Fight For This Love

4 Capítulo 3 - Quebrando as regras.


Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo pra vocês, prometemos ser mais rápidas, tudo bem que esse é menor, mas cumprimos o prometido. ♥

Trilha Sonora:
Parte I: https://www.youtube.com/watch?v=IcrbM1l_BoI
Parte II: https://www.youtube.com/watch?v=qKggnBh2Mdw

Succubus

Parte I:

Dirigindo o Fiat de Dudu a caminho para o famoso A.M.A, provavelmente, algum tipo de lugar para jogadores compulsivos, ou como Patch preferiu chamar competições, para fumantes, bêbados, viciados, e todo o tipo de gente que se encontra nesses botecos de esquina que não tem mais nenhuma chance de ser alguém na vida por isso, desperdiçam ela fazendo qualquer merda. Com certeza, esse era o lugar que eu queria estar em uma terça-feira a noite, após ganhar um parceiro de biologia completamente fora dos padrões, duas amigas malucas que me obrigaram a fugir do colégio a noite para me mandar a uma joça e provavelmente, uma expulsão por fugir da escola em dias letivos e claro, me encontrar com um garoto em um lugar sórdido.

Infelizmente, meu pendrive não estava comigo e só me restava a opção de dar uma olhada nas músicas do Dudu, torcendo para que elas fossem ao menos legais. Liguei o som e começou a música "Wake Me Up" do DJ Avicii, não era um rock como eu gostaria mas confesso que a música era realmente boa. No mesmo tempo em que pensei em escutar um rock, lembrei de como Patch sabia sobre meu gosto musical e como parecia me conhecer bem o suficiente para arriscar e acertar tantos palpites sobre mim. "Rock" — havia dito, quando disse que ele não sabia sobre minhas preferências em relação a músicas — "O máximo que você se permite extravasar é em escutar letras de músicas pesadas, porque você é viciada em ordem e controle" — afirmou ele, com certeza sobre o que dizia, sem problemas em dizer-me aquilo na maior cara de pau, após me conhecer a apenas cinco minutos. Ele era arrogante, seguro de si, convencido, metido, irônico, sarcástico e completamente idiota! E foi então que eu percebi, que desde que o conheci esta manhã, meus pensamentos o dia inteiro foram dirigidos a Patch, embora não intencionalmente. Conclui que havia alguma coisa nele, que ao mesmo tempo, me irritava, me assustava e me atraía, mesmo contra a minha vontade e mesmo que me custasse admitir, essa era a realidade.

Rapidamente, sacudi a cabeça para afastar aqueles pensamentos e qualquer outros que quisessem aparecer em relação a Patch, quando de repente, assim que pisquei, deparei-me com uma barreira policial a dois metros a minha frente ao abrir os olhos novamente. Puta que pariu. Eu estava ferrada. Não tinha os documentos, nem os meus e nem os do carro, talvez porque o carro não era meu, e sim do Dudu, mas o que eu diria? Que minha amiga havia feito qualquer tipo de putaria que eu não queria saber para conseguir que o namorado emprestasse o carro para que eu pudesse fugir do colégio interno, no qual estudamos, a noite para ir a um local decrépito, provavelmente ilegal, daqueles que temos que ter uma identidade falsa para entrar, apenas com o objetivo de não ficar sem nota em um trabalho ridículo de biologia, tudo isso porque meu novo parceiro de aulas era um babaca arrogante e convencido, metido a "bad boy"? Não, eu não tinha opções. Se fosse pega pela barreira, com certeza teria problemas ainda maiores com meu pai também, além de todos os que eu já tinha, e o pior: com a polícia.

Isso era tudo o que eu não queria, o carro do Dudu seria apreendido e ele seria chamado na delegacia e então, sabe se lá o que aconteceria com ele. Eu entraria em ainda mais problemas e agora teria uma ficha na polícia, uma bronca E-N-O-R-M-E do diretor, expulsão do colégio, péssimas referências na minha ficha de estudante e um castigo, talvez eterno. Não haviam prós, somente contras na minha atual situação e tudo isso, eu deveria agradecer aquele idiota, mais conhecido como Patch. O odiei ainda mais este momento, por tudo o que ele já havia me obrigado a fazer de ilegal e contra as regras, e por todos os problemas que ele me trouxe em apenas um dia e por o que eu teria de fazer agora, mais uma das coisas que eu nunca imaginei fazer em toda a minha a vida e que acabei fazendo em apenas horas. Teria de ultrapassar aquela barreira da polícia.

