Festa do mês de Julho!
2 Realidade
Acordei na manha seguinte com o corpo doido.A noite não tinha sido das melhores e eu tinha acabado de sair de um sonho perfeito para uma realidade horrível e dura. Olhei no relógio que marcava 6:30h se não me levantasse agora iria me atrasar para a escola. Dobrei meu joelhos e fiz uma oração:pedi a Deus que pelo menos uma vez tudo ocorresse bem,e que nesse ultimo ano de ensino médio as coisas na escola fossem mesmo boas.
Fui pra cozinha,mas não tinha a mínima vontade de tomar café.Chamei meu pai e meu irmão e fomos para a escola.Meu primeiro dia no meu ultimo ano escolar e eu não estava nem um pouco empolgada e nem tinha me arrumado direito!Estava me sentindo horrível e a mais feia da escola como sempre me sentir.Está no “Terceirão”,como todos já estavam se acostumando a falar, não é lá tão empolgante.
Ao entrar na escola,respirei fundo.Seria ali a minha jornada daqui pra frente. Procurei imediatamente um lugar pra sentar,o que não foi tão difícil,pois já conhecia a escola a tempos e a maioria dos alunos não haviam chegado.Atrasados como sempre — pensei.Larguei esses pensamentos de lado,quando vi a Jenifer,a menina que havia estudado comigo no ano passado e que tinha me abandonado no final do ano,por causa das minhas recuperações.Me animei com a possibilidade dela se assentar ao meu lado,em fim teria alguém pra conversar.Mas ela simplesmente passou por mim e se sentou logo a frente sozinha. Me sentir invisível,mas conseguir ignorar.Pensei até em me aproximar,mas percebi que ela não queria minha companhia.
Ao passar os minutos outros colegas de sala do ano anterior chegaram e não se assentarão perto de mim.O que tenho de errado? Foi o que eu pensei.
O sinal bateu e era a hora de saber em qual sala teria ficado.Torci muito para que fosse na da Cecília,uma amiga que sempre foi da minha escola,mas nunca da minha sala.
Depois de procurar em várias listas,no meio daquela multidão de alunos,encontrei meu nome,separado da Cecília e o pior não, conversava com ninguém naquela sala ridícula. Respirei fundo mais uma vez e seguir em direção a minha sala. Odiando aquele lugar e pedindo a Deus que as horas passassem logo,me sentei bem no fundo. E a cada pessoa que entrava eu já pensava na minha carta para mudar de sala.
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