Filhos Da Morte- Fic Interativa
5 Capítulo 3 -Penélope Carson Die- Parte 1
Notas iniciais
Ia escrever mais sobre mim aqui, mas vou deixar para as notas finais da parte 2, que ainda não foi escrita.
Desculpe o atraso, precisava de inspiração, nesta semana posto a parte 2
Penélope Carson Die, morrer, já morreu de tantas formas incontáveis, quase tantas vezes quanto matou... jovens desesperados, hipnotizados pela morte, eles mesmo a chamam, imploram por ela, Carson apenas os faz pedir mais. Penélope, se diverte, faz os pequenos garotos se entregarem ao puro prazer... só depois os mata, muitas vezes nem se dá ao trabalho. Esta, ao contrário de sua irmã Mary, acaba com os que não têm uma vida, os que não nasceram verdadeiramente, ela acaba com o sofrimento. Estes, de vida acabada por Die são os que menos merecem a morte, mas precisam dela, pois seus maiores objetivos de vida são morrer.
Enquanto, digamos que humana, sofreu, perdeu sua mãe... isso atraiu a morte, seu primeiro sinal, foi o de ver áureas, não todas, algumas das mas fortes... Logo depois descobriu quem realmente era, recebeu missões. Apesar de linda, olhos de costume falso brilho e cabelos castanhos, é depressiva, agressiva, tem sede de sangue e sofrimento, a frieza é sua melhor qualidade.
Indo ao que realmente importa...Penélope Carson Die, sempre tão próxima grande amiga, Vitalina, uma pequena humana, frágil como um cálice de vidro, a única que sabe quem é Carson, como controlá-la, a que não ativa a sede(de sangue obviamente) em Die, uma áurea impenetrável, não importa o quanto tente. Sua principal missão, a proteção de um cálice, não é algo muito usual para Die. Penny, como é chamada por seus irmãos, tem a incrível capacidade de mentir olhando nos olhos, olhando diretamente na alma das pobres criaturas, verificando a ultima esperança de pureza.
Nesta madrugada de primavera estava relendo uma obra de Lewis Carrol quando encontrou a seguinte passagem:
“Considere a menina grande que você é. Considere a longa distância que percorreu hoje. Considere que horas são. Considere qualquer coisa, mas não chore!”
-Como se eu pudesse chorar-murmurou Penny, fria como um pedra, quse sem emoções.
–O que disse?- indagou Vita-Como uma resposta óbvia Die apenas mostrou a capa do livro, o que fez Vita compreender imediatamente.-Quero falar...-Penélope respondeu com um simples e monótono “fale”- As pessoas sempre me diziam para enxergar alem, mas afinal o que era enxergar alem? E se eu olhasse alem da realidade e aquilo não fosse o certo? A verdade é que o alem é muito grande para ser visto, ele não tem que ser escolhido de acordo com nossas necessidades e sim de acordo com nossas idéias, o que é necessário nem sempre é certo. Idéias são necessárias e não são sempre certas. A certeza é a única incerteza, muitos dizem o contrario mas essa é a pura verdade, seja na certeza do certo ou do errado, é lá que as incertezas começam. Penny pode não gostar de demonstrar sua opinião, ou de até mesmo não falar, por favor, só desta vez me diga o que pensa....- Vita foi dizendo isso abaixando o tom de voz aos poucos.
-Não formo opiniões, como você mesma disse, não importa no que acreditar, sempre vai haver as incertezas.
Ao entardecer da madrugada Vitalina adormece sobre seu caderno.
Próximo das 6 horas da manhã, houvesse um barulho vindo da porta, Vita acorda e vai atender, Die já sabe quem é, estava esperando a visita havia três semanas, Peter. Penny houve Vita convidando Peter a entrar ,e dá pequenos passos até onde eles se encontram. Peter com um sorriso diz um simples “Olá”, que é retribuído por uma pequena piscada nos olhos de Penélope.
