Fighters, Swords And War
10 Mais um encontro. Fuga. Primeira morte.
Notas iniciais
Eu preparei uma trilha sonora pra esse cap se vocês gostarem eu faço isso em todo o capítulo.
Se a música acabar antes de você terminar o "jogo" de cada um, repita, e se acabar antes pare e troque e.e
Bom, espero que gostem, fiz com todo o carinho.
Jya ne o/
Jogo de Toushiro – nove dias após o desaparecimento.
(http://www.youtube.com/watch?v=rqNOrvPOA8Q)
Quatro dias correndo, com paradas apenas para dormir e comer. Era por isso que os Hitsugaya passavam, deram sorte dos Kurosaki darem comida a eles para poderem fazer uma longa viagem tranquilamente.
Por mais estranho que parecesse, dentre eles por mais que Toushiro fosse o cérebro, a pessoa mais madura era Hanabi. Quando Nikki e Katsuya começavam suas típicas brigas, que por sinal chamavam muita atenção era ela que os mandava calar a boca.
_Estamos perto. – avisou o grisalho.
_Katsuya faça o favor de não fazer barulho. – pediu Hanabi.
_EH? –perguntou o ruivo.
_EU DISSE PRA NÃO FAZER BARULHO. – gritou.
_Hanabi-san, agora é você quem está fazendo barulho. – reclamou Nikki sério.
A garota bufou, e eles riram, mas levaram cascudos. Algumas horas depois avistaram um longo portão preto, prateado e branco. Atrás dele era possível avistar um longo jardim, mas era muito denso, portanto quase não se via o que tinha atrás dele, apenas se tinha certeza de uma coisa: Não era pequeno.
_Eu vou ver de cima. – anunciou Katsuya sério.
_Chame o mínimo de atenção possível. Existem noventa e noventa e nove por cento de chance de quem está aí ser nosso inimigo. – disse o grisalho.
_Yosh! Pode deixar comigo Toushiro-sama! – brincou.
_Baka... – resmungou consigo mesmo o grisalho.
O garoto abriu seu livro, achou um encantamento e o conjurou poucos segundos depois ele estava nos ares camuflado com a cor do céu, ele tinha feito dois feitiços, o de camuflagem e de flutuar. Ficou mais ou menos trinta segundos lá e voltou silencioso.
_O que tem lá Katsu? – perguntou Hanabi séria.
_Uma espécie de castelo, enorme por sinal, eu vi vários NPC’s em volta dele, deve ter pelo menos mais uns nove portões até a construção em si, parece que, ou não querem ninguém entrando lá, ou não querem ninguém saindo... – respondeu.
_Ou os dois. – conclui Nikki.
_É melhor preparar uma camuflagem pra nós quatro Katsu. – desafiou Hanabi com um sorriso estranho no rosto... Parecia... Maléfico.
O ruivo sorriu de volta e fez o que a garota sugeria, sentiu a energia faltar-lhe, e Nikki lhe entregar uma poção. Agradeceu e a tomou, logo viu a barra se encher, quando os quatro estavam prontos, Hanabi pegou uma de suas flechas, analisou a fechadura que tinha no portão e concluiu virando-se para os outros.
_Se quebrarem isso usando mágica, espadas ou um ataque com arco e flecha vai ativar um alarme... – começou.
_Mas não irá se ativar... Se por algum acaso, se quebrar apenas com a flecha. – terminou Toushiro.
_Exato. – sorriu.
Segurou firmemente a flecha e golpeou fortemente a fechadura, quebrando-a, logo depois ficando em posição de ataque, caso algo acontecesse. Mas nada aconteceu, nenhum som, apenas o do enorme cadeado caindo na grama, os quatro sorriram, e Katsuya abriu uma fresta do portão para eles entrarem.
Quando estavam lá dentro entraram na floresta para se protegerem, o caminho ia ser longo até o centro do lugar.
