Fighting lovers

1 Capítulo único


Notas iniciais
SURPRESAAAA! hahaha

Ninguém esperava, eu sei, nem eu esperava isso. Mas ontem a noite me veio uma ideia louca, essa era para ser uma cena de uma outra fic minha, Tentação, mas não aguentei, ficou bem melhor sendo um OneShot.

Não sou muito a favor das One, porque sempre acabo querendo mais. Mas, como tudo nessa vida tem uma primeira vez, fiz minha primeira OneShot. Espero que curtam.

PS: quem me conhece sabe o porque dessa fic, principalmente, sabe que ela é baseada em fato reais.

PS: para quem não entende um pouco do mundo das lutas, aqui vai algumas dicas e ilustrações.
Arm Lock é um golpe bastante usado no JJ, para quem tem curiosidade, aqui o link (http://www.graciemag.com/en/wp-content/uploads/2013/04/IAT_7620.jpg)
A raspagem é também outro golpe comum no JJ, e começaria mais ou menos assim (https://i.ytimg.com/vi/aJjaWUSMUeU/hqdefault.jpg)
A guarda é assim (http://www.graciebarra.com/br/wp-content/uploads/2012/01/Flavio-Almeida-GB-Dana-Point-620x413.jpg)

Boa leitura.

Jab, direto, direto, jab, cruzado, chute. “MAIS FORTE”. Ouço meu treinador gritar comigo, e mais uma vez eu faço a mesma sequência, só que dessa vez mais forte e mais rápido. Jab, direto, direto, jab, cruzado, chute. Meu abdômen contraído em cada golpe, minha respiração controlada a cada golpe que eu dava e o saco se mexendo de lugar tamanha a força que eu usava. Uma, duas, três, cinco vezes a mesma sequência até ter trinta segundos de descanso e fazer uma nova sequência. Sem agua, sem sentar. Apenas respirar.

Meu short típico de luta e meu top deixava à mostra minha barriga quase que totalmente definida e o suor que escorria por ela. Quase uma hora de treinamento e eu ainda não estava cansada, queria bater mais. “Vamos lá, Kate. Mais três sequências de chutes e você está liberada.” Ele diz já com um aparador nas mãos. Pagar um treinador particular foi uma das melhores coisas que já fiz, na hora que eu quiser, e ele tiver disponível, venho para a academia e descarrego tudo em forma de socos e chutes. “Frontal, troca de base, frontal novamente, chute lateral e joelhada.”

Coloco minha mão na guarda novamente e respiro fundo, já me preparando para nova sequência. “Pronta?” eu assinto. “Cinco minutos realizando essa sequência sem parar. AGORA.” Ele grita e eu começo. Abdômen contraído e força em cada chute. Meus golpes são perfeitos, cincos anos treinando todos os dias. Fiz os cinco minutos e logo mudei para outra sequência, sem me dar tempo de recuperar direito. Hoje o dia tinha sido dos piores, meu trabalho exigiu muito de mim, o estresse que aquele distrito me causa as vezes não tão recompensador. E eu precisava disso aqui para me equilibrar novamente, então eu não via meu treinador com um aparador nas mãos, eu via cada bandido que eu tinha que perseguir nas ruas e queria bater, mas não podia. Então sobrava para o Mark aguentar minha fúria.

Mais dez minutos e o treino acaba. “Só mais uma hora, Mark. Eu estou precisando.” Imploro ainda com minhas luvas nas mãos, enquanto ele já juntava o equipamento. A academia não era minha, então a sala de lutas era alugada para vários outros professores. E o professor da próxima aula acaba de chegar, mas o ignoro totalmente, quero mais tempo com o Mark até essa raiva toda passar.

“Não, Kate. A próxima aula já vai começar e você já está aqui bem antes de eu chegar. Vá comer algo, senão você vai desmaiar aqui.” Reviro os olhos e o vejo sair da sala. Eu ainda tenho energia de sobra, não quero comer.

Vejo o cara colocar o kimono dele no meio da sala, sem cerimonias, sem respeitar a dama que sou, mas eu relevo. O kimono era azul, igual aos seus olhos. Ele é lindo, alto, cabelos pretos escuros, pele branca, forte e totalmente definido. Sua orelha é típica de lutador, e eu particularmente achava um charme. Nunca o tinha visto assim, normalmente quando eu saia ele estava chegando e nunca nos falamos. Ele está com a calça do kimono, seu peitoral totalmente exposto, o que me deixa com a visão do paraíso, seu abdômen com aqueles gominhos visíveis, seus braços fortes com a veia saltante que eu sempre achei sexy, seu porte de atleta profissional. Ele era um pecado.

