Filho Do Sol
6 Capítulo 6 - A titia Malu
Notas iniciais
Quando acordei naquela manhã, estava com medo de ir para a missão, pois não sabia o que fazer, por onde começar estava perdido!
Peguei a mochila e fui para fora, Quíron, Fred e Pedro me esperavam perto da casa grande. Quando cheguei perto deles Quíron disse:
–Até que fim Jefferson, já estava pensando em mandar o Fred para te acordar! Quanto mais tempo passa, mais difícil vai ficar sua missão, o tempo vai ser muito precioso!
–Bem, eu já estou pronto! –Disse Pedro-.
–Eu também! –Disse Fred-.
–Então, como vai ser? Vamos sair e procurar um raio de sol? Como eu acho isso? Aonde? Porque é tão difícil? –Disse lamentando-.
–Jefferson, você terá de descobrir isso no decorrer do tempo. Agora você e seus companheiros irão começar a missão, e digo que não vai ser fácil, mais acho que vocês irão conseguir! –Disse Quíron-.
–Então está bem! Jefferson e Pedro, prontos ou não, vamos logo! –Disse Fred colocando a sua mochila nas costas-.
–Vamos! –Disse eu e Pedro ao mesmo tempo-.
Saímos do acampamento, entramos na estrada, tinha um ônibus vindo, acenamos para ele parar. Ele parou, perguntamos para onde ele iria, ele disse que iria para um orfanato, que fica a uma hora dali, então resolvemos ir, pois nem sabemos por onde começar.
Entramos no ônibus, tinha só umas seis crianças, e o resto era tudo adolescentes, entre quinze a dezessete anos, sentamos na frente, pois estava vazio e não queríamos arrumar confusão logo ali.
Chegamos na tal escola de verão, a entrada era um portão de madeira, do lado do portão tinha uma placa bem grande escrito: “Orfanato Marquês”
O ônibus estacionou na frente de uma cabana, era lá aonde eles checavam os nomes dos alunos que iriam ficar lá nas férias... Certamente eram os filhos que os pais não queriam passar as férias aturando.
Entramos na cabana, lá dentro era bonito, tinha bastantes quadros, a decoração combinava com o ambiente, cheio de natureza nas paredes, bem aconchegante. Aproveitamos a chegada dos alunos novos e passamos reto, fomos para o pátio, bem grande, cheio de espaço, com parquinhos e quadras de esportes. Estava cheio de crianças e adolescentes, eles nos olharam de lado, então fomos para um quiosque que ficava bem ao lado do parquinho de crianças. Tinha um menininho chorando, ele parecia ter uns cinco, seis anos, por ai, ele usava uma blusa azul e uma calça jeans, estava todo machucado, parecia que tinha rolado na rua.
–Jefferson e Fred, estou sentindo um cheiro estranho aqui. –Disse Pedro-.
–Cheiro de que Pedro? –Perguntou Fred-.
–Cheiro de monstro e de semideus. –Pedro tentava farejar o ar, tentando reconhecer de onde vinha o cheiro- Aquele menino, ali no parquinho, ele é muito suspeito, devemos ir falar com ele, vai que ele é um meio sangue!
–Verdade. –Disse eu-.
Chegamos perto do garotinho, ele se levantou e consegui ver seu rosto. Ele é branquinho e tinha cabelos castanhos, seus olhos eram castanhos também, uma coisa muito fofinha. Ele ainda estava chorando, então perguntei:
–Qual é seu nome garoto? –Perguntei tentando ser amigável-.
–Meu nome é Gabriel, vocês são do bem?
–Sim, nós estamos procurando algo, mais somos do bem sim, por que a pergunta?
–Vocês têm que me levar com vocês, a tia Malu tentou me matar ontem, ela pegou meu tio e me trouxe para cá, não quero ficar aqui, ela vai me machucar quando eu estiver sozinho.
–Quem é a tia Malu? –Perguntei-.
–Ela é um bicho muito feio e mal, ela tentou me arranhar com suas unhas gigantes mais não conseguiu, ela está por aqui, ela é a chefona daqui, ela pega crianças como eu e mata! Eu tenho medo dela, e sei que não estou seguro aqui!
–Temos que sair daqui Jefferson! Vamos levar esse garoto com agente, pois ele já deve saber muito das coisas, pois se não levarmos, aposto que ele não dura um dia aqui! –Disse Pedro-.
–Concordo. –Disse Fred-.
Pegamos o menino, e fomos para a saída, mais fomos barrados por um homem gordo, que tinha um crachá escrito: Supervisor: Ivan Carmelho.
–Aonde pensam que vão crianças? –Ele nos empurrou para dentro do pátio de novo-.
–Vamos falar com o moço do ônibus! –Disse o Pedro-.
