Fiduciário de Sentidos
2 Sonhos do êxtase
Nos parques da cidade, crianças logo vãoTrazem lealdade, chocolate, felizes de tãonovas. A começar pela inocênciaTão pouca e louca ciência–=-E as grades do passarinho, bem pequenoQue fura as hastes de elástico; fanático; fenose espalha falso. Trigo na boca;esperança da fusão do sorvete na touca–=-E derretido–=-O doce se escorrecomo as lágrimas escuraspela luz, que reflete, assimsóbria. Nasci na escória..!Se não há brilho, não há cor,Não há amorE até mesmo a sombra se lamenta–=-E nos parques da cidade, as crianças não sãoO paradoxo da bondade, esgotarãoa eternidade. Passa sombria e pequena,
faz da atual infância, tão serena...
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