Filho Da Caçada
8 Capítulo 8 - Caça a Bandeira
Um caça bandeiras. Com as caçadoras. Não parecia uma ideia muito divertida. Quando para elas, minha cabeça valia mais que a bandeira.
Depois da aula de canoagem, eu tinha um tempo livre. Eu estava andando, meio sem rumo pelo acampamento. Tentando colocar meus pensamentos em ordem, quando vi duas figuras surgindo do nada, como se o chão tivesse aberto para eles. O homem e a garota gargalhavam, ele colocou as mãos no ombro dela, falando alguma coisa seria, e depois saiu andando na direção oposta a dela.
Ela olhou em minha direção. Eu fingi não estar observando, e andei para o lado, mas eu não escapei, de repente um buraco abriu na minha frente e a menina saiu dele, como se estivesse parada na minha frente a horas.
– Olá — ela disse sorrindo, Seus cabelos negros eram quase na sua cintura, e ela tinha cara de menininha, com um sorriso doce, mas seus olhos não enganavam. Profundos, escuros, medonhos. Transbordando um tipo de humor negro e sarcasmo. Eu gostei dela na hora. – Eu não conheço você.
– Drake – eu disse estendendo a mão e sorrindo. – Drake Stevens.
– Bianca – ela disse pegando minha mão – Bianca di Angelo.
Eu sabia que conhecia ela de algum lugar. Era a garota da foto.
– Há quanto tempo está no acampamento? – ela perguntou.
– Algumas semanas. – eu dei de ombros.
– Entendo. – nós começamos a caminhar. – Seu pai ou mãe divino já se pronunciou?
– Sim – eu respondi.
– E então....
– Artêmis. – eu disse.
Bianca parou de andar, e me olhou com os olhos negros arregalados e desconfiados, depois senti um pouco de pena na maneira como ela me olhava.
– Mantenha distancia das caçadoras, elas não vão gostar muito de saber sobre um filho homem de Artêmis.
– Tarde demais – eu disse. – Elas já estão aqui, e já querem minha cabeça a premio, na verdade, há cartazes de procura-se com meu rosto desenhado espalhados por todo o acampamento, e elas ainda darão recompensa. – eu ri — Mas elas não vão se dar ao trabalho de me procurar, serei um bom alvo no caça bandeira de hoje a noite.
Ela me olhou com divertimento.
– Você está tãaao ferrado!
– Obrigada pelo obvio – eu não pude deixar de sorrir. Era estranho, pelos poucos minutos que eu passara com ela, sentia como se tudo isso não passasse de uma grande piada, meu medo tinha evaporado. Não sei como alguém com sangue de Hades nas veias poderia causar tal efeito, mas ela conseguia.
Eu contei a ela a respeito da minha briga com Melanie, e ela gargalhou.
– Nunca conheci alguém com coragem de falar algumas verdades na cara daquela megera! – ela exclamou sorridente. – Desculpe, sei que ela é sua irmã, mas ela me tira do sério. Uma vez, ela chegou no acampamento, eu não tinha feito nada com ela, e ela simplismente começou a me criticar na frente daquelas outras caçadoras, dizendo o quão inferior eu sou por não ser filha de nenhum deus!
Eu de repente me senti com raiva, como se ela tivesse feito a mesma coisa comigo. Então eu notei como Bianca tinha me deixado alegre. Ela alterava o ambiente de acordo com o seu humor.
– Ela não é uma das minhas pessoas favoritas também... mas que poder incrível o seu, não?
– Ela sorriu. – Me desculpe, as vezes, não consigo controlar.
Ela fechou os olhos, de em um piscar de olhos, eu me senti normal.
– Minha mãe é filha de Afrotide, eu tenho uma pequena variação da habilidade dela. Minha mãe, assim como é mãe de Nalu, é uma pessoa extremamente persuasiva. Eu também sou, mas não controlo como as pessoas vão se sentir, elas apenas sentem o que eu sinto.
– Impressionante. Minha única habilidade é com o arco e flecha.
– Não se preocupe, mais de deus dons iram aparecer com o tempo. Eu por exemplo, herdei todos os poderes de meu pai.
– Então foi por isso que você brotou na minha frente?
– Digamos que sim – ela sorriu, o ambiente voltava a ficar agradável.
A hora do caça a bandeira, ou como Bianca havia chamado – Caça a cabeça do Drake com pretexto de pegar uma bandeira. – estava próxima.
Passei no arsenal, eu percebi que não tinha nenhuma armadura, e eu certamente precisaria de uma para hoje.
