Fica mais um pouco?

3 Não é errado


Notas iniciais
Primeiro capitulo com NSFW. Prossiga com cuidado.

A noite acabou naquilo, a polícia chegou e eles fizeram uma pequena busca por ele pelo bairro, mas ele tinha conseguido fugir, aquele otário. Levei o John até sua casa na minha moto, e estava ligando o motor para ir para casa, era de madrugada. Antes que eu pudesse colocar a chave no contato meu celular tocou, era um número estranho. Atendi com receio.

— Alô? – Eu fui cortado por uma respiração pesada.

Um gemido que eu não sabia se era dor ou prazer cortou meus pensamentos.

— Geme pra ele, Terezi, diz pra ele o quanto você gosta. – Era a voz do palhaço, os gemidos aumentaram – Você tá fudido quando eu te pegar Dave.

Revirei os olhos e falei sem mudar o tom da minha voz.

— Foda-se, meu irmão. – Eu desliguei o telefone na cara dele, bloqueando o número com um suspiro, mas só acaso a Terezi não esteja bem eu mandei uma mensagem para Vriska:
“Recebi uma chamada estranha da Terezi gemendo, e o Gamzee me ameaçando, ela está bem?”.

Respirei fundo e coloquei a chave no contato, ligando minha moto e dirigindo para minha casa, mas parei no meio do caminho, com um telefonema, era o Karkat. Respirei fundo.

— Dave?! – Ele gritou do outro lado – Onde você tá?!

— Hã? Eu tô indo pra casa – Eu disse sem entender muito.

— Você não pode ir pra lá – Antes que eu pudesse perguntar a razão ele continuou – Gamzee está te esperando, ele quer te matar.

Cerrei os punhos e fiquei em silêncio pensando no que fazer, o lado bom é que o Dirk não estava em casa, nem o Jake, e era impossível ele entrar sem acionar um puta alarme.

— Eu vou para lá – Eu disse me arrumando no assento.

— Não!! – Karkat gritou, sua respiração pesada de nervosismo – Por favor...

O tom da sua voz mudou, era quase como de desespero, mas ao mesmo tempo doce. Eu não podia negar isso. Uma flashback dele em meus braços e a luz iluminando seu rosto me veio a tona.

— E o que eu faço? Fico esperando o “it” sair da porra da minha casa? – Meu tom era irritadiço, eu podia simplesmente passar por cima daquele cara com a minha moto, problema resolvido.

— Não... Olha, o meu irmão está com a namorada dele aqui em casa e meus pais estão viajando, então se você quiser... – Ele fez uma pausa e respirou fundo – Por favor, só vem pra cá?

Eu sorri, a verdade é que senti saudades dele. Liguei o motor depois dele me passar o endereço e fui direto pra lá. Parei em frente a casa dele, mas antes de bater em sua porta eu mandei uma sms para o Dirk; “Não vá para casa. Tem um bandido querendo me matar, depois te explico, xoxo, use camisinha”, e depois para a Vriska e para o John: “Palhaço querendo me matar, ele está me esperando em casa: cuidado. ”
Respirei fundo e me aproximei da porta para tocar a campainha, mas antes que eu fizesse Karkat abriu a porta e me puxou pra dentro com rapidez.
— Wow, que pressa – Eu disse sentindo o braço dele pressionando o meu.
— Você tá doido? Não pode ficar parado na minha porta quando meu melhor amigo tá por ai querendo te matar! – Ele esbravejou, soltando os braços e os levantando, para depois se jogar no sofá.

— Tá, tá, dá próxima vez eu entro pela janela. – Eu disse suspirando.

Parei por um segundo e examinei a sala dele, era de madeira polida e tudo parecia extremamente limpo, sem nenhuma coisa fora do lugar, as paredes tinham vários quadros religiosos e cruzes de diferentes materiais e tamanhos.

— Estou sentindo minha pele queimar... – Eu sussurrei, olhando para as paredes.

— Ignora essas merdas, minha família é religiosa... – Ele revirou os olhos, cruzando os braços no sofá. – Não precisa ser inteligente para saber que eu sou a ovelha negra da família né?

Eu ri, ainda examinando as coisas da casa dele, procurando qualquer coisa que me fizesse sentir mais intimo dele e não me sentir tão culpado de ter beijado um até então completo estranho. Havia um porta retrato em cima de uma estante, me aproximei devagar. Era um pastor bastante parecido com Karkat, ao seu lado havia uma mulher de cabelos ondulados, sorrindo, com as mãos apoiadas em um garoto que também sorria. Desci um pouco os olhos e lá estava ele, poderia reconhecer sua cara emburrada até se fosse bebê, mas aparentava ter uns sete anos, ele estava com uma camisa branca, assim como o garoto ao seu lado, que parecia ser seu irmão.

