Filha De Hermes

19 Café da manhã


Quando acordei Finn ainda estava em minha cama. Rachel conseguia fazer seu ronco ecoar por todo o quarto e como eu fui a primeira a acordar, tomei uma ducha e me vesti.

A roupa que Afrodite nos dera era realmente...desconfortável. Eu estava em uma jeans apertada e uma blusa azul que marcava meu tronco.

–Uiii, ela ta sexy.

Rachel tinha levantado a cabeça de ubito para ver o que eu estava fazendo, mas logo voltou a dormir e eu deixei uma risada abafar no ar.

Peguei o moleton de Finn e me vesti. "Muito mais confortável" pensei. Voltei para a cama e programei que assim que os dois se vestissem e se arrumassem iríamos toar café e sair.

Qunado me deitei ao lado de Finn ele pexou o meu corpo para perto dele e eu adormeci.

Acordei por Rachel ter jogado minha mochila na minha cara.

–ACORDA MORENA!!!!! ESTAMOS SUPER ATRASADOS!!

Os dois estavam correndo de um lado para o outro do quarto se esforçando para juntar todos os pertenses e roupas espalhadas, uma cena eengraçada.

–LEEVANTA E DESCE PRO CAFÉ DA MANHÃ!- berrou Rachel para Finn enquanto tentava arrastar meu corpo para fora da cama, e eu, percebendo que iria me machucar mais se Rachel continuasse com aquele processo, me levantei.

Rachel praticamente me obrigou a engolir o café, eu ainda tenho sérias dúvidas se cheguei a mastiga-lo. Conseguimos um taxi e fomos até uma cidadezinha perto do nosso hotel para nos informamaros. Estávamos na Virgínia Oidental. Estávamos em Lynchburg, o que me fez lembrar de Lynch e que já me trouçe a memória de Verstilli e todos os amigos que agora estávam confortáveis no Acampamento.

A cidade era bonita e tranquila, diferente de Nova Iorque, não havia taxis ou carros para você encarar quando estivesse atravessando a rua ou mendigos e ladrões em becos escuros. Criaças jogavam bola no meio da rua e algumas meninas perseguiam um cachorro com escovas e maquiagem na mão.

–Aquelas paressem Dina e Sara quando crianças- falei repentinamente lembrando das filhas de Afrodite com quem eu tanto enssistia em brigar.

Rachel riu, mas o que eu falei pareceu libertar uma memória antiga.

–Ah, não me diga que você já gostou de uma das duas?!

Ele não me olhou nos olhos, Finn apenas balançou a cabeça em afirmativo.

–Há quanto tempo?-perguntou Rachel-

–Há dois anos atrás. Naquela época elas pareciam interessantes.

–Ah, claro, pareciam.-falei do jeito mais sarcástico possível.

Finn me encarou, com um olhar gélido. Eu me lembrei de quando ele falou do meu rosto maquiado, e eu sorri. Não foi um sorriso malicioso como o qual sempre ocupava meu rosto. Minha feição queria representar que, se ele sabia brincar, eu iria mostrar que também sabia. Se ele queria procurar uma boneca Barbie então ele iria ter uma, mas eu era uma viajante, uma ladra, e não iria servir para ser brinquedo de ninguém.

Seguimos pela rua e comessamos a caminhar e eu manti uma conversa com Rachel para o nosso plano, até que escutamsos um barulho, ou melhor, um rugido.