Filho Da Caçada
4 Capítulo 4 - A fogueira.
A garota caminhou em minha direção, seus olhos ainda colados aos meus. Meus instintos gritavam para desviar o olhar, mas era mais forte do que eu, seus olhos verdes me prendiam.
Ela chegou perto o suficiente para me olhar de cima a baixo, com um singelo sorriso nos lábios.
- Você é novo por aqui – isso não era uma pergunta, era uma afirmação. Eu assumi que todos aqui se conheciam e de que não era muito grande o numero de campistas novos.
- Sim, cheguei a uma hora, meu nome é Drake – eu disse estendendo a mão para ela. Ela sorriu, e bateu na minha.
- Samanta – ela disse – Mas pode de chamar de Sam, é como todo mundo chama. Você já fez um tour pelo acampamento?
- Andar por ai sozinho é valido como tour? – eu perguntei.
- Não – ela disse agarrando minha mão. – Vamos, vou te apresentar minha casa.
- Campistas moram aqui também? – eu perguntei, imaginando qual seria o motivo de Sam não voltar para casa.
- Alguns sim, outros não, mas isso é outra historia, venha, vamos começar pelos chalés.
Chegamos ao meio dos chalés,ela me conduziu aos dois da ponta, os quais estavam vazios.
- Esses são os chalés de Hera e Zeus. O chalé de Hera está aqui por nada mais e nada menos do que uma homenagem – Sam tinha uma certa expressão de repulsa no rosto quando falava dela – Ela nunca traiu seu marido, Zeus, por isso, seu chalé nunca foi habitado por campistas. Ela também não é a deusa favorita dos meio-sangue, uma vez que já embolou a vide de 80% de nós. Tenho meus próprios problemas com ela, assim como todos por aqui.
“ O outro chalé é o de Zeus. Em contraste com o de Hera, ele costumava ser muito habitado nos tempos antigos, mas depois do pacto dos três grandes , onde eles juraram não ter mais filho com mortais, os números quase zeraram. A ultima vez que foi habitado foram quase vinte anos atrás, por Thalia Grace, e por Jason Grace quando vinha até o acampamento. “
- Você é bem inteligente – eu disse. Depois tapei minha boca e fiquei vermelho, quando percebi que tinha acabado de flertar com a menina que e mal conhecia.
- Muito obrigada – ela sorriu timidamente – Todos dizem que eu herdei a inteligência de minha mãe.
Eu imaginei se ela não seria filha de Atena... não era essa a deusa da inteligência?
- Esse aqui é o chalé de Poseidon – ela apontou para a casinha cheia de conchas na parede. – ele é irmão de Zeus, e por isso também faz parte do pacto. O único filho que ele teve depois do juramento foi meu...... foi Percy Jackson. O chalé está vazio dês de então.
Eu quase explodi e perguntei para ela qual era a frase que ela iria falar primeiramente, mas então lembrei do quão rude isso seria, então eu guardei minha pergunta para outra hora.
- Aqueles ali são os chalés de Demeter e Ares – ela disse apontando para os chalés seguintes. – E aqueles são de Atena, Apolo, Artemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dionisio. Eram somente esses doze no começo, mas Percy Jackson convenceu os deuses de adicionar os chalés de deuses menores, e agora temos, o chalé de Hades, que foi o único irmão que não quebrou o juramento, mas ainda assim tem um filho vivo, chamado Nico de Angelo, ele aparece de vez enquando, Ele tem uma filha, seu nome é Bianca.
“ Aqueles são os chalés de Iris, Hipnus, Nemesis, Jano, Nike, Hebe, Tique e Hécate. – ela por fim apontou uma gruta ao final – e ali mora nosso oráculo, Rachel. “
- Aquela mulher ruiva ali? – perguntei.
- Sim – ela respondeu. – Ela deve ter cerca de quarenta anos, mas aparenta ter vinte, por alguma magia do oráculo. – ela deu de ombros.
Samanta me levou para conhecer os estábulos e as arenas, e até a plantação de morango, onde eu vi um numero inimaginável de ninfas e sátiros passeando pelos campos. A arena de luta, era uma costrução espetacular, e Sam fez questão de contar toda sua historia a mim, nos andamos o dia inteiro, e terminamos na beira da praia, sentados na areia.
- E o que é aquilo – eu perguntei apontando para as casinhas no canto, que começavam a ascender conforme o dia ia acabado.
- É a nossa cidade. Os campistas mais velhos que casam-se entre si podem ter uma casa la e levar uma vida comum, tem uma universidade, e vários empregos. É bem pequena ainda. Não é tão grande quanto a do acampamento romano, pois não tínhamos até alguns anos atrás. Digamos que os semi- deuses gregos nãos costumavam viver o suficiente para casar e constituir família.
Um arrepio percorreu minha espinha.
- Mas não se preocupe, isso não acontece mais.
