Fic Paid To Kill (Pago Para Matar)
11 Capítulo 11: Uma grande surpresa,e um desespero
Notas iniciais
Tive vários motivos para não postar.São coisas da vida que acontecem com a gente...
Fora que meu word começou a ficar de palhaçada e tive que esperar meses pra formatar meu pc pra voltar ao normal =(
e também as decepções que tive nesse tempo....enfim.Espero que me entendam x.x mil desculpas mesmo!!!!
-belo tiro!-a elogiou.Ela sentiu as bochechas queimarem. Rapidamente largou a arma,o fone e o óculos sob o balcão e passou por ele.Não queria ficar mais perto dele.
Ao atravessar a porta,sentiu-se aliviada,mas seus batimentos cardíacos ainda continuava à mil.Se apoiou na parede e levou uma mão para o seu peitoral,em busca de ar.
Ele,ainda imóvel no mesmo lugar,sorriu de canto.Adorou provocá-la.Mal sabia ele o quanto ela odiava quando ele a deixava confusa. Por algum motivo não aparente,se sentiu satisfeito (ou feliz).Irritá-la era uma maneira divertida de passar o tempo,já que não acontecia nada de interessante naquela mansão.
[...]
Ela se jogara na cama,exausta.Não fisicamente falando,e sim,mentalmente.Céus,seu coração ainda palpitava como uma Ferrari a mais de 300 km/h!Sentia um sentimento muito estranho que saía do estômago e ia parar até o meio da garganta,uma mistura de borboletas no estômago (o famoso frio na barriga) com um toque de enjoo.É só um modo de descrever o que ela sentia,mas não era necessariamente uma ânsia de vômito,era uma sensação apenas parecida.
Contemplava o teto do quarto,em busca de outros refúgios,de outros pensamentos,e fingir que nada acontecera aquela noite. Droga....como ele conseguia mexer tanto assim com ela? E o pior,como,com gestos tão pequenos ,a deixava tão confusa e irritada ao mesmo tempo?
Amor? Não! Queria descartar essa probabilidade.Queria outras opções.Paixão? Talvez,paixão é algo passageiro. Gostar? Sim,isso ela podia admitir. Quando ele resolve ser educado,ela se encanta e se derrete toda.Gosta da companhia dele quando ele é desse jeito,se sente mais protegida e acolhida.
Mas o que a deixava mais confusa ainda,era a mudança de humor constante da parte dele.Interprete como ‘bipolaridade’. Homens...depois somos nós,mulheres,que somos complicadas.Quem consegue decifrá-los?
Quem me disser o que fazer nessas horas,quem conseguir me explicar certinho,sem me deixar dúvidas,ganha uma barra de chocolate.
A verdade é,nem eles mesmos se entendem,são tão confusos quanto nós,mulheres.
Mas não transformemos isso em um livro de autoajuda,tudo bem?
Estamos aqui para ler o que a rosada sente,mas de boa,finjam que tudo isso que me questiono,é o que ela está pensando no momento,enquanto ela mosca olhando pro teto.
Ouviu a batida na porta:
-quem é?- perguntou,ainda olhando para o teto.
-Sakura,sou eu,Junko.
-entre!- logo a porta se abriu e Junko colocou a cabeça entre a fresta.
-a janta está pronta.-avisou.Sakura deu uma breve olhada para o relógio no teto,em cima da porta.Os ponteiros marcavam 21:23.
-tudo bem,já estou indo.-Junko fechou a porta.Depois de alguns minutos,Sakura cria coragem e se levanta.Anda vagarosamente até a porta,e assim por diante,até chegar na sala de jantar. Ao se sentar,começa a ser servida por Junko.Estavam apenas as duas,naquela sala de jantar tão vazia e tão sem graça.
Enquanto Junko servia Sakura,a mesma olhava para o prato,sem fome alguma.
-o que foi querida?-Perguntou a senhora sem tirar os olhos do prato.
-não sinto fome.-Junko a olha.
-está doente?-larga as coisas na mesa e coloca sua mão na testa da garota.
