Notas iniciais
ficou meio grande, mas estou satisfeita.
espero que gostem!

Amy

Estava em um grande campo verde. Árvores e montanhas se misturavam no horizonte. Tudo é tão grande, pensei, e eu sou tão pequena.

_Tudo bem filha?

Olhei para cima e vi meu pai sorrindo para min. Ele tinha cabelos castanhos bem escuros e olhos cor de avelã . Sua barba estava por fazer e tinha rugas de riso no canto dos olhos. Sua túnica estava manchada de tinta azul.

_Sim papai. — falei – é que eu ainda não entendo como os deuses conseguiram criar um mundo tão grande.

Obvio que tudo é grande pra min, me repreendi mentalmente, eu tenho só 6 anos! Tudo é maior que eu!

O sorriso de meu pai perdeu um pouco da intensidade.

_ Não foram os deuses que criaram o mundo querida. — disse ele – eles só... tomaram o poder.

_ Como assim? — falei confusa – Os deuses não são bonzinhos?

_ sim querida, mas, ás vezes, eles também são cruéis. — o rosto de meu pai tornou-se sombrio.

Apertei mais forte a sua mão.

_ papai? O senhor está bem? Está assim por causa da guerra?

Ele me encarou espantado e disse, quase num sussurro:

_ Como você sabe disso?

_ Todo o mundo tá falando disso. — dei de ombros — Parece que os deuses estão em guerra com os filhos de Gaia ou algo assim.

Ele me olhou com pesar.

_ ah filha, eu queria que você continuasse sem saber sobre nada. — ele se agachou para ficar da minha altura e me olhou severamente – Escute querida, se algo ruim acontecer, você tem que me prometer que não vai confiar em ninguém além de min. Nem nos deuses, nem nos filhos de Gaia, nem n própria gaia, entendeu?

_ Mas, não posso confiar nem nos meus amigos?- perguntei.

_ Não. — disse, e segurou meus ombros com força – Em uma guerra não se pode confiar em ninguém. Ainda mais numa guerra como essa. Você só poderá confiar em min a partir de agora, entendeu?

Assenti com a cabeça ainda meio confusa.

Meu pai sorriu levemente e disse:

_Tenho uma coisa para você.

Ele abriu a mão e me mostrou um colar com um pingente de coração prateado.

_Isso vai te guiar quando estiver perdida, vai te proteger quando estiver em perigo, e vai te dar paz quando não suportar mais a guerra. — ele botou o colar em meu pescoço e sorriu – Promete que nunca vai tirá-lo?

_Prometo! — falei sorridente.

Ele me abraçou com força.

_Eu te amo filha. — disse ele.

_Também te amo papai. — falei.

Enquanto o abraçava, ouvi um ruído alto, como o relinchar de um cavalo. Olhei para o céu e vi um lindo pegasus branco voando em nossa direção.

_ Papai, olhe! — falei sorrindo – Um pegasus!

Meu pai se virou e seu sorriso desapareceu.

_ Não. — sussurrou ele – Agora não.

Uma flecha apareceu de cima do pegasus e acertou a grama ao nosso lado.

_ Vamos! — meu pai me carregou no colo e saiu correndo.

Olhei por cima do ombro de meu pai para ver o pegasus. Ele estava se aproximando. Não entendi por que meu pai havia ficado daquele jeito. Era só um pegasus. Olhei para o cavalo alado mais uma vez e vi que havia um homem montado nele: ele era grande, forte, olhos que pareciam estar pegando fogo e um arco e flecha que estava apontado para... nós?

Meu pai estava correndo mais depressa. De repente, um grito de dor. Meu pai caiu de joelhos no chão e me soltou. Havia um flecha enterrada na sua panturrilha esquerda.

_ papai! — gritei.

_ Filha, fuja. — disse ele.

_ acho que isso não será possível. — disse uma voz.

Olhei para cima e vi o homem que estava no pegasus sorrir para min. Ele era mais assustador de perto. Tinha cabelos castanhos desgrenhados e olhos brilhando em vermelho vivo. Usava uma túnica, também vermelha, meio rasgada e tinha um cinto com uma enorme espada pendurada. O arco e flecha estava apontado em minha direção.

