Filha Da Terra
9 Pesadelos
Notas iniciais
espero que gostem!
Amy
Estava em um grande campo verde. Árvores e montanhas se misturavam no horizonte. Tudo é tão grande, pensei, e eu sou tão pequena.
_Tudo bem filha?
Olhei para cima e vi meu pai sorrindo para min. Ele tinha cabelos castanhos bem escuros e olhos cor de avelã . Sua barba estava por fazer e tinha rugas de riso no canto dos olhos. Sua túnica estava manchada de tinta azul.
_Sim papai. — falei – é que eu ainda não entendo como os deuses conseguiram criar um mundo tão grande.
Obvio que tudo é grande pra min, me repreendi mentalmente, eu tenho só 6 anos! Tudo é maior que eu!
O sorriso de meu pai perdeu um pouco da intensidade.
_ Não foram os deuses que criaram o mundo querida. — disse ele – eles só... tomaram o poder.
_ Como assim? — falei confusa – Os deuses não são bonzinhos?
_ sim querida, mas, ás vezes, eles também são cruéis. — o rosto de meu pai tornou-se sombrio.
Apertei mais forte a sua mão.
_ papai? O senhor está bem? Está assim por causa da guerra?
Ele me encarou espantado e disse, quase num sussurro:
_ Como você sabe disso?
_ Todo o mundo tá falando disso. — dei de ombros — Parece que os deuses estão em guerra com os filhos de Gaia ou algo assim.
Ele me olhou com pesar.
_ ah filha, eu queria que você continuasse sem saber sobre nada. — ele se agachou para ficar da minha altura e me olhou severamente – Escute querida, se algo ruim acontecer, você tem que me prometer que não vai confiar em ninguém além de min. Nem nos deuses, nem nos filhos de Gaia, nem n própria gaia, entendeu?
_ Mas, não posso confiar nem nos meus amigos?- perguntei.
_ Não. — disse, e segurou meus ombros com força – Em uma guerra não se pode confiar em ninguém. Ainda mais numa guerra como essa. Você só poderá confiar em min a partir de agora, entendeu?
Assenti com a cabeça ainda meio confusa.
Meu pai sorriu levemente e disse:
_Tenho uma coisa para você.
Ele abriu a mão e me mostrou um colar com um pingente de coração prateado.
_Isso vai te guiar quando estiver perdida, vai te proteger quando estiver em perigo, e vai te dar paz quando não suportar mais a guerra. — ele botou o colar em meu pescoço e sorriu – Promete que nunca vai tirá-lo?
_Prometo! — falei sorridente.
Ele me abraçou com força.
_Eu te amo filha. — disse ele.
_Também te amo papai. — falei.
Enquanto o abraçava, ouvi um ruído alto, como o relinchar de um cavalo. Olhei para o céu e vi um lindo pegasus branco voando em nossa direção.
_ Papai, olhe! — falei sorrindo – Um pegasus!
Meu pai se virou e seu sorriso desapareceu.
_ Não. — sussurrou ele – Agora não.
Uma flecha apareceu de cima do pegasus e acertou a grama ao nosso lado.
_ Vamos! — meu pai me carregou no colo e saiu correndo.
Olhei por cima do ombro de meu pai para ver o pegasus. Ele estava se aproximando. Não entendi por que meu pai havia ficado daquele jeito. Era só um pegasus. Olhei para o cavalo alado mais uma vez e vi que havia um homem montado nele: ele era grande, forte, olhos que pareciam estar pegando fogo e um arco e flecha que estava apontado para... nós?
Meu pai estava correndo mais depressa. De repente, um grito de dor. Meu pai caiu de joelhos no chão e me soltou. Havia um flecha enterrada na sua panturrilha esquerda.
_ papai! — gritei.
_ Filha, fuja. — disse ele.
_ acho que isso não será possível. — disse uma voz.
Olhei para cima e vi o homem que estava no pegasus sorrir para min. Ele era mais assustador de perto. Tinha cabelos castanhos desgrenhados e olhos brilhando em vermelho vivo. Usava uma túnica, também vermelha, meio rasgada e tinha um cinto com uma enorme espada pendurada. O arco e flecha estava apontado em minha direção.