Respirei fundo, apertei as mãos ao voltante, segurando-o ainda mais firme, mudei a marcha, fiquei olhando fixamente a minha frente, fechei os olhos e meditei por um instante, tentando ganhar coragem, abri os olhos novamente, mordi o canto do lábio inferior tentando controlar o medo e varrer a parte de mim racional para o fundo da minha mente. Pisei no acelerador e passei pelas fileiras de carros a minha frente e pelos diversos policiais que haviam ali numa velocidade muito acima do limite permitido por lei.

Depois de passar pela barreira, percebi pelo retrovisor que alguns dos policiais correram para as viaturas para me seguirem, mas o carro de Dudu era realmente tão rápido quanto imaginei. Agradeci ao Dudu mentalmente por isso. Finalmente consegui despistar os policias e então, cuidando pelo GPS dirigi a caminho da rua Sudbury, sem diminuir a velocidade.

Após algum tempo achei o tal lugar A.M.A, havia uma fila de carros a minha frente, inclinei a cabeça para a janela e observei o lugar, surpreendi-me ao perceber do que se tratava. O lugar era uma pista fechada, bastante grande, em um terreno úmido, com diversas pistas de obstáculos mortais. Estava lotado por pessoas muito eufóricas, que gritavam descontroladamente e sem parar, para competidores com trajes especiais em cima de máquinas de corrida.

Fiquei perplexa e boquiaberta com aquela visão, então esse era o tipo de campeonato ao qual Patch se referia. Nunca me imaginei entrando num lugar como este, sozinha e completamente perdida, não iria conseguir encontrar Patch no meio de toda aquela multidão. Tecnicamente não estava naquele lugar por vontade própria, mas agora precisava ir até o fim.

Decidi estacionar o carro fora do local, então procurei uma vaga e estacionei rapidamente, quanto menos tempo tivesse de ficar ali, melhor seria. Desci do carro e bati a porta, liguei o alarme e adentrei ao local, dirigindo-me a fila que se formava na entrada para a pista.

Quando estava quase chegando a minha vez, percebi que as pessoas a minha frente tinham entradas ou dinheiro para comprá-las, e eu não tinha nenhum dos dois. Infelizmente esqueci a bolsa no carro quando saí depressa, xinguei-me mentalmente por isso, pois se saísse da fila agora demoraria horas para retomar ao meu atual lugar. Inclinei a cabeça para olhar para a fila que se formava atrás de mim, e percebi que era enorme, bem mais do que quando cheguei. Finalmente chegou minha vez, escutei um cara acima do peso, com estilo de metaleiro, uma barba castanho escura pontuda que caia em seu queixo, cabelos emaranhados presos em um rabo de cavalo. O homem possuía a expressão carrancuda, uma voz áspera e intimidadora.

— Rápido garota, passa logo as suas entradas! Eu não tenho a noite toda! — resmungou ele ao perceber minha expressão pasma.

Percebi que o observava ainda perplexa pela aparência do brutamontes, então, sacudi a cabeça e forcei um sorriso simpático enquanto me aproximei um pouco mais da bilheteria de um metal escuro e enferrujado.

— Ah, desculpe, mas eu não tenho as entradas... Quanto elas custam? — perguntei mesmo sabendo que não teria dinheiro para comprá-las naquele momento.

O metaleiro me observou dos pés a cabeça com a expressão carrancuda, fez uma careta e arqueou a sobrancelha.

— São 20 dólares.

Vinte? — perguntei perplexa aumentando o tom de voz não intencionalmente.

— Você é surda ou o quê?! — disparou ele com a expressão azeda —E aí? Vai comprar ou não? — continuou, apressado.

Eu estava perdida, com certeza não conseguiria convencer o grandalhão a me deixar entrar mesmo se explicasse que não iria ficar, que apenas queria fazer umas perguntas a um colega que estava lá dentro, que era para um trabalho de biologia e eu não podia ficar sem nota. Ainda que eu contasse tudo o que havia passado para chegar aqui, tudo isso apenas para ganhar essa nota, este cara, com certeza não se comoveria e muito menos me deixaria entrar sem pagar. Que beleza! Mais uma vez eu estava em maus lençóis.