-não!
-está grávida?
-o quê?-estranhou,um pouco surpresa.
-você está muito estranha,o que está acontecendo?- Sakura faz cara de coitada,não de propósito,mas é o desânimo mesmo.Fez um leve bico,olhou para os lados,e fez um gesto para que Junko sentasse.Assim a senhora fez e olhava para a garota,esperando uma resposta.
-eu estou confusa com várias coisas...-abaixou o olhar,um pouco encabulada de falar algo sobre seus sentimentos para a senhora.
-o que te deixa confusa?-colocou o cotovelo na mesa e apoiou o rosto na mão,olhando para a rosada.
-coisas do coração.-esperou ela perguntar o que seriam essas coisas,mas ela continuava quieta,a encarando.Pigarreou para tomar coragem.- enquanto eu e Sasuke estivemos sozinhos,eu....-notou a expressão facial da senhora mudar,arqueando uma sobrancelha.-eu....e ele...nós.....-a senhora a encarava mais ainda,esperando ansiosa pela resposta.- nós transamos!- na hora,Junko arregalou os olhos,fez aquele barulho de quem puxa o ar quando escuta algo surpreendente,e leva as mãos à boca.
-Meu Santo,não creio nisso!-incrédula.Por um instante Sakura se arrependera do que tinha dito.
-Junko eu não sei o que faço! Ele me trata bem uma hora,depois me desfaz como um objeto,e logo em seguida se reaproxima de mim!- pronto,se aliviou ao dizer aquilo.
-e o que você acha que ele sente por você?
-não sei Junko.Sinceramente não sei!-se lamentava.- Ele me deixa muito confusa e irritada.
-acha que é amor?
-prefiro descartar essa hipótese!-respirou fundo,não queria ouvir essa palavra de novo.
-Sakura,se você não souber primeiro o que sente,você não vai poder exigir explicações dele.Enquanto estiver confusa consigo mesma,ele te deixara ainda mais confusa. Se decidir o que sente,logo ele deixará claro os sentimentos dele também.-Sakura ficou pensativa.Não havia nada que pudesse dizer.- Reveja tudo aquilo que vivenciaram juntos,veja se tudo aquilo deu motivos para no fim,saber o que sente ou não por ele.-ela se retirou e deixou ela sozinha naquele ambiente tão vazio. Depois de um bom tempo,comeu.Devagar,mas comeu tudinho. Antes que fosse se deitar,decidiu dar mais uma volta para clarear suas ideias.
Andou lentamente pelo terreno da mansão,com uma lanterna na mão.Havia partes que eram escuras.Depois da longa caminhada,se deparou com ele,encostado no muro,em pé,com cara de entediado. Ela parou de andar,deu uma engolida na saliva,ergueu a cabeça e continuou andando. Ia fingir (ou pelo menos tentar) que não havia o visto ali.
Ao passar por ele,sentiu uma olhada fixa sob ela.Parou de andar,de costas pra ele,e voltou.Ficou de frente.Ele apenas olhou,um tanto curioso.
-quer alguma coisa?-ele perguntou depois de muito tempo se encararem.Ela estava séria e de braços cruzados.
-não quero nada vindo de você,Uemura.-falou,séria.
-então por quê está aqui,parada?-falou na mesma intensidade de antes.
-Pra ver se consigo entender algo de você.
-hã?Como assim?-não entendeu.
-Uma hora me dispensa,outra me trata bem.Hora me ajuda,hora me atrapalha........eu realmente não te entendo.
Sasuke olhou para o lado e soltou um riso irônico,não acreditando naquilo e voltou a olhá-la.
-Sakura,você precisa entender que, estou aqui pra fazer o meu trabalho.Não posso confundir as coisas.Você é o meu serviço praticamente.Minha função aqui é cuidar de você e proteger a sua vida.Não posso ser seu amigo,não posso ser seu amante,não posso ser seu namorado,não posso ser nada de você.E eu já falei que foi um equívoco dos dois lados em relação aos dias que passamos sozinhos naquela casa.Você se sentiu solitária!
