Fetiche

1 Capítulo 1


Notas iniciais
BASEADO 7 X 01 POR FAVOR,LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Lar significa coisas diferentes para pessoas diferentes.

Para Oliver, lar não era o mesmo que casa. Para ele, essa pequena palavra com três letras,era a definição de Felicity, William e ele,juntos.Todo o resto era detalhe.

—Quase sete meses- Suspirou. Não sabia se conseguiria sobreviver por muito tempo.

Quase sete meses longe do seu lar. Quase sete meses sem ver William, quase sete meses longe de sua esposa.

Diggle observava o amigo através do vidro blindado.

Parece que hoje era um daqueles dias.

Oliver estava nostálgico e melancólico.

Entretanto, ele sabia como seria quando fez aquele acordo com a agente Watson.Oliver Sabia que passaria por momentos complicados.

E ao que tudo indicava, sua permanência na prisão iria se estender por mais tempo, sem a prisão de Ricardo Diaz não teria como encerrar o acordo. O FBI acreditava estar no controle da situação, mas se tratando de Diaz,o sujeito estava sempre dez passos a frente. Escorregadio e estrategista, mostrou-se ainda mais habilidoso quando conseguiu passar pela prisão e barganhar aquela visita a Oliver.

O sorriso era cruel e a boca cheia de palavras ameaçadoras. Foi bastante claro, quando falou que sabia onde estavam, esposa e filho, escondidos.

Naquele momento, Oliver acreditou que havia perdido tudo. Ele conhecia a capacidade do oponente. Ricardo Diaz era um assassino a sangue frio.

—Eles estão bem,William foi encaminhado para o colégio interno, no entanto temos pessoas de olho nele...E Felicity está trabalhando com ...algumas possibilidades, tão teimosa quanto você .- Jonh sorriu ao passar o memorando do que ocorria do lado de fora, era o mínimo que poderia fazer.

Oliver ouvia atento. Não aprovava as decisões que Felicity tinha tomado, ainda estava chateado referente à conversa que tiveram três dias atrás. E na posição que se encontrava, ele não se sentia no direito de exigir outro tipo de atitude. Felicity deixou isso bem claro.

— Quando sair...ou melhor, se eu conseguir sair daqui ,não sei o que esperar. William teve sua vida toda modificada, provavelmente está sentindo-se rejeitado.. E quanto a Felicity, não sei se encontrarei uma esposa amorosa esperando-me. Felicity pode ser um tanto obstinada quando se sente traída.

John balançou a cabeça, como quem diz para de falar bobagens.

—Você e esse otimismo exagerado- Diggle reprovou a fala do amigo- Claro que você vai sair daqui, isso não é uma opção. William,ele é um garoto esperto,você não tem que preocupar com isso agora, e quanto a Felicity pode ser que a parte de "amorosa" fique no débito, mas ainda sim ela será a esposa leal, mesmo que momentaneamente ela tenha se sentido traída por você tê-la excluído quando tomou a decisão de fazer o acordo e se entregar.

—Diggle,começo a acreditar que Diaz é intocável. .Ele esteve aqui,olhe ao redor veja o excesso de segurança. Como é possível?

—Diaz é escorregadio, mas não intocável.. Irmão, nós vamos pega-lo. Também temos uma carta na manga -Jonh sabia que não seria fácil, sabia que as possibilidades eram mínimas. Mas naquele momento precisava passar algum conforto ao amigo.

Oliver sabia o que Diggle estava fazendo, mas mesmo assim permitiu-se ficar um pouco aliviado. Não queria nunca mais sentir aquele sabor amargo. Tentava a todo custo não lembrar daquele dia. O desespero e o medo que experimentou ao acreditar que Felicity e William estavam mortos.

Tudo referente aquele dia o assombrava.

Exceto por aquele detalhe.

O pensamento fez Oliver sorrir minimamente. Um sorriso diferente.

Diggle percebeu.

—Vai me contar porque tem essa coisa esquisita nos lábios?-o moreno inquiriu com bom humor, era raro arrancar sorrisos do Arqueiro.

—De todas as coisas ruins que passou pela minha cabeça, quando Felicity passou por aquela entrada, fiquei mais tranquilo pois confirmou que ela e William estavam bem...Odeio vê-la ferida e naquele dia ela estava, tinha cortes, escoriações e um ferimento profundo na testa..-Oliver pareceu constrangido em continuar, mas já havia perdido muito de sua dignidade, o que seria essa confissão perto de outras situações que estava vivendo?.

O soldado esperou paciente, sabia o quanto Oliver tinha dificuldades em dar voz e expressar-se, mesmo que ao longo dos anos o loiro tenha mudado positivamente, ainda sim era um homem discreto e de poucas palavras.

— Felicity tinha marcas pelo corpo,isso seria o suficiente para me fazer sentir culpado, você me conhece John- sorriu envergonhado -Mas a culpa não se fez presente…Eu só conseguia aprecia-la com aquela cabeleireira cor de rosa...A noite, na minha cama só conseguia imaginar Felicity nua e os cabelos cor de rosa, soltos, espalhados entre os meus dedos.. Eu cuidando de cada ferimento, beijando cada parte dela.

Oliver era tímido com os assuntos do coração. Diggle findou ao notar o amigo vermelho e os olhos alterados. Para acabar com o constrangimento, mudou de assunto.

