Filho do céu
4 Capítulo 4 - Uma bela noite no sanatório!
Notas iniciais
RICK
Bem, era a hora de partir, eu não sabia o que fazer nem como chegar ao Alasca, mas talvez se chegasse lá obtivesse uma resposta. Fui até o pinheiro de Thalia, onde estavam alguns campistas, Jackie e Quíron.
– Você...Você — Disse Jackie — Você vai numa missão? E e teve a audácia de não me falar?
– Ehh, bem — Falei com medo — Eu não te encontrei.
Ele me fuzilava com o olhar, mas depois sorriu, e me abraçou, sabia que ele realmente se importava comigo, mais até do que meu pai.
– Tome cuidado — Disse ele — Eu preparei algumas coisas.
Ele me entregou a faca que havia matado o ciclope, um agasalho azul, água, comida, e por último me deu algum tipo de pingente, um frasco para ser mais exato era etiquetado, Néctar dos deuses, consegui ler.
– O que é isso?
– Néctar dos deuses, uma bebida mágica, pode curar alguns ferimentos, use com sabedoria o uso exagerado de néctar pode matar você.
– É que nem poção de cura do Skyrim — Disse Brenno sorrindo.
Jackie não sabia o que era mas assentiu com a cabeça, coloquei tudo dentro da mochila, A última campista havia chegado, Uma garota loira com mechas azuis em seu cabelo, olhos azuis penetrantes, e usava a camisa do acampamento.
– Sea! — Disse Quíron — Pronta para a missão?
Pelo seu nome deduzi que era filho de Poseidon, minha prima talvez? Ela assentiu nervosa estava tão assustada quanto eu.
– Vocês vão de carruagem — Disse Quíron — Trazendo uma carruagem dourada, e dois pégaso totalmente brancos, eram lindos.
Subimos na carruagem que logo levantou voo, ao olhar para trás pude ver os outros acenando, Trevor e Brenno pilotavam a carruagem.
– Sea, não é? — Perguntei — Filha de Poseidon?
– Sim, sou filha de Poseidon.
A outra garota era quieta, tinha cabelos longos, na altura da cintura, pretos sem nenhum brilho, seus olhos eram de mesma cor, usava um diadema vermelho sangue, e um casaco preto, com um nome que para mim parecia Batata, o que não fazia se quer algum sentido.
– E você? — Perguntei a ela.
– Me chame de Pan, filha de Hades.
– Pan como... Deus selvagem?
– Pandora, como Pandora!
Ela se calou e virou para outro lado, seu olhar me aprecia familiar apesar de nunca tê-la visto antes.
Fiquei revistando a mochila, para me certificar que tudo estava ali, por fim coloquei o bracelete, e peguei o olho de águia.
– O que é isso? — Perguntou Sea.
Ela pegou o olho de minhas mão e colocou em seu rosto.
– Nada!
Peguei dela e fiz o mesmo, naquele momento, comecei a ver tudo mais nítido, com uma imagem HD de televisão, tudo parecia se mover em câmera lenta, e minha visão deu um zoom imenso em uma árvore, na qual pude ver um esquilo engolindo uma noz por inteiro.
– Uau — disse — Esse olho funciona como realmente um olho de uma águia.
– Não vi nada demais — Resmungou Sea — Talvez só funcione em você.
Pensei no que Sea disse e logo dormi, sonhei com o Alasca novamente, podia ver monstros, e uma geleira rachando ao meio, uma coisa gigante saía de lá de dentro, os olhos dourados e reluzentes, podia vê-los novamente.
Acordei com a carruagem tremendo.
– Trevor — Disse — Você esta dormindo, Vamos parar!
– Acho uma ótima ideia — Sugeriu Brenno — Vamos descer ali.
Podia ver uma mata fechada, em meio a ela uma casa imensa, estava caindo aos pedaços, parecia abandonada, descemos e pude ler numa placa, Sanatório Santa-Gaia, uma sátira talvez, não gostava de Sanatórios, nem um pouco, mas entrei mesmo assim.
Pude ver silhuetas numa parede, mas não me preocupei, paramos em frente a um quarto tinha umas vinte camas enfileiradas, e restos de comida mofada.
– Hey — Disse Brenno — Vocês já assistiram, Pânico na Floresta?
– Não — disse.
– Fala sobre pessoas que se perdem em um sanatório abandonado mas ainda haviam loucos lá, eles matam todo mundo e são canibais — Disse Brenno — Boa noite. E abriu um sorriso maldoso em seu rosto.
– Está com medo de mortais? — Resmungou Pandora — Por favor...
Logo me senti só, o quarto estava em silêncio profundo, e vi novamente as silhuetas, não pareciam humanas, fechei meus olhos tentava não pensar em loucos carnívoros.
Senti vontade de ir ao banheiro, e não sabia onde ficava.
– Ótima hora — murmurei.
Me levantei, e peguei minha lanterna, comecei a explorar a casa incrivelmente escura a procura de um banheiro, me tremia todo.
– Acalme-se, você é um semideus poderoso — Disse a mim mesmo.
Cheguei a uma longa sala repleta de botões, não sei porque fui procurar o banheiro no subterrâneo, toquei em alguns botões, que fez um barulho estrondoso, a luz acendeu, e começou a piscar, ao olhar para trás pude ver mulheres verdes, uma avançou em mim, e comecei a refletir o por que de não ter levado alguma arma.
A luz piscou novamente e vi Trevor, chutando a mulher verde, e a atravessando com a lança, ela explodiu em pó dourado ai tive a certeza de que eram monstros, pude ver Sea e Brenno, Sea estava assustada e sem nenhuma arma, Brenno estava com sua foice, e minha mochila, ele a atirou para mim. Peguei minha adaga e o gládio e parti para cima de uma mulher verde. Por fim a luz acendeu, revelando as mulheres, tinham aparência reptiliana, eram cobertas de escamas tinham olhos amarelos, cabelos pretos ensebados, sua parte de baixo era formado por duas caldas de cobra, uma estava desarmada e outra tinha um faca de passar manteiga, não era intimidadora.
Joguei a minha adaga para Sea, e fui atacado por uma Mulher-Cobra.
– São Dracaenaes! — Disse Sea — Mulheres cobra!
Não precisava saber o que eram e a informação não ajudou em nada, ela me agarrou com sua calda de cobra, fechei meus olhos e pedi a meu pai que não deixa-se a Dracaenae me matar. Ao abrir meus olhos o bracelete de Thalia se transformar num grande escudo, em sua face havia escupido a cabeça do popular mito Medusa.
A Dracaenae voou longe Brenno a acertou com a lança fazendo ela virar pó dourado. A moça com a faca de manteiga, me olhou, e investiu contra mim, comecei a sentir meu coração bater forte, já havia sentido aquilo antes, na luta contra o ciclope, parecia um instinto, Sem pensar desviei do ataque, e a ataquei pela lateral com o gládio, o que fez ela explodir em uma nuvem de poeira dourada.
– Acabou! — Disse aliviado.
– Nunca mais pense em sair sem avisar — Disse Trevor.
– Não vou...- disse.
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