Filha Dos Bosques
3 Amigos, amigos... Quão bom é tê-los!
Notas iniciais
Leo’s POV
Encontrei Megan já nos Campos de Morangos, na manhã em que havíamos combinado o piquenique. Hazel, Frank, Reyna & Cia. nem haviam chegado ainda. Só espero que Reyna não me mate por ter atirado no Acampamento Júpiter. Pensar no Acampamento Júpiter me lembra da luta contra Gaia, e isso me lembra do Tártaro... Senti calafrios. Não. Não posso me lembrar disso. Se eu pensar muito...
Cheguei por trás de Megan e tampei os olhos dela, enquanto ela estava distraída mexendo nas folhas. Ela riu.
–Hum... Vejamos... Nila, Aeráki, Katie... Perseu, Annabeth... Meu namorado do Brasil... — essa última me pegou de surpresa, e quase tirei as mãos do rosto dela — Ou... Leo! — ela se virou sorrindo — Peguei você, não foi?!
Expirei aliviado.
–Foi! — rimos — Aqui já tão cedo?
–Como eu disse antes, amo ficar aqui! — ela pegou uma folha e cheirou.
–Gosta de morangos? — peguei um e enfiei na boca. O sabor doce/azedo explodiu na minha boca. Megan torceu o nariz.
–Não exatamente... Gosto do cheiro. Lembra-me da minha casa... Como o Bunker 9. — ela explicou com um olhar distante. Fui perguntar como assim casa, mas ela me interrompeu, bagunçando meus cabelos de um jeito carinhoso — E o coração, Valdez? Arrasando como sempre, aposto!
Ri nervoso, e pensei em como responder a pergunta, mas me safei:
–Come um morango vai! — peguei um bem vermelho.
–Não...
–Por favor... — usei todo meu charme, que disseram que eu tinha, aliás. Nunca me considerei bonito ou charmoso. Mas, surpresa! Funcionou.
–Ok... — ela pegou o morango da minha mão e colocou na boca. No começo, fez uma careta, mas depois ficou surpresa. — Puxa! Esse tá bom! — ri.
–Não disse...
–Você está mudando de assunto! Não respondeu à minha pergunta! — ela acusou, apontando o dedo pra mim. Por ser um pouco mais baixa do que eu, ela precisou ficar na ponta dos pés e se inclinar para frente, o que seria até bonitinho, se não fosse uma pergunta tão incômoda.
–Bem... É que... — o que falar? O que? Graças aos deuses, fui salvo pelo gongo, literalmente!
–Os romanos estão chegando! — Quíron anunciou, depois de soar a concha. Quase inaudivelmente, ele completou — Por favor, não se destruam.
Eu e Megan nos viramos rapidamente. Na colina, estavam muitos, MUITOS romanos. Percy passou como vento por nós, tentando não causar um acidente diplomático. Ou foi ao menos o que pensamos. Quando alcançou a colina, Percy e Jason deram um abraço tão forte que parecia mais uma tentativa de estrangulamento. Escutei vozes atrás de mim.
–Megan...
–Querida...
Connor e Travis Stoll. Cada um havia enlaçado um braço de Megan no seu próprio e andavam com ela na direção contrária a que deveríamos ir. Ela virou a cabeça, pedindo ajuda, mas eu estava com muita raiva e fui atrás dos meus amigos.
***
Megan’s POV
Connor e Travis tentaram me raptar, mas eu me transformei em névoa verde e desapareci. Ok, eu não consigo controlar isso muito bem, então eu apareci três metros atrás deles. Tentei sair de fininho, enquanto eles estavam confusos, e consegui.
–Leo! — eu o chamei, mas ele não me deu atenção — Ai, seu... Seu... Estressado!(N/A: Leiam “OS Diários do Semideus”. Minha admiração pelo Leo sofreu um baque, pois quando ele fica estressado É UM SACO! Mas estou me recuperando)
***
Encontrei-o fazendo o piquenique com os outros. Estavam lá Os Sete + Nico + Reyna + Rachel + Katie. Leo estava comendo um cupcake. Cheguei perto e tomei das mãos dele.
–Ei! — ele reclamou de boca cheia, sem se virar. Depois que me viu fechou a cara. — Oi.
–... — fiquei sem o que falar. Devolvi a droga do bolinho (Thalia: A droga da lanchonete... Grover: A droga do banheiro... Zöe: Ainda não vos entendo...) e fui cumprimentar as pessoas.
–Você não tira esse vestido não? — essa pergunta partiu de Katie. Olhei para meu vestido, confusa.