— Que gracinha... – Eu sussurrei, e ele abaixou a foto, escondendo a imagem.

— Você quer parar de fuçar nas minhas coisas? Meu Deus! Você não tem educação mesmo né? – Eu ri, ele estava vermelho de vergonha.

— Qualé, você também foi em casa, deve ter visto coisas vergonhosas.

— A única coisa vergonhosa que eu vi foi seu volume no dia seguinte! – Ele disse, gritando, mas pareceu se assustar com o que ele mesmo disse, arregalando os olhos e enrubescendo mais.

Eu sorri, mordendo meu próprio lábio inferior e levantando minha sobrancelha pra ele, levando uma das mãos para sua cintura.

— E você gostou do que viu?

Karkat estava completamente perdido, ainda olhava assustado para o meu rosto, e sua boca estava levemente aberta, ele não recusou meu toque ou se afastou. O puxei para perto, e apertei minha mão em sua cintura e nossos corpos juntos. Sua respiração mudou. “Ah...” – Eu pude ouvir ele suspirar, e quando fui me concentrar nos nossos corpos juntos, e o beijar barulhos de passos na cortaram meu pensamento, e ele me empurrou.

— Karkat? Ouvi vozes e resolvi checar o que estava havendo. – Um rapaz um pouco mais alto e magro que ele desceu as escadas.

O cara estava vestindo uma camisa branca e jeans, seu cabelo era mais enrolado que o do Karkat, e ele tinha um sorrido gentil. Depois dele uma mulher asiática desdeu as escadas, ela tinha uma batom vermelho quase saindo dos seus lábios, provavelmente por beijos, acabei olhando pra boca dele, estava com um tom vermelho, que podia se passar por natural se ela não tivesse aparecido. As roupas dela eram uma saia xadrez vermelha curta e uma blusa de lã vinho com um grande decote, e eu tenho que te falar... Os peitos dela eram de chamar atenção.
Virei meu rosto para o Karkat que ainda estava vermelho, mas seu olhar estava sério.

— Esse é o Dave, meu amigo. – Eu acenei para os dois, sussurrando um “Eae”.

— Oh, Meu Deus Karkat! Eu não sabia que iriamos receber visitas, você deveria ter me alertado, sabe como papai e mamãe ficariam chateados de não termos nos preparado devidamente, é realmente uma pena isso ter acontecido quando Damara está presente – Ela parecia totalmente entediada – Eu devo me apresentar – Ele veio com passos pesados e segurou minha mão com ambas as dele – Meu nome é Kankri Vantas, é realmente um prazer lhe conhecer! Karkat precisa de amigos, ele fica no quarto dele gritando profanidades, eu como família dele devo dizer que estou realmente encantado que meu irmãozinho está tendo novos amigos, isso é incrível, espero que você não tenha nenhum vício, pois isso seria de péssima influência para ele, mas pela sua aparência devo dizer que você parece ser uma pessoa que sabe o que quer, mas de novo, não dizendo que estou lhe julgando pela aparência.

Ele parecia que nunca mais ia parar de falar, eu estava começando a ficar confuso quando a mulher se aproximou dele, colocou a mão em seu ombro e sussurrou algo em seu ouvido, tentei ouvir, mas era em japonês. Seu rosto ficou vermelho na hora.
— Damara... – Ele sussurrou, soltando minha mão e puxando a própria gola da sua camisa e se virou para ela – Aqui? – Ela com o semblante totalmente sério concordou com a cabeça.

Kankri se virou novamente para nós.

— Garotos, vocês podem subir para o quarto? Eu e Damara precisamos... Conversar. – Ele não conseguia disfarçar o “tipo de conversa” que teriam.

Karkat segurou minha mão e sem dizer nenhuma palavra me puxou pela escada e corredor, me empurrando para o quarto e trancando a porta com uma batida forte.

— Ugh, que bosta, esse cuzão do caralho estragou tudo, eu não acredito nisso, puta de um babaca, filho da puta – Ele disse, com um tom extremamente irritado, esmurrando o armário dele.

