Filhos Da Morte- Fic Interativa

1 Capítulo 1- Mary, apenas mais uma missão


Notas iniciais
Esse capítulo é da personagem Mary

Era uma vez(pode ter certeza isso não é um conto de fadas, digamos que apenas um conto) uma garota que tinha medo de si mesma,ou melhor de suas próprias palavras.Ela parecia ser a única no mundo que percebia os impactos que elas causavam.



Ela era solitária, se sentava em sua cadeira e escrevia tudo o que percebia do mundo afora e não conseguia dizer –Claro, ela não era muda, ela apenas era permitida de falar algo que seu mestre não permitia, ou pelo menos achava.



Certo dia alguém dirigiu uma palavra a ela. Ele pediu licença dando um empurrão na garota e continuou andando. Ela percebeu que dependendo do modo em que as palavras eram usadas elas pareciam fracas- se elas fossem fortes o empurrão não seria necessário, certo?


Naquele mesmo dia ela se encontrava sentada com seu caderno de desenhos copiando a paisagem do belíssimo parque com arvores de troncos finos e folhas com um verde tão brilhante que chega a ofuscar a visão, uma pequena trilha de terra com algumas folhas secas pisoteadas cortava a paisagem ao meio. No desenho havia ilusões ambíguas para paisagem, aquele desenho mostrava aquela paisagem com um sorriso escondido entre as arvores, aquele desenho foi sua primeira demonstração de palavras naquela fase.

Talvez você fique imaginando como uma imagem pode ser palavras?-resposta obvia uma imagem vale mais que mil palavras -mas esta não é a questão(ou melhor a resposta)- Assim como esta imagem todas as palavras ditas por ela escondiam suas emoções por mais que estranhas e indecifráveis elas fossem. Palavras nem sempre contam ou dizem tudo, e as dessa garota com certeza não contavam.


Após aquela tarde ela se dirigiu ao único local em que ela podia ver palavras verdadeiras, os livros. Nestes livros ela sempre se encantava mais com os vilões, com sua força e determinação. O lado escuro sempre a parecia mais maravilhoso, assim como o gênero literário propriamente dito.



Esta garota morava no ultimo andar de um prédio abandonado com uma vista para toda cidade, nela todas manhas chuvosa podia se ver arco íris, e ela não gostava deles, ela gostava de lembrar dos ladrões de potes de ouro que se encontravam no final deles nas historias.



Ela queria não dormir, tinha medo não daquele ser que lhe assombrava todas as noites, ou acolhia(você pode ter seu próprio ponto de vista sobre isso) enquanto recitava todas as noites o mesmos poema mas sim das sensações que ele lhe despertava(eram amor, paixão). De qualquer forma seu cansaço foi maior que sua determinação então ela adormeceu.



Como sempre, aquele ser que usava o capuz preto hipnotizava os lindos olhos verdes da garota e recitava



Eu entro em sua mente


Porque eu gosto deste fanatismo bobo

Com corações reais

Maças vermelhas


Seu pequeno conto de fada


Realidade não será

mas a verdade terá

se seu coração a guiar


melodias nunca passarão do repetido


da normalidade,

mas palavras

são o que nos fazem parar para pensar


Pequena se quiser ser uma princesa


Precisara mais do que um príncipe encantado

Precisara sair do repetido

Da realidade

Do medo

Da multidão

Da grandeza


Você precisara acreditar


Não nas palavras

Mas sim nos olhares

Que são aqueles que não podem ser repetidos

Mentiras podem ser vistas

Mas não de olhos fechados


Surpreenda pois o ritmo


Pode ser quebrado

Isso se chama liberdade

MINHA PEQUENA... se é que posso lhe chamar de minha....


Aquele poema parecia durar o sono inteiro mas ele nunca acabava sem antes o homem encapuzado lhe dar uma ordem –desta vez de procurar uma senhora de cabelos brancos-.Ela acordou se olhou no espelho e admirou seus belíssimos cabelos negros, logo após olhou pela janela e apreciou o dia chuvoso, seu clima preferido-ela sabia que esse era seu encorajamento para seguir em sua missão, encapuzado(vamos chama-lo assim por enquanto) sempre a ajudava com o clima em missões importantes)



Mais a noite ela seguiu rumo aos parques de lagos congelados pelo frio do inveno, algo lhe dizia que o que procurava estava lá.



No parque ela se sentou num banco, estava nevando mas ela nem ao menos se importou de por um casaco, o frio não a incomodava. Ela esperava chegar a manha para partir rumo a senhora mas enquanto esperava, um garoto aparentemente comum se sentou ao lado e a cumprimentou, ela sabia que ele era seu irmão e vinha dar noticias sobre sua missão, ninguém realmente dirigia palavras(com potente significação) a ela, ela era invisível aos olhos humanos( poucos ainda tem humanidade- no sentido espiritual). Peter(na minha humilde opinião esse nome o cai bem) indicou para sua irmã a casa da senhora e disse que ela podia iniciar a missão naquele momento.



Chegando nas proximidades da casa ela respirou fundo e bateu na porta. Uma pequena senhora atendeu e aa convidou para entrar, ela aceitou e descobriu que o nome da senhora era o mesmo que o seu. Elas conversaram sobre o que seu mestre a destinou . A garota prometeu voltar no dia seguinte.



Enquanto ela se afastava da casa um garoto a viu, ela achou estranho então fugiu dele. Ela o reconheceu mas isso é outra história. Como uma vez citado por uma certa escritora Alemã, uma história não começa nas primeiras palavras, assim como não termina no ponto final, há algo muito maior que isso.



Prosseguindo com a história, na manhã seguinte ela foi a casa da senhora e disse que aquele era o dia final, a senhora com um grande sorriso no rosto disse que tudo bem e continuou a brincar com seus netos. A garota dos olhos verdes foi embora.



A manhã seguinte foi ensolarada, isso foi o sinal de trabalho cumprido para garota. Ela andou até o cemitério,-antes que você pergunte, sim aquela senhora faleceu naquela noite- Ela olhou a pequena escritura em mármore que será colocada sobre o tumulo “A qui jaz Mary, alguém que via as coisa com humanidade”.



Esclarecendo algumas dúvidas: o homem encapuzado era o pai da garota Mary, a morte. Os seres com maior humanidade sempre são levados por alguém especial. O garoto que viu Mary, é a única missão que ela não consegui cumprir -claro que por paixão-, por isso ela é fria e sempre sente amor quando recebe suas missões. Ela nunca se tornará “princesa” pois não correu atrás do amor, que é uma prova de verdade vista pelos olhos. Ela nunca pensou para onde as missões deveriam levar as pessoas.



O primeiro empurrão foi um teste em que a morte aplicou a Mary para saber como ela se sentiu. Como a própria morte já disse talvez não neste conto, até ela tem sentimentos.