Filhos De Marotos.
3 Capítulo 3 - Novos Tempos
Notas iniciais
6 anos haviam se passado depois daquele dia, os novos marotos já eram conhecidos por toda a Hogwarts por suas detenções e por sua fama de galinhas, tinham uma rixa com todos da Sonserina exceto por um grupo de meninas que eram suas fãs.
Primeiro dia de aula e lá estava ele, Ricardo Potter entrando no Salão Comunal e logo atraindo a atenção de todos, principalmente a ala feminina de Hogwarts, ele sabia que era desejado por todas por isso ele ficava passando a mão no cabelo mais ainda. Foi andando e logo se aproximou na mesa da grifinória para tomar seu café da manhã. Quando se aproximou viu uma coisa que o deixou curioso, Marília Malfoy, a garota que mais o odiava estava sentada sozinha tomando seu café sem suas amigas por perto. Era a chance da vida dele, durante todos esses anos tentou de tudo receber uma mínima atenção dela mas nunca conseguiu alguma coisa. E agora ele poderia by Browse to Save\">tentar.
– Oi, falou sentando do seu lado, logo vendo ela se afastando dele, a educação mandou um oi pra você também viu Malfoy.
– Manda outro pra ela Potter — falou a menina de cabelos avelãs e olhos azuis, a mesma que mexia tanto com ele.
– Por que você nunca tenta ser legal comigo hein?! O que foi que eu te fiz pra você ser assim comigo?
– Ahh, além de ficar me irritando todos os dias e afastar a maioria dos meninos que chegam perto de mim, falou sarcástica, é acho que mais nada não.
– Você já pensou que eu faço isso pra te proteger sua mal agradecida? — disse irritado.
– E você já pensou que eu nunca pedi a sua ajuda pra me proteger, eu sei me defender sozinha Potter, não sou nenhuma criança.
– Então tá, é isso que você quer então que eu nunca mais tente te proteger?
– E se possível ver se me esquece também. Isso foi um baque pra ele, encarou aqueles olhos azuis tão frios e ao mesmo by Browse to Save\">tempo tão encantadores e falou:
– Ok então, depois não se arrependa da suas escolhas. E saiu triste e desapontado, sabia que ela não gostava muito dele mais nunca pensou que ela o odiasse. Ela ficou um pouco triste de ver a cara dele daquele jeito, mas já tinha tomado sua escolha, e não iria voltar atrás.
Ricardo foi andando até sua aula de Poções quando foi parado por McGonagall. — Potter você está bem?
– Ann... Ahh estou sim professora, por que?
– Nada não, mas antes de sair preciso lhe dizer, daqui a uma semana você tem jogo de quadribol contra a Sonserina. Ótimo, pensou ele, pelo menos podia descontar toda a sua raiva no Skill e seus amigos. — Certo, até logo.
Primeiro tinha sido praticamente expulso da vida da pessoa mais importante da sua vida e agora iria ter a chance de descontar tudo no seu rival, mas botou uma coisa na sua cabeça, havia cansado de correr atrás dela e não iria mais fazer isso.
Uma semana havia se passado e o jogo de quadribol era hoje, com isso todos os marotos estavam nervosos com a partida, afinal, sabiam que o time de sonserina era uma forte canditada by Browse to Save\">para a Taça das Casas, e eles não poderiam perder esse jogo. Quando as meninas chegaram a mesa da grifinória viram que nenhum dos quatro estavam comendo e Fernanda foi logo tratando de dizer: — Se vocês não comerem vão acabar perdendo para a Sonserina. — Obrigado querida amiga, com isso você realmente ajudou muito a gente. — disse Leonardo.
– Não enche Leo, só queremos ajudar vocês. — falou Stefany. — E você Ricardo, não vai nem falar o quanto vocês são bons e que não vão perder nem que estejam com um braço só? Ricardo que não estava prestando muita atenção na conversa olhou pra sua irmã sem antes ter olhado nos olhos de Marília e a olhado com um ódio que ele estava sentindo dela desde aquele dia.
– Não. — falou e logo se levantou da mesa. — To indo pro campo já. Todos tinham ficado surpresos porque era ele que sempre incentivava todos e sempre ficava em detenção e nessa semana ele não tinha ficada nenhuma vez.
– Nossa, ele tá muito estranho esses dia. — disse Rafael olhando pro lugar que o amigo tinha saído. — Pois é — todos falaram juntos exceto Marília, ela tinha ficado muito triste depois de ter dito tudo aquilo pra ele, e nem havia recebido mas sequer um ''oi'' dele.
– Gente eu vou ali rapidinho, esqueci de pegar uma coisa, encontro vocês no campo. Andando muito rápido até conseguir encontrar ele.
– Ricardo, Ricardo!! Ricardo nem se quer olhará pra trás após escutar a voz da garota que tanto amará. — O que é? Você se esqueceu da parte que me disse que não era mais pra eu me preocupar ou falar com você? O que você tá fazendo aqui então? — olhando pra ela com decepção.
– Eu só vim te desejar um bom jogo, mas já vou embora depois de toda essa educação.
– Você é louca ou se faz?! Gritou ele, isso mesmo, depois de tantos anos sendo o cavalheiro educado e carinhoso ele resolveu que não iria mais se importar com ela. — Você mesma disse que não era mais pra falar com você e agora você vem aqui me desejar um bom jogo, faz um favor pra mim e vê se me esquece, que eu to fazendo o mesmo com você. Ela nem respondeu nada pra ele, apenas o olhou e foi embora, realmente havia sido um erro te-ló procurado e ter tentado ser legal com ele, decidiu que não ia mais se importar tanto com ele, mas depois de ter passado tanto tempo escutando a voz dele todos os dias, a protegendo e tentando falar com ela, ter passado uma semana sem escutar era estranho.
