Filho Do Sol

8 Capítulo 8 - Malditas aranhas!


Acordamos cedo, nos arrumamos e fomos à cara de pau comer café da manhã de graça no restaurante da pousada. Saímos de lá rapidamente, pois estávamos sem dinheiro, então novamente estávamos a pé.

Caminhamos algumas horas, estávamos cansados, olhei para o mapa e ele estava apontando para uma velha estrada, era de terra e parecia uma floresta de tantas arvores que tinha ao seu redor, caminhamos mais uns dez minutos e avistamos um vilarejo, estava completamente vazio, fiquei até com medo.

O céu estava nublado, parecia que começaria a chover a qualquer momento.

-Esse lugar me deixa com sono. –Disse Pedro-

-É tão parado e silencioso que me deu medo! –Disse para Pedro-

-To com fome! –Disse Gabriel-

Peguei minha mochila, e de dentro dela tirei um salgadinho, dei para Gabriel comer, e sentamos de baixo de uma pequena varanda de uma casa de madeira velha para esperar Gabriel terminar de comer.

Começou a chover o que não era bom, pois achar um raio de sol tem que se esperar pelo menos um dia ensolarado.

-Vamos esperar a chuva passar? –Perguntou Pedro-

-Acho que é bom esperarmos. –Respondi-

-Vamos dormir então? To com sono de novo. –Gabriel disse-

-Vamos! –Disse Pedro tirando seu cobertor de dentro da mochila-

-Então está bem! –Disse-

Entramos na casa de madeira, até que por dentro estava digamos “limpa”. Estava toda mobiliada, parecia que as pessoas que moravam ali, se mudaram as pressas, pois tinha um prato com comida em cima da mesa. Deitamos no tapete da sala, estava um pouco empoeirado, mais peguei meu cobertor e cobri o tapete. Pedro, Gabriel e eu deitamos e dormimos.

Tive um sonho estranho. No sonho estava tendo um temporal muito forte, meu pai estava em cima de uma casa de dois andares, ele olhava para mim.

-Você conse...

Ouvi um trovão no sonho e meu pai sumiu. Tudo ficou azul no sonho. Escutei um barulho de algo se quebrando, parecia madeira.

Acordei com o barulho, percebi que estava tendo um temporal, quando eu vi, um leão com duas cabeças tinha entrado pela janela, a quebrando. Ele tinha uma cabeça de cabra, que não me deu medo. Mais a outra era uma de leão.

-Acooooooooooordeeeeeeeeeem! –Gritei e sacudi-os rapidamente-

Eles pularam do chão, saímos correndo, mais o monstro que estava atrás de nós nos seguiu, somente deu tempo de cada um pegar sua mochila.

Como estávamos desesperados, entramos na floresta, o monstro ainda nos perseguia, e ele estava nos alcançando rapidamente.

-O que é aquilo? –Gritei perguntando ao Pedro, que estava com Gabriel no colo-

-É uma Quimera! Cuidado quando eles chegarem perto, ela lança fogo pelas narinas! –Pedro gritou respondendo-

Continuamos a correr. Mais a Quimera já chegara perto o suficiente, ela esta a uns dois metros de distância de nós três, e ouvimos um rugido de leão com um de cabra, como estávamos olhando para frente, só vimos um jato de fogo passando ao nosso lado, mais continuamos a correr. Olhei para trás, onde estava a Quimera tinha um monte de teias de aranha. Continuamos correndo, e de repente caímos em um buraco enorme e escuro, tentei segurar em alguma coisa, peguei um cipó, mais arrebentou no mesmo instante e continuei a cair no escuro, ouvia os gritos de Pedro e Gabriel caindo, pensei em claridade, e logo meu corpo ficou igual a uma lâmpada, iluminou um pouco o lugar. Quando terminamos a queda, caímos em cima de algo parecido com uma cama elástica, e quando fui ver era teia de aranha.

Olhei para os lados procurando Pedro e Gabriel, eles estavam a alguns metros de mim.

-Vocês estão bem? –Perguntei-

-Sim, estamos! Graças aos Deuses! –Ouvi, e era Pedro quem tinha respondido-

-Onde estamos? Aqui é fedido e escuro, não quero ficar aqui! –Disse Gabriel-

-Vocês estão na minha casa! E foram convidados para lanchar. –Ouvi a voz, era de uma mulher, e parecia que esta perto, cada vez mais perto-

-Que casa mais feia, você deveria dar uma limpada nela de vez enquanto, até parece meu quarto! –Disse Gabriel-

Estava tremendo, onde estava tinha teias enormes, e eu tenho pavor de aranha, se vejo uma já saio correndo!

