Fetiche.
1 Capítulo Único — Que bela voz.
Notas iniciais
Capítulo Único.
Depois do confronto final de Luxanna, a dama da luz, com Illaoi, a deusa do vazio, a paz se fez no universo.
Miss Fortune já cumpriu sua promessa que fez mais cedo ao entrar no grupo; proteger o universo. Ele estava a salvo, não tinha mais ninguém para tentar conquista-lo de maneira in-correta.
Decidiu seguir o mesmo caminho que seu pai; se aventurar nos mares de Bilgewater, sendo uma maruja, ou como ele chamava a pequena Fortune, uma pirata.
Ela só não achava que iria ter um fetiche, seríssimo no canto de uma vastaya que se encontrava cantarolando pelos altos mares, Nami.
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''Já disse, não vou cantarolar para você, Fortune.'' — Nami estava exausta da mulher a pedindo para cantar, era todo dia, no mesmo horário o mesmo pedido.
''Por favorzinho'' — Juntou as mãos, fazendo cara de piedade. Nem parecia que era uma mulher de 27 anos, e que antigamente protegia o universo com a própria vida.
''O que eu ganho em troca?'' — Nami indagou curiosa, entraria no joguinho da ruiva.
''Moedas. Moedas raras, que só se encontram nas profundezas dos mares, e pelo que sei, você e seu povo não consegue chegar lá, não é mesmo?" — Riu diabólica, entregando uma moeda para a vastaya, que ergueu as sobrancelhas.
Nami suspirou, limpando a garganta e pensando na sua música criada há poucos anos;
Encanto que surge ao luar
Que envolve o pescador
Que seduz navegador
E inspira o trovador
A Fortune estava se admirando cada vez mais pela 'mulher' á sua frente, sua voz era doce e calma, em um toque perfeito para dar uma dormida e relaxar.
Corava a cada palavra dita, sorrindo e se encostando no navio, encarando a sereia no mar.
Voz sonora
Infinita brasa ou calor
Tudo em volta é fogo
Incenso, fumo e fervor
Canta minha sereia
Nami arregalou os olhos ao escutar outra voz cantar sua música, direcionando os mesmos para a ruiva em cima de si. Pela primeira vez, se sentiu bem perto daquela pirata.
Piratas ameaçavam o seu povo há muito tempo, sempre se afastava quando via um navio perto de si, mas, com Fortune era diferente.
Ela sentia confiança e paz, a liberdade que seus pais não a lhe deram.
Sorriu, prosseguindo com o canto:
E quando você para
Para ouvir
E quando você pensa em voltar
Não há mais tempo
Tudo fica tão distante de você
As vozes se uniam a cada palavra dita, as ondas dos mares ficava cada vez mais forte a cada melodia soltada pelos lábios finos e delicados das mulheres.
O canto da sereia seduziu você
O canto da sereia seduziu você
Um canto caprichoso seduziu você
Fortune não sabia o que deu nela, apenas se aproximou da vastaya encostando seus lábios no da mesma, sorriram após o ato.
É, talvez elas se dariam bem dali em diante.
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