Jogo de Karin – nove dias após o desaparecimento.
(http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SpWclabjS7c#!)
_Yukio. – chamou.
_Nani? – perguntou sonolento.
_Você escutou o que eu falei? – perguntou irritada.
_Você tem um plano pra fugir. – começou com um sorriso travesso. – Já que agora tem mais de cem jogadores aqui, e só cinquenta NPC’s, nós vamos juntar nossos poderes para poder abrir uma brecha na barreira mágica, e passar pelos portões até lá fora.
_E a besta vai com a gente. – disse séria.
_Sim, a chata da Riruka, não achou ninguém melhor não? – perguntou entediado.
_Precisamos de uma besta.
_Mas eu já sou um semi-besta, não é suficiente?
_Não.
_Yare.
Levantaram do banco onde estavam e entraram no enorme edifício, Karin foi para seu quarto sem esperar objeções. Logo seu plano entraria em ação, e tinha que planejar tudo nos mínimos detalhes, não colocaria a vida dos outros dois em risco.
Se ela pensava em si mesma? Não, quase nunca fez isso, e raramente era capaz de fazer. Tomou um banho para tirar a sujeira do corpo, e observou o mapa que tinha pegado com um dos jardineiros.
Era velho, por mais que aquele mundo fosse novo, o mapa era velho, sentiu a cabeça girar, dali uma hora era o jantar. Não podia dar resquícios de que estava nervosa. Viu mais uma vez o mapa. Eles estavam exatamente no centro, seria muito difícil sair, mas não impossível.
Karin deitou em sua cama, e lembrou-se de sua irmã, de seu irmão e de seu pai, conforme as lembranças voltavam o coração apertava, sentiu lágrimas molharem seus olhos, não conseguia, era muita dor, ela nunca mais veria eles.
Isso... Isso era muita crueldade... Era maléfico... Era horrível. As saudades a sufocava, ela não suportava mais, desabou em lágrimas, não havia volta para aquilo, maldita hora em que abriu aquela mensagem, nunca mais sairia dali, não voltaria a viver sua vida, não iria para o ensino médio, nem para a faculdade, não teria um emprego, não teria um marido, nem uma família.
Ia morrer em uma cama de hospital, ia envelhecer, e ia morrer. Torcia para que seu irmão saísse, não conseguia imaginá-lo ficando como ela. Era tudo muito doloroso, era tudo tão simples e tão horrível.
Enterrou o rosto no travesseiro e o encharcou. O choro saia abafado chorava cada vez mais alto. Escutou três batidas na porta. Não levantou, não respondeu, apenas ficou ali deitada. Escutou a porta ser aberta.
_Ka... Rin... – suspirou uma voz conhecida, não o mandou embora, não tinha forças nem vontade. O garoto suspirou fortemente.
Ela sentiu um lado de sua cama abaixar, alguém sentara ali, sentiu braços em volta de seu corpo, mas não resistiu nem parou de chorar. Não ligava para mais nada nem ninguém apenas para sua dor.
_Tente dormir. – sussurrou Yukio. – Eu... Vou dizer à Caroline que você não esta bem, apenas... Durma e esqueça onde está, esqueça porque está, e como está. Esqueça e durma.
Dito isso deitou o corpo dela novamente na cama, e a cobriu. Saiu do quarto e deu de cara com Riruka, bufou com a simples presença dela, que o seguiu até o salão principal onde seria servido o jantar.
_Peço perdão em nome de Karin, do clã Kurosaki. – começou se dirigindo a Caroline. – Ela passa mal, e não poderá nos acompanhar no jantar de hoje.
A mulher lhe lançou um olhar malicioso e fez sinal para que se sentasse, o mesmo fez a Riruka.
Jogo de Rukia. – dez dias após o desaparecimento.
(http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=z3Vw2_mAxzk)
_Ichigo! Volte aqui! Mas oras! – a morena berrava indo atrás do ruivo. – Se não parar agora... Eu não vou te perdoar!