—Na solidão de uma cela fria e uma cama vazia, um homem pode sonhar Oliver. E ninguém pode tirar isso de você. ....Mas então, como tem sido o confinamento ao lado dos detentos que o Arqueiro confrontou aqui fora?...



Oliver piscou algumas vezes tentando assimilar o dia luminoso colorido e arejado. Imaginou que seria essa a sensação que um pássaro experimentava quando saia da gaiola. Tudo parecia diferente, a cidade,o bairro,a rua, o apartamento,os móveis.Ficar um tempo longe de casa poderia causar certa estranheza.Especialmente quando esse tempo longe tratava-se de uma temporada na prisão. Oliver pensou.Até mesmo o céu parecia mais azul.

Felicity, ao contrário do que ele idealizava, segurava a sua mão e tentava passar conforto e aconchego. O Arqueiro quase riu relembrando do comentário que havia feito para Diggle há alguns dias. "não sei se encontrarei uma esposa amorosa esperando-me". Mas é claro que ela estaria lá fora esperando-o. Felicity não negava a mágoa que sentia pelas decisões tomadas pelo marido.A loira não concordava porém tentava entende-lo. Não havia dúvidas de que a sentinela estaria do seu lado,sempre.O primeiro contato físico que Oliver recebeu seria uma lembrança ímpar, um singelo toque de lábios, e um abraço quente, cheirando a sol, brilho e liberdade. Na visão de Oliver, essa demonstração de carinho nunca teve um significado tão grande.

Oliver precisava com urgência retirar os resquícios da prisão.

Ainda mancando de uma perna o arqueiro seguiu para o banheiro.

Estavam calados, mas era um silencio bom.

Felicity fez a sua barba e limpou os ferimentos com cuidado.

—Vou buscar toalhas limpas. Fique quietinho aí ….-ela exigiu ao sair.Pra onde mais ele iria.?Oliver pensou bem humorado.

Retirou as roupas ensanguentadas e numa fração de segundo atirou- as no lixo.

Completamente nu,entrou no box e permitiu-se desfrutar desse pequeno luxo.Durante alguns minutos apenas sentiu o calor da água quente de encontro a sua pele.A mente límpida preocupada apenas em terminar a tarefa,colocou shampoo nas mãos,fechou os olhos e se pôs a esfregar a cabeça, os fios agora raspados. Em seguida fez o mesmo com a bucha e o sabonete, movimentos rápidos e forçados, se continuasse naquele ritmo iria esfolar a pele,mas isso não importava. Tudo que ele queria era tirar aquele cheiro de mofo e bolor.

Ainda com os olhos fechados, ouviu passos lentos se aproximando. Em seguida a sombra de alguém a espreita. Não pensou duas vezes aos puxar o tecido com força.

Felicity gritou alto.

—Oi!...Sou eu.- a loira encarava o marido dividida entre o susto e a vontade de abraçá-lo.

Oliver não queria esse olhar de pena, apenas acenou em discordância e seguiu com o banho.

Mais tarde quando saiu do banheiro, encontrou a esposa se arrumando na frente do espelho. Ela tinha planos, ele completou. Felicity começava a erguer um vestido preto, passando-o pelas pernas.

—Oi… ela repetiu o cumprimento que havia usado no banheiro — Desculpa,eu não estava querendo te assustar. Sorriu amarelo.

Oliver aproximou e se postou atrás dela.Felicity estava muito cheirosa. Definitivamente, ela estava com algo em mente.

—Não, eu só estou me acostumando a estar em casa- fechou o zíper do vestido e em seguida plantou um beijo demorado no pescoço da esposa.

Ela gemeu baixinho.Duas vezes,Oliver observou.

—Senti falta .Ela fechou os olhos e Suspirou.

—De alguém pra fechar o seu vestido?

—Disso, e também de você. ...E também sinto falta do William.

—É! Infelizmente ainda falta muito para as férias de fim de ano.

Oliver sentou na cama e continuava a analisá-la. Não sabia quais eram os planos da esposa, mas esperava que Felicity o incluísse. Sete meses sem ela, queria começar a descontar esse tempo de espera.

Felicity caminhou até o marido, e ajoelhou, ficando a sua altura.

Segurou as mãos do marido entre as suas.

—Amor!Temos uma pequena recepção logo mais.

Ok.Não era isso que o Arqueiro tinha em mente.

—Felicity. .. eu não vou. E nem você! — Fez sua melhor cara de coitado. — Sete meses longe. Nem tivemos tempo, você sabe..de matar a saudade.

Felicity sentiu uma pontinha aguda no baixo ventre,o rosto começava a esquentar. Ela quase voltou atrás. Quase, se não fosse por um detalhe.

— Ohh,como assim não vai?. Querido, a recepção será aqui, nossos amigos estão vindo te ver.

Oliver fez uma careta engraçada.

—Eu aprecio o gesto, também quero revê -los...Mas..

Ela não permitiria que ele recuasse, o problema não era somente o ato de amor entre eles,Oliver parecia recluso e querendo evitar ver pessoas. O que ela imaginou ser um efeito pós-prisão.

—Serão apenas nós, poucas pessoas, sem tulmulto, sem barulho e provavelmente será rápido, eles sabem que você chegou hoje, vão deduzir que queremos. ...namorar — Felicity corou graciosamente. Como negar algo quando ela falava assim?