–Não vejo problema. — como de todas as ninfas, ele era feito de seda, e batia abaixo dos joelhos. O meu era verde, solto, com linhas vermelhas suaves, da mesma cor do xale. Alem disso, usava sandálias de tiras de seda amarelas, e uma orquídea vermelha nos cabelos.
Katie riu.
–Não é problema, é só... Muito ninfa. — ri sarcástica.
–Eu sou ninfa.
–Meio ninfa. — ela fez questão de lembrar.
–Tá legal, tá legal... — cedi — Olha só...
Um dos poucos poderes (inúteis) das ninfas era mudar a roupa que usava de forma mágica. Concentrei-me e rapidamente usava shorts azuis, camiseta laranja e tênis pretos. As roupas eram de um tecido leve que eu não reconheci. Uma fita de seda verde fazia as vezes de cinto. Só conservei a flor no cabelo, que, sem ninguém ver, joguei no colo de Leo. Ele custou a ver pois, como todos os meninos, estavam meio que me encarando de boca aberta (Percy estendeu o polegar, como se dissesse “Percy Aproves”. Provavelmente, mais por causa do short azul, mas também por causa do conjunto). Corei.
Olhei para o Leo e ele aceitou a flor, olhando-me sorrindo. Sorri de volta e ele colocou a flor em um dos bolsos do cinto. Quando percebeu que as pessoas olhavam pra ele, ajeitou os suspensórios, desconfortável.
–Adorei. — disse Rachel.
–Bem melhor. — concordou Katie.
–Posso... Tirar uma dúvida? — Reyna pediu a palavra — Ela disse... meio ninfa.
–Ok... Deixa eu contar pra vocês... — me sentei e comecei a contar minha história:
“Eu sou filha de uma ninfa de eucalipto, Ágatha, e de um mecânico-engenheiro brasileiro, que se mudou para NY depois de se formar, Marco Lion, de onde eu tenho meu sobrenome. Costumava frequentar uma escola do Brooklyn, e quando fiz dez anos, me mudei pra cá...”
–Espera — Katie interrompeu — Você sempre disse que morava aqui “desde que era uma mudinha”. — ela disse, fazendo aspas com as mãos.
–Bem... — cocei a nuca — Isso é termo de ninfa... Tecnicamente, eu sou uma criança. Pras ninfas. Mas, continuando...
“Quando eu nasci, uma flor apareceu na janela, a minha fonte de energia. Por causa das raízes do meu pai, constantemente fazíamos viagens à America Latina, incluindo Brasil. Por falar nisso, sei falar português, inglês, espanhol, castelhano e francês fluente. E fim!”
–Interessante... — Reyna comentou.
–Qual flor? — essa pergunta partiu de Percy. Meio desconcertada, fiz aparecer uma flor. Rodei-a na mão.
–Uma orquídea. Uma orquídea vermelha. — respondi. Todos arfaram.
–Uma flor tão rara... Ainda mais vermelha. — Rachel disse. — Já pintei um quadro dela.
Dei de ombros, ainda sem-graça. “Eu sei”, respondi.
–Mas... É meio complicado. — desabafei.
–Por quê? — Percy perguntou (lerdo!).
–Ai Cabeça de Alga... — Annabeth reclamou.
–Algumas espécies de orquídeas são... Parasitas. Alimentam-se em parte de outras árvores. — respondi receosa.
–É o seu caso? — Leo perguntou, delicadamente, pousando a mão no meu ombro. Formiguei com o toque. Como eu estava sentada meio do lado, meio a frente dele, o toque me puxou pra trás, me fazendo recostar nele. Ele percebeu e tirou a mão.
–Sim... Minha sorte é que nem todas as plantas são habitadas por ninfas... — suspirei. Estava com muito medo de eles me julgarem.
–Oh, Megan... — Katie, que estava ao meu lado, me abraçou — Como você disse, é só em parte... Você faz fotossíntese, como qualquer outra planta, e por ser parte humana, também se alimenta normalmente... Aposto que essa parte que você recebe daquela árvore é tão mínima que a planta nem deve sentir...
Agarrei Katie e comecei a chorar baixinho. Eu havia guardado aquilo por tanto tempo... E como ela havia falado, ah! Katie... Ela disse “recebe” ao invés de “suga”... Ah, obrigada Katie!!
Eu amava muito aquelas pessoas.
Notas finais
Pra quem não sabe sou Directioner louca e alucinada!!
Bom, já fiz o próximo capi, mas posto amanhã... Bjs!
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