Filha De Hermes
17 Janta com a Deusa da beleza
O hotel era rosa. Um letreiro nenon gigante brilhava no topo e eu não conseguia ler o que era, nenhum de nós conseguia. A única coisa que estava fácil de entender era o grande coração todo purpurinado que se encontrava no topo do prédio. Eu corri para dentro sem dar importância real a aparência e entrei no saguão.
Para um hotel de beira de estrada, ele era o hotel mais bonito que eu já tinha visto. As poltronas eram negras de veludo, o teto era claro e o chão era de ladrilhos dourados. A mesa do recepcionista era de mármore preto e ele estava vestindo um bonito terno tão branco quanto nuvens. Corri para ele, com toda a certeza do mundo que aquele hotel seria totalmente caro.
–Olá- ele falou alegremente exibindo dentes como pérolas-
–Olá, eu gostaria de um quarto para três, por favor. Algum disponível?
–Sim senhorita. São US$ 50,00.–CINQUENTA? -berrei a ponto que minha voz ecoou pela recepção, mas o homem e meus amigos (os únicos que ocupavam toda aquela sala) não pareceram se encomodar.-E quanto sai a janta?
–A janta está incluida, senhorita.
Eu paralisei. NUNCA VOCÊ CONSEGUIRIA ENCONTRAR UM HOTEL DE LUXO COM AQUELE PREÇO, mas sem delongas peguei minha mochila e caminhei para o levador, junto com Finn e Rachel atrás de mim.
Homens levaram nossas malas para o quarto e nos avisaram que deveríamos ir subindo, trocar de roupa e descer para o jantar, que por sinal estávamos atrasados.
Nosso quarto era perfeito, tinhamos videogame, uma televisão imensa, balinhas (com as quais eu lotei meus bolços), frigobar por conta do hotel com um único ponto negativo: as colchas e travisseiros serem todos rosas e vermelhos, o que não me agradou muito. Assim que todos tinhamos tomado banho descemos para jantar.
O salão era lindo. Um lustre pendia no centro e várias famílias e casais estavam centadas em mesas de vidro com cadeiras de almofadas aveludadas.
Nos centamos no centro do salão bem ao lado da mesa do bufe. Aquele cheiro delicioso e pratos diversos me deixava tonta apenas com o cheiro e a visão. O garçom nos atendeu nosso pedido para bebidas e corremos para a mesa com as comidas.
Eu comi um pouco de tudo. Nenhum de npos falou nenhuma palavra toda a janta, até uma mulher extremamente bonita chegar.
–Ah, que bom que vocês esão gostando! Fiz especialmente para vocês!
Nós três paramos de comer e a encaramos.
–Não te conhessemos.- falou Rachel e continuou comendo, como se não importasse o resto do mundo, ela só queria comer.
–Ah, queridos, meus amigos me chamam de Dite, mas se vocês preferirem, podem me chamar de Afrodite- Eu olhei com o canto do olho para Finn, e ele parecia como Rachel quando via um pedaço de bolo muito gostoso- Ah, querida Amanda, se não se importa, preciso falar com você, em particular.
Com essas palavras a deusa jovem girou na cadeira e foi para um canto da sala, e eu a segui.
–Você gostou realmente?-perguntou Afrodite olhando ao redor do salão- Queria proporcionar um pouco d descanço a vocês. Sei no que vai acabar estav missão e sei que esse vai ser o momento mais feliz que vocês terão.
Aquelas palavras me fizera,m congelar, mas outra coisa ocupava minha mente. Agora eu percebia que as feições de Afrodite era como as de minha mãe. Exatamente iguais. Os cabelos loiros cacheados e bagunçados caim sobre os ombros de um jeito descordenado, como se ela tivesse passado o dia trabalhando e agora tivese passado cinco minutos a frente do espelho para tentar arrumar seu cabelo mas não funcionara muito bem. Seus olhos grandes e morenos me encaravam como minha mãe, quando tinha algo ruim para chegar.
–Ah-falou ela num salto animador- saiba que estou torcendo por você e ele!
-O que?- o momento em que ela pronunciou "ele" a imagem de Finn percorreu minha mente, mas algo me dizia que não era Finn de quem ela falava-
Afrodite olhou para seu relógio dourado e exclamou:
-Oh, estou muito atrasada, querida. Boa sorte!
E assim a mulher saiu ,correndo levemente, pela porta.
Quando voltei para a mesa me encontrei olhando para Finn, que quase babava, e Rachel, que me encarava esperando notícias.
-Ela falou que seria uma missão muito difícil e que só iria piorar a viajem- momentaneamente me senti preocupada, mas me diverti ao ver a cara de Finn ainda fitando a porta. Eu peguei um guardanapo e dei a ele-
-Não preciso de um guardanapo- falou ele em um tom irritado-
-Eu só quero que você não babe em cima da toala de mesa.
Rachel comessou a rir e Finn ficou nos encarando, o que produziu mais risadas.
No final da janta, subimos à nossos quartos e quase me joguuei na cama, quando percebi que havia um pequeno empilhado de roupas sobre ela.
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