-Muito engraçado garoto, pena que não vai viver tanto para contar mais piadas como esta! Vou te matar por ultimo só porque é pequeno e fofo! –Disse a moça-

-Obrigado moça, mais eu não quero morrer! –Disse Gabriel-

-Mais você vai, e de agora em diante fique de boca calada! –Alguma coisa pulou em cima de Gabriel, e era uma aranha enorme, no lugar da cabeça era um corpo de uma mulher da cintura para cima. Ela jogou teia no Gabriel, o cobrindo por inteiro, somente ficou do nariz para cima sem teia-

-Ela é a uma parenta de Aracne Jefferson! –Disse Pedro gritando-

-Sim eu sou, e já que esta mais perto de mim farei o mesmo em você o que fiz com aquele pequeno garotinho! –Ela pulou em cima do Pedro também e o enrolou em sua teia de aranha gigante-

-Deixe-nos ir embora! –Gritei-

-Você acha que sou burra? Não é sempre que tenho tantos lanches de uma vez só! Então não irei desperdiçar! –A parenta de Aracne acabara de enrolar Pedro, que ficara igual o Gabriel- -Agora é sua vez!

Ela pulou em cima de mim, e começou a me enrolar em sua teia, e quando terminou disse:

-Agora irei dar uma voltinha, bem rapidinha, e quando eu voltar, espero que estejam mortos quando eu voltar!

Ela começou a escalar a parede do buraco, indo para a superfície. Ao mesmo tempo, aranhas começaram a subir em mim, olhei para o lado, o mesmo acontecia com Gabriel e Pedro. Tentei gritar, mais a teia abafava minha voz. Olhei para a parenta de Aracne e ela já tinha saído. Uma aranha diferente das outras vinha em direção do meu pescoço, cara isso é a pior sensação do mundo! Ela subiu em meu pescoço e injetou seu veneno nele. Só me lembro que desmaiei por causa do veneno. Quando acordei a parenta da Aracne estava ao nosso lado, parecia que estava se preparando para comer, segurava um pequeno espelho e se olhava nele.

-Se não fosse esse maldito corpo de aranha! –Ela resmungou, e percebeu que eu estava acordado- Como você não morreu ainda?! Acho que minha amiguinha não deu veneno o suficiente para você. Ela estava sem comer a dias também! Deve ser por isso! Vou ir buscar algo menor para ela comer, por que vocês são meu lanche!

Ela escalou de novo a parede do buraco, vi o céu, esta escurecendo, a chuva já tinha parado e o céu estava limpinho. Quando ela chegou no topo, ela foi empurrada por um flash amarelo, que a fez virar pó. Nisso, apareceu uma águia com corpo de leão, logo percebi que era um grifo, era um bom sinal! Logo atrás dele, veio mais alguns grifos, e quanto eles chegaram mais perto, tentei brilhar para eles observarem que tinha alguém no buraco.

Eles vieram mais perto, flashes de luz atingiram a teia, fazendo-a cair mais um pouco e ficar encostada no chão, que era cheio de esqueletos de animais, e alguns de humanos.

Os Grifos desceram, e quando tocaram o chão percebi que em cima deles havia pessoas. Uma dessas pessoas desceu e gritou:

-Os achamos pessoal, vamos tirar eles dessa teia nojenta! –Reconheci a voz, era meu irmão Fred-

-O. K. –Falaram as outras pessoas dos outros grifos e percebi que eram meus outros irmãos do acampamento-

Minha irmã chamada Bruna, me tirou da teia com uma adaga de luz.

-Que bom que vocês nos acharam! –Abracei a Bruna-

-Tudo culpa do Fred. Ele te explica mais tarde. Fico feliz em encontrar vocês também!

Fui correndo até o Fred, no caminho falei para os outros irmãos desamarrarem Pedro e Gabriel, foi o que eles foram fazer.

-Fred, você esta vivo! Estou feliz com isso, mais como você conseguiu?

-No acampamento te explicamos papai esta com pressa!

-Esta bem. Vamos rápido então!

-Pedro e Gabriel estão bem?

-Sim! –Disse Pedro-

-To bem sim! –Disse Gabriel-

-Agora podemos ir! –Disse-

Gabriel foi junto com Denis em um grifo, eu fui com Bruna, e Pedro foi com Sophia em outro.

Estávamos a caminho do acampamento, estava com muita vontade de voltar logo para o acampamento. Pois lá estaria seguro.

Notas finais
Demorei para postar, pois estava sem criatividade! Mais enfim, aproveitem!