Filha de Bellatrix Black
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Vou me esforçar bastante
-Uma comensal da morte em Hogwarts, por acaso Dumbledore sabe? — perguntou Marina fitando a Marca Negra no meu braço, me apressei a abaixar a manga da blusa, cobrindo
-Você não sabe de quem sou filha? — perguntei sorrindo cínica
-Pouco me importa Victoria
-Bellatrix Black, uma comensal da morte também — digo e vejo Marina ficar branca após eu pronunciar o nome da minha mãe
-Ela...ela mato....ela matou todos da minha família, eu tinha saído para comprar algo com minha amiga, quando cheguei todos estavam mortos, até meu peixe — ela falou se sentando na cama.
Aquilo era horrível não posso negar, mas o que eu faria, era impossível eu trazer sua família de volta, arrumei meu cabelo, fazendo uma trança que caia pelo lado esquerdo e na ponta se encontrava um laço verde com listras douradas , me certifiquei que ninguém veria a marca estava coberta e sai do quarto direto para o refeitório.
(....)
A aula de poções tinha acabado e a minha que deveria servir para ficar invisível serviu como cola, uma cola verde e gosmenta ah, e fedida, vamos dizer que eu não me dava bem no assunto poções.
Caminhei para o ar livre, o dia estava notavelmente quente mas o vento não deixava você virar um bruxo frito, me sentei embaixo de uma árvore que dava uma boa sombra para uma leitura antes do almoço, mas isso não aconteceu
-Sua mãe voltou, Black — disse uma voz masculina, levantei o olhar cansada e vi Neville a minha frente, ainda não acredito que é o garoto que Draco disse que foge de tudo e é medroso, enfrentar uma comensal da morte, tem que ser muito corajoso
-Sim, quem sabe eu ajude ela a acabar com os Longbottom — disse fechando o livro e colocando ele de lado
-Sua estupida! — ele gritou e vi um feitiço passar ao meu lado e me limitei a rir
-Serpensortia — uma naja apareceu no gramado, ela rastejava calmamente até Neville que começava a entrar em pânico e isso me divertia, mas logo minha diversão acabou, quando alguém queimou minha cobra com um simples feitiço, Vipera Evanesca.
-Hey! — exclamei e vi que Harry tinha feito isso, ele me olhava preocupado e assustado e eu sabia o motivo
(....)
-Esse colar é seu não é? — perguntou Hermione segurando uma corrente prateada com uma pedra vermelha que rodava, fiquei em silêncio fitando meu pé
-Victoria, esse colar é seu? — perguntou Harry paciente e eu assenti nervosa, Hermione irritada jogou o colar no chão que fez um barulho alto e saiu da sala batendo a porta, me levantei e recolhi o objeto, guardando ele no bolso
-Onde acharam?
-Não sei, Rony estava ferido e o colar foi encontrado com ele
-Então....você não sabe o que houve? — perguntei e ele negou
-Não, mas gostaria que você me contasse
-Eu não sei de nada — disse me levantando assustada
-Você sabe sim Victoria e preciso que me conte, e o que Bellatrix fazia ontem a noite no castelo — ele falou me olhando por cima do óculos redondo, estremeci e neguei com a cabeça
-Ela é minha mãe, Potter! — exclamei nervosa
-Victoria calma....eu.... — ele se levantou e recuei alguns passos assustada, ele poderia lançar algum feitiço
-Me desculpe eu não queria...não era minha intenção!
-Foi você que...
-Harry, para está bem! — gritei enquanto as lágrimas venciam, molhando meu rosto, me desesperando, meu corpo queria sair dali correndo, com medo, mas meu coração queria ficar e dizer o que aconteceu, por que eu fiz aquilo com Rony, e ter certeza que Harry entenderia mas eu sabia que tudo isso era mentira, que ele me culparia, gritaria comigo, igual Lucius fazia quando algo da casa quebrava.
-Victoria...
-Não...está...- me virei bruscamente e corri para fora da sala trombando com alguém, para minha sorte essa pessoa era loira e rabugenta
-Victoria, oque houve? — ele perguntou segurando meus braços enquanto eu ainda chorava desesperada
-Só...me tira daqui — disse e ele me abraçou, ouvi a porta ser aberta, provavelmente Harry saiu de lá a minha procura mas eu já estava entre os outros bruxos, abraçada em Draco que tentava me confortar mas sem sucesso.
(....)
A noite já tinha tomado conta do castelo de Hogwarts, os corredores estavam escuros e todos os alunos estavam dormindo ou deveriam, eu não estava.
Marina dormia calmamente com seu gato enroscado em sua perna, já a minha gata eu não fazia a miníma ideia de onde ela poderia estar, provavelmente andando pelo corredoras a fim de achar algum rato de sobremesa ou uma aranha para se divertir.
Coloquei uma calça jeans, uma blusa branca e um casaco verde e preto, arrumei o cachecol no pescoço e coloquei tênis, meu cabelo deixei solto e coloquei o colar no pescoço, mas coberto pelo cachecol
Me retirei do quarto e fui até a enfermaria tomando cuidado para não ser pega por algum monitor ou Filch e aquela gata fedida, soube que já ela já bateu n minha gata.
A enfermaria estava silenciosa, sendo possivel escutar apenas o som da respiração dos alunos de lá, olhei e logo avistei um cabelo vermelho cor de fogo e sabia que era Rony.
Me aproximei da cama que ele estava, seu peito subia e descia acompanhando o barulho emitido pela respiração, as sardas do seu rosto pareciam mais vermelhas, o local onde eu tinha feito o corte estava protegido e provavelmente suturado. Os pulsos estavam marcados por causa da corda e ele dormia calmamente
-Me desculpe Rony — sussurrei em seu ouvido e depositei um beijo em sua bochecha ,me virei indo embora
-Hermione? — ele chamou e me virei, mas deveria ser apenas um sonho continuei andando calmamente
-Vic...eu te perdoo — ele falou com a voz arrastada e eu jurei ser um sonho dele novamente, eram os remédios, disse a mim mesma
(...)
Como esperado, quando cheguei nas masmorras encontrei Nicola lendo um livro a luz da lareira onde o fogo crepitava sendo o único som do local
-Boa noite Vic — ele disse
-Boa noite Nicola
-Soube que machucou o Wesley -e el comentou ainda olhando o livro
-Eu...eu não fiz nada está bem
-Amanhã nos falamos novamente, Vic — ele se levantou e com os livros em mão me deu um selinho e foi para o quarto dos meninos.
Notas finais
Eu gostei, vcs acham que o Rony estava sonhando? Ou não?
Bjkas e espero a review de vocês
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