Outra vez me vi em uma situação em que não teria outro modo de ser resolvida, se não, fugindo novamente. Eu estava sem o dinheiro para comprar e sem entradas naquele momento, não havia outra solução! Não queria ter que fazer isto novamente, estava cansada e irritada por ter que fazer tantas besteiras em um só dia, eu já havia feito muitas coisas ilegais e quebrado muitas regras para o meu gosto. Nunca fiz nada deste tipo antes e sinceramente, queria que continuasse assim, mas não existiam outras opções, desde que conheci Patch, quebrar as regras, tem sido o único tipo de opção para mim.

— Sinto muito! — disparei antes de me afastar da bilheteria e sair da fila e em seguida, ir correndo, o mais rápido que conseguia, em direção a entrada da pista.

Depressa, adentrei no recinto e percebi o quanto a pista parecia ainda mais perigosamente amedrontadora quanto mais perto se chegasse dela. A fitei por alguns instantes entorpecida e em seguida, passei o olhar pela multidão de pessoas nas arquibancadas procurando por Patch, mas não tive sucesso, teria de fazer uma busca.

Estava indo para a primeira fileira da arquibancada para procurar por Patch, quando de repente, escutei passos pesados e apressados vindo da entrada atrás de mim. Virei-me para aquela direção e pude ver o grandalhão metaleiro da bilheteria correndo depressa em minha direção, para uma pessoa do seu peso ele era bem rápido. Assustada, voltei a correr o mais rápido que podia para a multidão, na tentativa de me misturar as pessoas para assim, despistar o homem e encontrar Patch.

P.O.V Succubus ON

Parte II:

Patch estava em uma sala escura, as paredes eram de um preto desbotado e havia um aspecto sujo nelas, o chão era de mármore e estava mais úmido do que o normal naquela noite. Ele vestia seu tradicional equipamento todo preto, as luzes da sala eram fracas deixando seus traços escurecidos igualmente seu equipamento.

O rapaz com cabelos castanhos, olhos azulados, foscos devido ao efeito das luzes, um rastro de barba por fazer e a pele branca, talvez ainda mais pálida que o normal, sentava-se sobre uma pequena mesa de jantar de madeira velha, que soltava rangidos quando o rapaz fazia algum movimento. Ele brincava com um isqueiro de metal zippo, enquanto observava Patch com a expressão preocupada.

— Você ficou doido ou decidiu virar um desses chapados como os seus colegas, hein? Como você desligou na cara da garota, assim, numa boa?! — indagou ele.

— Ela vai vir, Alexys. Relaxa, está tudo sob controle! — retrucou Patch com um sorriso satisfeito, enquanto terminava de vestir seu equipamento.

— "Relaxa Al, tá tudo bem!". Por que será que eu tenho a impressão que já ouvi isso antes de entrar em alguma enrascada?! — retrucou ele revirando os olhos enquanto balançava a cabeça em negação.

Patch não parecia prestar muito a atenção no amigo. Por mais que considerasse Alexys, ele sempre fazia as coisas do seu jeito, não importaria o que ele pudesse dizer naquela noite, essa não seria uma exceção. Apesar disso, ele sorria vitorioso, como se prestasse a atenção no que o rapaz lhe dizia, não queria preocupá-lo, embora sempre acabasse o fazendo.

— Eu já te meti em uma enrascada que a gente não fosse sair vencendo de algum jeito antes? — perguntou ele, lançando seus brilhantes olhos azuis no garoto enquanto sorria carismático, arqueando uma sobrancelha.

— A pergunta é: "quantas vezes?" — encarou-o com a expressão sarcástica.

"A pergunta é: quantas vezes?" — imitou-o Patch em tom de deboche. — Quer parar com isso? Está parecendo meu irmão! — exclamou soltando uma risada sem humor.

— Seu irmão era esperto! — disse virando o rosto para a parede com a expressão carrancuda.

— Meu irmão não tinha bolas! — retrucou Patch ainda sorrindo, ele parecia divertir-se com a situação.

