Festival, confissão e cavaleiros
1 Festival em Feendrache
Notas iniciais
E com essa fic eu tento converter mais gente ao LanVan...
Boa leitura a todos!
Feendrache. Lar da Ordem dos Dragões Brancos, o grupo de cavaleiros responsável pela proteção da população.
Era normal que os cavaleiros fossem vistos derrotando monstros, solucionando crimes e ajudando a população no que fosse necessário.
Naquele momento, o Time Chickadee, junto do capitão e do vice-capitão da Ordem, terminavam de limpar uma área de monstros.
Olhando ao redor, Vane conferiu o status do local, estando bastante satisfeito com o resultado.
— Yosh! Tudo limpo! Agora esses monstros não vão mais incomodar!
— Ótimo trabalho, pessoal! — Lancelot declarou com um sorriso satisfeito.
— Agora esses monstros não vão mais atrapalhar o festival, né, Lancey? — Vane comentou dando um tapinha de leve nas costas de Lancelot.
— Vane! Eu já disse pra não me chamar de Lancey! — Lancelot devolveu, com o rosto levemente ruborizado — Mas tem razão, agora que terminamos de limpar a área, todos vão poder aproveitar o festival sem nenhuma preocupação.
Os membros do Time Chickadee apenas observavam a interação de seus superiores, surpresos com a familiaridade deles.
— É impressionante a maneira que esses dois agem um com outro. — Mordred comentou.
— Acha que vamos chegar a esse nível um dia? — Arthur completou, enquanto observava Vane falar alguma coisa que fez Lancelot perder a compostura.
— Ora… — Mordred deu um sorriso de canto travesso — Se chegarmos nesse nível, tenho certeza que vou ter várias histórias embaraçosas suas ‘pra compartilhar!
— Ei Mordred, que tipo de comentário foi esse?
E os dois começaram a discutir da maneira que sempre faziam. Os outros membros do Time Chickadee só observavam resignados.
E foi com conversas altas e risadas que o grupo retornou à sede da Ordem depois de um longo, mas produtivo, dia de trabalho.
Na noite que precedia o grande e esperado festival, os membros do Time Chickadee tentavam descansar, mas a ansiedade não permitia que eles fizessem isso.
Rolando para o lado, Arthur chamou por seu amigo, tomando cuidado para não acordar os outros que pareciam ter conseguido pegar no sono:
— Ei Mordred, ‘tá acordado?
— Agora eu ‘tô. O que foi Arthur?
— Eu ‘tava aqui pensando… Você acha que o capitão Lancelot está em um relacionamento com alguém?
— De onde saiu isso? — Mordred questionou, agora completamente desperto.
— O que? Vai me dizer que não escutou a fofoca na Ordem?
— É claro que eu já ouvi a fofoca! — ele se exaltou — Mas você acha que tem algum fundo de verdade nela?
— Bem, você viu como o capitão reagiu, não foi?
— Você acha que o capitão e o vice-capitão estão em um relacionamento?! — Mordred arregalou os olhos, incrédulo.
— Você não?
— Cale a boca e vá dormir, Arthur.
E com um grunhido irritado, Mordred se virou e cobriu a cabeça com o travesseiro. Fim de discussão.
Apesar disso, Arthur não conseguia ignorar a ideia que borbulhava no fundo de sua mente.
— Ei Mordred.
— O que foi agora, Arthur?
— Você acha que o vice-capitão vai acompanhado ao festival?
— Por mais que eu ache que o vice-capitão Vane seja popular o suficiente pra ir acompanhado ao festival, não acho que veremos uma cena dessas.
— Não acha mesmo que ele vai convidar o capitão?
— Como que eu vou saber disso? Eles são amigos de infância, não seria nada estranho se eles fossem ao festival juntos! — Mordred respondeu com um sibilo irritado. Céus, a essa altura ele só queria dormir, não responder às teorias conspiratórias de Arthur!
Cansado, Arthur finalmente cedeu ao sono. Não demorou muito para que o mesmo ocorresse com Mordred. O silêncio tomou conta do dormitório, e o resto da noite seguiu tranquila e serena.
[...]
O festival de Feendrache estava mais vívido do que nunca. Iluminadas pelas calorosas luzes amareladas, as barracas coloridas exibiam comidas variadas e jogos de habilidade, e a multidão circulava pelo local aproveitando o momento.
Com os braços cheios de comida e os bolsos um pouco mais vazios, Arthur e Mordred caminhavam pelo festival, aproveitando a folga que tinham recebido.
— Ainda não acredito que você me tirou daquela banca, Mordred! Tenho certeza que na próxima eu ia conseguir o prêmio! — Arthur reclamava ao mesmo tempo que andava e comia.
— A única coisa que você ia ganhar seria uma carteira vazia!
— Eu tinha tudo sob controle, Mordred! — Arthur devolveu com uma careta infantil — Espera, é o capitão ali?