_... – bufou claramente. – Pare de me ameaçar baixinha! – berrou de volta. – Você sempre vai me perdoar! – provocou. – Além disso... – usou a velocidade adquirida para aparecer na frente dela com um sorriso. – Você não pode me impedir.
Ela berrou um xingamento, quando ele desapareceu, sentiu um mau pressentimento.
_Ichigo pelo amor que tem a sua irmã! Pare! – chamou seu dragão e foi atrás dele, seus pressentimentos nunca erraram. – POR FAVOR!
Ele parou, estavam correndo a mais de meia hora, ele estava testando a nova habilidade, mas estava indo numa direção um tanto perigosa. Ela aterrissou o dragão e desmontou, correu até ele e parou a sua frente.
_Está louco?! Queria morrer?! O que seria de m- do clã sem você?! – exclamou irritada.
_Shhh. – disse. – Olhe... – apontou pra frente, havia um clã pequeno ali. – Vamos ver se podemos ajudar sim?
–I... Chigo... – o mau pressentimento não passara. – Por favor, vamos voltar, não estou com um bom pressentimento.
_... – suspirou. – Rukia... – bagunçou os cabelos dela. – Vamos.
Ela bufou se não seguisse seria pior, ordenou ao dragão que diminuísse, mas não o guardou, ele também era útil como arma. Caminharam até o pequeno clã e viram uma flecha passar raspando em seus rostos.
_Parece que você estava errada Rukia – riu o ruivo. – Uryü!
_Ichigo? – o garoto olhou melhor os dois. – Rukia! Ichigo! Não acredito nisso! Mio! Chame a Orihime, rápido!
_Orihime?! – gritou Rukia. – A Hime tá aqui?! – um sorriso irradiou a face da morena.
Os dois se aproximaram mais do moreno, para poderem conversar sem gritar. Os três começaram a rir escandalosamente, até que uma pequena menina de cabelos negros aparece acompanhada de Orihime, que por sua vez pula na amiga mais baixa, dando um forte abraço.
Ambas choravam de felicidade, Uryü e Ichigo sorriam realmente felizes com o reencontro.
Uryü pediu desculpas ao seu clã e passou a liderança para o que tinha nível mais alto, pediu para Mio arrumar suas coisas.
Orihime fez o mesmo com seu clã, mas não precisou passar a liderança a ninguém. Apenas convenceu Lucky e Haruki de partirem até o clã Kurosaki, no final das contas, teriam que fazer isso hora ou outra e quanto antes, melhor.
Depois de prontos Rukia invocou novamente o dragão e eles voltaram ao clã Kurosaki.
Jogo de Karin. – dez dias após o desaparecimento.
(http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mGdFKJiZ-Z8#!)
Comeu o ultimo almoço que teria naquela casa e voltou para seu quarto. Quando os outros dois entraram no seu quarto sorriu e mostrou-lhes o mapa e sua estratégia. Nada muito impressionante, os dois opinaram e melhoraram o plano.
Logo depois o colocaram em prática. Karin jogou um feitiço do sono em Caroline, logo depois escutaram o alarme indicando intrusos, a situação perfeita. Os NPC’s se dirigiram até o segundo portão, todos eles sem exceção.
Yukio se transformou em um lobo preto que junto com a Riruka (transformada em besta, que no caso era um coelho rosa), quebraram a barreira mística. Os três olharam para trás com desprezo de si mesmos, por estarem deixando os outros e indo embora. Por serem tão cruéis quanto Caroline, mas não tinham escolha, essa decisão não era deles.
Correram até o décimo portão, e ultrapassaram sem limitações, e passaram todos facilmente. Quando chegaram ao segundo, Karin viu cabelos brancos, pensou em ir, mas não foi não podia.