“Oi, será que eu posso fazer a sua aula?” Ele me direciona um olhar perigoso. “Eu faço muay thai a muito tempo, mas nunca aprendi jiu-jitsu. Mas tenho vontade.” Sorrio para ele e ele me dá os ombros.

“Você ouviu seu treinador. Está aqui a tempo demais, precisa se alimentar senão não vai conseguir se segurar em pé.” Dessa vez eu dou os ombros.

“Tenho um isotônico na bolsa.” Ele me olha desconfiado. “Fica tranquilo, é recomendado pelo meu nutricionista.” Ele me olha mais um pouco mas logo baixa a guarda.

“Vá tomar, daqui a dez minutos começamos. Estou esperando apenas o pessoal chegar.” Ele manda e eu obedeço, é assim que funciona no mundo das lutas.

Vou até meu armário e deixo minhas luvas lá, pego minha bebida e tomo de uma vez, é bom repor os líquidos, apesar do gosto ser horrível. Volto para o tatame e não encontro ninguém, exceto o meu mais novo professor, que agora, já está com a parte de cima do kimono, seguro pela faixa preta, uma pena, preferia era sem. Me sinto excitada, louca para começar minha nova aula.

“Cadê o pessoal?” pergunto subindo no tatame, mas não sem antes fazer o cumprimento oficial. Era regra, ao subir no tatame, cumprimente, ao sair do tatame, cumprimente.

“Parece que ninguém vem hoje, o que é melhor, assim eu posso te ensinar com calma.” Ele aponta onde eu devo ficar e para em minha frente. “Você já veio de um treino, então não vamos fazer aquecimento... desculpe, qual seu nome?”

“Katherine, mas pode me chamar de Kate.” Ele sorrir e acena.

“Richard, mas pode me chamar de Rick.” Sorrio para ele e logo ele começa a dar as primeiras instruções. “Kate, a primeira coisa que você tem que aprender é esquecer a base do muay thai. Nada de perna esquerda a frente, as pernas ficam a paralelo e seu joelhos flexionados. O corpo nunca ereto, sempre pendendo para frente e as mãos na guarda assim.” Ele faz os movimentos para que eu o imite. “Você não está de kimono, o que complica um pouco. Mas vou te ensinar como ficar na guarda e alguns movimentos.”

Eu concordo e ele deita no tatame com as pernas abertas, e faz sinal para que eu me encaixe entre elas. Imediatamente eu vejo o que eu não esperava. Sua calça, nessa posição, emoldura seu membro lindamente, e eu não posso deixar de pensar o quanto ele é grande. Subo meu olhar por seu corpo e, com a parte de cima do kimono aberta, posso ver seu peitoral bem perto de mim. O cheiro dele me consome, um cheiro diferente, como se ele tivesse acabado de sair do banho e não tivesse passado nada. É o cheiro dele, cheiro de homem.

Ele entrelaça os pés atrás de mim, me fazendo ficar presa a ele, isso era a guarda fechada. Ele manda eu segurar a lapela do kimono dele e segura um lado da alça do meu tope com uma mão, como se fosse a lapela do meu kimono invisível e a outra segura meu pulso. “Agora vou te mostrar uma forma de sair da guarda, é um movimento muito comum, é o arm lock, já ouviu falar?”

“Já. Em alguns eventos de luta que fui, sempre escutava os narradores falando do golpe.”

“Então você gosta de luta?”

“Amo.” Ele abre um sorrio que deixa seus olhos pequenos. Ele é lindo. Me perco um pouco em seus olhos azuis claro, ele está tão próximo, nessa posição nada comum pra mim.