Meu pai se levantou e ficou na minha frente, protegendo-me.
_ Vá embora. — disse ele. — Não fizemos nada a você.
O sorriso do homem aumentou.
_ Não fizeram nada ainda, mas ela irá fazer. – disse o homem apontando para min.
_ Ela é só uma criança! — disse meu pai, já com raiva. — Não conseguiria ajudar vocês nem se quisesse!
_ Não acho que meu pai ache isso. — o homem de olhos vermelhos me encarou – Ela tem mais poderes que você pensa. Podem ser ativados a qualquer momento. Só precisam do incentivo certo.
_ Ares, já chega.
Uma mulher alta com cabelos negros presos em uma trança de lado e olhos cinzentos surgiu ao lado de Ares.
_ Você sempre acaba com minha diversão Atena. — disse ares abaixando o arco.
_ Não é necessário ameaçar os mortais desse jeito.
_ Mas a menina não é bem uma mortal...
_ quieto! — disse Atena, depois se virou para meu pai – Me desculpe por isso. Ele é meio violento em casos como esse.
_ Ah, não me diga! — disse meu pai.
_ Olhe, se você reconsiderar nossa oferta poderá viver normalmente, como se nada tivesse acontecido. — disse Atena – É só você entregar a criança e nós...
_ Não vou entregar minha filha! — gritou meu pai. — Ela não tem nada a ver com isso! Vocês terão que me matar primeiro!
_ Se você insiste. — ares desembanhou a espada e perfurou o coração de meu pai.
_ Pai! — gritei.
Ele caiu de joelhos e começou a cuspir sangue.
Fiquei na sua frente: sua túnica ganhava mais e mais rápido um tom de vermelho que saía do ferimento da espada. Olhei assustada para o corte quando meu pai me segurou nos ombros para que eu olhasse para ele.
_ Fuja. — disse, com a boca cheia de sangue. Seus olhos reviraram e ele caiu no chão.
_ Não! — gritei, com lágrimas nos olhos. — Pai! Papai! Acorde!
Comecei a balançá-lo com força, mas ele não respondia.
Meu rosto estava quente comas lágrimas e eu soluçava. Senti uma mão grande no meu ombro.
_ Hora de ir garotinha. — disse Ares com um sorriso amarelo.
_ Não! — Gritei.
De repente, ares voou para trás e bateu de cabeça no chão. Atena me olhou assustada.
_ mas como...
Não esperei para ouvir. Saí correndo em direção à floresta, com os gritos dos deuses atrás de min. Entrei em uma caverna e me escondi. Depois de um tempo, parei de ouvir os gritos de ares e atena atrás de min. Suspirei aliviada. Eu estou segura, pensei, Eles não podem me pegar agora.
_ Eu não pensaria assim se fosse você querida.
Olhei para cima e perdi todo o ar que restava em meus pulmões.
Gaia.
***
Acordei suando. O mesmo pesadelo de sempre, e eu ainda sinto medo.
Olhei para Nico. Ele ainda estava dormindo, que bom. Me levantei e fui até a janela. Fiquei olhando para a cidade enquanto brincava com meu colar com um pingente de coração. Ouvi um barulho vindo do terceiro andar. Era um... cavalo?Não devia ir ver, não era da minha conta o que estava no terceiro andar. Mas, por que não? Eu já estava acordada mesmo.
Botei meus sapatos, peguei minha lanterna e saí do quarto sem fazer barulho.
O corredor estava escuro e sombrio. No final dele, havia uma escada em espiral. Subi tentando ser a mais silenciosa possível, o que era meio difícil já que a escada rangia toda vez que eu subia mais um degrau. Dava para ouvir melhor o barulho: um cavalo relinchando, uma mulher falando com raiva. No final da escada, havia uma porta de metal que estava meio aberta. Espiei pela brecha e perdi todo o meu ar.
Notas finais
o que será que vai acontecer??? vejam os próximos capítulos!!
recomendem a fic gentee!!!
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