Yukio notou a preocupação dela, mas apenas suspirou e os três saíram daquele lugar, indo em direção à cidade mais próxima, não podiam parar, logo seriam perseguidos, tinham atrapalhado os planos daquela mulher, não iriam sair impunes.
Encontraram uma vila e descobriram a mesma estar abandonada, se esconderam na estalagem que estava em melhor estado. E ali passaram a noite.
Jogo de Toushiro – dez dias após o desaparecimento.
(http://www.youtube.com/watch?v=NA7CvyvIzmY)
Estavam no campo de batalha, eram o alvo de todos os NPC’s, fora isso estava tudo bem até que um corpo cai, uma mancha vermelha sangue, e vermelho vivo passam lentamente diante dos olhos e em menos de segundos...
_KATSUYA! – berrou Hanabi desesperada diante do corpo que dali algumas horas ia se transformar em nada. Estava em prantos, ele morrera... Morrera salvando-a.
Ela havia errado, e ele consertado o erro, pela primeira vez. Nikki pegou a menina nos braços a tirando da direção dos arqueiros, virou-se para o outro.
_Toushiro! – gritou para o grisalho, também estava chorando. – Vamos RECUAR! AGORA!
Toushiro estava prestes a chorar também, aquele amigo... Porque ele? Porque não qualquer outro, porque não ele mesmo? O grisalho assentiu e se afastou, saíram dali correndo.
Quando estavam bem longe, Nikki colocou Hanabi no chão e os três se puseram a chorar, não havia preocupações, só havia tristeza, tristeza onde há poucos dias havia alegria. As lembranças do ruivo sempre ficariam em suas memórias, mas sem dúvida a que mais sofria era Hanabi, estava inconsolável.
Chorava desesperadamente, como uma criança que acaba de perder seu brinquedo favorito. Uma mãe que acaba de perder seu filho, uma garota que acaba de perder... Seu amor.
Não havia saída nenhuma, eles passaram a noite chorando, em claro, sem consolo, e por sorte ou algum feitio do destino não foram atacados. Mas não conseguiam resistir, era impossível, dos quatro o ruivo era o mais alegre, mais cativante, mais... Vivo.
Partiram no dia seguinte sem nada dizer, apenas trocando olhares, e procurando uma cidade próxima, onde pudessem descansar, e tirar tudo da cabeça, tudo o que tinham passado ultimamente. Não podiam fazer mais nada, apenas lamentar por alguém que tinha sido uma ótima pessoa.
Por alguém que fazia aquele mundo parecer menos assustador.
–---Fim---do---décimo----capítulo----
Babs: Não vou dar yo, porque o clima tá pesado, bom, a partir de hoje, eu vou por curiosidades aqui dos OC s ok? Vai ser tipo uma ficha, para vocês entenderem melhor, a primeira vai ser do falecido Katsuya.
Nome verdadeiro: Katsuya Morino.
Idade: Quinze anos.
História: Nasceu com uma deficiência nas pernas que não o permitia andar, e cresceu convivendo com isso. Sua mãe morreu por depressão quando ele tinha oito anos, e logo depois seu pai enlouqueceu cometendo um crime e sendo preso. Foi morar com os avós, quando completou quinze anos, descobriu o jogo, e sabendo que nele poderia andar, insistiu para que os avós comprassem. Sendo assim para a felicidade do garoto eles o fizeram.
Babs: Acho que é suficiente. Bom vejo vocês nas notas finais. Jogo de Toushiro – nove dias após o desaparecimento.
Notas finais
'-'
Espero que tenham gostado.
Comentem onegai
Gostaria de opiniões, principalmente críticas construtivas, se a história estiver ficando chata por exemplo...
Bom, eu não sei quantos cap vai ter a fic, mas acho que de 20 não passa, já que a história ta indo mais rápido do que eu pensava...
Ah, outra coisa, quero opiniões sobre a nova sinopse e capa, e também sobre a trilha sonora '-'
Arigato
Kissus, jya ne o/
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