Filho Da Caçada

10 Capítulo 10 - Conhecemos mulheres misteriosas.


Quando eu acordei, todos já haviam se levantado. Eles sentavam em uma meia roda, e mastigavam as carne secas que havíamos trazido para a viajem. Eu levantei e fui até eles.

- Bom dia bela adormecida – disse Nalu jogando um pouco de carne seca para mim.

- Bom dia – eu disse com a boca cheia.

Eu me sentei ao lado de Sam, de onde eu estava, eu via Melanie no canto, olhando com olhos famintos para nós. Parece que alguém tinha esquecido de trazer a própria comida.

Eu cutuquei Thalia, apontando discretamente para a caçadora. Ela assentiu.

- Ei Melanie – ela chamou com um gesto – Venha comer um pouco.

Melanie levantou relutante, e sentou-se o mais longe possível de mim.

- Bom dia irmãzinha – eu disse levantando as sobrancelhas. Eu estava determinado a tira-la do serio.

- Não me chame assim – ela disse.

- Mas isso não te faz menos minha irmã – eu disse dando de ombros.

Luca tinha as mãos na boca, segurando o riso.

- Quem me dera se fizesse – ela disse revirando os olhos castanho-esverdeados. Os mesmos olhos que os meus.

- Bom, mas não faz, então não iria machucar ninguém se você fosse um pouco mais simpática e sociável, afinal, estamos todos na mesma missão por alguns dias.... com sorte eu nunca mais verei você, então se esforce um pouco – eu disse com uma voz irônica.

A esse ponto, Luca gargalhava. Melanie se levantou irritada.

- Seu garotinho insolente...

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Bianca se levantou, olhando nos olhos de Melanie. Ela era mais baixa, mas não demostrava nenhum medo, como se já tivesse visto coisas piores do que uma caçadora querendo bancar a valente... o que eu não duvidada que fosse verdade.

- Escute aqui patricinha, você está em uma grande minoria de um para seis aqui, então é melhor você parar de arrumar encrenca, e se portar como uma boa moça entendeu?

- E o que vocês podem fazer? Temos um semi-deus, quatro coisas .. indefinidas... contra duas caçadoras habilidosas.

- Me tire fora dessa – disse Thalia. – Não pretendo tomar partido na guerra entre vocês.

- Tanto faz – ela deu de ombros. – eu ainda acabo com vocês se continuarem me irritando.

- Não tenha tanta certeza – Bianca disse – fomos escolhidos a essa missão por algum motivo...

Antes que Bianca terminasse sua ameaça, Sam exclamou.

- Veja! Estamos chegando!

Isso colocou um fim na discussão entre Bianca e Melanie... por enquanto.

O trem se aproximou da estação, nós não poderíamos ser vistos no vagão de carga, isso com certeza causaria muitas suspeitas. Então, quando estávamos a uma velocidade razoável, Saltamos do trem. Nalu e Leo foram os primeiros a pular, rolando no chão de grama. Thalia e Melanie caíram de pé, como se fizessem isso todos os dias... e por mais incrível que parecesse, eu cai do mesmo jeito. Sam saltou logo atrás de mim, caindo deitada na grama.

- Você está bem? – eu perguntei estendendo a mão para ela se levantar.

- Estou – ela disse limpando a terra da camisa laranja.

- Estou faminto! – Luca exclamou.

- Mas, nós acabamos de comer! – Nalu exclamou.

- Duas fatias de carne seca? Isso não segura nem um filhote em pé! Vamos, deve ter algum Mc Donalds aqui perto. – Ele saiu andando e nós o seguimos. Luca achou seu restaurante a estação. Eu não estava com fome, então decidi ficar sentado do lado de fora e tomar um ar.

A estação de trem estava meio vazia, como se ninguém desembarcasse por ali, eu senti um arrepio na espinha, e me virei, já com uma das mãos no arco. Haviam cinco mulheres sentadas nos bancos de madeira. Elas tinham a pele negra como a noite, mas ao mesmo tempo, rostos delicados. Os cabelos variavam, mas não as deixavam menos belas. Elas trajavam vestidos brancos, estilo Grécia antiga.

- Ah filho da caça – disse a mulher do meio, ela era alguns centímetros mais alta que as outras. – Estavamos esperado por você.