– Olá? – eu disse entrando na oficina. Meia dúzia de filhos de Hefesto viraram o rosto de repente para mim, como se eles fossem morcegos e eu acabasse de acender a luz. – Eu.. meio que preciso de uma armadura.
Dos seis, quatro correram até mim. Eles tiraram medidas do meu corpo, e depois se apressaram em procurar peças em uma pilha de armaduras. Para mim, era tudo uma bagunça, mas eles sabiam o lugar de tudo naquela oficina, então, em menos de três minutos, eu carregava uma armadura completa nos braços.
– Hmm, obrigada- eu disse.
– Não há de que, filho de Artêmis – disse um rapaz, de cabelos ruivos cor de cobre e a cara suja de graxa. – Faça aquelas caçadoras provarem dos poderes dos semi-deuses por nós hoje!
Eu acenei com a cabeça, dei um passo em direção ao lado de fora, mas alguma peça perdida no meio da oficina decidiu acabar com minha pose de heroi, e eu tropecei nela, derrubando, literalmente, toda minha armadura. e fazendo os filhos de Hefesto gargalharem.
Otimo — pensei, antes de correr em direção do pavilhão.
Quando eu terminei de vesti-la, o que é uma coisa bem demorada e complicada, eu garanto.
Eu fui até os outros campistas. Estavam todos usando armaduras e elmos, e fortemente armados, Quiron estava a frente, dando um discurso.
– ... Manteremos a honra do nosso acampamento – ele dizia. – Se capturarmos essa bandeira! Campistas, mostrem seu valor!
Todos gritaram, e os gritos juntos pareciam um rugido, fez se silêncio por um momento, enquanto todos esperavam o sinal.
Eu vi Bianca se aproximando a passos lentos, com um sorriso um pouco maligno no rosto.
– Você veio se juntar a nós — eu disse sorrindo.
– Tenho que mostrar a uma certa patricinha que eu não tenho nada de mariquinha. – ela disse, convocando um osso da terra.
– Ainda bem que no caça bandeiras contra as caçadoras nos podemos usar nossos dons, quero dizer, mais explicitamente. – disse Sam se aproximando, ela tinha um enorme sorriso no rosto, ela abraçou Bianca.
– Vamos tomar a linha de frente? – Bianca perguntou.
– Agora que você chegou, com certeza. – ela disse
– CAMPISTAS! – Samanta gritou, ela de repente tinha uma voz de autoridade impressionante,e falava cheia de convicção. – Bianca di Angelo acabou de se juntar a nosso grupo!
Uma serie de exclamações ruidosas começaram, eles clamavam por ela.
– Filhos de Atena! Quero vocês nas armadilhas! Sejam rápidos e discretos, e usem sua inteligência! – um grupo a direita começou a gritar.
– Filhos de Ares! – Vocês vão para o ataque! Peguem quantas caçadoras puderem! Sem matar, por favor, mas desacorda-las seria uma boa lição de moral! – eles começaram a rugir.
– Filhos de Apolo, se dividam em dois grupos! Metade de vocês fica no ataque, e a outra metade, na guarda da bandeira, deixem as flechas sempre apostas!
– Filhos de Afrodite, vocês ficam na guarda da bandeira, dessa vez, sua beleza não conta como ponto contra as caçadoras, então tratem de usar suas espadas!
– O resto de vocês, juntem-se ao ataque com os filhos de Ares! Esqueçam suas diferenças, só por algumas horas, hoje, nós somos um só grupo, os Semi-Deuses! E nós defenderemos nossa honra contra as caçadoras, que chegam aqui, achando-se superiores a nós!
Um apito soou ao fundo, todos começaram a correr em direção da floresta. Ficamos para trás, eu Samanta, Luca, Nalu e Bianca.
– e nós? – perguntei, o que nós faremos?
– Nós? Ah, simples, nós pegamos a bandeira. Sam disse.
– Estou pronta, vamos nessa – Bianca disse, e então entramos na floresta.
A floresta estava escura, nós adentramos as arvores, olhando com cautela para a os lados. Uma caçadora apareceu a distancia, ela parecia um pouco perdida.
– O que faremos com ela. – Luca sussurrou.
– Vamos deixa-la um pouco... atordoada – Nalu riu, eu vi uma luz brilhar em sua mão, um pequeno raio. Neta de Zeus.
O raio atingiu a garota com precisão. Ela caiu sentada no chão, com a cabeça entre as mãos, como se repentinamente tivesse ficado com dor de cabeça.