Ele tinha de admitir, sentia falta da turma. Seria bom começar a reconectar.

—Você está certa,vamos recebê-los.

—Amor,Eu tô sempre certa…

O arqueiro aumentou o aperto em suas mãos, ergueu a mão com a aliança, em seguida beijou o acessório dourado.

—Você sempre será a melhor parte de mim. Pelo resto da vida.

Quem diria!Oliver Queen levava datas a sério. Mais um ano juntos, como marido e mulher.

—Você lembrou.. Felicity derreteu.

— É Claro que eu lembrei, como poderia esquecer.

—Feliz aniversário-ambos falaram ao mesmo tempo.

Oliver envolveu a cintura da esposa e puxou-a de encontro ao seu corpo. Suas mãos não tinham limites, eram precisas, rápidas e saudosas. Felicity aproveitou a pequena distância entre eles e arrancou a camisa do marido, primeiro tocou o tórax com lentidão fazendo o reconhecimento, em seguida deslizou as mãos cheia de posse.

Seu marido estava de volta,nada de dormir numa cama fria e vazia.

-Amor, liga para o pessoal. Eles podem esperar...Vamos remarcar para outro dia -Felicity sussurrou enquanto beijava o pescoço de Oliver.

Antes que ele respondesse. O interfone apitou.

—Creio que uma ligação não será necessário, já que nossos convidados chegaram-

Oliver deu uma piscadinha charmosa e em seguida vestiu a camisa que a esposa havia lhe arrancado.

—Mais tarde..-Felicity prometeu, antes de seguir para o corredor.

Oliver ficou feliz por não ter dispensado as visitas. Aquele ritual fazia parte do seu recomeço, agora ele não era somente o conhecido playboy rolezeiro, ou o Ex- CEO da empresa...Oliver havia se revelado, agora ele era reconhecido como seu alter-ego,o Arqueiro.

A recepção não poderia ser mais calorosa. Era bom estar rodeado por pessoas que lhe queriam bem.

Jonh e Lyla estavam sentados na poltrona direita,Renne e Dinah estavam de pé, servindo bebida e comida. Curtis não perdia uma oportunidade de constranger Felicity. .Até mesmo Laurel parecia a vontade.

Oliver observava a interação entre a turma e agradecia mentalmente pelos amigos leais que a vida lhe deu. Mesmo que um deles fosse um tanto inconveniente.

E por falar...

—A título de curiosidade.Oliver,esse tempo na prisão você andou comendo fermento?- o loiro parecia alheio ao significado da pergunta de Curtis- Cara...Você era grande ...Mas agora está enorme,do tipo maromba. Olha esses braços — Dinah estreitou os olhos na direção de Curtis,como uma mãe faz pra alertar o filho quando ele está falando de mais — Ahh Dinah,qual é? Vai falar que não está curiosa?...

—Não,Curtis. Não estou..- Sem disfarces, a canário mudou o tópico — Lyla,porque não trouxeram o pequeno JJ ?

Antes de vir a resposta,Curtis se apressou a falar.

—Não precisa mudar de assunto Dinah, já entendi... Eu hein!Vocês levam tudo muito a sério. ..Não tenho culpa se sou muito detalhista.

—Por detalhista, ele quer dizer bisbilhoteiro-Felicity pensou alto.

—Felicity, posso não ter super força como o marido , porém a minha audição é super biônica. . — e então veio aquele sorriso perverso, aquele sorriso de quem iria fazer merda- Oliver,qual foi sua primeira ação depois que saiu da prisão?Pelo que eu posso ver,a loirinha abusada ainda está caminhando — Curtis era um abelhudo fofoqueiro, Felicity pensou ao escutar a implicação do amigo hacker.

O arqueiro riu sem jeito,levou as mãos a nuca e antes que respondesse,Felicity se adiantou.

—Nenhuma ação, até tínhamos alguma em andamento, mas aí vocês chegaram.. .- Argh! ela estava nervosa e com isso falando merda,tanto quanto o seu amigo fura olho- ..Curtis,seu idiota pare com esses comentários impróprios. Não sei de onde você tira essas coisas — Essa última parte ela, sussurrou entre dentes.

—Por que eu deveria parar? Foi você que falou que sua primeira vez com o bonitão quase te deixou sem caminhar. ..

Felicity travou. Abriu a boca e fechou várias vezes seguidas. Pela primeira vez, faltou-lhe palavras.

—Você não pode estar falando sério! ..Seu ..Seu. .. Pervertido ...Voce me embebedou ,pra em seguida me incitar a falar ...coisas .-A loira podia jurar que o seu rosto estava tão vermelho quanto um tomate. Não era possível que a recepção de boas vindas do seu marido, tivesse virado um complô de "vamos constringir a Felicity". E o pior, todos pareciam se divertir com isso, inclusive Oliver.

Ela não estava olhando pra ele, mas podia sentir o peso de seu olhar em cima dela. Como se fosse magnético, seu corpo podia sentir a descarga elétrica que vinha do corpo dele.

—Só acho que você deveria adotar um gato, afinal, seriam sete vidas pra você cuidar- definitivamente, a loirinha estava emburrada.

—Pra quê eu iria querer sete vidas,...Prefiro cuidar da sua, que é muito mais agitada e interessante..-Como se tivesse percebido que estava passando dos limites,Curtis deu beijinho fraterno no rosto da amiga- Relaxa,eu só pego no pé,daqueles que eu amo.

