Fighter
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Capítulo 4
Pov Nessie
– Jake! – eu tirei minha calcinha da mão dele e coloquei onde estavam todas as outras.
– Baixinha, se você colocar isso você me mata é certeza! – ele quase gargalhou.
– Não vem com isso. É claro que colocarei, você só não verá como ficará no meu corpinho – eu pisquei e ele fez cara de cachorro sem dono.
É claro que estávamos brincando enquanto inutilmente tentavam arrumar todas as malas – que são muitas – com a minha roupa. Graças ao bom Pai, não tive problemas com o alagamento adentrando o meu quarto.
Quando finalmente acabamos de arrumar as minhas malas, tivemos que esperar pela Claire que tinha bem mais do que eu. Conclusão: depois de tudo pronto percebemos que uma viajem não ia ser o suficiente. Então Quil e Jacob foram dirigindo os carros, enquanto a moto ficou guardada no estacionamento do prédio, para quando Quil pegar as outras que faltará, ele vir pegar o bebê dele.
Claire já estava bem tranquila, e tinha a leve impressão que isso – nós quatro morarmos na mesma residência era o que ela mais queria. Não sei por que, mas percebia que Quil estava fazendo-a feliz e ela estava gostando muito dele. Bem mais que eu achava que aconteceria. Isso poderia ser bom, ou pior. Mas, só o tempo responderia a minha duvida.
Jacob voltou assim que pode com a sua namorada guardada na garagem. Os meninos moravam em uma casa bem espaçosa com uma grande sala de estar, cozinha padrão, garagem e um quintal que daria pra ter um lindo cachorrinho. Mas, animais de estimação não era uma coisa que Quil gostava. Mas quando perguntei onde ficará o quarto de hospede, me veio o baque de ser a ultima a descobrir que aqui só tinha dois quartos, um de Quil outro de Jacob.
– Nem pensar, não vou dormir com você Jacob! – eu gritei. Ele somente veio e me abraçou, eu o empurrei é claro. Como dormir na mesma cama? Não, não! Isso era passar de todos os limites. – Eu não vou dormir na sua cama, onde leva suas ‘ficantes’ – eu especifiquei com os dedos.
– Se isso é o problema, Nessie. Pode ficar despreocupada. Jacob nunca ficou com nenhuma menina na mesma cama. Ele tem um toque sabe? Isso é meio gay, admito. Mas, Jacob não gosta de sujar nada no quarto dele, então ele prefere a sala. – Assim que Quil acabou a sua explicação, me levantei involuntária na poltrona que eu me recostava.
– Isso é verdade Jacob? – perguntei cruzando os braços. Jacob assentiu rindo.
– É verdade, baixinha. Eu não gosto de ter a cama melada sabe? E minha cama é só para dormir e descansar, não para brincar. – ele piscou e eu fiz uma cara de nojo. – Fala sério, baixinha! Até parece que nunca fez isso! – eu olhei para aquele lado que não tinha ninguém é claro. – Mentira que é virgem, baixinha? – ele estava com os olhos brilhando. E Claire me salvou falando que isso não era assunto de ninguém dentro daquela sala. Claro que ninguém tinha nada a ver se eu fosse ou não virgem.
A discursão sobre o quarto rolou até altas horas da madrugada, quando dei por mim, já tinha sucumbido à ideia. Se Jacob estava falando a verdade e nenhuma menina tinha evidentemente dormido no seu quarto, eu era a primeira e tecnicamente era porque ele só pensava na amizade que tínhamos. Isso era um bom sinal não? Esperava que sim.
Mas, é claro que todas as minhas esperanças que fosse só amizade, foram para o ralo quando ele apareceu somente vestido de shorts de dormir. Minha cabeça rodou seguramente uns 560° e isso não era um bom sinal. Mesmo demorando em processar ainda o tanquinho – que eu já tinha visto, mas que me abalou bem mais do que a primeira vez. Fui me arrumar para dormir na mesma cama que ele. Coloquei um pijama rosa bebê, escovei os dentes, depois respirei fundo e abri a porta do banheiro.
Jacob ainda estava de pé e parecia mais tenso.
– Se prefere, posso dormir no sofá. Se não se sentir confortável de dormir na mesma cama que eu. – ele parecia um menino. Querendo agradar a pessoa que gostava. Isso estava tornando um martilho. Eu não parava de olhar para o seu corpo, ele parecia um menino acuado como nunca tinha visto, minha vontade era de abraça-lo e pega-lo para ninar. Eu via em seus olhos que era muito mais do que um quarto. Assim como eu não conseguia sair de perto, ele era a mesma coisa. E nós dois sabemos que não era só pela amizade que firmamos tão depressa.