-ah eh? –irônica.- só eu me senti solitária Uemura? Você pelo visto então...nem se fala né?
-Ai é que está,eu sempre fui acostumado com a solidão.
-não parecia quando rolou tudo aquilo....-riu indignada,olhando para baixo.
-Eu também não sei o porquê eu fiz aquilo,te garanto.-ela que olhava pro chão,de lado,voltou a olhá-lo,um tanto decepcionada.- E espero que isso não se repita.
-não precisa repetir algo que eu já sei!-sentiu sua garganta fazer um nó gigante,tentando engolir o choro.- Você se acha solitário,mas você não sabe nada de mim.-cerrou os olhos,falando entre os dentes.Deu as costas,mas ele a segurou.-ME LARGA!-falou num tom alto.
-realmente,está levando tudo isso a sério?-ele a olhava fixamente.
-o quê?-não havia entendido.
-não faz sentido isso!
-não faz pra você! Pra mim sim!
-Me responda Sakura,é tão verdadeiro assim?
-o que??!!-insistia em não entender
-o que sente por mim...-nessa hora,seu tom de voz abaixou,e ele afrouxou o seu braço.Sakura se calou por alguns instantes.Olhava para os pés.
-eu não sei,você me deixa confusa....-uma lágrima escorreu pelo seu rosto.
Ele perdeu a fala.Não sabia o que dizer daquilo tudo.Até pra ele,no fundo,estava confuso.
Era um turbilhão de pensamentos em uma velocidade incrível.Não sabia o que pensar,não sabia de nada.
-Me.....desculpa.....-foi a única coisa que ele conseguiu falar.Ela continuou calada.-Me desculpe por estar fazendo você passar por tudo isso.Sua vida já é uma droga,não posso estragá-la mais ainda.-soltou seu braço de vez e saiu em passos rápidos.Ela foi caindo lentamente no chão,com os joelhos juntos e a parte inferior da perna para o lado de fora.Começou a chorar incontrolavelmente,por um bom tempo.
Passado alguns dias,seu pai já havia voltado,mas mal parava em casa.Sakura se sentia mais sozinha que nunca.
De vez em quando conversava com Ino e Naruto.Ficava horas pois quem tinha mais novidade eram os dois.Ela só ficava de ouvinte.Outros momentos entrava no seu notebook para dar uma fuçada.Passava o dia inteiro trancada no quarto.Passava mal durante os dias e percebeu que já fazia dias que não vinha para ela.Chegou a comentar com a Junko,que chamou um médico imediatamente.Sakura estava deitada na cama,fraca,mal saia dela nos últimos dias.
Ouviu a porta bater.
-Pode entrar.-Junko abriu a porta,com o doutor.
-Olá,Sakura,sou o dr.Kiro.
-oi!-sorriu,fraca.
-vou deixá-lo fazer o seu serviço,qualquer coisa me chame.-Junko se retirou da sala. O médico foi até o lado da cama e perguntou o que ela sentia.Sakura descreveu o que sentia e ele a examinou.Depois de alguns minutos,ele tirou o seu óculos e guardou no bolso de seu terno e falou:
-vou precisar colher seu sangue,Sakura.
-por que?-perguntou,preocupada.
-você está com suspeita de anemia e gravidez.
-o quê?-não acreditou no que ouviu.
-você não tem se alimentado direito nos últimos dias.Então é melhor fazer o exame imediatamente.Pois se você estiver com os dois,isso causará mal ao bebê.
-“céus,e agora???”-pensou,se desesperando.
-tenha calma.Fique em repouso e peço por favor que coma um pouco.Vou orientar a sua cozinheira do que ela deve fazer para você.Vou indo.Amanhã eu volto para colher seu sangue.-ajeitou sua maleta.
-obrigada,doutor.
-não há de quê.-se retirou.
[...]
-o que ela tem,doutor?-Perguntou Junko,preocupada.O doutor Kiro respirou fundo.Não sabia se deveria contar ou não.