Laurel,aproveitou o clima fraterno e propôs um brinde.

—Bebida para todos,menos para a minha amiga aqui- Não queremos detalhes do que esses coelhos fazem entre quatro paredes.

—Laurelll, até você? -Agora sim,Felicity parecia escandalizada.

—Parafraseando o Curtis,eu só pego no pé daqueles que eu verdadeiramente me importo.

E assim todos brindaram, a verdadeira amizade.

—Agora é a minha vez ... Eu tenho uma curiosidade, mas é com relação a outro tipo de comida -Renne falou entre risadas,e cutucou as costelas de Curtis — Oliver,qual foi a sua primeira refeição?.. Sabemos que Felicity e cozinha não entram na mesma sentença.

—Ei,eu estou aqui ..Qual o problema de vocês,hoje ?-Felicity se fez de injuriada, mas realmente ela odiava o termo. Cozinhar não era a sua melhor habilidade.

—Big Belly Burger, hambúrguer duplo.. -Oliver explicou. E então um pensamento lhe ocorreu..as palavras,Felicity, comida e cozinha combinavam sim. Ele já havia feito da esposa um banquete em alguns cantos da cozinha.

Mais tarde compartilharia esse pensamento com ela.

—Melhor a comida gordurosa do Big Belly, aumentar o colesterol e ganhar uns quilos do que a gororoba da patroa -Renne não perdeu a oportunidade. Felicity se fez de ofendida, mas todos sabiam que era só fachada.

Novamente algumas risadas, piadinhas maliciosas e Oliver adotou aquele comportamento inseguro, o olhar um pouco perdido. Observando os lados como se esperasse uma nova emboscada de um dos detentos.

— Leva tempo para se acostumar,né? -Diggle entendia bem a sensação.

—Por falar nisso,Oliver,você está pensando em voltar pra as ruas?Ver se o uniforme ainda serve?-questionou Renne.

Quase todos queriam saber, menos Dinah.A canário faria o que fosse preciso para manter os amigos seguindo a nova lei anti-vigilantes.

—Para com isso,Renne...Ele não vai colocar o uniforme, do mesmo jeito que nós não o colocamos mais.

—Dinah tá certa -Oliver apoiou a correção que a amiga fazia a Renne- Tô muito feliz em estar fora da prisão.

Mal havia saído de uma cela, de agora em diante ele consideraria suas decisões. Não queria correr riscos.

—E agora Oliver,o que vai fazer?Lyla quis saber.

—Ainda não sei,mas eu vou achar um jeito de ajudar a cidade. Assim como vocês fizeram.

—E você Felicity?-Curtis perguntou,mas foi Oliver que aguardou ansioso pela resposta da esposa.

—Estou tentando desenvolver um novo sistema de segurança.

Ainda era só um projeto, mas se funcionasse Felicity sabia que seria uma ferramenta útil ao combate ao crime. Esse seria o seu jeito de contribuir.

—Tenho certeza de que será o melhor para a cidade, você não brinca em serviço sentinela -Laurel respondeu orgulhosa, e a julgar pela expressão de sua esposa, ela considerava verdadeiro o incentivo da amiga.

Oliver ainda se surpreendia com a nova dupla. Mas não julgava, já havia aprendido que não se deve colocar rótulos nas pessoas. E Laurel estava se empenhando em ser leal.

—A companhia de vocês está maravilhosa, mas amanhã começo cedo-Diggle tomou a iniciativa e logo o restante do grupo seguiu o exemplo.

Felicity organizava a sala, juntando os talheres e copos.

Parecia pensativa ao analisar a recepção que durou mais que o esperado, mas nem por isso foi ruim, decidiu. A pesar de ter sido o centro das atenções, Felicity entendia que os amigos queriam descontrair e trazer um toque de humor para aquele momento. Oliver não tinha contado muito a respeito de sua passagem pela cadeia, mas olhando pra ele,era notável que demoraria a relaxar novamente. E todos sabiam disso. Esse era o método que a turma utilizou para dizer "Bem vindo de volta ".

—Não acredito que ainda tenha alguma sujeira nesse copo-Oliver encontrou a esposa na cozinha,Felicity odiava serviços domésticos, mas quando o fazia era perfeccionista ao extremo.

Não demorou muito e ele já estava aconchegado ao corpo dela, pressionando a contra a pia.

—Já é mais tarde?- Oliver perguntou enquanto retirava uma mecha de cabelo e dava um chupão no pescoço da loira.

—Já é mais tarde — ..Felicity sorriu, empinou o bumbum redondo bem de encontro com o quadril de Oliver.

Oliver já havia observado o ambiente, não havia objetos cortantes ou empecilhos que impedisse sua próxima manobra. Felicity não notou o movimento rápido, quando percebeu já estava sentada no balcão da cozinha. Oliver postou entre as suas pernas, deixando-as mais abertas.

—Felicity. .. Comida... Cozinha..Quem disse que não combina?-Oliver assoprou contra a sua pele.

Imediatamente ela associou o diálogo de momentos antes.

Provavelmente Felicity ficaria uns dois dias custando a caminhar.

Afinal, sete meses de abstinência. ..Mas ela estava certa que valeria a pena.

