Fiction.

1 Dia de Ano Novo.


Notas iniciais
Hã, oi! Essa é uma história original. Eu a criei andando de carro, naqueles momentos em que você escuta uma música triste, olha pra janela e se imagina em um clipe musical, e o nome dessa música é Fiction, do Avenged Sevenfold. A história não tem nada a ver com a música, nem nada, mas de certo modo eu me inspirei nela. É isso, boa leitura.

Por que as pessoas insistem em se vestir de branco no dia da virada? Não adianta nada você se vestir de branco achando que o ano seguinte terá paz por causa da cor da sua vestimenta. Absolutamente nada. Isso é uma bobageira. Se você se vestir de preto, terá o mesmo resultado de se vestir de branco, rosa, verde, ou qualquer outra cor. Quem muda seu ano é você, não o que você veste. Por acaso você veste um pijama verde para acordar com sorte no dia seguinte? Ou de branco, para não sofrer bullying na escola, ou algo do tipo? Não, tenho certeza que não. O seu dia continua o mesmo, não importa a cor do pijama que você vestiu noite passada. Ou importa?

Enfim, vou contar uma história. Esta aconteceu um tempinho atrás, e eu quero compartilhá-la contigo. Preste bem atenção em cada detalhe, não deixe escapar nada. Cada ponto é importante. Se não quiser saber, pare de ler agora, quero pessoas que se interessem pelo que tenho para contar. Vale a pena, acredite.

Eu estava morrendo de sono. Passei a noite inteira lendo um livro que comprei na semana anterior, e finalmente estava terminando. Frustrante, aliás. A autora ainda não havia escrito o livro seguinte e eu teria de esperar para saber se o Josh realmente iria abandonar a Clarissa ou ele estava enganando a madrasta para ficar com a garota que amava. Por que ele não ficaria com ela? A personagem era inteligente, bonita, popular, e tudo mais. Falemos a verdade, meninos mongos são como escravos para esse tipo de garota fútil. E ela só estava o usando, como ele caiu nessa?! Como ele pôde ser tão idiota?! Acorda, Josh, ela não te amava assim!

Desculpe, me exaltei um pouco. Só não entendia como ele... Argh. Perdão, vou continuar contando.

Nisso, fui dormir só às sete da manhã e acordei às quatro da tarde. Meus pais tinham viajado a negócio dois dias antes, e voltariam de noite. Levantei da cama e a deixei bagunçada, mesmo. Fui tomar um banho e fiquei até as seis horas vendo séries na tevê, aí a campainha tocou. Desci correndo as escadas.

­ – Quem é?

– Adivinhe. – Disse minha mãe, cantalorando alegremente. Abri a porta com um meio sorriso em rosto e abracei meus pais. Quase que um abraço coletivo. – Nossa, eu estou exausta. – Ela disse, deixando as bagagens jogadas pelo corredor. Meu pai era mais organizado, deixou-as em um canto ao lado da porta. – Clare, você não fez bagunça, fez? É bom que não tenha feito, senão...

­– Não fiz, mãe, fique calma. – Interrompi-a. Minha mãe sabia ser histérica quando queria, puta merda.

– Não dormiu muito tarde, não é? As olheiras pretas te entregam.

– Não, mãe, impressão sua. – Menti. Ela usava óculos grossos, daqueles que parecem fundo de garrafa.

– Hm... – Ela arqueou uma sobrancelha, desconfiada, mas logo voltou à expressão normal de mãe. – Bom, sentimos sua falta. A virada vem aí e compramos um vestido novo pra você, vai dar paz no ano que vem e vai ficar lin...

­– Mãe, a senhora sabe que não acredito nessa história das cores das vestimentas. – Eu disse, rolando os olhos. – Eu vou usar uma camiseta de cor qualquer e calças jeans, simples assim. E vou virar o ano com o pessoal do clube de teatro, eles me convidaram. E eu nunca sou convidada para essas coisas, mãe. Pode ser a única vez, então eu vou.

Minha mãe deu um longo suspiro e sentou-se na poltrona da sala, parecia meio... desapontada. Eu sempre passava o fim de ano com ela, meu pai e o resto da minha família enorme.

Subi as escadas correndo e fui tomar outro banho. Leonard ia também, meu melhor amigo. E ele ficara de me buscar às sete. Me vesti com as jeans, como dissera, e uma camiseta púrpura. O cabelo solto caindo nos ombros e aquela maquiagem pesada que as meninas geralmente usam em momentos especiais. Ou não, nunca se sabe.

Um tempo depois de eu estar pronta, ouvi a buzina do carro de Leonard que estava lá fora à minha espera. Peguei minha bolsa e desci as escadas.

– Leo chegou. – Eu disse e me despedi dos meus pais. Beijei a testa de ambos e saí.

–-----

Entrei no carro. Leonard usava uma camiseta polo e jeans. Os óculos caídos e o sorriso brincalhão de sempre em rosto.

– Uau. – Ele disse. – Nunca te vi tão emperequitada em oito anos, Clare.

Eu ri.

– Obrigada, eu acho. – Arqueei uma sobrancelha, ainda rindo.

– Então vamos?

­– Vamos. – Respondi, assentindo.

Notas finais
Era pra ter mais, PORÉM a minha mãe mandou eu desligar o computador. D: Depois eu continuo. Gosto de reviews, tá? Obrigada.