Fidelis Ad Mortem
1 Capítulo 1- Only
Notas iniciais
Essa daqui é dedicada, exclusivamente a beta mais maravilhosa do mundo: Maíra. Obrigada por me aguentar. ♥
Muito obrigada pelo apoio de todos. Fico muito feliz por vocês sempre aparecerem.
Enjoy! :3
"Kate escancarou a porta do apartamento, ainda remoendo as palavras de Castle, cada conjunto de letras cortando-lhe a mente como navalhas afiadas.
Como ela não percebera aquela conexão, mesmo diante de seus olhos?
" — O que está errado, Rick?
— Há dezoito meses, quando desapareci, eu soube sobre LokSat. Tudo o que aconteceu está ligado a isso. LokSat veio atrás de mim antes de chegar a você.
— Você sabia sobre LokSat? — A voz dela escapou com certa rouquidão. Ele balançou a cabeça confirmando. — Por que escolheu esquecer então?
— Por um motivo que conhece muito bem. — Castle suspirou, procurando coragem para continuar. O olhar dela quebrou seu coração. — Para protegê-la, Kate.
— De quem? — Beckett parou em sua frente, implorando por aquela resposta.
— De você mesma. — A capitã deu um passo para trás, arfando e pedindo por espaço.
— Capitã, conseguimos uma pista. — Esposito abriu a porta, interrompendo o diálogo.
— Já chego lá. — O sargento concordara antes de deixar a sala. — Eu preciso de tempo para assimilar tudo o que me disse.
Castle concordou, vendo-a deixar a sala."
Naquele momento, o mundo pareceu estar desabando, levando consigo a felicidade da mulher jogada no sofá desconfortável. As lágrimas caiam, — marcando o belo rosto — demonstrando a tristeza.
Parecia o pior dia de sua vida, não do mês, nem do ano, da vida. Castle não contou para protegê-la, assim como ela fizera há alguns meses. "Por um motivo que você conhece bem." — Aquilo passou a incomodar-lhe, de forma a tirar sua respiração compassada. "O que isso deveria significar?" "Nada, só que eu já vi isso antes." Agora ela sabia o que ele quis dizer, a proteção excessiva quando na verdade ela deveria juntar-se a ele para enfrentar tudo. Se arrependimento matasse, ela estaria morta há tempos. O que ela deveria fazer?! Não sabia, talvez se jogar da janela e acabar com tudo de uma vez. Não, acabaria com seu sofrimento, mas causaria um maior ainda.
Em um piscar de olhos, ela pensou, decidindo o que fazer:
Precisava ir até a casa dele. — "Nossa casa" Ela corrigiu-se mentalmente — Precisava conversar, quem sabe até mesmo beber um pouco e fugir do assunto. Como Ryan as vezes dizia: Uma discussão Irlandesa.
Ela queria e faria naquela noite.
Já passaram por provações o suficiente para uma vida. Ela não poderia se deixar levar por uma delas ao ponto de por um fim em seu casamento. Muito embora quisesse protegê-lo, não podia mais deixá-lo de fora.
Afinal, como sempre fizeram, eles poderiam resolver tudo juntos.
***
"Sempre", ela lembrou da palavra que trazia tranquilidade aos seus corações em momentos de tempestade e escuridão. Avançou pela sala do loft, adentrando o escritório do marido pela porta principal do cômodo. Castle andava de um lado para o outro, talvez cogitando em ligá-la, a expressão preocupada em sua face.
Os olhos se encontraram, e ele parou automaticamente. O olhar de alguém que fora ferido de forma brutal no coração, assim era o dele.
— Como chegamos a isso?
Os passos, nada firmes, do escritor mostram-na o mesmo medo que ela sentia: Perda.
Ao estender o copo com whisky, ela soube que aquele não era o momento para ter uma conversa definitiva. Os dois estavam no calor da situação. Não podiam mais ferir um ao outro.
Fale com o autor