Filha Do Erro
1 Acontecimentos estranhos.
Notas iniciais
Luanna Green estava na escola sentada em uma mesa longe de todos como sempre. O caso era que ela se achava muito superior a aqueles " idiotas imprestáveis lunáticos" como ela gostava de chamar. Ela era assim, totalmente arrogante, ou pelo menos era o que ela gostava de demonstrar. Não gostava de ninguém, não era amiga de ninguém, não se apaixonava por ninguém. Sempre se sentia melhor sozinha. Ela estava exatamente pensando em como a comida daquele colégio espelunca era ruim quando Luke Castellan, mais um dos garotos que ela considerava inferior a ela se aproximou.
- Luanna? Eai, como você ta?
- eu estava bem até você chegar- ela disse com um sorrisinho debochado- O que você quer Castellan?
- Calma, eu só queria te perguntar como você está depois daquele, hm, acidente que teve na sua casa. Me disseram que sua mãe está até internada e que, hm, a culpa do acidente foi sua...
Luanna teve vontade de socar a cara do garoto com toda sua força. Como ele soube daquilo? Como ele descobriu que sua mãe estava internada em um hospital entre a vida e a morte e a culpa era dela? Ele simplesmente tinha tocado em seu ponto fraco. Aquela noite era tudo o que ela não queria lembrar...
Flashback on:
Luanna estava estudando tranquilamente para sua prova de matemática quando uma sensação de frio úmido derrepente a tomou. Ela olhou alarmada para os lados procurando o que tinha provocado nela essa sensação e se deparou com uma mulher com um vestido meio rasgado e sujo de terra tremeluzindo no canto do seu quarto. Ela tinha os cabelos longos e de aparência arenosa jogados. para o lado. Seu rosto seria até bonito se não fosse uma mistura de uma expressão furiosa e uma expressão tranquila do mais leve sono. Ela mantinha seus olhos fechados, enquanto Luanna estava perdida em pensamentos sobre como deveriam ser a cor dos olhos daquela misteriosa mulher, até que ela falou com uma voz baixa e sonolenta, porém ameaçadora.
- olá minha pequena heroína. Venho observando você desde muito tempo. Desde seu indevido nascimento.- a mulher disse.
- Quem é você? — foi tudo o que a menina conseguiu dizer.
- Eu sou Gaia, a mãe terra, mas isso não importa. O que importa é que já está na hora de você saber quem você é e em como pode me servir.
— Há, eu vou é dormir. Essa desgraça dessa prova está me dando até alucinação. Hunf.- disse , esfregando as têmporas.
- Não se preocupe querida. Não sou alucinação alguma. Você vai se tornar a minha melhor arma contra os deuses. O maior erro daqueles tolos, se tornarão também suas próprias ruínas. Vou começar a lhe preparar tirando de você o que te prende tanto aos míseros pensamentos mortais. Diga adeus a sua família, pequena heroína.
Foi ai que as simples palavras da mulher me fizeram sair do controle. Eu gritei com todas as minhas forças e desejei com toda a minha vontade que ela fosse embora. Nesse momento os canos do banheiro irromperam inundando o meu quarto e os corredores, uma explosão de luz negra repeliu a mulher sonolenta para fora do meu quarto, mas não antes dela jogar um pequeno fósforo aceso em direção a água, e foi ai que eu percebi meu erro. Era tudo armação. A mulher sabia que eu teria essa reação e sabia o que eu iria fazer. Tarde demais eu percebi que o que tinha derramado no chão não era água, e sim litros e litros de gasolina. A última coisa de que me lembro é da minha casa rompendo em chamas, e dos gritos desesperados de minha mãe.
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