Filha De Hermes
24 Heróis também morrem
Sangue quente e dourado comessava a se espalhar por minha roupa enquanto eu corria. O vento frio e congelante regelava meu rosto mas uma única coisa estava em minha mente. "Finn, Finn, Finn", "preciso salva-lo".
Seu corpo estava branco como a neve espalhada pelo chão, a primeira vez que eu tinha o visto assim. Toquei sua pele. Estava gelada. Seus olhos azuis olharam para mim e seus lábios sussuraram.
-Adorável como sempre.
Eu sorri.
-Não chore. Você é minha garota guerreira, lembra?
Passei minha mão por seu rosto, cada vez ele estava mais gelado e seus olhos comessavam a perder a vida que sempre tiveram. Eu estava centada no chão frio a seu lado e agora tinha puxado seu corpo para perto do meu, ele estava com a cabeça no meu colo e enrolado eu estava o aquecendo com o meu saco de dormir.
-Vou cuidar de você- falei tentando achar a mesma coragem que tinha usado a cinco minuos atrás contra o Leão, mas minha voz insistia em falhar-
-Você está linda, não preciso que você me cuide, todos sabem que vou morrer.
Lágrimas desesperadas escorreram por minha face pois eu realmente sabia que agora ele iria morrer.
-Eu te amo, ok?-ele falou, meu coração quiz saltar pela boca-
-E isso é hora pra me falar que me ama??-falei em um tom sarcástico-
-Olha, você pode brigar comigo por eu não ter te dito nada antes, ou pode falar que me ama também. Qula você escolhe?
Uma risadinha escapou pelo canto de minha boca.
-Eu também te amo, Finn, semideus metido.
-Me faz mais um favor? O último?- sua respiração pesava sobre o peito como se ele estivesse sendo esmagado. Ele ainda lutava para viver.
-Fala.
-Eu quero que você me conte alguma história, ou fale alguma coisa.
-Não sou boa nisso Finn.
-Amand...-a voz dele falhou-
-Ok, fique comigo, vou contar uma história então.
Comessei a contar a história sobre uma garota normal, com uma vida normal, até que seus pais morreram e ela fugiu para um Acampamento com um garoto que ria de um jeito estranho e andava de um jeito engraçado. Ela chegou naquele lugar, na colina, e descobriu uma nova casa. Descobriu uma família.
Eu estava perdida em minhas histórias, ainda chorando e encarando os olhos azuis de Finn, quando sua respiração aos poucos parou, seus olhos azuis perderam toda a alegria e vida e sua pele finalmente ficou mais fria que nunca.
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Beijei sua testa e descansei suas pálpebras sobre os olhos azuis mar e deitei seu corpo frio ainda envolto no saco de dormir. Rachel tinha nos observado o tempo todo e eu não percebe-ra. Finn tinha tirado toda a minha atenção.
Me virei para ela e enquanto caminhava meus joelhos enfraqueceram e cai na neve, a caçadora correu rapidamente para me ajudar. Todos os turistas amedontrados e guias já tinham ido embora. O monstro já tinha virado pó e os únicos resquícios que ele deixara tinha sido dsua pele tão forte quanto diamantes.
-MINHA CULPAAA!! TUDO MINAH CULPA!! ELE ESTARIA VIVO SE NÃO TIVÉSSEMOS SIDO CONVOCADOS!! MINHA MISSÃO E EU NÃO CONSEGUI PROTEGE-LO!!!- eu berrava para os céus enquanto núvens cinzas se brogetavam nele.
-Calma, garota, a culpa não é sua. Vamos, temos que sair daqui antes que aparessa mais monstros.
Rachel tentou inutilmente me levantar mas eu não consegui. Não tinha forças para continuar. As árvores continuaram a se mecher e da li garotas com arcos sairam olhando para aquela cena.
-O que ouve Rachel?- uma garota perguntou-
-O garoto, Glese. Está morto.
Algumas caçadoras e Glese seguiram em direção ao corpo morto e o colocaram em uma maca para ezamina-lo. As garotas de Ártemis montaram um pequeno acampamento e nos avisaram que iríamos passar a noite ali até Ártemis chegar com Apolo para nos levar ao acampamento.
O corpo de Finn ficou abaixo das árvores da floresta e eu não o deixei nenhum instante. Passei a noite em claro olhando para a pele branca do garoto e seu peitoral esperando que ele voltasse a respirar. Mas não voltou.
Acabei dormindo e meu rosto acordou marcado e úmido por causa da casca da árvore. Uma voz fraca me chamava e quando abri meus olhos, me deparei com algo que nunca irei esquecer.
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