Filha Da Terra

16 Linda como Afrodite.


Notas iniciais
Aqui está o que restou da minha imaginação. Espero que gostem.

Nico.

Amy dormia muito.

Tanto, que deu tempo de eu acordar, preparar o café da manhã e dar uma olha da na cidade toda.

Parecia uma cidadezinha de camponeses comum. Havia alguns morros à sua volta, cheios de plantas com variados tipo de frutos, provavelmente onde faziam as plantações. O lago era cheio de peixes e naiádes.

Imaginei como seria morar aqui. Um lugar tão calmo, tão livre de monstros...

A casa de Amy não era tão comum quanto as outras. Era cheia de pinturas e estátuas inacabadas pelos cantos. Tentativas de retratar em quadros, ninfas, naiádes e até deuses. Havia respingos de tinta pela casa inteira.

Sentei num banco de madeira e fiquei analisando alguns quadros. Um me chamou a atenção: Uma garotinha sorria na tela; parecia ter 4 ou 5 anos; seus cabelos estavam amarrados em duas trança que caíam em seus ombros; usava uma túnica grega um pouco grande demais e seus olhos cor de mel brilhavam. Com certeza era Amy, mas os olhos não eram tão dourados na pintura. Eram só da cor de mel normal.

_O que você pensa que está fazendo?

Levantei os olhos e perdi o fôlego.

Seria pouco dizer que ela estava linda. Seu cabelo estava preso numa trança de lado, ela usava um vestido logo típico grego e sandálias com tiras de couro. Amy me olhava com raiva.

_O que você pensa que está fazendo? — repetiu.

_Ah, eu... bem... — tentei falar – Eu estava vendo esses quadros que achei e...

_Você não devia estar vendo isso. — disse, tirando a pintura da minha mão.

Ela pegou os outros quadros e começou a guardá-los num pequeno armário no canto da sala.

_Me desculpe. — falei – Não sabia que não podia ver.

Ela suspirou.

_tudo bem. È que eu não gosto que mexam nas coisas do meu pai.

_Foi ele que fez esses quadros? — perguntei, admirado.

Ela assentiu.

_ele era artista. — explicou – Todas as pinturas e esculturas aqui foram feitas por ele.

_Nossa. Ele tem muito talento.

_ele tinha. — disse ela, guardando o último quadro. — Ele morreu quando eu tinha 6 anos.

Ficamos em silêncio por um tempo.

_Você está... diferente. — falei finalmente.

_É essa roupa. — disse, pegando uma maça de sua bolsa – Eu geralmente odeio usar coisas assim, mas era a única roupa que não havia sido devorada pelas traças.

_Esta parecendo Afrodite. — e me expliquei quando ela me lançou um olhar matador – No bom sentido!

_Qual é o bom sentido em ser parecida com Afrodite? — perguntou.

_ O fato de ela ser... — me interrompi. Não podia dizer que ela estava bonita. Seria constrangedor demais. — Hã... bem...

_Viu? Nem sabe o lado bom!

_Eu... vou dar uma volta. — falei.

_Ok, mas não vá longe. — disse Amy com um pedaço de maçã na boca – Não sabemos se este lugar tem monstros ou não.

Andei pela cidade e pelas plantações abandonadas. Pensando.

Me sentei debaixo de uma árvore no topo de um morro e observei o lago. Amy estava lá. Observando a água. Algo prateado caiu dentro do lago e ela pulou na água para pegá-lo.

Sorri. Esperei pra ver em quanto tempo ela voltava para a superfície. Mas ela não voltou.

Comecei a ficar preocupado. Será que ela conseguia segurar tanto a respiração? Não queria descobrir.

Me levantei e corri para o lago.

Notas finais
ficou pequeno, mas espero que tenham gostado.
Agradeço a Mateus Miranda pela recomendação :3 vc é lecal.