Fazia dez dias que Oliver estava livre.Mas de certa forma, ainda sentia-se preso, como se estivesse travado.

Foram anos se dedicando ao combate. Mas agora...Sem o capuz ,sentia-se perdido e talvez até receoso.

Não queria mais problemas com a lei,porém, não queria acomodar e abandonar o uniforme.

Não ajudava muito quando as pessoas o reconheciam, agora elas sabiam qual rosto associar ao Arqueiro.Era intimidade.

Outro fator que também pesava era o comportamento da prefeita,ela parecia ter asco por vigilantes.Embora fosse civilizada, Oliver Sabia que ela não gostava quando o flagrava no departamento de polícia.

Esse era o motivo de ter marcado um encontro com Thea.

A irmã do arqueiro era conhecida pelo excesso de energia e criatividade.Oliver precisava de uma injeção de ânimo.

Estava se sentindo como um velho ranzinza.

—Ollie, não acho que você precisa entrar em desespero.Vamos encontrar um meio termo. .Não é como se nunca tivéssemos passado por algo parecido antes..Ser vigilante adicionou muito aprendizado, para cada um de nós.

—Não é desespero Thea, é. … um sentimento de inutilidade, estou sentindo falta de ter metas,acordar todos os dias e saber o que fazer...E não ajuda muito vendo o quanto Felicity está obcecada com o novo projeto de segurança. ..Ou melhor, não ajuda em nada ver o quanto a minha esposa está obcecada por segurança.

—Você está carente.

Não foi uma pergunta. Thea afirmou.

—Claro que não, já passamos dessa fase- defendeu-se.

—Ollie,você esteve preso por meses,perdeu a liberdade de usar o capuz e ainda por cima,você está chateado porque sua esposa tem dedicado mais tempo ao novo projeto,ao invés de mima-lo. Admita.

Oliver rangeu os dentes com a definição. Por que era exatamente assim que ele se sentia, mas jamais admitiria em voz alta.

—Não é carência. ..Thea.. Assumir que sou o Arqueiro fez-me perder a liberdade de lutar pelos meus ideais.Passei um inferno naquele presídio, voltei pra casa mas não me sinto útil, sinto falta do meu filho que está quilômetros de distância, pensando que não sou capaz de cumprir uma promessa.. E quanto a Felicity, bem...Ela não vai parar enquanto não terminar o programa.

—Pensei que estariam como se diz por aí, numa segunda lua de mel.Estão passando por uma crise,é isso?

—Não, Thea,não estamos em crise…

E por falar nela...Oliver lembrou que enquanto estava chegando ao restaurante viu uma chamada não atendida da esposa,deixou para retornar à ligação quando estivesse acomodado a mesa. A conversa com Thea foi crescendo,crescendo e distraiu-se.

Retirou o celular do bolso, desbloqueou a proteção de tela. Em seguida fez uma careta.

—Merda- sussurrou.

Três ligações não atendidas.

E Oliver sabia melhor que ninguém, o quanto a esposa odiava não ser atendida.

—Ollie,algum problema? ..

No aplicativo de mensagens, havia um texto com emojis chorando e outros emojis irritados.

—Felicity odeia não ser atendida. ..

Thea amava assistir esses pequenos conflitos.

Oliver comia na mão da esposa.

—Retorne a ligação, simples assim- sugeriu a Queen mais nova.

Oliver conhecia o padrão de Felicity, primeiro ela enviava um cumprimento, aguardava a visualização para em seguida enviar o conteúdo.

Se ela fugiu do padrão, só poderia ser uma coisa, Felicity estava brava... E mesmo sem saber por qual motivo, ele já sabia que a esposa o considerava culpado.

Abriu o aplicativo..

A mensagem dizia.

"Oliver Queen"

O dia não está fácil. Pra ser mais específica, está uma merda.

E o meu vinho acabou...

ACABOU,Oliver..

Sabe o que significa,né? Você desocupou a última garrafa e não fez a reposição.

Ou você trás um vinho..Ou dormirá na casinha do cachorro.

Oliver Suspirou inconformado.

Ser um homem casado tinha as suas vantagens, mas era um saco esse tanto de regras. Felicity não fugia de seu bando, era uma boa esposa e amorosa, mas se saísse das regrinhas domiciliares a mulher virava uma fera. Principalmente quando se tratava de seus vinhos.

Ela estava irritada, e estranhamente isso o deixou excitado.

Digitou rapidamente uma resposta.

Mozão,não temos uma casinha de cachorro.

Ele sabia que estava brincando com fogo. Mas quem ligava,Oliver gostava de se queimar.

Exatamente.

Não temos.

Mas o Curtis tem.

Aposto que ele adoraria arrumar a casinha do cachorro para o senhor maromba.

Oliver fez uma careta.

Certo!Felicity não sabia brincar.

Seria melhor levar a porcaria do vinho e evitar outras ameaças.

Felicity, você sabe que é só uma garrafa de vinho né?

PS: Você ama o senhor maromba.

Deveria lembra-la que ele não estava tomando o vinho sozinho, quando o mesmo acabou? Oliver ponderou.. Felicity também poderia fazer a reposição, não existia uma regra que dizia que somente ele era obrigado.

Amo o senhor maromba.

E também amo os meus vinhos.

O dia foi ruim,só preciso de uma taça para relaxar.

Traga-o.

