Filho do céu
1 Capítulo 1 - Minha irmã foi um pinheiro?
Notas iniciais
Eu sempre levei um vida tranquila, sempre morei em Orlando junto a minha mãe, não tenho nenhum irmão, não que eu saiba. Eu sou Henrique Parker e sou um Semideus.
Lá estava eu voltando do meu último dia de aula na minha nova escola. Lembro de estar com meu MP3, escutava Rolling Stones.
Eu esbarrei em um cara, ele era alto e duro como pedra e tinha um insuportável cheiro de queijo mofado
- Me desculpe senhor — falei com uma voz tremula sem olhar para seu rosto.
- Esta perdoado — Falou ele com uma voz assustadora.
Olhei em seu rosto, foi o meu maior erro, era careca e tinha dentes extremamente amarelos por um segundo achei que tinha apenas um olho. Ele sorriu maleficamente mostrando seus dentes amarelos, retirou um cabo de aço de sua jaqueta e bateu fortemente em minha cabeça, desmaiei na hora.
Acordei dentro de um restaurante Fast Food e um homem varria o chão, Ele andava desajeitado e usava um boné, estava escrito algo, mas por causa da minha dislexia não conseguia ler direito.
- Senhor Taco — Disse em voz baixa tentando ler o o que estava escrito em seu boné.
- Acordou! Que bom que acordou — Disse se aproximando, sua cabeça dói?
- Muito — consegui dizer — Oque houve?
- Sabe é meio difícil de acreditar, Eu sei — Falou em um tom triste — Sabe, já estudou alguma coisa sobre mitologia grega?
- Tipo minotauros e ciclopes — Falei confuso — como górgonas e..
Ele tapou minha boca, parecia assustado e olhava para as portas esperando algo
- Não diga esses nomes! — Ele exclamou — Pode alerta-los!
- Calma, tudo bem.
- Bom como ia dizendo, tudo que sabe sobre mitologia grega é verdade, você é um Semideus, metade humano metade deus, bem eu sou seu protetor.
Um barulho estrondoso veio dos fundos, parecia uma parede sendo derrubada por um trator.
- Não tenho tempo para explicar — Disse ele — se quer sobreviver venha comigo!
Ele correu em direção a porta da frente, não pensei duas vezes corri junto a ele para fora do restaurante.
- Como você pode me provar? Por quê devo acreditar em você?
- Veja você mesmo, sou um sátiro
Não havia percebido antes, mas o homem possuía pernas de bode e chifres pequenos no topo da testa escondidos pelo boné, ele subiu em cima de uma carruagem dourada.
- Suba! — Ele exclamou — Agora -
Subi na carruagem e demorei um pouco para perceber que os cavalos que puxavam a carruagem tinham asas.
- O que é isso?
- São pégaso, cavalos alados.
No mesmo momento em que os cavalos levantaram voo o homem com quem tinha esbarrado na rua saiu do Senhor Taco, destruindo uma porta. Olhou para nós com desprezo, colocou a mão dentro da jaqueta pegando o cabo de aço, o que havia me atingido, jogou em nossa direção,o que fez a carruagem se soltar. Nós caímos em cima de uma árvore.
- Ciclope! — Exclamou o sátiro — Corra!
Pulamos da árvore, e lá estava ele. Sorria com aqueles dentes amarelados.
- Antes da morte — Disse — Não nos conhecemos, me chamo Henrique Parker, mas prefiro que me chame de Rick, e você como se chama?
- Já te conheço desde que nasceu, fui concebido a ser seu protetor, me chamo Jackie, não vou falhar com meu dever.
Antes que pudesse falar mais o ciclope correu em nossa direção, e saltou em cima de Jackie. Ele jogou pra mim uma adaga dourada e reluzente.
- É feita de Bronze Celestial, mata monstros, fuja e se defenda!
Pensei em fugir, mas depois de pensar duas vezes, virei correndo e pulando em cima do ciclope que agora estava em cima de Jackie, me agarrei a seu pescoço enfiando a adaga em suas costas.
- Miserável! — Exclamou — Vou te matar!
Ele me jogou em direção a parede, recuei e investi de novo dessa vez cravando a adaga em seu único e enorme olho, fazendo ele explodir em uma nuvem de poeira dourada.
- O que? — Falei confuso — Oque houve?
- Isso que acontece quando se tenta matar um monstro — Indagou Jackie — Eles nunca morrem, suas almas vão ao Tártaro, um buraco escuro, o mais profundo do mundo fica no submundo reino de Hades. Podem então voltar a vida, isso pode levar tempo ou não.
Antes que pude-se falar mais, os pégaso voltaram, subimos neles e levantamos voo.
- Obrigado por me salvar — Disse Jackie — Sei que não deveria agradecer por um ato tão burro mas...Achei legal o que fez.
- Pra onde vamos? — Perguntei mudando de assunto — Como posso me comunicar com minha mãe? Ela não vai gostar nada disso.
Depois de um tempo de conversa os pégaso aterrissaram em o que parecia Long Island.
- Chegamos — Disse ele animado — Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue o lugar mais seguro para semideuses!
- Hey Jackie! Por quê nunca vi um monstro antes?
- Os monstros tem poder de manipular a névoa, uma espécie de véu que cobre os monstros fazendo os mortais duvidarem sua verdadeira forma.
- Saquei — Disse entusiasmado -
- O Acampamento Meio-Sangue possui uma barreira que não permite que os monstros atravessem seus limites.
Quando atravessei a entrada senti os limites mágicos meu corpo formigara uma sensação boa.
Na entrada do acampamento vi um pinheiro e ao lado dele um dragão.
- Esse pinheiro é o que alimenta o força da barreira mágica, já foi uma campista, filha de Zeus, Thalia morreu, e por piedade seu pai a transformou em pinheiro, uma vez o pinheiro estava começando a morrer, e em uma expedição Percy Jackson, Annabeth Chase e Tyson trouxeram o velocino de ouro, a única coisa capaz de curar o pinheiro, ao usarem o velocino os resultados foram surpreendentes, o velocino não curou somente o pinheiro mas também trouxe Thalia de volta a vida — Indagou Jackie que ficou sem ar de tanto falar -
Observava o dragão que parecia sonhar tranquilo, vi um campista se aproximando. Ele tinha cabelos negros arrepiados e olhos de mesma cor, usava uma camisa vermelho sangue
- Hey — Quem é você? — Exclamou ele — Não gosto de você
- Me chamo Rick sou novo.
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