Alexys preferia o pessimismo, ele estava perdendo as esperanças de que o plano realmente fosse dar certo e tinha medo disso. Ele não se importaria se saíssem dali com um bando de inimigos para o resto da vida, não se importaria se saíria dali fugindo ou se seria enxotado, também não se importaria se saísse dali com alguns hematomas de briga. Mas o que ele realmente se preocupava, era que a garota não aparecesse. Isso o deixava realmente incomodado, aquela duvida em sua cabeça estava começando a deixá-lo ainda mais paranoico do que o de costume.

Finalmente, Patch estava pronto. Seu equipamento esta completo, com exceção ao capacete que ele segurava em suas mãos, os cabelos loiros reluziam sob a luz fraca que iluminava aquela sala que em alguns instantes, ameaçava apagar-se de vez. Seus olhos azuis eram tão vivos e brilhantes que não pareciam sofrer alteração mesmo ao efeito da iluminação fraca. Ele dirigiu-se a uma cômoda de madeira desbotada e tão velha quanto a da mesa. Pendurado a parede acima da comoda, havia um espelho com aspecto sujo e mal cuidado, que parecia não ter sido limpo há pelo menos uns dez anos.

Patch admirou-se em frente ao espelho checando o equipamento mais uma vez. Alexys não conteve um sorriso brincalhão e uma piadinha.

— Está gatão, o que vai fazer depois da competição? — disse forçando um tom de flerte, enquanto ria, divertindo-se com a piada.

— Por que? Vai me pagar uma bebida ou vamos pular as preliminares? — devolveu-lhe Patch, sem conter o riso.

De repente, uma voz em um microfone que se direcionava a um público, ecoou no alto falante da sala onde se encontravam os rapazes. Patch olhou para o alto-falante com um sorriso desafiador como se já ansiasse pelo que viria a seguir.

E então galera! Parece que essa foi mais uma das espetaculares apresentações desta noite. As manobras deles foram radicais e cheias de adrenalina! O nosso competidor adquiriu boas notas não é não?! — ecoou uma voz áspera e roca, com um timbre alto que parecia ser de um homem na casa dos trinta. Assim que o brutamontes terminou a frase, ouviu-se a gritaria eufórica do público em concordância com seu locutor.

É.. mas aqui não basta apenas ter boas notas, não basta ser bom, tem que ser A.M.A! — concluiu a voz. E então, ouviu-se a gritaria do público animada que berrava "A.M.A!" repetidamente com entusiasmo e cada vez mais euforismo.

— Pronto! — resmungou Alexys erguendo os braços e revirando a cabeça com a expressão turrona. — Você será o próximo e a garota NÃO VAI VIR! — concluiu aumentando o tom de voz nas últimas palavras mostrando irritação e preocupação.

Patch fitou o auto-falante mantendo o mesmo sorriso desafiador e a expressão repleta por adrenalina. Em seguida, dirigiu sua atenção para Alexys confiante, como se tivesse a certeza de que tudo aconteceria como ele desejava.

— Ela vai vir, confie em mim, eu fui bem... — interrompeu-se e sua expressão transformava-se em um sorriso cafajeste enquanto mordia o canto do lábio inferior com um olhar vitorioso. — ...convincente. Acredite, ela vai vir, e não vai ser pela nota de biologia! — terminou ele.

— Ah claro, ela vai fugir do colégio e dar um jeito de chegar aqui só porque você é "bonitão"? Que ótimo saber disso galã, eu me sinto muito mais confiante assim! — ironizou ele dando ênfase as palavras "fugir do colégio", soando-as em tom sarcástico.

Alexys não conseguia ver um ponto positivo em nada naquele momento. A garota não viria, em sua opinião, e ele estava totalmente descrente e em parte, irritado com a auto-confiança de Patch, por que ele tinha que ser tão convencido em casos como esses? Ele não via que ela não iria aparecer no A.M.A naquela noite de jeito algum? Como ele podia ter tanta certeza de que tudo sairia como ele havia planejado? Na verdade, ele tinha a auto-confiança que Alexys invejava naquele momento.

