Filha de Zeus

5 Capítulo 5.


Notas iniciais
Boa leitura.

Então, todos estavam dentro do carro novamente, dirigindo para uma praia que eles não sabiam o nome. A ilha em que os monstros estavam reunidos não era muito longe dali, mas ainda sim precisavam de algum barco. Quando chegaram em um cais não muito movimentado, John e Madeline foram procurar algum barco para alugar.

– Se formos em algum desses é capaz de afundarmos. – disse ela.

– O único bom que eu vejo é aquele. – John apontou para um iate.

– Mas só o aluguel custa a minha casa. – ela riu.

– Isso não é problema. Não para mim. – John riu, caminhando.

Acabou que o aluguel do iate custou barato. A mãe de John era advogada, ou seja, sua família tinha uma boa condição financeira. O garoto tirou a carteira do bolso e pagou, sem nenhuma preocupação. O dono do barco os levaria até a ilha, mesmo achando muito arriscado. Percy encarava Madeline e John enquanto os dois riam, animados. A briga que havia acontecido entre os dois praticamente não existia.

– Quero te pedir desculpas. – disse John.

– Pelo que? – indagou Madeline, sorrindo.

– Pela disputa. Acho que peguei pesado. – deu ombros.

– Nem me lembrava disso. Graças a você eu descobri quem é meu pai.

– Ainda assim. – sorriu. – Amigos? – indagou, estendendo a mão.

– Amigos. – Madeline murmurou, apertando-a.

Percy pigarreou, e todos voltaram suas atenções para ele, que deu ombros. Mais alguns minutos e todos estraram no iate, e o dono do mesmo, – que se chamava Paul – ia devagar, aproveitando a paisagem. As meninas conversavam em um canto, e os garotos nem se olhavam. Digamos que John tinha um certo desconforto em conversar com o inimigo de seu pai.

– Mas e você e Percy? – indagou Madeline, para Annabeth.

– Oque há? – perguntou a loira, sorrindo.

– Vocês namoram? – indagou, baixo.

– Oh, não. Sabe, até tentamos. Não deu certo. – deu ombros.

– Por que? – indagou Anne.

– Nossos pais se odeiam. E eu descobri que gosto de outro. – sorriu.

– Hum. – murmurou Madeline.

– O caminho está livre pra você. – Annabeth piscou, saindo dali.

Anne soltou uma gargalhada enquanto Madeline escondia o rosto com as mãos. Logo eles viram terra, mais precisamente, a ilha. Os cinco desceram, e Madeline acenou para Paul, que sorriu em resposta. Só de pisar ali, eles sentiram um clima pesado. Seria bom ter um filho de Hades ali.

– Só eu que sinto algo ruim? – indagou John.

– Muitos monstros. – continuou Annabeth.

(N/A: Ouça essa música.)

Continuaram a andar pela ilha, mas ouviram uma movimentação estranha. Todos se esconderam, Annabeth e Anne atrás de uma pedra. Percy correu para um muro, e quando viu que Madeline ia se esconder com John, puxou-a para se esconder com ele. Ciúmes, filho de Poseidon? Então, viram-se Manticoras, Fúrias, Agrios, Oreios, todos os tipos de monstros. Madeline tampou a boca, horrorizada.

– Vamos sair daqui. – murmurou Percy, fazendo um sinal para que Annabeth e John os seguisse. Todos foram andando devagar, mas ouviram um grito agudo.

– Oh, droga. – Madeline pronunciou aquelas palavras tão conhecidas por ela. Um Ciclope horroroso rosnava para todos ali presentes.

Madeline atirava flechas no Ciclope, que agora convocava os outros monstros. Deu tempo dos cinco correrem para a água e mergulharem na mesma. Viram de canto de olho alguns monstros tentarem segui-los, mas Percy os afogou com uma onda gigante. Quando estavam longe o suficiente, pararam de nadar.

– E agora? Oque faremos? – indagou John.

– Fizemos bem em ir embora de lá. Não iríamos conseguir. – falou Anne.

– Percy, peça ajuda ao seu pai. – falou Madeline, ofegante.

– Tudo bem. – disse o garoto, se concentrando para falar com o pai.

Logo um Hipocampo, um cavalo marinho gigante e com uma cauda extensa apareceu. Madeline ficou maravilhada com o ser, e aquilo era uma das vantagens de ser filho de um dos três grandes. Todos subiram em cima do Hipocampo, que Madeline descobriu se chamar Arco-Íris logo depois.

– O nome do Hipocampo é Arco-Íris? – indagou Anne.

– Ah, foi o Tyson, meu meio-irmão que colocou esse nome, quando fomos resgatar o Velocino de Ouro para salvar o Acampamento e Thalia. – sorriu.

– Thalia? – indagou Madeline.

– Filha de Zeus. – disse Percy, mas logo colocou a mão sobre a boca. Quíron havia proibido de falar de Thalia para Madeline.

– Eu tenho uma irmã? Por que não me contou? – berrou.

– Não podemos falar, Maddie. – disse John.

– Maddie? – indagou Percy, com sarcasmo.

– É ruim ficar falando Madeline pra cá, Madeline pra lá. – "Maddie" fez uma cara de ofendida. – Não leve a mal. Seu nome é lindo, mas é muito comprido.

– Enfim, já chegamos no cais. – disse Percy, cortando o momento.

Todos desceram do Hipocampo, que jogou um pouco de água em Madeline. Ela riu e fez carinho no animal, que fez um barulho esquisito e mergulhou, indo para o fundo do Oceano. Percy rapidamente secou as roupas de todos ali, e voltaram para a van. Após muito tempo de conversa, decidiram voltar para o Acampamento e pedir ajuda para Quíron.

***

– Tudo oque sabemos até agora é isso. Monstros estão se rebelando e pegaram a espada de Ares para acabar com o Olimpo. – disse Percy, bufando.

– Se não se importam, vou para o meu Chalé. – disse Madeline, se levantando sobre o olhar de Percy. Estavam conversando com Quíron há mais ou menos um hora, e até agora, nada.

– Boa noite. – disse Quíron, e Madeline começou a caminhar. O centauro olhou para Percy como se dissesse "Vá atrás dela, idiota!", e o garoto correu atrás da menina.

– Ah, oi, Percy. – sorriu.

– Hum, como vai? Quero dizer, John e você, você e John. – riu.

– Somos amigos, nada mais. – sorriu a menina. O coração do garoto voltou a bater, agora, mais agitado que nunca.

– Anh, legal, pois é. – disse, nervoso. Mas oque ele realmente queria dizer? "ISSO! ELA NÃO ESTÁ GOSTANDO DELE!".

– Bom, boa noite. – ela sorriu, e quanto ele ia responder, Madeline deu um abraço e logo depois um beijo na bochecha. Obviamente o garoto ficou sem palavras. Madeline riu, antes de se virar e ir para o seu Chalé.

– Boa... – murmurou. – Que os Deuses lhe protejam. – murmurou novamente, para si mesmo. Raios riscaram o céu e então Percy foi se deitar, para ter um sonho estranho novamente.