Ferck, uma História de Guerra
2 2 Gravação
18/02/13 – 28 dia no Iraque
12:12 – boa tarde, hoje nós acordamos 05:00 de novo e bombardeamos a cidade, não houveram baixas, mas, (um grito de dor no fundo, [isso dói @#%&] [ para de reclamar mocinha, você aguenta balas e não aguenta uma agulha?] eu trouxe algumas marcas de lá, quebrei uma costela, e torci o pé e tem um bala no meu braço , pelo menos eu estou vivo, o pessoal do pelotão também vai fazer áudio- diário porque segundo eles, isso ajuda a não enlouquecer [ *% não tem como você ser mais delicada não ?] [ não me pagam pra ser delicada me pagam pra tirar essa bala de você] [aaaaaaah!] (arfando) nós acordamos com o sargento entrando nas cabanas [acordem! Rápido suas lesmas camufladas!!!] todos nos levantamos e nos vestimos, pegamos nossos fuzis e fomos designados para nossos postos: artilharia, infantaria e cavalaria, eu sempre estive na cavalaria dirigindo tanques de guerra, mas não desta vez, eu fui designado para infantaria, eu estaria no campo de batalha, frente a frente com o inimigo, fomos andando até a cidade com tanques e ajuda da força aérea sobre nossas cabeças, quando estávamos a 2 km da cidade já víamos os soldados iraquianos, até que ouvimos explosões no céu, ao olharmos pra cima vimos um avião caindo, não era o nosso, e começou a batalha, nossos aviões explodiam cada vez mais os iraquianos, e víamos corpos e mais corpos até que um tiro me acerta no braço e deixa minha arma cair, corro para trás de um tanque, e ponho minha cabeça mais a frente, em meio aos tiros e corpos no chão, vejo um homem baixo com uma carabina M4, ao meu lado vi um corpo caído de um homem velho, em cima dele havia uma AS-50, eu a peguei e mirei, disparei 3 balas no torso, quando ele caiu no chão o turbante caiu (silencio) era só um menino, então um avião nosso passou por cima de nós e nos ouvimos o doce som da explosão fatal, a bomba caindo em cima da cidade, o tanque foi chegando para trás e quando eu fui sair de trás meu pé tinha ficado preso por baixo do cadáver do velho, a esteira do tanque passou por cima do meu pé, mas graças a areia meu pé afundou e quebrou, preocupado com meu pé não vi o iraquiano atrás de mim, ele poderia ter me matado mas queria me ver sofrer, ele me chutou e me socou até que virei e dei um tiro em sua cabeça, Carl, um soldado que conheci no pelotão surge no meio da areia e me leva para dentro do tanque, a batalha tinha acabado nós voltamos e agora eu estou aqui na mão de uma enfermeira assassina [aiiii!] [ ah desculpa, pelo que parece eu tenho tendência a ser assassina] por hoje é só [ para de me furar!!!] Fim da gravação – 12:27
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