Após o jogo em que a grifinória venceu, Ricardo se isolou de todos e foi para o seu dormitório, não se importaria de não ir pras festas depois da vitória de cada jogo, queria ficar sozinho, pensando o quanto aquela menina o havia feito sofrer durante todos aqueles anos, deitou na sua cama e começou a chorar, disseram que homens nunca choravam por amor mas ali estava ele provando o contrário, ele chorava como uma criança que havia se assustado numa noite sombria, chorava pela garota que ele sempre quis ter, e foi assim que ele foi dormir naquela noite, pensando naquela menina incrível e que ele saberia que nunca teria em seus braços.
Depois daquela conversa tanto Ricardo como Marília decidiram se afastar um do outro, Marília se aproximou das suas amigas e ficava sempre evitando Ricardo e seus amigos, coisa que não estava sendo muito difícil, porque ultimamente Ricardo passava todo o tempo possível ou na sala precisa ou na câmara secreta, sim ele era oflidiogota igual a seu pai, e depois de todo esse tempo só pensando em uma garota ele resolveu mudar, tá tudo bem que mesmo gostando dela ele ainda ficava com as outras pra se divertir, mas agora seria diferente, ele tentaria de tudo tirara dos seus pensamentos e da sua vida, mesmo que o irmão dela fosse seu melhor amigo.
Lá estava ele, andando perdido em seus pensamentos pelo corredor escuro de Hogwarts quando escutou um som vindo do banheiro da Murta. Quando entrou lá, se deparou com uma cena pouco provável, Marília Malfoy, com o cabelo preso num perfeito rabo de cavalo sendo iluminada por um feche de luz que entrava na sala pela janela, ele decidiu ficar ali e escutá-la cantar, como estava embaixo da capa de invisibilidade ela não poderia vê-lo. Ficou encantado pela voz dela, e sentiu uma coisa nova cada vez que escutava uma nova frase saindo pelas bocas tão bem desenhadas e finas dela. Ficou lá até ela se levantar e ir embora pro Salão Comunal, decidiu ir atrás dela pois já estava ficando tarde e no dia seguinte ele iria ter aula, quando passavam por um corredor escuro escutaram passos vindo perto deles, quando Ricardo olhou pro Mapa viu quem era, Filch acompanhado de sua gata Madame Nora, viu um armário de vassouras do lado deles, e puxou a mão dela e tampou sua boca, trancando o armário. Como o espaço era pequeno e estavam duas pessoas ali dentro eles ficaram muito próximos e ela olhava surpresa pra ele, esperou mais um pouco até der dado tempo de Filch passar e retirou a mão da boca dela não antes de reparar como a sua pele era macia e fria.
– O que você tava fazendo aqui? — sussurrou Marília nervosa por estar tão perto dele.
– Tava andando pelo colégio, por que? Até andar de noite pelo colégio você vai impedir? — falou irritado e percebendo que estava com a mão entrelaçada a ela ficou corado e logo retirando a sua.
– Por que você tá assim agora hein?! Poderia ser um pouco educado com as pessoas.
– Só do educação pra aqueles que são educados comigo. Agora se a realeza não se incomodar eu vou sair — empurrando a porta logo percebendo que estava trancada. — Ótimo, disse ironicamente, queria passar a noite toda no mesmo lugar que você.
– Deixa de ser burro, é só pegar sua varinha. — disse já incomodada com a proximidade deles.
– Desculpa gênio, mas como eu vou pegar minha varinha se eu não tenho mal espaço pra mexer minha mão?
– Isso não é problema, deixa que eu pego. Começou a tatear a bunda do menino procurando a varinha ficando ainda mais perto deles. Sua varinha não tá aqui, era só o que faltava a minha também não tá, viu o olhar dele sobre a dela, o que... — em seguida sendo beijada pelo menino, aquele beijo foi como o fogo e o gelo, parecia que não tinha nada ao redor deles, era só eles, Ricardo botou uma mão na cintura da menina e outra na sua nuca a trazendo pra mais perto ele, e ela botou sua mão em volta do seu pescoço. Como estavam sem ar já, se separaram, mas não ficando tão longe por causa da falta de espaço. PAFT Marília havia dado um tapa certeiro em Ricardo, ele olhou pra ela espantado.
– Qual o seu problema? Achei que você tinha gostado, ou vai me dizer que até você ter retribuído o beijo é culpa minha?
– Nunca mas toque em mim ouviu, quem você pensa que é pra ter me beijado?
– Eu sou o cara que mesmo depois de ter sido humilhado por você ainda passa todas as noites pensando em você, esperando o momento pra te ver no dia, esperando em você simplesmente me dar um olhar, eu tentei te esquecer, mas parece que cada vez que eu tento mais eu me pego pensando em você, eu sou o cara que mesmo depois de tudo ainda te amo. Após der dito tudo isso ele empurrou a porta do armário com bastante força e graças ao seu corpo atletico a porta se abriu.
Marília ficou o olhando ir embora e as palavras que ele disse a pouco ainda ecoavam na sua cabeça " eu sou o cara que mesmo depois de tudo ainda te amo ".
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