Filha De Hermes
27 Hermes e Finn parecem garotinhas.
O resto da noite foir tranquila. Queimamos um manto que representava a vida de Rachel. Claro, ela viveria para sempre, mas não estava mais entre nós campistas. Tivemos um imenso banquete, no qual Quíron conseguiu convencer Sr.D a fazer um discurso.
-Então, que bom que esses semideuses estão vivos. Parabéns para Ana e Fernando, Bem vinda Gleise.- falou ele em um tom cansativo, errando nossos nomes como o tradcional- Vamos comer.
Todos centaram após o descurso animadore de Sr.D e vários tipos de pratos preencheram a mesa. Comi até me acabar e no final tivemos uma grande festa, metade dela para a chegada de Glese e a outra, minha vitória na missão.
Comemos muito mas eu não consegui dormir, voltei para o meu lugar entre as árvores na floresta mergulhada pela noite e aguardei por meu pai. "Ele falou que me visitaria". Se falou que te visitaria, porque não está aqui?- falou a voz que amava me perturbar, que no final, era eu mesma.
Depois de um tempo resolvi visitar o lago. Na beira, um homem de cabelos morenos, olhos grandes e castanhos com um sorriso alegre e maliciosa me encarou.
-Parabéns.- seu sorriso atravessava seu rosto-
Eu corri e o abracei.
-Obrigada. Eu te amo pai.
Percebi ali, que ele chorava, apesar de nunca ter visto Hermes, o rei dos ladrões chorar, ou escutar alguém falando que já tinha o visto.
-Eu também te amo, muito, filinha.
Nós dois passamos grande parte do tempo conversando e depois ele me avisou que deveria ir e eu o deixei. O que nos ama sempre volta, não importa de que jeito.
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Estava voltando para o meu Chalé e como de custume, passei pelo chalé de Apolo. Um garoto moreno de olhos castanhos estava centado na varanda. Finn estava centado na varanda.
-Não consegue dormir?- perguntei-
-Pesadelos.
-Qual foi?
- Você- ele falou como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo-
-Também te adoro.
-Não, não é o que você está pensando.
Sentei no chão a seu lado e o encarei.
-Me conte.
Como se fosse automático, ele comessou a falar e lágrimas sairam de seus olhos. "Todo mundo tá sentimental hoje" pensei, e guardei aquilo em silêncio, Finn não gostaria que eu comentasse que ele parecia uma garotinha com sua boneca perdida.
-Depois que eu morri, simplismente mergulei em sonhos. Pesadelos. Você era meu pesadelo. Ou eu via imagens suas com Lino, via você morta, ou morrendo. Você me chamava, você pedia ajuda, mas eu não podia ajudar. Meu corpo estava preso em correntes e a única coisa que eu via era você sofrer, era você feliz com outro cara. Todas comigo longe de você.
Meu olhos lacrimejavam. Era muito bonito, mas podiam ser apenas palavras vazias.
-Fale alguma coisa.- falou Finn comessando a ficar brabo-
-Não posso falar nada, não passei pelo que você passou.
-Apenas fale que tudo vai ficar bem.
-Tudo vai ficar bem.- com isso o abracei e o beijei na testa- Eu prometo.
Finn sorriu e com um último beijo ele entrou em seu chalé.
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