– Claro que não. – eu quase gritei. Ele sorriu e percebi que amava ve-lo nesse gesto simples de sorrir. – Você é meu amigo, não vamos ter problema em dormi juntos. Só você prometer que vai ficar longe do meu corpinho. – eu pisquei e o vi relaxar na minha frente, depois veio para perto e deu um abraço carinhoso.
– Prometo te tratar como se fosse o Quil dormindo na mesma cama. – ele fez uma careta e se deitou na cama.
Eu ri um pouco e fui para o meu lado da cama, deitando o mais delicado possível. Meu coração batia acelerado e eu não sabia o porque. Eu respirei fundo e murmurei um ‘boa noite’ para Jake e ele me respondeu apagando a luz e murmurando ‘Dorme com os anjos, baixinha’. O escuro foi o meu companheiro até que pegasse no sono e isso aconteceu quase as quatro da manhã.
Assim que acordei – um caco – percebi que eu estava envolta pelos grandes braços de Jacob e fazia do seu abdômen o meu travesseiro. Mesmo que estejam pensando besteira, nós só estávamos abraçados. Os braços de Jacob eram aconchegantes e protetores. Deliciei-me um pouco com a quentura que emareava dele. Até ele se mexer e eu perceber que o celular berrava sem parar.
Eram 7 horas da manhã, tinha dormido apenas 3 horas. Mas tínhamos que começar hoje, senão Jacob me engriparia.
– Que merda Seth! Me deixe em paz! Desliga essa bosta! – ele gritava com os olhos fechados. Quem seria Seth?
Desliguei o celular e percebi que ele estava sem bateria. Levantei da cama e Jacob virou para o meu lado pegando o meu travesseiro e abraçando-o como um menino. Sorri com essa imagem.
Coloquei meu celular pra carregar pelo menos alguns minutos.
E fui acordar a fera.
– Jake, acorda. – eu sussurrei no seu ouvido. Ele murmurou um ‘Nessie’ tão devotado que me assustou. Mas, ele não acordou. Resolvi apelar então. – JACOB AC... – Antes que pudesse terminar, Jacob já me imobilizava. Seus olhos fixos no meu. Mais um minuto de distração e Jacob estava apontando o punho para mim. Se fosse uma luta, eu perderia novamente. Ele pareceu assimilar que não era a pessoa que pensava e me puxou para um abraço.
– Desculpe, baixinha! Pensei que era o peste do meu irmão. Ele sempre me acordava assim. Meu Deus! Me desculpe! Por favor! – ele soluçava.
– Calma, Jake! – eu tentei acalma-lo.
– Eu só faço merda. – ele sussurrou ainda abraçado a mim. O coração batia tão acelerado e então ele virou o rosto. Seus olhos ficaram tão pertos, seus lábios tão milimetricamente perto. O corpo perto e o calor se apossou de mim.
Por um instinto peguei seu rosto entre minhas mãos e percebi o quão grande era. Seus olhos pararam para me fitar de vez de se martirizar.
– Está tudo bem, ok? Entendo perfeitamente o que aconteceu. Eu te acordei e você pensou que era outra pessoa. Não estou pensando nada demaos. Agora pare e vamos se arrumar, ok? – Ele assentiu e sai do seu olhar. Ele sentou na cama ainda tentando entender.
– Baixinha, você é tão boa comigo. Sua voz parece com a da minha mãe. – sua voz estava embargada. Voltei a fita-lo e ele parecia um menino tão pequeno. Tentei mudar de assunto e alegra-lo.
– Espero um dia conhece-la. – sorri para ele. Ele suspirou profundamente. Acho que não foi uma boa ideia escolher essa frase.
– Ela morreu quando tinha três anos. – ele falou com um pesar e meu mundo desabou em ver o sofrimento ali pairando no seu olhar.
Fui até ele e peguei em sua mão.
– Sinto muito. – eu não sabia o que dizer. A imagem de um menino tão indefeso perdendo a sua mãe. Tenho certeza que nem todas as mães são como a minha e pelo olhar devotado de Jake, a mãe dele era uma pessoa muito boa e uma mãe exemplar. Assim como foi o meu pai.
– Faz tempo. Mas, ainda lembro-me dela, sabe? Ela sempre disse para correr atrás do que realmente queria. Até hoje não quebrei a promessa. – ele sorriu. – Mas, vamos para onde? – ele mudou drasticamente o assunto e eu fiquei confusa. Por isso Jake sempre era muito focado e não perdia, ele focava no que queria e a promessa feita a sua mãe sempre ganhava.
– Como?
– Aonde vamos? Porque preciso me arrumar? – ele coçou os olhos e eu achei tão fofo.
– Nem pense em voltar a dormir. Você tem aula de natação agora. – falei com o meu melhor sorriso.