Vita sai deixando-os sozinhos, ela sabe o suficiente para não prestar atenção. Assim que Vitalina sai de vista Peter entrega um envelope para Penélope, ela sabe que é sua próxima missão.
-Vou abrir depois- Carson disse.
–Como preferir- Peter respondeu. Penélope e Peter eram “amigos” a longa data, mesmo sabendo pouco um do outro, não tinham interesse em saber, cada um tinha suas próprias lamentações.-Posso falar, me sinto calado, minhas missões não me dão muitas chances e Mary...- disse abaixando o tom de sua voz.
–Mary? Então este é o motivo, imagino que sua paixão platônica deve ter tido algum resultado, ela não era sua irmã em vida? Agora também em morte.-Cinicamente, este era o modo de Die falar.
–Certamente, ela tem medo de sentir, acha que estamos mortos, mas não estamos, nós sentimos, eu sinto. Isso não importa, ela é quase tão fria quanto você.- Penny não entendeu porque, mas se sentiu mal ao receber estas palavras.- Bom, vou indo, bom ver você, nos encontramos em algum tempo...- Ele se virou e se pôs a by Text-Enhance\">andar.
–Geralmente diz “breve”- Penélope disse, interrompendo a saída de Peter.
–Não tenho tanta certeza desta vez, Adeus Penélope Carson Die.
Após a saída de Peter, Penny abriu a carta da missão que havia sido deixada. Ela leu:
“Olá Penélope Carson Die, devo dizer que está à fazer um ótimo trabalho com Vita, mas voltando ao que importa sua nova missão está aqui. Sinto muito por ter intermediado esta carta por meio de Peter, sabe estou ocupado, não tenho mas tanto tempo para passar uma noite inteira num sonho com filhos mais experientes como vossa senhoria.
“O que dizer sobre o amor
pare quem simplesmente
não se deixaria amar
a idéia do merecimento a afasta
com a sua aproximação
a frieza ainda me assusta
um dia irá embora de si mesma,
sem nem ao menos perceber
que nunca esteve em si
Nunca saberá a verdade
Mesmo que a verdade nunca estivesse em questão
Viva a morte
A morte é uma consequência da vida
A vida é feita de morte e a morte é feita de vida.” “
Não havia entendido, leu e releu, os dias passaram,uma forte canção se manifestava em sua mente, Vita a estranhou, mas ignorou. Passaram-se semanas até receber mais uma mensagem,mas desta vez em sonho:
Penny, bobinha, não compreendeu, você sempre tão inteligente com as palavras e tão ingênua com o que está bem a sua frente vou lhe dar mais uma chance:
“Tudo o que ela ouve
É essa melodia triste
Que ela canta lindamente
Quando alguém deve morrer
Ela esta esperando por isso
Mais uma vez pelo seu destino
Hora após hora nesse dia
Mas continua na mesma
Olhos vazios fitando o nada
Morrendo dentro da escuridão
Coração não vai mais bater
Esta ansiosamente esperando
Ouça a respiração calma
Seus pensamentos sem sentido
A vida estava acabando
E nada mudará isso
A linda canção fúnebre
Tão triste e bela
Ela vai chorar
E um dia se apaixonar?”
Notas finais
É essa melodia triste
Que ela canta lindamente
Quando alguém deve morrer
Ela esta esperando por isso
Mais uma vez pelo seu destino
Hora após hora nesse dia
Mas continua na mesma
Olhos vazios fitando o nada
Morrendo dentro da escuridão
Coração não vai mais bater
Esta ansiosamente esperando
Ouça a respiração calma
Seus pensamentos sem sentido
A vida estava acabando
E nada mudará isso
A linda canção fúnebre
Tão triste e bela
Ela vai chorar
E um dia se apaixonar?
Fernanda Grosskopf
A conta dela no Nyah é http://fanfiction.com.br/u/222208/
Ela escreve super bem mesmo.
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