Se continuar a reclamar, vai ficar sem outra coisa também.

Jogo baixo.

Melhor não questiona-la sobre quem deveria repor.

Concluiu.

—Tudo bem ai?-Oliver havia esquecido que a irmã estava bem na sua frente.

—Felicityteve um dia ruim, e está irritada porque supostamente acabei com o vinho. Está fazendo algumas ameaças. -involuntariamente fez uma careta.

Não estou reclamando.

Foi tudo que ele enviou.

Novamente teve de concordar que Thea estava certa.Ele estava mesmo carente.

Felicity estava irritada.E agora, ele também estava.

—Então maninho, leve o vinho...Maridos obedientes não dormem no sofá.

—Casinha do cachorro,na verdade.

—Oi?

Oliver apenas sorriu.

—Esquece.

O maldito vinho foi resposto na adega.

O apartamento estava silencioso, quase ao ponto de parecer desabitado, se não fosse pelas coisas da esposa espalhados pela sala. Bolsa,sapatos,aparelhos tecnológicos que Oliver nem imaginava o nome .

—Felicity. .- chamou uma,duas,três vezes e nada.

Ela estaria tão irritada a ponto de se esconder?

—Aqui- Escutou a voz, o som vindo do quarto do casal.

—Trouxe o vinho, querida-Era uma boa forma de enfrentar a fera? Oliver não sabia. Mas poderia ser um bom começo.

O Arqueiro adentrou o quarto, mas nada de vê-la no cômodo. Ouviu um barulho vindo do banheiro.

—Felicity, como você esta?.. Na mensagem, você mencionou que teve um dia ruim..

Nada de resposta... Isso não era bom,pensou.

Decidiu sentar na cama e esperar.

O barulho do chuveiro foi desligado.

Esperou.

Um barulho da chave girando seguido de um clique chamou sua atenção, e então a porta estava se abrindo.

Foi o suficiente para deixá-lo alerta para o confronto.

E lá estava ela, parecendo uma fada, nem em seus melhores esforços, conseguiu imaginar essa cena acontecendo.

— Felicity.. o que você fez?

Logo Oliver levantou da cama. Ainda estava em choque com a cena que via.

Deu um,dois,três passos e já estava de frente para Felicity.

Sem pensar, levantou a mão e tocou o cabelo dela, tão macio quanto uma nuvem de algodão.Os cachos cor de rosa caiam em cascatas,emoldurando o rosto angelical.A raiz do cabelo ainda mantinha o tom loiro, mas conforme ia descendo o cumprimento o tom rosa ia crescendo, parecendo um degrade.

Sentiu uma fisgada forte, percebia que o seu sangue se concentrada logo abaixo.

—Você está linda. ..- o sorriso dela ficou enorme ao escutar o elogio- E você não está irritada.

Oliver deduziu a julgar pela plenitude que ela exalava.

—Não estou...Mas você esta. –Aconchegou-se na mão que ele mantinha em sua face.

—Estava...No momento tenho outro tipo de sentimento.- Tão rápido, ele percebeu que tipo de confronto seria. ..Do tipo os dois nús e se amando indiscriminadamente.

Felicity tocou o peito de Oliver e o empurrou levemente, dando espaço para que ela passasse por ele.

—Você fez isso de propósito! –inquiriu.

—Fiz o que de propósito? -Ela sorria diabolicamente.

—As mensagens, o tom de ameaça, se fazendo de irritada, dizendo qual ruim seu dia foi ....Você estava jogando comigo.

Havia algo mais nos olhos dele,Felicity percebeu.Oliver estava ansioso,deslumbrado.Decidiu,ele estava adorando o desenrolar dos fatos.

— Jogando, não...Diria,Preparando....Posso ter ouvido uma ou duas vezes,você dizer o quanto te excita me ver irritada...Pensei que as mensagens poderiam funcionar como preliminares...E Parece que funcionou.

Atrevidamente, Felicity desceu a mão esquerda pelo tórax malhado, por fim fez uma carícia leve no membro que começava a mostrar volume.

—Amor,você não precisa de muito para me deixar com vontade...Eu sempre tenho fome de você.

Ver o jeito que Oliver a apetecia fez sua confiança crescer ainda mais.

Na época em que tingiu o cabelo com tinta cor rosa, era para se adaptar a um disfarce, mais tarde quando visitou Oliver na cadeia,Felicity viu aquele olhar,foi breve,mas estava lá.

Aquele disfarce despertou um desejo insano em seu marido.

A situação não permitia entrar em detalhes. Mas ela sentiu o calor que vinha dele e mentalmente fez o propósito de que um dia iria surpreendê-lo. .

O momento havia chegado.

Sem piscar um segundo, ela deslizou as mãos pelo roupão de ceda,desfez o nó que o prendia, abriu-o lentamente. E então deixou que o tecido macio deslizasse pelo seu corpo.

Estava totalmente nua.

Os fios cor de rosa caiam sobre os ombros,estavam lisos e brilhantes,finalizando nas pontas com cachos cor Pink. O cabelo colorido realçava a pele clarinha, fazia a parecer ainda mais delicada feito uma porcelana. ..Parecendo mais cremosa e sedosa

Oliver engoliu em seco.Estendeu uma mão para tocá-la.

—Ainda não.

Felicity estava ditando as regras.

