Festivals
1 Capítulo único
Notas iniciais
Depois de muito custo, Percy e Annabeth conseguiram chegar na bancada de inscrição que havia no central park. O local estava cheio por conta do evento que estava acontecendo; hoje era o festival do pai e filho, e Percy, como um pai exemplar, levou o pequeno Thomas ao festival para participar da comemoração que tanto planejaram desde que a carga horária do mais velho havia aumentado. Ele foi explorar o local com o filho nos ombros enquanto Annabeth conferia o regulamento de inscrição do festival.
— Papai, nós vamos nos inscrever em todas as brincadeiras que tiver e vamos ficar aqui até amanhecer! — Thomas disse animado nos ombros do pai
— Calma lá garotão, uma coisa de cada vez, onde é que está sua mãe? — perguntou Percy esticando o pescoço para procurar a esposa que se perdera na multidão
— Estou bem aqui — Ela respondeu aparecendo ao seu lado
— Pai, vamos no lago, a competição de barquinhos vai começar logo e não quero perder a saída, a gente vai ganhar, tenho certeza! — Thomas disse balançando o barco que havia construído com o pai em suas mãos com convicção.
Como o pai; Thomas havia herdado a paixão pela água, e o poder para controlá-la também, mas só conseguia realizar o feito em um momento de raiva ou de entusiasmo por não conseguir controlar os poderes muito bem.
Ao chegarem no lago, Thomas aguardou a partida para dar o empurrão necessário ao barco. Quando a competição começou, foi um ânimo só, todos torcendo pelos próprios barcos e tudo que se ouviam eram os gritos das crianças cujos barcos estavam ganhando. Thomas, que começou a ficar irritado com o fato de seu barco estar ficando atrás dos demais, sem consciência de que era uma forma de trazer seus poderes à tona, deu um impulso na água, garantindo a sua vitória e a dúvida de outros.
No outro lado do lago, receberam uma medalha e partiram para outras brincadeiras.
O dia foi longo, Percy e Thomas foram em diversas brincadeiras e se divertiam cada vez mais em cada uma delas, até que foi dado o anúncio que o festival iria acabar em 30 minutos, então só tinham tempo para mais uma brincadeira.
Os morenos entregaram as medalhas que haviam faturado em outras brincadeiras para Annabeth e viram quais eram as opções restantes que pudessem ser realizadas em 30 minutos. Como já tinham ido em quase todas as brincadeiras, poucas foram as alternativas que tiveram, e por interferência de Annabeth optaram por uma brincadeira chamada sentidos de cegos.
As regras eram simples, uma das pessoas teriam que vendar os olhos e a outra teria que guiá-la apenas com a voz para achar 3 objetos. Ao encontrar os objetos a pessoa vendada teria que reconhecer que objeto era e depois depositá-lo em um frasco. Quem cumprisse todas as etapas e encontrasse os 3 objetos primeiro seria o vencedor.
Thomas seria o guia de Percy e eles estavam convencidos de que era outra medalha garantida.
Percy vendou os olhos e esperou o filho começar a dar as coordenadas certas para achar os objetos. O garoto gritava incessantemente "DIREITA PAPAI! NÃO ESSA, É A OUTRA DIRETA!" A única coisa que Percy fazia era rir da confusão do filho e confiar nós próprios sentidos para tentar encontrar os objetos. Ele foi tateando os lugares a procura dos objetos e rapidamente achou o primeiro: um molho de chaves. Ele só soube que estava certo pelos gritos eufóricos do filho quando encostou no objeto. O caminho para o frasco foi fácil, assim que colocou as chaves dentro dele procurou pelo segundo objeto. Thomas estava dando coordenadas certas dessa vez e com questão de minutos ele encontrou uma jarra decorativa de metal; o segundo objeto. Retornou com ele para o frasco e percebeu que estava empatado com os outros oponentes.
O juiz parou a brincadeira e declarou que mudaria o guia e o local em que o frasco estava, agora quem iria dar as coordenadas seriam as mães, e os pais continuariam com o posto de achar o objeto, mas agora sem saber a localização do frasco. Retornando à brincadeira Annabeth guiava Percy que demorou achar e reconhecer o último objeto, um envelope.
Percy pediu as direções para o frasco e Annabeth conseguiu conduzi-lo diretamente ao pote, depositando lá dentro o envelope. O homem logo tirou a venda e viu o filho pulando e comemorado terem ganhado a última medalha do festival.
Percy pegou o garoto no colo e o jogou para cima como forma de celebração e quando o colocou no chão olhou para dentro do frasco contendo os objetos achados na brincadeira e percebeu algo diferente.
O envelope que tinha achado por último estava com o nome de Annabeth e o endereço da casa onde moravam, e logo estranhando a situação, tomou o papel em suas mãos e questionou a esposa
— Annie, o que é isto?
— O elemento surpresa da brincadeira — Ela respondeu ansiosa — Abra e verá do que se trata
Percy fez o que ela havia dito. Começou a ler o papel e logo tomou uma surpresa. Era um teste de gravidez no nome de Annabeth e o mais surpreendente era que o teste havia dado positivo.
— Annie, isso é verdade? — Percy perguntou já com um brilho nos olhos
— É sim, você vai ser pai... de novo
Percy pegou a esposa nos braços e a girou no ar com um sorriso de orelha a orelha. "Ela está gravida!" Percy gritava repetidamente para as pessoas presentes, que percebendo o que estava acontecendo, começaram a bater palmas.
Percy logo percebeu que Thomas não estava prestando atenção na cena porque estava ocupado pegando sua medalha, orgulhoso de ter ganhado a ultima possível do festival, e se lembrou de um outro festival que a igreja havia organizado para arrecadador fundos e Annabeth havia revelado que estava grávida do primeiro filho, 8 anos antes. A loira, parecendo que leu os pensamentos do marido, deu um sorriso para ele e se manifestou
— Acho que tenho um fetiche por festivais
Mas Percy não havia prestado atenção. Estava ocupado demais pensando no futuro com dois filhos e a mulher que ama ao seu lado para o resto da sua vida.
Depois de muito tempo pensando ele finalmente conseguiu organizar seus pensamentos e formar a frase que estava rondando sua situação
— Temos que começar a frequentar mais festivais
Fale com o autor