“Então... você está na guarda. Seu pé esquerdo apoia no quadril do seu oponente.” Ele faz o movimento em mim. “Então você quebra o quadril para o lado que seu pé está apoiado, assim.” Ele faz o movimento e eu presto atenção em cada movimento dele. “Agora você passa a perna por cima dele.” Ele joga sua perna por cima do meu pescoço, no meu lado esquerdo, e me tira a visão do seu peitoral exposto pra mim. “Você solta lapela do seu oponente e o empurra pra trás. Quando ele estiver caído no chão, sua mão que está segurando a barra da manga dele, como você está sem kimono eu estou segurando seu pulso.” Ele faz os movimentos me empurrando pra trás e me deixando de costas no chão. “Ai você levanta o quadril, quando você sentir a pressão bate em mim.” Ele avisa e levanta seu quadril, fazendo-me sentir uma pressão forte no meu braço preso. Bato nele e ele me solta. “Agora sua vez.”

“Minha vez de que?”

“De fazer o arm lock em mim, o que você pensou? Que ficaria só na moleza?” ele diz com um sorriso em seus lábios, enquanto fica de pé. “Vamos, Kate. Fique em posição de guarda.”

Eu me deito no tatame e abro minhas pernas, e sentindo totalmente exposta pra ele, enquanto ele se encaixe entre minhas pernas. Sinto suas mãos segurando meu quadril, e não foi isso que eu aprendi até pouco tempo, eu pego na lapela, não? Então, num movimento rápido, ele me puxa para mais perto dele, me olhando fixamente nos olhos e se acomodando um pouco mais em mim, me dando a sensação de que o que sinto no interior das minhas pernas é seu membro incrivelmente grande. Isso definitivamente era sexy. Fecho minhas pernas em torno dele, assim como ele fez comigo, e seguro com uma mão a lapela e com a outra a barra da manga do seu kimono. Faço os mesmo movimentos que me ensinou, só que rápido, como via nas lutas em que eu assistia, o fazendo bater em minha perna assim que ergo meu quadril.

“Você tem certeza que nunca treinou antes?” ele diz já se colocando em minhas pernas novamente. Me sinto orgulhosa por conseguir fazer o movimento, faço um sinal negativo para sua pergunta e sorrio para ele. “Vamos, faça para o outro lado agora.” Repito meus movimentos para o lado direito dele e mais uma vez sinto sua mão dar suaves batidas em minhas pernas.

Com certeza essa era uma luta sensual, impossível não se sentir excitada em cada movimento que se faz quando se está treinando com um homem como esse.

“Muito bem, Kate. Você leva jeito pra coisa.”

“Obrigada, mestre.” Ele rir.

“Pode me chamar de Rick, já falei.”

“Prefiro mestre, é mais sexy.” Ele sorrir e deixa todo o seu charme aparecer.

Ele se encaixa novamente em minhas pernas, mas agora, ele não precisa mais me levar para cima dele, eu mesmo me encaminho para ficar bem presa a seu quadril. Não sei o que estou fazendo, apenas faço. Esse professor mexeu comigo de alguma forma, e não é só a luta e os movimentos, ele me deixou excitada apenas com sua voz e seu jeito mandão.

“Agora vou passar uma raspagem para você.” Eu concordo, qualquer movimento que comece com essa posição é bem-vindo. “Você tem que segurar bem no quadril.” Ele fala já segurando firme o meu short com as duas mãos, seus dedos escorregando para dentro dele e tocando minha pele, apenas para segurar mais firme. “Se você estivesse de faixa, seria na faixa e na calça do kimono.” Ele fala baixinho, e isso desperta algo dentro de mim. “Tem que segurar firme para o oponente não conseguir subir. Tenta subir.” Eu tento, mas não consigo. “Agora com o cotovelo você pressiona o joelho.” Ele começa a pressionar meu joelho e dói, logo eu estou cedendo e abrindo minha guarda. “Assim que seu oponente se render você trava a perna dele com sua.” Sua perna impressa a minha perna contra o tatame. “Busca a lapela dele na nuca, pode deitar contra ele.” Rick diz enquanto deita por cima de mim e passa a mão no meu pescoço. Sua boca bem próxima a minha e sua respiração quase ofegante. “Quando estiver bem preso, você passa a outra perna, assim.” Esse fala lentamente, seus olhos fixos em minha boca. Faz o movimento e fica parado no mesmo lugar, variando seu olhar entre meus olhos e lábios. “Aprendeu?” Seu hálito incrivelmente refrescante vem direto para minhas narinas, e me vem uma vontade súbita de beija-lo. Controle-se Kate! “Aprendeu?” ele pergunta de novo e faço que sim com a cabeça. Ele me lança um sorriso e sai de cima de mim. “Agora faça.”

