carro dele?- o menino concordou com a cabeça enquanto ia abrir a porta para seu cão sair.

Então Dukan se aproximou mais do carro. -Oh não! Yan isso é um arranhado?!

–O quê?!- disse o menino espantado.

–Nossa, garoto o 'chefinho' vai te deixar de castigo! — disse uma menina pequena de cabelos pretos e curtos olhando o mesmo lugar que Kan tinha encarado á alguns segundos.

E Taz riu junto com Kan quando Yan se aproximou apressado para ver a lataria impecável.

Notas finais
Gente eu esqueci de dizer no ultimo capitulo que, como Flecher ia ficar, tive que escolher outro para dirigir, então...surpresa, ninguém do grupo dele dirige. Restou para Yan, que também não é tão habilidoso nisso. :7 Localizando os bons entendedores: o ambiente agora é uma catedral gótica durante a noite. Mas precisamente essa(se a imagem não abrir no texto): http://1.bp.blogspot.com/-ywpa15KxsPk/UeUbg1jfgoI/AAAAAAAAEWA/jpcaC19E0-0/s1600/IMG_3598.JPG Haha... Tenso esse lugar não acham? Agora os carrões que eu não coloquei nos outros capitulo mas é sempre bom saber como é: O carro (mais ou menos) de Dukan neste momento: http://flauto.ru/images/Tuning/Evropejskie/Fiat/Freemont/fiat-freemont%205.jpg A Bmw de Flecher (eu amo vermelho *-*): http://www.clickgratis.com.br/blog-clickgratis/wp-content/uploads/2012/06/bmw-m3-vermelho.jpg A moto de Aaron: http://sobremotos.solupress.com/sobremotos/news/img200812/article_image_small5859.jpg Desculpe por tudo em link e assim de uma vez. Depois que postar o próximo irei reeditar essa nota final e redistribuir essas imagens para os capítulos anteriores onde elas possam ser encaixadas. Obrigada aos rápidos comentários no anterior. E acredite eu fiquei muito tentada á quebrar a programação e postar terça (mas eu não tinha relido) Comentários meus sobre o capitulo: Jalaska, ele apareceu. Então não tem ninguém mais para aparecer. Ufa. Acho que estão todos ai. Mas não espere que eu consiga lidar com todos, darei um jeito de separa-los.. haha. E no próximo: revelações sobre a origem de Flecher... e é tudo que eu sei do próximo até agora..:/ Obrigada por ler tudo isso. E quem tiver duvida é só me escrever. Até Sexta. (se tudo der certo)