- Espere, acampamento romano?
Ela suspirou – eu me esqueço que você é novato. Os deuses Gregos, se tornaram os deuses Romanos, com algumas diferenças de comportamento, você deve ter aprendido isso em alguma aula de historia. O fato é que, tanto os deuses gregos, quanto os romanos são reais, Eles são um único que assume forma diferente, como Poseidon e Netuno. E eles tem filhos com humanos em ambas as formas, as crianças nascidas da forma romana de um deus, vai pro acampamento romano, as nascidas da forma grega, vem pra cá.
- Porque vocês não fazem, um único acampamento?
- Agora nós mantemos uma relação pacifica, mas os gregos e os romanos tem lá seus ressentimentos, por muito tempo, nem um sabia da existência do outro, para evitar complitos catastróficos entre nossos acampamentos, hoje, todo grego é bem vindo lá, e todo romano é bem vindo aqui, mas nós sabemos qual é o nosso verdadeiro lar, e sem contar que os costumes, e alguns deuses, são bem diferentes.
- E quem fez com que isso mudasse? – eu perguntei, mas a resposta brilhou na minha cabeça. – Ah, já sei, Percy Jackson. Esse cara parece ser bem famoso por aqui.
- Nem me fale – ela disse, enrolando uma mecha dos cabelos loiro no dedo.
- Eu vou conhece-lo qualquer dia? – perguntei.
- Sim, ele agora dá algumas aulas, como esgrima, e supervisiona o lago.
A noite agora tinha tomado conta do lugar, e começava a esfriar.
Logo teremos o jantar e depois a fogueira – ela disse. – Vá tomar um banho, te encontro no Pavilhão.
- Tudo bem,até mais Sam – eu disse sorrindo.
- Até mais Drake.
Depois de tomar um banho e vestir uma troca de roupas limpa e um agasalho, eu fui até o pavilhão. O lugar era quente, aconchegante, os campistas estavam todos aglomerados, ocupando todas as mesas, conversando alto e ruidosamente, e rindo, eu sorri, me sentindo estranhamente confortável naquele lugar. A fogueira ardia no centro.
Eu vi uma mão se levantar ao meio da multidão, e vi o rosto de Sam, ela gritou por cima da multidão.
- Ei, Drake! – ela disse – Venha se sentar conosco.
Eu caminhei até a mesa que ela estava, haviam mais pessoas sentadas com ela.
- Você deve ser Drake – disse um garoto que estava ao lado dela, ele tinha cabelos ondulados castanhos, a pele morena, e grandes olhos dourados. Usava na cintura um cinto de ferramentas. – Meu nome é Luca – ele estendeu a mão de graxa para mim, e eu o cumprimentei.
- Muito prazer – eu disse, sou Drake.
- Uma outra garota se levantou e me comprimentou. Ela tinha a pele morena, e os cabelos da mesma cor, seus olhos eram de um azul elétrico. – Sou Nalu – ela disse, puxando o brinco de pena, ela tinha um aspecto indígena que a deixava deslumbrante.
Havia outro garoto, ele tinha a pele branca e cabelos ruivos, e usava oculos, se apresentou como Peter, filho de Atena, uma outra garota, se apresentou como Lara. filha de Apolo,ela tinha olhos que mudavam de cor de acordo com o sol.
Eu imaginei porque Sam, Luca e Nalu não disseram quem eram seus pais Deuses.
Quando chegou a hora de se servir, eu pequei um prato e me servi de diversas delicias que eu não comia a tempos. Sam me istruiu a jogar uma parte da minha comida na fogueira, como sacrifício para minha mãe.
E assim eu fiz, juntamente com o pedido silencioso de que ela revelasse quem ela era na fogueira.
Mais tarde, quando terminamos de comer, todos foram para volta da fogueira, haviam ali alguns adultos também, que deveriam ser os moradores da cidade. Todos nós estávamos rindo e cantando, e eu já havia me entrosado bastante com meus novos amigos, Luke se juntou a nós na fogueira. Quiron fez um comunicado, anunciando o caça a bandeira no dia seguinte, e depois sentou-se com o grupo de adultos, mas eu podia sentir seu olhar em mim, me observando, esperando um sinal.
De repente, sem o menor aviso, todos se calaram, e pareciam olhar para algo em cima de mim. Eu imaginei que outra Manticora havia me achado, mas ao invés disso, havia um sinal brilhante, um arco e uma flecha cruzados, o mesmo símbolo do meu colar. Quando ele sumiu, os murmúrios começaram por todas as partes, Quirion tinha uma expressão indecifrável no rosto, e todos me olhavam com cautela.
- O que aquilo significa.
- Siginifica que sua mãe acabou de te reclamar, cara – disse Luke.
- Artêmis – disse Sam, quase em um susurro. – Ah céus, Drake, isso não é nada bom.
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