Meu pai se levantou e ficou na minha frente, protegendo-me.

_ Vá embora. — disse ele. — Não fizemos nada a você.

O sorriso do homem aumentou.

_ Não fizeram nada ainda, mas ela irá fazer. – disse o homem apontando para min.

_ Ela é só uma criança! — disse meu pai, já com raiva. — Não conseguiria ajudar vocês nem se quisesse!

_ Não acho que meu pai ache isso. — o homem de olhos vermelhos me encarou – Ela tem mais poderes que você pensa. Podem ser ativados a qualquer momento. Só precisam do incentivo certo.

_ Ares, já chega.

Uma mulher alta com cabelos negros presos em uma trança de lado e olhos cinzentos surgiu ao lado de Ares.

_ Você sempre acaba com minha diversão Atena. — disse ares abaixando o arco.

_ Não é necessário ameaçar os mortais desse jeito.

_ Mas a menina não é bem uma mortal...

_ quieto! — disse Atena, depois se virou para meu pai – Me desculpe por isso. Ele é meio violento em casos como esse.

_ Ah, não me diga! — disse meu pai.

_ Olhe, se você reconsiderar nossa oferta poderá viver normalmente, como se nada tivesse acontecido. — disse Atena – É só você entregar a criança e nós...

_ Não vou entregar minha filha! — gritou meu pai. — Ela não tem nada a ver com isso! Vocês terão que me matar primeiro!

_ Se você insiste. — ares desembanhou a espada e perfurou o coração de meu pai.

_ Pai! — gritei.

Ele caiu de joelhos e começou a cuspir sangue.

Fiquei na sua frente: sua túnica ganhava mais e mais rápido um tom de vermelho que saía do ferimento da espada. Olhei assustada para o corte quando meu pai me segurou nos ombros para que eu olhasse para ele.

_ Fuja. — disse, com a boca cheia de sangue. Seus olhos reviraram e ele caiu no chão.

_ Não! — gritei, com lágrimas nos olhos. — Pai! Papai! Acorde!

Comecei a balançá-lo com força, mas ele não respondia.

Meu rosto estava quente comas lágrimas e eu soluçava. Senti uma mão grande no meu ombro.

_ Hora de ir garotinha. — disse Ares com um sorriso amarelo.

_ Não! — Gritei.

De repente, ares voou para trás e bateu de cabeça no chão. Atena me olhou assustada.

_ mas como...

Não esperei para ouvir. Saí correndo em direção à floresta, com os gritos dos deuses atrás de min. Entrei em uma caverna e me escondi. Depois de um tempo, parei de ouvir os gritos de ares e atena atrás de min. Suspirei aliviada. Eu estou segura, pensei, Eles não podem me pegar agora.

_ Eu não pensaria assim se fosse você querida.

Olhei para cima e perdi todo o ar que restava em meus pulmões.

Gaia.

***

Acordei suando. O mesmo pesadelo de sempre, e eu ainda sinto medo.

Olhei para Nico. Ele ainda estava dormindo, que bom. Me levantei e fui até a janela. Fiquei olhando para a cidade enquanto brincava com meu colar com um pingente de coração. Ouvi um barulho vindo do terceiro andar. Era um... cavalo?Não devia ir ver, não era da minha conta o que estava no terceiro andar. Mas, por que não? Eu já estava acordada mesmo.

Botei meus sapatos, peguei minha lanterna e saí do quarto sem fazer barulho.

O corredor estava escuro e sombrio. No final dele, havia uma escada em espiral. Subi tentando ser a mais silenciosa possível, o que era meio difícil já que a escada rangia toda vez que eu subia mais um degrau. Dava para ouvir melhor o barulho: um cavalo relinchando, uma mulher falando com raiva. No final da escada, havia uma porta de metal que estava meio aberta. Espiei pela brecha e perdi todo o meu ar.

Notas finais
TATATATAAAAAAA!!!!
o que será que vai acontecer??? vejam os próximos capítulos!!
recomendem a fic gentee!!!