Eu olhei ao redor, as paredes do seu quarto eram pretas com vários pôsteres de bandas, incluindo Beatles e My Chemical Romance, apesar do quarto não estar muito bagunçado a sua cama estava um caos, mas era king size. Havia um notebook jogado no chão, ligado na tomada. Eu estava meio perdido com a conversa do irmão dele, me sentei em sua cama, o observando resmugar.

— Karkat... – Eu o chamei, mas ele ainda estava o xingando – Karkat.

Ele me olhou, parecendo retomar a realidade e relaxando os músculos parou por alguns segundos e me encarou, eu sorri pra ele.

— Vem cá... – Eu disse baixo, e ele obedeceu, andou lentamente até mim e parou na minha frente, levantei minha mão e o fiz se curvar para mim, segurando os cabelos dele entre os meus dedos.
Nos beijamos, seus lábios estavam molhados e sua língua deslizou com facilidade na minha boca, nossas línguas se entrelaçaram por pouco tempo, eu mal podia ouvir sua respiração apenas o som molhado do nosso beijo. Durou tão pouco, mas parecia uma eternidade. Soltei o cabelo dele e botei minhas mãos em sua cintura que estava na altura do meu rosto já que eu estava sentado, nos separamos do beijo e eu sorri para ele.

— Ele não estragou nada. – Eu disse, o reafirmando enquanto levantava a blusa dele, olhando em seus olhos.

Ele parecia assustado e curioso com minha reação, olhei para a barriga dele, ele não era magro, sua barriga era fofinha, talvez por insegurança usava blusas tão largas e de tecidos grossos, fiquei encarando sua barriga por um tempo, meus polegares acariciando sua cintura.

— Que gostoso – Antes que ele pudesse responder eu lambi acima do botão de sua calça, ele arrepiou e se embaralhou na respiração, olhei pra o rosto dele, ele estava mordendo o próprio dedo e franzindo o cenho.

Com minhas mãos em sua cintura o encaminhei gentilmente para cama, ele pulou de barriga para cima, estava com os braços largados e me olhando com os seus olhos curiosos.

Subi na cama e sentei sobre sua cintura, tirando suas blusa por inteiro e jogando-a no chão. Fiz o mesmo com a minha jaqueta e camiseta. Fiquei encarando o corpo dele antes de me deitar encima dele para roubar um beijo seu. Senti a pele dele esfregando na minha, ele estava tão quente por causa do tecido da blusa, quando tomei seus lábios de novo senti sua respiração se tornar mais ofegante, suguei os gentilmente e sentindo o quão macia sua boca era, sua língua tocou os meus lábios fazendo nosso beijo se tornar cada vez mais intenso. Levei minha mão até seu peito e o arranhei, ele soltou um gemido entre o beijo e eu senti o volume da sua calça crescer, obviamente fiquei excitado com isso e levei minha mão até a parte inferior da sua roupa, desabotoando para enfiar minha mão acima da sua cueca e pressionar. Ele já estava pulsando na minha mão.

“Mn... N..nnh...”, se eu parasse de o beijar ele estaria gemendo alto. Ele estava me fazendo louco, eu nem sequer sei como nós iriamos fazer isso, mas se continuasse assim eu poderia ir até o fim.
Sai do beijo e sussurrei no pescoço dele.
— Você me quer como eu te quero?

Ele virou o rosto para o lado, com minha mão esquerda livre eu acariciei seu rosto e puxei para mim, para que eu pudesse o olhar no fundo dos olhos dele. Se eu pudesse parar o tempo naquele segundo eu iria. Seus olhos estavam brilhando e suas bochechas estavam de um vermelho vivo, assim como seus lábios, ele estava extremamente adorável, seu peito se mexia com sua respiração rápida. Ele segurou meu rosto com as duas mãos sem qualquer delicadeza e me beijou desesperadamente, ele tomou minha língua com liderança, sua boca estava cheia de saliva e ele tomou minha língua com rapidez, esfregando e entrelaçando sem parar. Eu perdi o fôlego, eu parecia um brinquedo nas mãos dele, não tinha forças nem para responder a altura, ele parou o beijo de repente e ficou me encarando, voltei ao mundo e mordi seu lábio inferior e logo depois descendo até suas calças.

Tirei elas por inteiro, e joguei aonde tinha jogado o resto das nossas roupas, levei meus lábios por cima da sua cueca onde distribui beijos, molhando o tecido. Olhei para ele que estava a se contorcer, e agarrar o travesseiro. Ele estava muito duro, então o resto de suas vestimentas.