— Ali? Realmente parece ele, mas você já viu o capitão descontraído? — o erune questionou, não reparando que a pessoa de quem falava se aproximava.
Lancelot terminou o que fazia e, tendo captado em seu campo de visão a imagem dos dois cavaleiros em treinamento, aproximou-se deles.
— Arthur, Mordred, espero que vocês estejam aproveitando o festival, sim?
— Estamos sim. — Arthur respondeu — Apesar que tem um certo alguém que não quer me deixar tentar ganhar um prêmio.
— Considerando como sua mira é boa, você não ia ganhar um prêmio tão cedo. — Mordred devolveu.
— É ótimo ver que estão aproveitando o festival. — Lancelot comentou com um sorriso — Ainda mais considerando que a Ordem não tem muitos dias de descanso.
— Eh… capitão, você está no festival sozinho?
— Não? Vane só foi resolver algo e estou esperando ele voltar.
O sorriso de gato de Cheshire que se abriu no rosto de Arthur ao ouvir isso fazia o sangue de Mordred ferver. Afinal, ele sabia muito bem o que seu amigo queria dizer com aquele sorriso.
A conversa da noite anterior passava pela cabeça do erune, tão vivida e incomoda como se tivesse ocorrido há dois minutos, diante disso, ele finalmente cedeu à curiosidade e fez A pergunta:
— Capitão, você e o vice-capitão estão em um relacionamento? — indagou sem rodeios.
Lancelot jamais esperaria uma pergunta daquelas. Com o rosto queimando, claramente ruborizado, ele se preparou para responder, mas sem perceber que Vane já estava se aproximando e tinha escutado a pergunta.
— Não. — refutou o capitão.
— Sim. — a voz do outro cavaleiro se fizera presente ao mesmo tempo, mas sua expressão mudou totalmente ao ouvir a resposta alheia — Como assim não, Lancey? — Vane perguntou triste.
— Vane, espera, eu…— Lancelot tentou corrigir-se, porém o vice capitão se afastou antes que o pudesse fazer.
Arthur e Mordred apenas podiam observar o mal entendido. Mordred estava realmente se sentindo mal por ter perguntado algo tão delicado de forma tão insensível.
Então Arthur decidiu consertar a situação.
— Você gosta dele, não é, capitão?
— O que denunciou? — questionou num suspiro, já praticamente em desistência de esconder o fato.
— Ah nada demais, só praticamente a Ordem toda acha que vocês são um casal sério. — Arthur respondeu como se fosse nada — E é exatamente por isso que vocês tem que resolver esse mal entendido.
— Você tem razão… — Lancelot suspirou fundo — Venham comigo, vamos resolver isso de uma vez por todas.
Os três procuraram por vários locais, sem encontrar nenhum sinal de Vane. Até que Lancelot pensou e se lembrou de um lugar em específico. E com o mero resquício da lembrança, seu pés se moveram automaticamente, correndo para lá.
Arthur e Mordred o seguiam com um pouco mais de distância, na expectativa de verem toda a confusão ser resolvida.
— Vane! — Lancelot chamou meio ofegante.
— Por que você veio até aqui, Lancey? — ele questionou desviando o olhar.
— Eu não podia deixar as coisas do jeito que estavam.
— Não precisa. Eu entendo plenamente se você não quiser mais nada comigo.
— Vane? Me desculpe.
— Desculpas? Mas sou eu que estou errado aqui, Lancey…
— Não é verdade! Eu também tenho culpa nessa confusão. Ainda mais por ter te machucado tentando esconder isso…
— Como assim, Lancey?
— Vane, se você quiser, mas só se você quiser mesmo… — Lancelot começou a corar enquanto tentava colocar as palavras pra fora — O que você acha de sermos um casal?
— Lancey, quer dizer que...? — ele se levantou completamente surpreso, antes de puxar Lancelot para um abraço bem apertado — Esse tempo todo e você não disse nada? É claro que eu quero!
E o abraço sincero logo se tornou um beijo desengonçado, ávido por recuperar o tempo perdido.
Lá longe, Arthur e Mordred se deram um high five ao ver a cena. Suspiros de “finalmente” saíram da boca dos dois, que mal conseguiam esperar para contar ao resto da Ordem dos Dragões Brancos.
Mais tarde, quando o capitão e o vice-capitão retornassem à sede da Ordem, os dois seriam recebidos com vários gritos de finalmente e comemorações.
Parecia que o clima do festival tinha sido estendido para além do dia, com todos deixando a seriedade e relaxando.
No fim tudo estava bem, pois festivais eram para se comemorar várias coisas, inclusive um amor cultivado por anos.
Sim, aquele amor dos dois vinha de muito tempo e finalmente havia se manifestado externamente. E tudo terminou bem, no meio de um festival de confissões… e cavaleiros
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