Fiction Dreams

1 Capítulo 1 - De novo esse pesadelo...


Era mais um dia, como qualquer outro.

(...)

Ou como qualquer outro sonho, já que nada mais é como antigamente.

Estávamos todos animados, já que hoje era o dia da estreia da história da Leh na revista Human, e como sempre estávamos nós 4 juntos. Amigos desde a infância, nos unimos ainda mais desde que o incidente aconteceu. O mundo literalmente virou de cabeça para baixo, o céu ficou com um tom mais escuro, e o ar ficava mais pesado. Não só nossa cidade, mas como todo o mundo simplesmente havia entrado em colapso.

Sonhos deixaram de ser sonhos para se tornarem “realidade”; e de repente todos nós tínhamos uma única rainha que era adorada mundialmente, e as pessoas simplesmente viviam suas vidas como se isso fosse algo normal. Não é como se a rainha fosse má, ou algo do tipo, ela era até que gentil. Retirou a desigualdade entre as classes, não existiam ricos e pobres, e o dinheiro havia parado de circular. Nunca vimos essa tal “rainha”, mas da noite do dia ela simplesmente se declarou como tal e que as coisas se tornariam melhores, e isso era (quase) verdade. Certo dia, essa mesma rainha sequestra a Leh, deixa um símbolo de espadas em cada cômodo da casa dela, e a família dela simplesmente aceita a situação.

“Não podemos fazer nada, a rainha a levou. Agora ela é propriedade dela... “ – disse o pai dela.

Não tinha o que fazer, não podíamos aceitar a situação. Fomos correndo em direção ao castelo da rainha, seguindo a trilha de espadas que ela havia deixado no chão, e lá nos encontramos.

Por incrível que pareça, era real. Tudo aquilo que as pessoas diziam não existir passou a ser verdade. Magia era algo simplesmente “natural”, e estava diante dos nossos olhos! Com muito trabalho, conseguimos recuperar nossa amiga de volta e vimos diante dos nossos olhos a rainha explodir em um feixe de luz branca. O castelo simplesmente se manteve intacto, mas cada guarda e cada pessoa dentro do castelo desmoronaram. Elas simplesmente deixaram de existir, e desapareceram da mente de cada cidadão da cidade. Casais que tinham filhos agora eram pais livres... tudo se perdeu.

Mas hoje estamos aqui, tentando esquecer o passado da melhor forma possível, e o que o tempo não apaga, eu finjo que esqueço.

- “Aaai gente, estou nervosa. Da última vez houveram tantas críticas... não sei se a história dessa vez vai ter um resultado positivo. ”

Essa é a Letícia Sparks. Uma garota de estatura normal, sempre tentando seguir pelo menos um pouco da moda (por mais estranho que seja), quase sempre pensando positivo. E mesmo nos momentos de dificuldade, o positivismo dela é de surpreender. Não consigo me lembrar se o cabelo dela sempre foi esse tom de loiro, ou se ela pintou. É algo meio termo, como um loiro meio escuro, ou apagado.

- “Relaxa Leh, vai dar tudo certo. Da última vez era um gênero, dessa vez é outro. Não dá para agradar todo mundo. Cada um gosta de uma coisa, ué; paciência. ”

Essa é Tay Jay, minha irmã. O nome dela de verdade não é Tay, ela se chama– “Ei ei, pode parar! Não ouse falar meu nome, senão chegando em casa você vai se ver comigo! ” – Disse Tay.

- “Ok ok, não digo nada sobre seu nome verdadeiro ser Tayanne, haha! ” – Digo eu.

- “Ora seu.... Aaargh, se prepare! Hoje você dorme na rua! ”

Essa é minha irmã, Tay Jay (ou T.J. pros mais íntimos). Ela não gosta que contrariem muito ela, tem uma postura meio desleixada em relação ás coisas, e sempre com um chiclete na boca. Pode-se dizer que ela é alta, em comparação com as outras garotas, mas não tanto assim. Costuma fazer suas próprias roupas, e não liga de estar feio ou bonito; ela usa o que gosta para si própria, e não para os outros.