—Quando eu fizer,você vai derreter entre os meus dedos -prometeu. Seus dedos pareciam irrequietos. Necessitava por as mãos nela.

Felicity não teve pressa,ela fez todo o trabalho sozinha. Despiu o homem a sua frente entre toques sutis e caricias ousadas... Oliver,estava se segurando, ela podia ver o quanto ele tremia.

Graciosamente, ela ficou na ponta dos pés, beijou seus lábios, desceu para o queixo, pescoço, seguindo todo o percurso que chegava a masculinidade já ereta. Felicity abaixou o tronco,ajoelhou-se e o tocou.

—Baby,eu não vou aguentar venha aqui- O Arqueiro já sentia a voz falhar,suas pernas bambearam a medida que ela o segurava firme entre as mãos.

—Hoje será sobre você ..Vou prová-lo.

Na posição em que Oliver estava, tudo que ele via era aquele corpo esbelto e nu,a cabeleira rosa se agitando conforme ela o colocava na boca.

Os lábios rosados, pareciam querer engoli-lo por inteiro.

—Caralho!- foi única palavra que conseguiu verbalizar. Seus instintos diziam para fechar os olhos e contemplar as sensações que a boca dela lhe promovia, por outro lado era surreal demais, queria manter os olhos abertos e salvar aquela cena na sua memoria.. Felicity já havia feito isso outras vezes, mas dessa vez parecia irreal, mágico.

Ela o retirou dos lábios e sorriu afetada. Passou a língua pelos lábios e abaixou-se novamente, dessa vez o lambeu de cima a baixo. Sem conseguir se frear, o arqueiro levou à mão a cabeleira colorida e segurou os fios com força... .Dar prazer também promovia prazer. Era assim que ela se sentia, estava molhada e pronta para Oliver.

—Eu quero tanto você -Ela dizia enquanto fechava aos mãos ao redor do membro rosado .Massageava-o com movimentos alternados. Aqui um pouco macio, depois áspero, firme e de repente pronto para explodir em prazer... Felicity pensava enquanto dava-lhe aumenta o aperto.

—Eu vou goz- Antes que Oliver concluísse , ela cessou o que fazia.

—Não, você não vai…- Queria ver o prazer de seu marido acumular,deixá-lo na borda. Sua meta era que chegassem lá juntos. Um turbilhão só. -Não agora.

Empurrou-o direito na cama, beijou seus lábios com carinho, reverência. Com o mesmo ar sonhador ela se ergueu para em seguida sentar sobre o corpo dele.

—Amor olhe pra mim..- Ela pediu manhosamente.

—Baby,Não faço outra coisa se não, olhá-la- Oliver era doce, e ao mesmo tempo sexy como o inferno,até mesmo uma frase como essa,tinha o poder de deixá-la em expectativa.

—Coloca as suas mãos no meu corpo- Felicity pediu, a medida que foi se abaixando bem devagar, tomando-o por completo dentro dela.

—Minha- Foi tudo que Oliver disse, quando sentiu aquele calor característico, ao ser acolhido por sua gruta apertada, ele pulsava forte.. Queria movimentar, empurrar-se mais dentro dela... Mas era óbvio que Felicity ditaria o ritmo, então fez o que ela pediu. Levou suas duas mãos aos seios dela. Estavam cheios e os mamilos durinhos.

Fechou os olhos em apreciação.

Sua Respiração ficou presa, para se soltar em seguida um gemido de prazer.

—Minha- Oliver tinha um caso sério com o pronome possessivo, Felicity já havia observado, ele sempre dizia " Minha" quando estava dentro dela. Fazia parte do ato e também tinha o poder de deixá-la em chamas, ela era dele de fato. E ouvir a posse só aumentava o seu tesão.

—Oliver..Venha pra mim, quero que derrame tudinho dentro de mim.

Ela o estava domando. Dona da situação e no controle de seu corpo,Oliver sabia e não importava. Gostava do que estava acontecendo. Gostava demais.

—Vou cavalga-lo -falou baixinho no ouvido do marido.

Ela se balançou para frente, fazendo movimentos curtos, lentos e excitando-se cada vez mais com a sensação de poder.

Oliver estremeceu abaixo dela.Segurou suas coxas com força, ajudando-a no processo de subir e descer.

—Vou transbordar em você — Oliver disse ao arfar.

—Meu..-Felicity sabia que além do marido gostar de usar posse em referência a ela.Sabia também que ele gostava de ouvir ela o tomando- Você é todo meu...Libere tudinho dentro de mim.

Passando as mãos sobre o seu peito ,Felicity se abaixou, os fios rosados caindo sobre os seus rostos quase colados, sua boca se fechou com força sobre a dele.Um emaranhado de línguas e respiração pesada.

O ar cheirava a sexo,quente e molhado.Estavam chegando lá.

Felicity sentia que ele estava no ápice da explosão, ela também estava. Aumentou o movimento que fazia, sentindo ele lhe apertar os quadris, os dedos enterrando em sua pele enquanto tudo o que viam era luzes e formas estranhas.

O orgasmo veio como se fosse uma onda, crescendo e aumentando sem parar.

Ainda montada sobre ele,Felicity deixou seu corpo cair, sentia como se eles estivessem derretendo. Oliver se aliviou de forma quase brutal. Felicity sabia que ele estava se segurando, mas não imaginava que seria tanto.