Eu me aproximei a passos lentos, Sam viu que alguma coisa estava errada e me seguiu.

-Como vocês sabem quem eu sou? – perguntei descofiado.

- Ah, mas que fofura! – disse uma das mulheres, era era menor e mais gordinha, ela bagunçou meus cabelos. – É claro que sabemos quem é você queridinho, todos sabem.

- As fofocas correm soltas no olimpo – disse uma que tinha os cabelos presos.

- Olimpo? – perguntei. – Vocês são deusas?

- Drake... essas são as musas.

- Oh, mais que garotinha genial! – exclamou a mulher que era mais alta. Mas devemos nos apresentar corretamente. Eu sou Terpsícore, a Musa da dança.

- Eu sou Tália, a musa da Teatro e da comedia! — ela disse, balançando uma mascara de teatro.

- Eu sou Euterpe – disse a dos cabelos presos – Musa da musica – ela dedilhou uma pequena Lira com os dedos habilidosos, as notas fluíram como o mais doce mel.

- Eu sou Urânia – disse a que tinha os cabelos lisos. – Musa da Astronomia e da Astrologia.

- E eu sou Clio, — disse a mulher mais baixinha. – Musa da Sabedoria.

- AAh – eu exclamei – Vocês são as mulheres do filme Hércules da Disney! – eu definitivamente precisava parar de comparar tudo com esse maldito desenho.

Terpsícore suspirou. – Sim, Esse não é o filme que somos representadas da melhor maneira, alem de que só Euterpe é uma boa cantora, mas podemos falar desse jeito.

- Os semi deuses de hoje não tem tanta cultura – disse Clio.

- Bom, afinal, porque estavam esperando por Drake? – Sam perguntou.

- Ah, olhe só que criança espetacular – disse Urânia. Colocando os olhos em Sam. – Eu vejo em você grandes feitos... e sangue de Atenas e de Poseidon... Quem é você queridinha?

- Samanta Chase Jackson – ela disse com orgulho. – Meus pais são Percy Jackson, filho de Poseidon e Annabeth Chase, filha de Atena.

- Ah, entendo porque você parece tão poderosa – ela disse sorrindo. – Você está predestinada para grande coisas minha querida, tão grandes quanto as coisas que seus pais realizaram.

Isso fez com que os olhos de Sam se iluminassem.

- Annabeth Chase! Eu amo aquela garota! Ela que construiu nossa casa no Olimpo, e ficou um ARRASO! – disse Tália.

- Então, você é uma espécie de Oráculo, ou alguma coisa assim? – perguntei a Urânia.

- Eu sou a musa da astronimia, posso ler o futuro nas estrelas... tudo e todos... coisas que talvez, fossem melhor ficar guardadas. E foi por isso que estávamos a sua espera filho da Caça,eu tenho uma coisa que pode ser útil nessa sua missão.

- Mas antes – disse Terpsícore – Temo que minha irmã Clio tenha perdido seu pergaminho... poderíamos fazer uma troca..

- Já sei, o pergaminho pela informação, entendi, e onde vamos achar esse tal papel? – perguntei.

- Ah, os campos andam pobres ultimamente, temo que seja culpa das grandes Aves... e uma delas levou meu pergaminho para o ninho... ache a terra de pouca colheita, e achará meu pergaminho. – disse Clio.

- E como te entregaremos o papel? – Sam perguntou.

- Ah, não se preocupe, iremos ao seu encontro quando a missão for cumprida.

- Acabamos de receber outra tarefa – eu disse quando todos saíram do McDonalds.

- Como assim? – Melanie perguntou.

Eu expliquei o nosso encontro com as musas,

- Ah cara, eu não acredito, eu sempre perco as partes mais legais! – Luca exclamou, com um saco de batatas fritas nas mãos.

- Então, onde é essa tal terra sem colheita? – Nalu perguntou.

- Eu sei onde é – disse Bianca sombriamente – Eu passei por la quando viajava com meu pai, mas vocês não vão gostar muito de ver aquele lugar, e muito menos as criaturas que roubaram o pergaminho... se esse presente das musas não fosse tão importante, eu nunca voltaria lá.

Notas finais
espero que tenham gostado!