E agora, o nosso atual campeão do A.M.A. O dono da pista, o rei das manobras... Senhoras e senhores... Han, mais senhoras do que senhores né galera? — ele fez uma pausa soltando uma curta gargalhada mas mesmo assim estrondosa que se irrompia no final liberando uma tosse de fumante, de cigarros vagabundos. — E com vocês Paaaatch! — anunciou ele com um berro ainda mais estrondoso do que a risada anterior.

No mesmo instante em que o brutamontes anunciou o nome de Patch, o público foi a loucura, fez-se uma gritaria tão estrondosa que formaram-se diversos ecos na arena. A gritaria foi tão alta, que os rapazes puderam escutar daquela salinha mesmo sem a ajuda do auto-falante.

Patch sorriu vangloriando-se, enquanto se preparava para ir a porta da pequena sala em que se encontrava. A porta levava ao topo de uma pista de motocross, realmente assustadora, com pistas e obstáculos mortais, pouco atraentes aos olhos da maioria das pessoas. Mas não aos de Patch. E com certeza, não aos do público, que ansiavam para ver os competidores encararem aquele caminho para uma morte certa e dolorosa. Patch também ansiava pelo momento em que estaria naquela pista novamente, mal podia esperar pela adrenalina que sentia quando enfrentava cada obstáculo que lá havia, adorava aquele perigo que sentia no ar quando estava na pista.

— Ótimo! Perfeito, era tudo o que eu queria! — desdenhou Alexys quando percebeu que agora era certo, ela não apareceria. Alexys cruzou os braços fechando a cara enquanto lançava um olhar furioso sobre Patch. — Parabéns senhor convencido! Estou vendo que você estava certo, ela vai vir mesmo, hein!

Patch se dirigiu a porta da sala depois de estar totalmente pronto. Segurou a maçaneta, abriu a porta mas não passou por ela, ficou parado segurando a maçaneta, em seguida inclinou um pouco a cabeça para a direita, olhando Alexys por cima do ombro.

— Apostei o jeep, lembra? Então acredite, ela vai vir. — garantiu ele mantendo a expressão vitoriosa com um olhar convencido e um sorriso largo.

Depois passou pela porta fechando-a ao sair, e neste instante, ouviu-se a torcida eufórica do público que gritava "Patch!" repetidamente, ansiosos pelo espetáculo. Patch ergueu a mão esquerda em uma posição de campeão de M.M.A, enquanto segurava o capacete com a direita. Então virou-se para a moto de corrida preta com vermelho, que tinha uma placa com o número "22" sob o farol que estava ao seu lado, prendeu o capacete e subiu na máquina acelerando-a algumas vezes antes de seguir pelo caminho da morte em sua frente. Quanto mais ele acelerava, mais ouviam-se os berros ansiosos do público que mal podiam esperar pelo espetáculo a seguir.

E enfim, sem prolongar mais, Patch saltou para pista com uma manobra eletrizante que fez o público se levantar. No mesmo instante, Alexys não pode se conter soltou uma risada, em seguida, saltou da mesa e foi depressa até uma janela de madeira pura, que tinha vista total para a pista. Alexys observou o amigo em ação e não pôde deixar de sentir-se orgulhoso mas não surpreendido com as manobras e os movimentos feitos por Patch que demonstrava total confiança e certeza de vitória diante a pista mortal.

Foi então, que o olhar de Alexys correu pelo público agitado e satisfeito que não parava de gritar animado, mas não foi isso o que chamou sua atenção e sim, quando seu olhar encontrou uma garota de longos cabelos loiros e algumas mechas pretas também, olhos azuis e muito estilosa que fugia de Gus, o cara com roupas e acessórios em estilo de metaleiro com uma barba castanho escura pontuda que caia em seu queixo, ele era o homem que ficava na recepção, vendendo ingressos e cobrando o dinheiro.

Alexys não demorou tanto para reconhecer a garota, aquela era Ashley. Estava realmente muito diferente desde a última vez em que a vira, mas ainda assim, a reconhecera ao revê-la depois de tanto tempo. Alexys não pode deixar de sorrir e balançar a cabeça em negativa.

— Filho da mãe!

P.O.V Succubus OFF

Notas finais
Ash quebrando várias regras em apenas um dia, esse é o poder do nosso Patch, mas vamos ver o que mais vai sair de tudo isso! Comentários e tudo mais. ♥

Succubus