– Para onde vamos agora? – Luca perguntou.
– Por ali – eu apontei, todos me olharam cofusos. – Eu não, sei, só sei que elas estão para aquele lado.
Eles se etreolharam, mas seguiram a direção que eu apontei.
Nós passamos por ela, seguindo a direção de onde ela tinha vindo. Andamos por vários minutos sem avistar ninguém, até que chegamos perto de uma clareira; Dez caçadoras estavam sentadas, algumas de pé, olhado em volta.
– Foi mais fácil do que eu imaginei – eu disse
Uma das caçadoras virou a cabeça, escutando algo.
– Cale a boca! – Sam disse com os lábios, e me bateu a cabeça
Ta legal, eu mereci.
Eu ergui meu arco. Minhas flechas haviam sido subistituidas por flechas com uma espécie de soro, desenvolvido pelos filhos de Hefesto. Ela fazia um leve corte na pele, por onde o soro entrava e deixava a pessoa desacordada por cerca de dez minutos.
Eu acertei a caçadora mais perto de nós, ela tinha cabelos loiro-dourados compridos, trançados com um fio de prata. Eu nunca errava quando o assunto era uma flecha, e modeste a parte, eu era muito bom na esgrima também.
Ela caiu desacordada dez segundos depois, e nós adentramos a clareira. As outras caçadoras correram em nossa direção, com armas na mão. Eu desconfiei que elas não se importariam em nos matar. Eu consegui acertar mais duas caçadoras antes delas estarem perto demais, e meu arco se torar initul. Então eu o pendurei nas minhas costas e desembainhei a espada. Eu lutava contra uma garota morena, de cabelos cacheados, Sam estava de costar para mim, eu vi de canto de olho a caçadora acertar o ombro de Sam e ela gritou de dor.
Bianca acertava duas caçadoras ao mesmo tempo, com uma rapidez incrível. Eu não tenho certeza, mas por um momento vi sombras segurando uma outra caçadora contra a parede.Luca enganava uma outra, e Nalu jogava pequenos raios nelas. Parecia que esse era o maximo de eletricidade que ela conseguia produzir.
Quando olhamos para o lado, não havia nenhuma caçadora de pé, Corremos até a bandeira, em uma disputa boba de quem a pegaria primeiro. Eu segurei o cabo, ao mesmo tempo de Sam, e sorrimos um para o outro.
Foi nesse momento, que o resto dos campistas chegaram. Quando eles nos viram com a bandeira, começaram a gritas nossos nomes, e nos levantaram nos ombros, e fomos então, carregados para fora da floresta.
O pavilhão onde começamos nossa caçada estava vazio, a não ser pelos poucos moradores da cidade, reconheci Percy sentado ao lado de Nico di Angelo, o homem me dava calafrios.
Percy acenou freneticamente para nós, Annabeth segurava Jake nos braços, e ele ria.
Pouco depois, os gritos de comemoração cessaram, e as caçadoras entraram no pavilhão. Elas tinham o rosto cheio de raiva e desapontamento. Melanie vinha a frente, vestido todo seu orgulho como uma armadura. Ela me fuzilou com os olhos e eu senti um calafrio descendo por minha espinha.
Antes que ela pudesse sacar a espada e cortar minha cabeça fora ali mesmo, a mulher ruiva entrou correndo no pavilhão. Ela tinha o rosto vermelho pela corrida, e os cachos de fogo bagunçados.
Ela olhou para mim, então seus olhos viraram, ficaram brancos. Ela abriu a boca, uma nevoa verde saia junto com uma voz aterrorizante. Que com certeza não era dela.
Ela ergueu o dedo, apontado para mim.
Caçadoras e Campistas, mais uma vez brilham.
A filha do raio há de orientar,
A Filha da caçada, a mais poderosa terá
Que aceitar como igual aquele que lhe é diferente.
Sob as estrelas prateadas, a mãe chora
E seu inimigo comemora a vitoria.
As flechas de Apolo, mais uma vez, erguidas.
Apontaram o caminho a ser seguido em vida.
Filhos dos mestiços provaram seu valor,
Em meio a ódio, sofrimento e dor.
E o filho da caça há de triunfar
Se no momento certo souber escolher,
Ganhar ou perder
Tudo o que se Ama.
Depois disso ela desabou. Dois campistas a seguraram antes dela atigir o chão, e a colocaram em uma cadeira.
E eu próprio sentia como se o chão fosse desabar.
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