Filha De Hermes

28 Final- Caça a bandeira


Vou direto ao ponto. Hoje é sexta feira, quando me falaram isso a primeira palavra que me veio a mente foi a Caça a Bandeira. Eu não estava pronta, era como se alguém te avisasse que tinha uma prova surpresa no dia ou um dia antes. Um impacto imenso, e todos já o receberam.

O dia passou voando e junto com ele o tempo foi, justo quando eu mais precisava. Todos estavam preenchidos de euforia, menos eu. Vi a fome de vitória nos olhos de Finn, estremeci. Lembro exataente da dor que senti ao sua lança atravessar meu corpo. Uma filha de Hécate chegou e deu um chocolate para Finn. O garoto comeu com vontade, exibindo seus braços fortes para as filhas da magia e guardou o pedaço de chocolate que sobrava. Quando acabassemos eu iria comer aquele resto do chocolate, iria robar aquele presente.

O jogo foi confuso. Corri em um grupo silencioso, exatamente como a última vez e vi Finn com sua lança.

Meus sentidos se aguçaram e corri para a bandeira. Corri muito, com toda a força que me cabia. Finn não teve tempo de pensar. Se distraiu e a única coisa que conseguiu perceber em tempo suficiente, foi o meu tropeçar ao correr.

O garoto correu atrás de mim, mas assim que atravessei minha área, que conseguia vitória ele continuou a correr. Todos nos rodeavam e não entendiam o motivo do filho de Apolo ter assumido aquela posição. Minha espada estava sendo segurada com força e quando Finn jogou sua lança sobre mim eu a desviei, mas ele partiu corpo a corpo, e contra isso eu não tinha nenhuma chanse.

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Todos estavam a minha volta e Finn estava sendo segurado por dois filhos de Ares, que apesar de adorarem uma guerra ou luta, não estavam dispostos a matar ninguém ou deixar alguém ser morto. Os olhos azuis do garot moreno estavam mergulhados em fúria e ódio. Verstilli me ajudou a ficar em pé, mas minhas pernas enfraqueceram e eu cai novamente.

Quíron tentava colocar ordem em volta dos semideuses e Lino tentava segurar Lynch que dava socos no ar tentando inutilmente acertar Finn.

-O que aconteceu aqui?- brandou Quíron e sua voz ecoou pelo campo de batalha, que agora estava silencioso.

Verstilli explicou tudo enquanto outros 10 semideuses tentavam contar as suas verções das histórias.

Eu olhei para ele esperando sua resposta. Minha memória comessou a se recaptular. Não tinha feito nada para deixar Finn com raiva e nem mesmo o gosto da vitória poderia deixar um filho tranquilo de Apolo assim. Chegamos no acampamento, o pesadelo, beijo na testa, filhas de Hécte, chocolate, roubar, jogo. As imagens repassavam em minha mente tentando achar a solução.

-Chocolate.- falei-

-OQUE?- metade dos campistas e Quíron reviraram seu rosto para mim-

-Foi. O. Chocolate.- expliquei como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Finn ganhou de uma das filhas de Hécate um chocolate. O chocolate estava enfeitiçado e deixou Finn assim, uma delas foi no mesmo grupo que eu na última caça a bandeira. Ela enfeitiçou Finn de novo.

Quíron se revirou ao grupo de filhas de Hécate que cuchichavam baichinhas umas com as outras.

-Isso é verdade?

-Não- afirmou uma delas-

-Chame um sátiro.- ordenei- e mande que ele cheire o chocolate no bolço esquerdo de Finn.

Um sátiro chegou e fez exatamente o que eu disse. Sua cabeça chifruda virou para Quíron e balançou em confirmação. Um sorriso brandou meu rosto, o mesmo sorriso de malícia de meu pai.

-Qual delas?

-Diane.- gaguejou o sátiro-

-Diane. — a voz tranquila de Quíron tomou conta dos olhos desesperados das filhas de Hécate.

Uma garotinha dde cabelos negros e olhos verdes se apresentou à frente de todos.

-Você fez isso mesmo?

-Não- afirmou ela novamente-

-Você fez isso ou não?- agora quem falava era Piper McLean, e assim que sua voz persuasiva tomou conta dos ouvidos de Diane, os olhos delas se encheram de lágrimas e comessou a solusar.

-É culpa dela....ela me forçou....fiz tudo isso porque ela ameasou matar minha mãe e minha família!!! Falou que colocaria espíritos do vento para persegui-los pelo resto de suas vidas.

-Gaia- afirmou Quíron-

A garotinha tremeu a cabeça em afirmação.

-Levem a garota para dento. Glese, venha comigo, temos muito que conversar,

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