– De madrugada? – ele perguntou incrédulo. – Ainda nem amanheceu, baixinha.
– Nem pensar em desistir. É bom acordar cedo. – eu pisquei, ele mostrou a língua como um menino birrento.
– Quando se dorme tarde, não é bom acordar cedo. Baixinha minha vida e bem noturna. – ele se levantou e se espreguiçou.
– É só parar de beber tanto, sair com galinhas e começar ter uma vida normal. – eu me levantei da cama e fui ao banheiro com a minha roupa para vestir.
– Eu tenho uma vida normal. Mesmo que agora esteja mais caseiro. A anormal aqui é a Renesmee e não eu. – o ouvi gargalhar e eu bufei.
...
Jacob sorriu ao tirar o short na minha frente, ele sabia o quão atordoada ficava com o seu corpo. Era mas fácil falar sem ele estar quase nu na minha frente. Mas, sabia provoca-lo como ninguém. Escolhi um maiô diferente e ele era um pouco aberto. Assim que tirei a calça e a blusa, os grandes olhos de Jake quase me engoliram.
– Assim vai ficar difícil né baixinha? – ele quase engastou. Somente dei de ombros sorrindo.
– Vai ter que acostumar. – pisquei pegando a toca e colocando no meu cabelo. Depois peguei a outra que trouxe e dei para Jake colocar.
– Pra que serve isso?- ele abanou.
– Poupe-me Jake! Você nunca viu as olimpíadas? Natação? – eu perguntei incrédula.
– Olimpíadas sim. Natação não. Prefiro futebol americano, boxe, ou até pode ser atletismo.
Respirei fundo.
– Ok. Vou te explicar, isso é uma toca para você colocar na cabeça, como eu fiz. Porque não pode ter cabelos na piscina e também aperfeiçoa a velocidade.
– Que gay! – ele gritou. – Vai me dizer que vou me depilar também? – ele gargalhou.
– Melhor você não rir muito. Vai que tem que né? – agora foi a minha vez de gargalhar.
Puxei Jacob para ir logo à piscina. Escolhi a de um metro e meio e com raias de 25m, mandei-o entrar. Como eu previa, ele não entrou pela escada, ele deu um mortal e se jogou na agua. Conclusão: molhei-me antes de entrar.
Entrei normal, pela escada e encontrei-o no meio da piscina.
– Você foi muito sexy na escada baixinha – ele piscou e eu dei um tapa em seu braço.
– Foco. – eu disse a ele e o mesmo assentiu. – Você sabe boiar Jake? – perguntei, normalmente as pessoas aprendem por natureza isso. Ele negou com a cabeça. – Beleza. – mandei-o ir até a borda e ficar de costas, depois segura-la e emergi as pernas. Assim que ele o fez, peguei-o pelas pernas. Ele arregalou os olhos. – Preste atenção. – eu o censurei. – Agora solte as mãos.
– Não, eu vou afogar Nessie! Você não vai me aguentar mulher maravilha!
– Fique quieto e faça o que eu digo. Depois você reclama. Detalhe: você não consegue se afogar nesse 1,50m.
Ele me olhou feio, mas faz o que eu disse. Coloquei uma das minhas mãos na sua costa.
– Tente pensar que está dormindo. Feche os olhos. – ele fez como eu mandei – Você está leve. E flutuando. – e então ele caiu na gargalhava e afogou antes de eu tirar a mão.
– Jacob Black! Eu gritei e ele conseguiu emergir com perfeição.
– Foi engraçado baixinha. – ele continuava rir. Joguei toda a agua que podia em seu rosto.
– Você tem que me obedecer Jake! – eu gritei irritada.
– É assim? – ele limpou a agua do rosto.
– é! – gritei novamente.
Então ele veio fazendo uma onda enorme e jogando com as mãos a água pelo meu rosto.
Até que ele chegou a mim e pegou-me.
– Você quer que eu te obedeça, baixinha? – suas mãos estavam na minha cintura e agora eu estava da mesma altura que ele. Os nossos corpos colados, quase se fundindo. – O que você quer que eu faça nesse momento, baixinha? – sua voz sexy me derrubou e eu derreti em suas mãos. O seu rosto mais perto, podiam colocar as testas e os lábios com um suspiro. E naquele momento eu só queria experimentar o seu beijo, passar minhas mãos pelo seu pescoço e viver aquele momento.
– Diz – ele murmurou tão próximo que podia inalar seu habito de hortelã. Eu estava acuada, e naquele momento eu só queria dizer-lhe ‘me beija’. Eu só queria errar mais uma vez... Eu queria poder errar mais uma vez... Um beijo... Nossos lábios tão próximos...
Era só um beijo...
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