Filha De Apolo- A Profecia Do Raio De Junho
4 Capítulo 4
Notas iniciais
-Heitor?
-Sol? –perguntou ele
-Oque você esta fazendo aqui? –perguntamos juntos
-Eu perguntei primeiro. –dissemos juntos
-Para de me imitar. –dissemos juntos.
-Chega. –disse antes que ele
-Bom... não importa agora. Tenho que contar algo a vocês. –disse Quiron
Me sentei do outro lado da mesa. Ele começou contando que nossos pais... Heitor era filho de Hades, quase tive um infarto e fiquei assustada, como?... e que eles sao rivais, e nossas mães eram melhores amigas e quando elas descobriram que estavam gravidas nossos pais as afastaram e elas só se reencontraram no hospital quando estavam parindo a gente. E as duas ficaram no mesmo quarto.
E como os maridos delas tinham se mandado, elas voltaram a ser melhores amigas como foram desde a infância. E depois de 6 meses elas iam visitar a escola onde estudaram, pois queriam reviver sua infância, mas aconteceu aquele acidente que sonhei a noite.
Ele disse que éramos as crianças atrás e a mae dele era a que dirigia. E que era o primeiro dia de junho. E dizem que quando o primeiro raio cair as primeiras pessoas que se tocarem com qualquer tipo de sentimento que seja muito forte entre elas vão sofrer a profecia do raio de Junho. Eu não estava intendendo muito bem, mas...
O raio de junho é muito poderoso, se as primeiras pessoas se tocassem com o sentimento amor toda vez que tocassem novamente algum aquele dia ia se apaixonar, e o nosso foi de raiva, ódio... e bom, a tempestade explica isso. Toda vez vai haver uma tempestade, agora depende de nos da nossa raiva, se ela for muito forte alguém morre. E se não só destrói algumas coisa.
Mas ele disse que afeta até o acampamento, nunca chove no acampamento, pois ele é protegido e quando nos tocamos chove no acampamento. E as plantas morrem. E as ninfas ficam bravas, mas não é nossa culpa... ou é. Mas enfim. Temos que ir encontrar o antidoto para isso, antes que exterminamos tudo que a na terra.
Só que não é assim tão fácil. Vamos ter de atravessar o pais inteiro praticamente. E também vamos enfrentar muitas coisas, não podemos usar nenhum transporte aéreo. Pois Zeus não gosta de Hades então Heitor não poderia viajar e nos não podíamos nos afastar e nem nos tocar.
E além de tudo isso cada vez que nos tocamos perdemos um dia de vida. E basicamente se eu ia morrer aos meus 100 anos, só teria mais 2 meses de vida.
Como é maio vamos ficar no acampamento trinando e partiríamos junho, e teríamos que voltar, pois o antidoto só funciona em junho. E se não chegarmos a tempo o iriamos morrer.
Eu não prestei muita atenção no que ele falou, só uma parte, “quem estava dirigindo era a mae de Heitor” e o resto foi tudo “bla bla bla”. Comecei a lembrar novamente de nós duas falando que éramos parecida, uma lagrima escorreu pelo meu olho, e eu não sei da onde tirei tanto ódio e força.
Levantei-me e joguei Heitor no chão.
-Tais maluca? –perguntou ele
Puxei sua blusa, o levantando e depois o joguei em direção a porta, e como ela estava fechada acabou quebrando. O rosto dele era de assustado.
-Vou morrer sabia? –disse ele
Nem escutei comecei a lhe dar tapas e mais tapas. E uma tempestade começou a se formar.
-Parem! Parem! –gritava Quiron
-Não, não deixe eles. –disse Sr.D
Todos no acampamento estavam presenciando aquela sena. Eu queria mata-lo. Parecia que assim podia passar um pouco da minha raiva.
Todos gritavam para nos pararmos, mas Sr. D queríamos que continuássemos. Como se quisesse se livrar da gente, assim poderíamos morrer e nos mesmo seriamos os culpados.
-Pare! Não temos muito tempo de vida. –disse Heitor
Eu distribuía tapas, e ele tentava me segurar, mas dava um jeito de me soltar. Ele começou a correr e eu fui atrás. Ele ficava olhando para trás e esparrou na mesa de armaduras, ele pegou uma espada e um escudo. E eu um arco, foi isso que vi primeiro.
Comecei a atirar, mas ele se protegia com o escudo. Eu não estava mais conseguindo enxergar de tantas lagrimas.
Todos saíram correndo para seus chalés, pois tinha começado a tempestade. Eu não me preocupei com os pingos d’agua que caiam do céu.
-Não é culpa minha. –disse ele. –Vamos morrer, será que você intende?
-HAHAHA. Intendo, por isso mesmo estou fazendo isso. –disse
Eu não estava mais conseguindo me controlar, não era eu. Eu queria parar e ao mesmo tempo mata-lo, mas sabia que morreria.
Ele conseguiu quebrar meu arco e estava vindo em minha direção, Douglas que não tinha saído dali, jogou uma espada para mim e eu consegui me proteger dele.
Ele largou suas armas.
-Vamos, me mate. Vamos acabar com isso logo. –disse ele
Eu soltei meu arco, não tinha mais forças. Fui em direção a ele e comecei a dar socos no seu peito. Ele também já estava fraco e caímos no chão, mesmo assim não parei de bate-lo, mas era tão fracos meus socos que ele nem estava incomodado.
-Sua mae matou minha mae. –repetia enquanto chorava e batia nele.
Ele jogou-me ao seu lado e depois prendeu minhas mãos.
-Deu. Vamos morrer, e minha mae não matou a sua. Temos que parar com isso, vamos fazer o que foi pedido e deu. –disse ele
Ficamos em silencio.
-Entendido? –perguntou ele
Não falei nada, só concordei com a cabeça. Ele se levantou e me ajudou. Depois fomos para nossos chalés.
Pude desabafar com meus irmãos. Quando a tempestade passou tínhamos de treinar. E todos no acampamento esperavam que fossemos punidos. E fomos, tínhamos de limpar as armas todos os dias.
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