Eu não me sentia o mesmo desde que conheci ele, então que tudo vá pro inferno, eu faria de tudo por esse garoto. Segurei o pênis dele com carinho, e comecei a o masturbar, ele fechou os olhos.

“Nhmg... A-ah...”, seus gemidos eram doces, observei seus dedos se enrolando no lençol, depositei um beijo no topo, antes de começar o chupar, o tamanho era bom de se colocar na boca, não era o que eu pensava que fosse. Ele estava duro e já com pré-gozo. Deixei toda minha saliva nele, esfregando minha língua ao redor de toda extensão. Os gemidos dele estavam cada vez mais altos, e eu indo cada vez mais rápido para cima e para baixo. Meu pau estava chegando a doer de tão duro, os gemidos dele eram uma tentação, e eu só queria continuar, ele colocou as duas mãos na minha cabeça e gozou de uma só vez, enchendo minha boca de porra. Obviamente eu assustei, me distrai por um segundo e agora estava perdido, me afastei com a boca cheia, sentindo isso grudar na minha língua, engoli, quase engasgando e não deixei de mostrar a língua e tossir. Ele começou a rir da minha cara, seu sorriso era tão lindo.

— Você não tava cheio de determinação? E engasgou? – Ele não parava de rir.

— Engraçado né, super engraçado – Eu disse, e com rapidez, fui para cima dele, roubando um beijo tendo certeza de passar qualquer resto de porra que estava na minha língua. Ele não parou o beijo, e me abraçou com as pernas, esfregando seu membro na minha barriga, já ficando duro de novo.

— Karkat... – Eu suspirei, me desfazendo do beijo – Se a gente for fazer... É melhor fazer agora... – Eu disse me sentando no meio das suas pernas.

Ele concordou timidamente, e eu tirei minha calça e cueca, ele sorriu com a visão.

— Você não deveria sorrir, ‘cê sabe... Quanto maior, mais dor... – Eu disse baixinho, tirando uma camisinha do bolso.

— Por isso eu tô sorrindo, não vai doer tanto.

Ele soltou uma gargalhada e eu dei um tapa na sua bunda, o pegando com violência e o botando de barriga para baixo.

— Quando você chorar se lembre dessas palavras. – Eu disse abrindo o pacote, ele gemeu, acho que gostou da violência.

Meu pênis pulsava, nunca tinha me visto tão duro, aquela sensação era tão boa, eu sentia meu quadril inteiro pulsando. Deslizei a camisinha por ele, sentir o lubrificante tocar o topo e isso me fez soltar um gemido. Segurei sua bunda e cuspi na sua entrada, ele agarrou o travesseiro enquanto eu colocava o topo com dificuldade, era extremamente apertado, e pressionava a cabeça, me fazendo apertar sua bunda cada vez mais, quando entrou ele deu um gemido alto, enfiando a cabeça no travesseiro. Enfiei devagar até o final, eu mordia meu lábio com força a cada gemido que ele dava. Era quente e apertado dentro dele, esperei até ele parecer confortável para começar a meter, cada vez mais rápido. Ele não conseguia mais segurar os gemidos, que eram altos e desesperados, ele mordia o travesseiro para abafar, mas mesmo assim eu ouvia. A cada vez que eu metia eu lhe dava um tapa forte, sua bunda estava vermelha. Eu também não conseguia parar, eu gemia cada vez mais.

“D...Dave–nhng...”

Ouvindo ele chamar meu nome assim eu não consegui me segurar e gozei, levando minha mão em suas costas e o arranhando.

“Nhn–K–Karkat...”

Sai de dentro dele, tirando a camisinha, amarrando e jogando no chão, deitando do lado dele, exausto. Ele estava retomando a respiração, ele se virou com os olhos entre abertos e mordendo o próprio lábio inferior, mostrando o colchão com gozo. Eu ri e toquei o colchão, pegando um pouco do liquido e lambendo, roubando um beijo curto dele logo depois.
Depois de nos recompormos ele virou de costa e nós nos abraçamos, senti o cheiro do seu cabelo, e dei uma mordida fraca na sua nuca.

— Eu... Te amo... – Ele sussurrou, segurando meu braço em volta dele.

— Eu também te amo. – Eu disse, o abraçando com força.

Ele me mudou tão rápido, e tudo que eu quero é ele então, qual o problema em dizer isso? Somos um agora.

Notas finais
Gostou? O que gostaria que acontecesse daqui para frente? Deixa um comentário! Me incentiva muito a escrever outro capitulo. Desculpa qualquer erro.