- “Qual é gente, sem briga. Hoje é um dia importante, a Leh vai estrear de novo. Pelo menos deixem para brigar em casa. ”

Essa é Fabiana Dara. Sempre tentando resolver as coisas da forma mais calma e tranquila possível. Sempre com uma aparência tranquila, com um olhar cansado no rosto e sempre com um vestido longo. Nascida de uma família rica, os pais dela largaram todo o dinheiro que tinham e decidiram começar do zero. O dinheiro eles ainda têm, mas só usam quando realmente necessitam.

- “Então, gente... “ – disse Tay – “acham que hoje é um bom dia para virmos entregar os papéis? Eles estão daquele jeito de novo...”

Letícia encosta no balcão, chamando um dos funcionários da revista, mas eles acabam não nos vendo.

- “Acho que tem alguém suspeito por aqui; ou talvez do lado de fora. Vamos lá ver!” – Disse um dos funcionários.

- “É, acho que não vão nos ver essa semana também...” – eu disse.

Desde que vimos o fim da Rainha com nossos próprios olhos, algumas pessoas da cidade simplesmente deixaram de nos ver. Ou então não nos viam, mas sentiam nossa presença. Algo como uma pessoa cega que sente tudo ao seu redor.

- “Então vamos deixar para semana que vem. Vamos aproveitar que eu e a Fah vamos viajar essa semana, e assim eu reviso mais um pouco...” – disse Leh, suspirando.

Depois disso, nós subimos no alto da nossa torre para passarmos o fim de tarde. Quando éramos mais novos, o pai da Fah comprou uma antiga torre de comunicações e reformou, mas depois de um tempo avisaram que não iam mais usá-la. Dito isso, ele disse para ficarmos com a torre, contanto que a usássemos com segurança. Desde então ela é nosso “esconderijo secreto”.

Poucos dias depois, percebo que as coisas não são mais como antes. Mesmo que tudo já tenha virado de ponta cabeça, e sonhos deixado de serem apenas sonhos, tudo estava diferente. O clima parecia pesado, as nuvens ficaram roxas... E eu não gostava nem um pouco disso...

Assim que as garotas voltaram da viagem, nós fomos ao “Museu de Tudo e Mais um Pouco”. Sim, esse é o nome do museu por incrível que pareça. Vejo Leh brincando com uma criança que estava em um carrinho de bebê. É bom ver que mesmo apesar de todos esses acontecimentos nós ainda vivemos nossas vidas tranquilamente.

Procuro uma sala onde houvessem quadros de paisagens, pois é algo que me atrai desde muito pequeno (talvez influência dos meus pais), e me recomendam uma certa sala. Chegando lá, eis que vejo uma porta toda detalhada, com cores preto e branco, e as paredes em volta eram coloridas. Entro lá e me deparo com vários quadros, todos feitos a mão. Assim que ando mais um pouco vejo um jovem com uma máscara no rosto. Não sei dizer se era um cavalo ou um unicórnio, não reparei muito; reparei mais no quadro que ele estava acabando de pintar na hora. Um lugarzinho simples, parecendo uma fazenda com uma grande árvore no canto, e duas casas. No meio do caminho uma ponte de madeira, e por baixo dela um rio cruzava suavemente em direção à floresta. Pouco depois as meninas vêm me procurar, e entramos na ala de “Peças e Formas”, e dentro da mesma, entramos em uma sala mais vazia no setor vermelho. Chego perto de minha irmã, aproveitando que não tinha muita gente na sala, e digo:

- “Tay, eu ando com medo de como as coisas estão ultimamente... Acho que a Rainha de Espadas voltou...”

Ela me olha como se eu tivesse acabado de dizer um palavrão, e me puxa para fora.

Notas finais
Comecei a pensar na história hoje, na verdade fiquei quase um dia inteiro pra deixar ela meramente aceitável, então... Bom, aceito críticas construtivas, e digam o que posso/devo mudar, etc ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.