Ele se deita novamente com as pernas abertas, um convite para eu me encaixar entre elas, e assim eu faço. Seguro firme sua faixa e começo todo o movimento. Pressiono meu cotovelo em seu joelho, quando ele sede, eu pressiono sua perna com minha, sem dar chance dele se mover, seguro a lapela de seu kimono enquanto me inclino por cima dele. Nosso rostos estão mais colados agora, um pouco por minha culpa, queria me aproximar o máximo que pudesse dele. Ele olha fixamente em meus olhos, e percebendo que eu estava tempo demais nessa posição ele diz: “Continue.” Então eu continuo. Passo a outra perna e o prendo. Não movo meu rosto, não movo meu corpo, continuo parcialmente por cima dele e meus olhos fixos em sua boca. Eu consegui me controlar antes mas agora não consigo mais.

Leve meus lábios aos dele, e minha meus dedos soltam sua lapela dele e se encaixam entre seus cabelos, pressionando ele contra mim cada vez mais. Seus lábios quase não respondem aos movimentos dos meus. Paro o beijo e abro os olhos, mas tudo o que vejo são os olhos cheios de desejo nele, seu azul claro agora está escuro. A próxima coisa que sinto são suas mãos adentrando os fios suados dos meus cabelos sem cerimonias, enquanto a outra segura firme minha cintura, justamente a parte que nada cobre. Sentir minha pele junto a dele é tentador, me sinto mais excitada do que nunca agora e eu se quer conhece esse homem. Enquanto nossas bocas se engoliam e nossas línguas brigam numa batalha constante de se acariciarem, minha mão sobe por seu corpo e entra por baixo do kimono, acariciando seu peitoral definido. Num golpe rápido ele me puxa mais pra cima dele e bola no tatame comigo, e finalmente fica por cima de mim.

Ele solta nossas bocas e sorrir, seu sorriso safado me faz querer ele por inteiro, então avanço minha boca na dele novamente e o beijo loucamente. Suas mãos subindo e descendo pelo meu corpo, sua boca se dividindo entre me beijar na boca e me morder no pescoço, sua língua chupando a pele do meu pescoço para dentro da sua boca, deixando marcas por ali, que com certeza estariam bem roxas amanhã.

O que eu estou fazendo? Céus estamos em público, qualquer um pode entrar nessa sala e ele sabe, eu sei. E é justamente isso que me deixa excitada, o perigo, o proibido, principalmente o proibido, eu não posso. Eu não podia levar isso em frente, pelo bem do meu futuro, eu não podia levar isso a diante.

Sua boca alcança a minha novamente e eu mexo meu rosto para o lado. “Não. É melhor parar.” Ele me olha confuso, sem entender. Eu o aticei pra isso, ele realmente queria, estava em seus olhos, mas eu não poderia continuar. Ficamos em silencio, apenas nos encarando, e logo ele começa a sair de cima de mim e eu me sento. “Desculpe.” Digo e sigo para os banheiros femininos exclusivos para quem luta. Preciso de um banho, urgente.

Entro na ducha e logo sinto a água fria cair sobre meu corpo quente, isso era bom. Não tão bom quando as mãos dele em mim, mas mesmo assim era bom. Fico embaixo do chuveiro e deixo a agua tomar conta de mim, molhando meus cabelos e ocupando cada parte seca do meu corpo. Não demora muito ouço passos. Não, ele não seria capaz de entrar aqui. Desligo o chuveiro e coloco apenas minha cabeça de fora para ver quem vem, e não acredito no que vejo.

“Desculpe, eu esqueci o sabonete. Pode me emprestar?” Ele está apenas com um short preto apertado nas pernas, poderia dizer que era uma cueca, se não conhecesse os típicos short de luta masculinos. Seu sorrio é completamente tarado, e meu corpo inteiro pulsa querendo ele. “Então, vai me emprestar?” ele se aproxima de mim e mais uma vez eu não falo nada. Rick aproxima sua boca da minha e me toma para ele, adentrando no meu chuveiro e me encostando na parede enquanto suas mãos subiam por minhas pernas até alcançarem meus seios.