-ela....está com suspeita de anemia e gravidez.-Junko levou as mãos até a boca.Seus olhos faltaram saltar.
-Oh meu Deus!
-peço que faça comida leve para ela.Eu virei à tarde.Ela pode almoçar amanhã,mas vai ter que jejuar até a hora que eu vir novamente.
-tudo bem...Obrigada,Doutor Kiro.Amanhã quando o senhor voltar lhe pago a consulta.
-sem problemas!-Junko o acompanhou até a porta.Ao fechá-la,encostou na parede,ainda pasma.
Quando se recuperou,foi falar com Sakura.
-Menina,o que vai fazer?-entrou sem bater,sentando ao seu lado.
-Junko,eu só faço merda!-começou a chorar feito criança.-Meu Deus! O que eu faço???
-ficar nervosa não vai resolver seus problemas,querida!-a acariciou.-seu pai não pode saber de maneira alguma sobre a visita do médico.
-mas com certeza Kintaro vai contar à ele.-Junko pensou um pouco.
-se ele vier perguntar eu digo que é porquê você estava se sentindo mal,e só falo da anemia.
-tudo bem.
-o médico falou pra você comer um pouco.
-não quero!-ainda em choro.
-mas precisa.-se levantou antes mesmo dela reclamar e foi fazer uma sopa.
No dia seguinte,logo de manhã,Isao entrou no quarto da filha e disse que passaria o dia fora de novo.
As horas não passava para ela,que estava na cama.Ainda mais ansiosa pela visita do médico.
Ele chegou era quase 19h,com os instrumentos necessários para realizar o procedimento. Colheu o sangue dela e levou ao laboratório.Pediu para aguardar amanhã de manhã,e podia pagar no dia seguinte.
Sasuke percebeu a visita constante do médico e perguntou para Ikeda o que estava acontecendo. Ikeda respondeu que não sabia também.
E mais um dia se passou.O médico trouxe o exame em papel e deu na mão de Sakura.
A mesma pegou morrendo de medo de olhar no papel.Abriu vagarosamente o envelope.Antes de abrir o papel,fechou os olhos e abriu a folha.Logo,abriu os olhos e leu.
-Estou ferrada!-sussurrou.Entregou o papel ao médico,que deu uma conferida.
-É Sakura,você apresentou positivamente os dois sintomas.Vou te receitar tudo o que necessita para se tratar.Caso queira fazer aborto,fica ao seu critério,mas você pode optar até os 3 meses.Depois disso não posso fazer este procedimento.
*Aborto é legalizado no Japão*
“Aborto,aborto,aborto,aborto,aborto........................” Por um segundo achou que seria uma maneira fácil.Pensou em responder logo que queria fazer isso,mas decidiu que iria pensar. Ficou calada e esperou ele sair do quarto para chorar novamente.
Junko entrou no quarto para consolá-la depois de ter pago as consultas.
-Junko...-a chamou,enquanto era braçada por ela.
-oi minha querida?
-aborto,o que você acha?-a olhou.
-está maluca menina?!-a afastou.
-eu não posso ter um bebê agora!
-é uma vida Sakura,não tem o direito de tirá-la!-chamou a atenção.
-mas....
-mas nada! Cale-se!-voltou a abraçá-la.
-Junko...
-hum?
-só pode ser do Sasuke.Não tem como ser de outro!
-você ainda tem dúvidas Sakura?-perguntou como se fosse algo muito obvil.Sakura ainda estava em choque.Se perguntava se deveria contar a ele ou não.
Depois de muito tempo,ficou sozinha no quarto,refletindo sobre tudo.Se levantou da cama e foi até o espelho.Virou de lado e ergueu sua blusinha.Olhou atentamente para a barriga.Ainda estava normal.Colocou uma de suas mãos vagarosamente na barriga.Foi uma sensação totalmente estranha,saber que havia um ser em desenvolvimento ali dentro. Decidiu pegar o notebook e começou a pesquisar sobre maternidade.
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