—Eu te amo tanto- ela sussurrou, ouvindo o coração dele martelar descompassado.

De repente, Oliver se lembrou da conversa que teve com a irmã, se sentiu ridículo em relação ao que falara e pensara . Felicity jamais o deixava de lado, ela sempre arrumava um jeitinho de surpreender.

—Eu te amo, independente da cor dos seus cabelos- Eles sorriram ao mesmo tempo- Mas fazer amor com você toda rosada e no controle, talvez tenha sido o ponto alto da minha existência. ..

Beijou o alto de sua cabeça, acariciou as madeixas enquanto pensava numa resolução para o seu novo fetiche.

—Amor,quanto tempo você pode ficar com esse visual?

Felicity gargalhou alto.

— Fazia parte de um disfarce, Oliver. .Não pensava que voltaria a usá-los assim, tão cedo...Mas aquele dia na prisão, os seus olhos me contaram o que você estava pensando… E agora você está aqui, não temos compromissos fora de casa, nossa geladeira está abastecida.. Você determina até quando eles ficam -segurou os fios entre as mãos.

Por um momento Oliver pensou que Diggle tinha contado para Felicity, a respeito do seu pequeno desabafo.Mas não, essa era a sua mulher com uma percepção nata quando se tratava dele.

— Amor,você me conhece melhor que eu mesmo..- ajeitou sua posição, para pode ver aqueles olhos,aquele sorriso,todos os elementos que tinha o poder de mantê-lo refém. — E também por me conhecer tão bem,sabe que não sairemos dessa cama nos próximos dias.

—Eu estava contando com isso- tocou os seus lábios com um selinho.-Mas como nem tudo é perfeito e temos necessidades fisiológicas ,preciso ir ao banheiro.

Oliver também precisava atender algumas necessidades, aproveitou a pausa e vestiu apenas uma calça de moletom, nem se preocupou em colocar uma cueca ou a camiseta. Seguiu para a cozinha, se tinha planos de continuar com toda aquela atividade, precisavam repor as energias. Lembrou-se da garrafa de vinho, e algumas ideias passaram por sua cabeça. Todas envolvendo o casal nu, uma lareira acesa e duas taças de vinho ao lado.

O interfone bipou, anunciando alguém na porta.

Oliver saiu em direção à sala.

—Jonh!Algum problema? ..-O Arqueiro a princípio assustou com a visita parada na porta ,já haviam se falado mais cedo. Não esperava que Diggle aparecesse.

—Na verdade, são ideias que queria trocar com você. Mas isso pode esperar...Deveria ter ligado antes.

Oliver era a visão de um homem usado até virar pó. Diggle observou.

A falta da camiseta denunciava marcas de unhas espalhadas no peito e também marcas vermelhas no pescoço, no dia seguinte certamente estariam arroxeadas. E mesmo assim, nada tirava aquele sorrisão no rosto do loiro.

—Que isso,John,vamos entrar..

Diggle acenou a mão em cumprimento, Oliver só foi entender quando ouviu a voz de Felicity. Instantaneamente olhou pra trás, e lá estava sua deusa rosada vestida com o mesmo roupão preto que usara mais cedo.

—Ei, Jonh.- Felicity não parecia constrangida ,apenas cansada, mas assim como Oliver,aquele sorrisão estava presente.

— Felicity- Jonh devolveu — Cabelos cor de rosa, hein?...Fico feliz que não tenha ficado só na imaginação.

Diggle piscou para Oliver e saiu, não sem antes dar uma gargalhada.

Notas finais
Esperei por tudo isso no episodio de Arrow.,rsrsr Claro, que certas coisas não viriam,ne?Mas mesmo assim,eu esperei. #Tola *COMO ASSIM PRODUÇÃO?Felicity toda linda com aquele cabelo pink,e nem uma cena do casal Olicity referente a esse detalhe?Achei sacanagem,DC. Como já havia dito, sou muito imaginativa, na minha mente poluída, eles ficaram na carne viva,se é que me entendem. Rsrsrs Então resolvi compartilhar essa one-shot com vcs . Porque pra mim,Olicity é fogo no molhado rsrsr ENFIM,VAMOS FALAR DE OUTRA COISA.. É muito chato dizer isso, no entanto eu tenho acesso aos números de visualizações e estou vendo o tanto de gente que esta lendo minhas fanfics.Muitaaaaa gente.Fiquei chocada,postei “Resiliência” sábado a noite.Hoje estava olhando o gráfico com mais de 700 vizualizações. Contudo a maioria não deixa nem um “oi” pra autora.É por isso que muitas historias morrem, falta de presença dos leitores..Muito triste escrever para leitores fantasmas.. Não estou pedindo elogios, e nem quero bajulação ou nada do tipo,só queria saber o que melhorar e o que devo adicionar. Talvez até sugestões de enredo para desenvolver. Todo esse material leva tempo para ser escrito, montado, revisado e detalhe, sem fins lucrativos, apenas para entreter vcs.. Obrigada a todas que apoiaram as minhas loucuras e tbem deixaram comentários. Vocês são um amor ♥Espero que tenham gostado, e vou despedir-me por aqui.Estou pensando seriamente em parar de postar. Tinha como meta postar outras one-shot,aliás one-shots que estão prontas,só falta editar. Mas dado as circunstâncias fico muito desanimada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!