Quando me acordaram eu estava deitada no banco de trás do carro de Apolo. Rachel dava batidinhas em meu braço rapidamente e eu acordei de um súbito. Já tinhamos chegado ao Tennessee.

Desci do carro e me deparei com uma floresta, a floresta mais estranha que eu já tinha vido em toda a minha vida. Ela era viva, como se observasse cada passo e sussuro que déssemos ali.

Virei para Apolo e o observei enquanto ele limpava uma sugeira em um pingente de sol que jazia em seu pescoço.

–Obrigada- sussurei para ele como se estivesse com medo de que as árvores conseguissem escutar.

Ele retirou os olhos de seu pingente e me olhou.

–Foi um prazer. Não é sempre que se encontra mulherer bonitas assim.

Ele sorriu para mim e olhou para a posição do sol, estava quase se pondo no horizonte.

–Agora tenho que ir.

Apolo abraçou Rachel e eu e deu uma batidinha nas costas de seu filho e balbuciando em seu ouvido "Cuide bem dela" e com uma risada maliciosa Apolo entrou dentro do carro e nos deixou ali sozinhos.

Rachel retirou um saco da mochila que tinha ganhado de Ártemis e de dentro do saco ela tirou uma barraca dali de dentro.

-Aqui tem monstros.- afirmou Finn-

-Como você sabe?- perguntei curiosa, Finn não era extamanete o garoto que sabia de tudo, mas achava que sempre estava certo-

-Aula sobre monstros.

-Claro, além das filhas de Afrodie você também presta atenção nas aulas de montros.

Rachel abafou uma risada e Finn calou-se.

Depois de um tempo os dois estavam dentro da barraca quentinhos enrrolados em sacos de dormir e eu estava enrolada em um cobertor grosso. Nada acontescia. A noite permanecia tranquila e o escuro vagava a minha frente, sem barulho.

A Lua corria pelo céu quando escutei um barulho. Arbustos farfalhavam longe de mim e eu retirei minha espada da bainha, mas tive umaidéia melhor.

-Maia!- sussurrei como se estivesse falando com meu All Star-

Asas sairam magicamente do tenis, me levando rapidamente no ar. Se aquela fose minha primeira vez, realmente eu teria voado em direção aos galhos, mas como já tinha "pegado emprestado sem pedir" de outros campistas modelos de um tenis alado, mas o que ueu usava era original. O voou era mis suave e não tinha muitas caídas. Voei na direção de onde vinha o barulho e me deparei com ninfas brinconda com a água e correndo atrás das outras. Agora eu me sentia pior, elas me lembravam do Acampamento. Lágrimas escorreram por minhas bochechas e caminhei me arrastando até a barraca. Deitei sobre a grama e senti o úmido das folhas molharam meu rosto. Uma mão quente me tocou e levantou meu corpo e me colocou a seu lado. Eu não queria sair do chão mas não recuei quando Finn me olhou nos olhos e limpou meu rosto sujo. Comessamos a conversar sobre o que tinha acontecido e eu falei que queria fugir, que queria ir embora, queria desviar todos os problemas do meu caminho, mas aquilo era fantasia.

-Estou com medo. Sou uma medrosa, queria ser uma garota forte, uma guerreira, mas encarando a verdade, eu sou uma covarde.

Ele não falava nada. Queria que ele falasse "Não Amanda, você é uma garota corajosa" mas eu sabia que ele não falaria, pois eu não era. Olhei nos olhos azuis dele e logo depois senti medo de perde-lo como acontescera no Lago. Medo, sempre o medo, não sente raiva de sempre o medo ser mais poderoso que você?- uma voz sussurou em minha mente- Então, como se fosse automático, me inclinei e beijei Finn. Não foi um beijo quente, foi apenas um beijo, mas me fez querer mais, me fez querer ficar ali para sempre e o alívio me tomou.

-Sim. Eu gosto de você, e agora é o seu turno.

Entrei na barraca e me enrolei no saco de dormir de Finn. Dormi quase diretamente, tranquila e quieta.