–Ele não está aqui mais, foi pegar mais crianças que estão sendo despachadas dos outros orfanatos... Triste isso... Mais enfim, ninguém sai daqui! –Disse ele cruzando os braços-.
–Hei moço, ninguém quer se machucar aqui certo? Então saia da minha frente antes que te atravesso com minha flecha. –Disse Fred ameaçando o Ivan e pegando seu arco e flecha que se formou a partir de um simples sinto de sua calça-.
–Ai menino, você vai fazer o que com seu sinto? Isso não é uma flecha menino, pare de sonhar, se continuar arrumando confusão vou chamar a diretora. –Depois que ele disse isso ele caiu na gargalhada e tirou seu cassetete do sinto, se preparando para possíveis ataques-.
–Tio, eu to com vontade de vomitar, vê se eu to com febre? –Disse o Gabriel, mentindo para o Ivan, percebi na hora, pois ele deu uma piscadinha para mim-.
–Deixe-me ver menino. –Ele abaixou e colocou a mão na testa do Gabriel-.
Nesse momento, Fred tomou o cassetete e o acertou com força em seu rosto, o fazendo desmaiar. Saímos correndo. As crianças e os adolescentes estavam gritando e chamando a diretora.
–Diretora Malu!!! –Gritavam todos-.
Do nada apareceu uma mulher de cabelos ruivos e olhos pretos. Ela nos olhou e veio perto da gente.
–Nossa, mal chegaram e já arrumaram confusão! Venham comigo, acho que vocês se deram mal!
Ela nos levou para sua sala, era enorme, e tinha fotos de muitos adolescentes e crianças na parede. Muitas das fotos estavam com um “x” marcado bem na testa. Já sabia que ela era algo do mal, e Pedro e Fred se armaram quando entraram na sala, nem esperaram ela fechar a porta. Quando ela a fechou se transformou em um bicho que tinha asas e garras grandes, era um amarelo queimado, parecia um dinossauro, ela voou para cima da gente, mais nós desviamos, mais o menino foi pego. Ele gritou:
–Socorro me ajude! Ela vai me machucar! Por favor!
–Não tem saída desta vez Gabriel, você vai se juntar com sua mamãe. –Disse o Monstro-.
Fred e eu saímos correndo atrás dela, ela voou para cima da sala. A sala parecia muito mais alta por dentro, deveria ter uns três andares só de teto. Ela se ageitou para cortar o Gabriel, mais Fred falou umas coisas em Grego:
–Διάρροια, εμετός και αδιαθεσία. Θα περάσει μόνο όταν η πτώση αγόρι! –Disse o Fred-.
Entendi bem assim: Diarréia, vômito e mal estar. Só irá passar quando o menino soltar!
Então foi quando o bicho soltou o Gabriel, que caiu das garras dela e caiu direto nos braços de Pedro. Então aproveitei o momento, pensei no arco dourado. Ele se materializou na minha mão e então mirei e atirei um raio de luz no monstro Malu, que se transformou em uma nuvem de poeira que cobriu a sala inteira de uma poeira dourada.
–Menos uma! –Disse Fred-.
–Vamos dar um fora daqui! –Disse Pedro-.
–Só se for agora! –Disse o Gabriel com a testa machucada-.
–Antes venha aqui Gabriel, vou melhorar isso na sua testa! –Chamou Fred-.
Fred passou a mão na testa de Gabriel, o corte que tinha lá sumiu e seus machucados no corpo se amenizaram bastante, fiquei impressionado com isso, e perguntei como ele fez, ele me disse que filhos de Apolo são capazes não só de curar como de colocar doenças e ferimentos nas pessoas.
–Está bem, agora vamos! Pegue suas coisas Gabriel, que vamos levar você na nossa missão. –Disse eu-.
–Está bom, mais nem sei qual é seu nome? E o nome deles? –Perguntou Gabriel-.
–Meu nome é Jefferson, o ruivinho ali é o Pedro e o outro ali é o Fred, meu irmão, mais enfim, vamos nos apressar!
Fomos com Gabriel pegar suas coisas, aproveitamos e pegamos uma chave de um carro que estava em cima da mesa da Malu, e em cima da mesa tinha um mapa diferente, pegamos também. Fomos lá fora, tinha um carro preto de uma marca que não conhecia, o Fred pegou a chave e destravou o carro, entramos e como Fred sabia dirigir ele assumiu o volante, Pedro sentou na frente, estava com o mapa, que apontava apara um lugar um pouco distante dali, aproveitei a viajem para descansar um pouco, pois foi exaustivo brincar com a tia Malu.
Gabriel logo dormiu, coloquei o sinto de segurança nele e também dormi.
Fale com o autor