– Vamos para o Tennessee, o estado das Montanhas e vales do apalache.

Eu estremeci quando as lembranças da minha viagem percorreram minha mente. O sangue e os pedaços de corpos no chão das montanhas, enquanto a criança perdida, eu própria, procurava por ajuda. Eu não iria voltar para lá.

Quíron me olhava com total pena nos olhos, ele sabia de toda a minha história, enquanto Finn nos olhava totalmente perdido.

–Escolha outra filha de Hermes, Quíron. Você sabe que não quero ir!

–Amanda, não temos outra escolha, ficou suficientemente claro para todos

–Porque Tennessee?-perguntou Finn que entendia tanto o que estávamos falando quanto eu sou boa em luta corporal (eu sempre perdia)-

–A profecia fala bem claramente sobre a morte, que espera no fim das montanhas que eu, talvez, um dia pensei em visitar. Quando eu era pequena, minha mãe me ofereceu uma viajem para lá e eu simplismente adorei por eu e ela viajarmos juntas, porque ela sempre estava muito ocupada. É o único lugar montanhoso que eu já pensei em visitar.

Assim que acabei de explicar a Finn me virei a Quíron.

–Me de dois dias. Dois dias e estaremos indo em direção ao Tennessee. Preciso apenas disso para me acostumar/ a idéia e pensar o que estou indo buscar.

Quíron concordou.

–Ah, tem mais uma coisa. -falei- Mas é particular. -olhei para Finn e ele repentinamente se levantou e falou:

–Claro! Eu nem queria saber mesmo!-e saiu pela mesma porta verde limão que entrara-

Eu repeti tudo o que tinha falado para Bianca. No final Quíron me encarou novamente e falou:

–Seu pai está envolvido nisso, Amanda, pode ter certeza.- e saiu-

Eu fiquei ali sentada batendo meus dedos sobre a mesa de madeira escura e meditando sobre a minha antiga viajem. Eu não queria voltar pra lá, estava com uma vontade louca de fugir de tudo aquilo, queria só que alguém segurasse minha mão e me desse segurança de que eu poderia sobreviver, sendo o que fosse.