Nos parques da cidade, crianças logo vão

Trazem lealdade, chocolate, felizes de tão

novas. A começar pela inocência

Tão pouca e louca ciência

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E as grades do passarinho, bem pequeno

Que fura as hastes de elástico; fanático; feno

se espalha falso. Trigo na boca;

esperança da fusão do sorvete na touca

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E derretido

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O doce se escorre

como as lágrimas escuras

pela luz, que reflete, assim

sóbria. Nasci na escória..!

Se não há brilho, não há cor,

Não há amor

E até mesmo a sombra se lamenta

–=-

E nos parques da cidade, as crianças não são

O paradoxo da bondade, esgotarão

a eternidade. Passa sombria e pequena,

faz da atual infância, tão serena...