Filho Do Sol
1 Capítulo 1 - Somente mais um invisível
Notas iniciais
A vida é algo imprevisível, uma hora você só é uma pessoa normal, invisível, comum, até saber que não é tão invisível, pelo menos aos olhos de outros seres, digamos que isso seja ruim!
Bem, você deve estar perguntando “o que esse louco está tentando dizer?”, bem acho que quanto menos você saber será melhor, mais enfim já que estamos aqui, para que parar?!
Tudo começou quando eu era muito pequeno, nos meus 8, 9 anos de idade, sempre percebi que recebia a atenção “especial” de muitas pessoas. “Mais como assim especiais?” Digamos que sempre tinha um professor que não desgruda do pé, só que por a garota asmática de minha sala está sem ar à culpa já é minha, o garoto estar gripado sou eu que passei o vírus a ele, bem, são essas coisas de que eu estou falando...
Nossa depois de tanta conversa você, caro leitor, nem me conhece ainda... Bem, meu nome é Jefferson, tenho apenas 12 anos moro com minha mãe, o nome dela é Luciana, uma mulher morena, cabelos longos, uma voz macia, e sempre fala o que pensa, me protegeu muitas vezes contra supostos valentões na escola, o que é um pouco constrangedor, mais isso foi na época que eu era ingênuo demais para me defender. Ela para mim é a melhor mãe que existe, ela me trata com muito amor, atenção, e sempre conversa comigo sobre o que está acontecendo na minha vida, que é quase sempre nada de interessante, mais enfim, eu gosto muito dela mais do que tudo nesse mundo. Moramos em Nova Yorque, em um pequeno apartamento em Yorkville, delimitado pelo East River ao leste, 96th Street ao norte, Third Avenue a oeste e 79th Street ao sul. É um lugar que minha mãe e meu padrasto escolheram para viver. Até que gosto desse lugar, mais meu padrasto não é tudo isso, ele é um amor de pessoa perto da minha mãe, mais quando minha mãe vira as costas ele vira outra pessoa, só falta me matar. Mais como sou um bom garoto eu o ignoro e vivo feliz. Estudo no 8º ano. Minha vida na escola sempre foi desanimada, nunca gostei de ir para escola, mais sempre tinha que ir. “Nossa! Porque não gostava?!” Por quê???? Bem, a escola é um mini manicômio. Acho que é um teste de sobrevivência, onde só os fortes não enlouquecem. Não sei como, mais até agora não enlouqueci e sabe por quê? Por que a escola tem sempre os “grupinhos” onde os alunos e alunas tendem a se encaixar, que no meu caso é óbvio que não me encaixei em nenhum. Por um lado acho que até é bom, porque me faz pensar, e também adoro ficar sozinho, lendo, desenhando, trocando SMS com amigos que moram longe, e também, ficar sozinho me faz evitar que não entro em confronto com as pessoas que odeio tanto.
As coisas estranhas começaram a piorar recentemente, quando eu tive uma brilhante idéia de “matar aula”. Bem eu tive essa brilhante idéia porque eu não suportava a aula do professor Denis, é ele que me culpa por tudo que acontece no planeta terra. Bom eu rapidamente peguei minha mochila e sai da sala correndo pelos corredores que nem o flash. Cheguei ao portão da escola e como sou praticamente “invisível” eu tinha conseguido uma chave do cadeado que trancava os alunos na escola. Simplesmente a usei para abrir o portão e sai de encontro à liberdade. Sim, sim, me sinto livre quando saio da escola e coloco o fone em meus ouvidos para ouvir minhas musicas favoritas e vou para o Central Park para ler meus livros de mitologia grega. Chegando ao Central Park encontrei um amigo que não via à alguns meses, o nome dele é Pedro, um menino ruivo de cabelos curtos e lisos, um tanto que magro, igual eu, ele é legal porque é igual a mim, gostamos das mesmas coisas, filmes, musicas e principalmente os livros!
Quando chegamos um ao lado do outro nos cumprimentamos, falamos das novidades que quase nunca tem, ele disse que o ano dele foi difícil como ele disse foi cheio de perseguições, não entendi o que ele quis dizer com isso, mais ele mudou de assunto e perguntou:
-O que faz fora da escola Jefferson? Não deveria estar estudando? – Ele deu uma risada como se estivesse zombando de mim – O que foi dessa vez?
-Bem eu deveria estar estudando, mais matei aula daquele professor chato porque ele só é chato mesmo e não vou com a cara dele.
-Sabe de uma novidade quentinha? Acho que você vai gostar muito – Ele disse sorrindo -.
-O que? Conte-me menino!
-Vou me mudar para sua escola! – Ele fez uma expressão de alegria e eu retribui com um grande e contagiante sorriso –
-Legal cara, agora terei alguém para dividir meu tédio – Eu dei uma risada e tirei da minha mochila um potinho com dois sanduíches um de presunto e outro de alface com tomates, peguei o de presunto para mim, e o Pedro pegou o outro, por algum motivo desconhecido aquele menino era vegetariano – Daqui a pouco tenho que ir para a casa, quer passar a noite lá? Aproveitamos e vamos para a escola juntos, enfim, já estamos na ultima semana de aula!
-Claro, depois ligo aos meus pais para avisar a eles que estou indo para lá!
-O.k, seus pais são demais, deixam você fazer o que quer — Disse com cara de quem estava impressionado-.
-Pois é! –Ele fez uma cara triste, mais em pouco tempo voltou a sua cara normal-.
-Então vamos! Minha mãe deve estar me esperando em casa! –Dei uns tapinhas nas costas dele para ele se apressar -.
-Vamos — Ele disse se levantando da grama-.
Então fomos em direção a minha casa. Ao chegarmos lá jogamos vídeo game e comemos pizza até minha mãe avisar que era hora de dormir, então fomos dormir. Amanhã teríamos um grande e difícil dia!
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