Gemo assim que eles se encaixam nas mãos dele. Ele os apertavam com delicadeza, como se os conhecessem a vida inteira, sinto ele brincar com meus mamilos com seus dedos e me contenho para não gemer alto, tamanho prazer que isso me dar. Ele morde meu queixo e meu gemido, que antes era abafado por sua boca, agora sai alto, e eu não ligo mais para isso. Ele para e me olha, meu corpo nu completamente rendido a ele. “Você é linda, Kate.” Sua voz rouca de desejo me deixa ainda mais molhada lá embaixo.

Ele avança em meu pescoço e desce uma mão para o meio de minhas pernas, encontrando-me molhada e quente. Com seu dedo ele começa a me acariciar rápido, num ritmo constante, acariciando exatamente meu ponto sensível sem parar, me fazendo tremer em segundos. Como ele conseguiu fazer isso? Eu estava tão excitada a ponto de ser levada ao prazer sem segundos. Isso só me fez quere-lo mais.

“Tira isso.” Isso começando a puxar o short que ele vestia e ele me ajuda a terminar. Quando ele sobe para me beijar novamente, sua mão já segura uma perna minha e a coloca em torno de sua cintura, e sem aviso prévio ele me penetra, me surpreendendo o quando está excitado. Ele entra e sai de mim devagar, sem pressa, enquanto eu me acostumo com o volume e tamanho de seu membro. Eu estava certa, ele era mesmo muito grande.

Logo ele começa a ir mais fundo, e meus gemidos a serem mais constantes. Seus lábios descem até meus seios e os tomam para dentro de sua boca quente enquanto sua língua o chupa maravilhosamente bem. Os músculos dos meu centro se contraem quando ele me toca assim, apertando ele dentro de mim, ouço um gemido dele e logo em seguida uma mordida em meu mamilo. Ele sobe a boca para perto da minha e, com nossos lábios quase se tocando, ele diz “Me aperte de novo.” E então ele entra mais fundo em mim, e por instinto eu o aparto mais dentro de mim.

Um gemido rouco sai de sua garganta, e logo ele está segurando minha outra perna e colocando em volta de sua cintura, investindo em mim incansáveis vezes, entrando e saindo cada vez mais forte e rápido, sem me dar chance de me preparar para o que vem a seguir, e eu explodo, sentindo meu corpo inteiro tremer em seus braços. Cravo minhas unhas em sua pele grossa e mordo seu ombro para impedir que um gemido alto ecoe pela academia. Ele continua investindo contra mim até finalmente se derramar inteiro dentro de mim, sem se preocupar se estava ou não com preservativo. Ele faz um esforço para me segurar e se manter de pé, mas continua investindo em mim devagar, até seu corpo se acalmar.

Esperando nossas respirações voltarem ao normal, ele me segura com o resto de forças que tinha contra a parede, brincando levemente com a pele do meu pescoço enquanto eu mordo sua orelha. Aquela orelha típica de lutador, eu sempre quis saber como era morde-la, e posso dizer que é a coisa mais sexy do mundo. Quando nossas respirações estão normalizadas, ele me olha, com o mesmo sorriso safado que ele chegou aqui, e toma minha boca em um beijo intenso.

Tomamos um banho juntos, e novamente nossas caricias tomaram conta da situação e acabamos fazendo tudo de novo. Agora com os cabelos úmidos e minhas roupas secas eu estava saindo do vestuário feminino, e encontro ele me esperando na porta que dá acesso a sala de luta.

“Quando você vai fazer aula de novo?” ele diz. Não consigo esconder o sorriso em meu rosto, me aproximo dele e me apoio na outra extremidade da porta em que ele estava encostado, e mordo meu lábio.

“Eu tenho namorado.” Digo de uma vez, mas isso não abala ele.

“Eu também.” Ele diz me surpreendendo. “Mas são apenas aulas, e você leva jeito.”

Eu sorrio, se ele insistisse muito eu levaria isso a diante. Sem responder a ele eu saio andando pela sala de luta em direção a porta de saída. “Então até amanhã?” ele pergunta enquanto já estou no meio da sala. Paro e o encaro por dois segundos, não é preciso muito para saber que amanhã eu estarei aqui de novo.

“Amanhã.” Digo e saio, deixando o meu professor escorado na parede me olhando sair.

Notas finais
OBS: para quem não sabe, bebidas isotônicas, são bebidas eletrolítica usadas para repor os líquidos em treinos mais intenso e/ou com mais de uma hora de duração.

E ai, gostaram?
Deixem a opinião de vocês e me façam feliz hahaha

Até a proxima One, quem sabe.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!